Prêmio Em Dobro!
PARA TUDO! Porque um prêmio já é bom... Mas dois É LEGAL DEMAIS!
Dois dos meus contos foram premiados no Concurso A Fantástica Fábrica de Contos, no Wattpad.
Encontro Sombrio foi o 2° colocado na categoria Terror/Suspense, e A Dama e o Valete foi o 3° Colocado na categoria Romance.
Quem Segura a Pena
De repente eu reparei numa coisa: eu falo bastante das criações aqui no blog, mas pouquíssimo sobre os criadores, aqueles que colocam a cabeça para funcionar e dedicam parte de suas vidas a criar uma história que será para sempre eternizada em nossos corações. E em nossas estantes.
Sim, meus amores, estou falando sobre os escritores.
E como hoje é o Dia do Escritor, vou elencar alguns dos meus autores favoritos, alguns favoritos de todo mundo, alguns autores clássicos indispensáveis, e alguns que não são muito conhecidos, mas que, na minha humilde opinião de leitora voraz, todo mundo deveria conhecer.
Inclusive uma tal de Talita Vasconcelos, que me disseram que é muito simpática, e olha só os livros dela que coisa linda:
Ok, já vendi meu peixe. Agora vamos ao post.
Não necessariamente nessa ordem...
Aquele Encanto Inesperado
Antes de começar a resenha propriamente dita, vamos recapitular um pouquinho a história dessa personagem, que não era bem uma protagonista nos livros anteriores da série Perdida, e que eu sinceramente não esperava que fosse receber uma atenção tão carinhosa da autora.
Valentina Albuquerque era indiretamente pretendente à mão de Ian Clarke...
Espera aí... O romance se passa no século 19, quando as mulheres não podiam tomar a iniciativa, então, deixa eu reformular a frase: Valentina Albuquerque era, aparentemente, a futura Sra. Ian Clarke...
Não... Ainda não reflete toda a verdade. Vamos tentar mais uma vez: Valentina Albuquerque sonhava, torcia e rezava desesperadamente para Santo Antônio fazer com que Ian Clarke prestasse atenção nela.
É... Agora, chegamos mais perto.
Bem, Valentina era uma das melhores
amigas de Elisa Clarke, irmã do Ian, e uma das muitas beldades que suspiravam
por ele na vila. Porque, como já sabemos, Ian é o sonho de consumo de todas
as mulheres um cara muito simpático, muito bem educado, por quem qualquer
mulher se apaixonaria até sem querer querendo.
E é possível que Valentina tivesse de fato se tornado a Sra. Ian Clarke, se um certo celular – cujo fabricante ainda estou empenhada em descobrir para comprar o meu – não tivesse dado defeito, se transformado numa máquina do tempo, e levado certa senhorita muito desbocada para o século 19 para bagunçar a vida e o coração de Ian.
Pois é, Sofia Alonzo estava quieta no canto dela, lá no século 21, entrou numa loja de eletrônicos para comprar um novo celular, e acabou arrastada para o passado para pôr a perder uma paquera que Valentina rezava fervorosamente para dar certo desde criancinha.
Bem, ela e a Teodora, outra das pretendentes mais ferrenhas à mão do Sr. Clarke. Aliás, à mão, ao braço... Enfim, ao corpo inteiro do moço.
Mas não podemos culpar Sofia por isso. Afinal, o destino só escreveu numa linha um pouco mais torta do que o convencional uma das histórias de amor mais queridas da minha estante.
Já a Valentina, coitada, não deve ter sido tão simpática a essa intromissão em seu destino...
Algum tempo depois do casamento de Sofia e Ian, Adelaide Albuquerque, mãe de Valentina, morreu inesperadamente. A história oficial é que ela contraíra tifo, doença grave, que era mortal na época; e seu pai não demorou a fazer a fila andar, casando-se em tempo recorde com sua amante argentina, Miranda Mendoza, uma fulaninha toda trabalhada na periguetagem, que já o levou para o altar com pãozinho no forno – um filho que Elisa suspeitou desde o princípio que nem fosse irmão de Valentina, já que a fulana também ciscava em outro galinheiro na época –, e tão logo contraíram núpcias muito suspeitas, o arrastou para o Rio Grande do Sul, junto com a adorável e desventurada Valentina, de quem não imaginávamos ter notícias depois disso.
Porém, quis o destino que Elisa Clarke desvendasse involuntariamente uma trama macabra envolvendo a morte da Sra. Albuquerque, que quase custou sua própria vida em Prometida. Este era um sinal de que a história de Valentina ainda não estava concluída, pois Carina Rissi não deixaria sua personagem morrer à míngua, na prateleira do esquecimento.
E assim chegamos a Desencantada – Entregando-se Aos Segredos do Amor, em que a história de Valentina finalmente ganha contornos mais sólidos.
DESENCANTADA – ENTREGANDO-SE AOS SEGREDOS DO AMOR
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 476
Gênero: Romance
Sinopse:
O quinto volume da série best-seller Perdida.
Valentina de Albuquerque descobriu muito cedo que não é nenhuma princesa encantada. Em vez de bailes e romance, tudo o que a jovem deseja é encontrar um jeito de viver com dignidade longe do pai e da madrasta, que tem como hobby fazer da vida dela um inferno. A oportunidade surge com uma proposta de casamento. Quase passando da idade de se casar, Valentina cogita aceitar. Seu coração não se alvoroça com o pretendente, mas ela não está à procura do amor. Seria um bom arranjo... se o capitão Leon Navas não cruzasse o seu caminho. O misterioso espanhol é mal-educado, irritante, atrevido — além de lindo —, e Valentina ficaria muito feliz se jamais voltasse a vê-lo. Mas o destino parece decidido a reuni-los, e, após um equívoco embaraçoso, ela está noiva de Leon, de quem pouco sabe, exceto que seu coração dispara toda vez que seus olhares se cruzam e que irritação não é o único sentimento que o capitão lhe desperta. Então Valentina sofre um terrível acidente. Assustada, porém disposta a provar que não foi um simples acaso, ela vai atrás do responsável. Entre suspeitas, disfarces, segredos e contratempos, a moça acaba sucumbindo à irresistível e devastadora paixão, sem se dar conta de que o perigo ainda está à espreita... Poderá uma garota nem um pouco encantada viver um conto de fadas e conseguir o seu final feliz?
EEEEE ❤
Retrospectiva Literária 2020
Esse 2020 foi tão louco que eu me peguei nos últimos dias do ano fazendo um exercício para lá de prazeroso: relembrar os melhores momentos.
Sim, eles existiram. Pode não ter sido nas áreas que a gente gostaria (aí, ANVISA, dá para agilizar essa vacina, querida?), mas no frigir dos ovos, é sempre possível encontrar algo para apreciar nesse ano turbulento.
Especialmente, em se tratando do nosso Admirável Mundo Inventado. Se a realidade não está colaborando, o jeito é se apaixonar cada vez mais pela ficção.
Assim, sem mais delongas, trago aqui duas retrospectivas especiais desse 2020. Começando pela Retrospectiva Literária.
Quarentena Faz Coisa - Décima Quinta Semana – Ao Infinito e Além...
Quarentena, Dia 99
Se essa
quarentena demorar para acabar, vou ter que sair por aí de burca, porque o meu
cabelo sem progressiva, só Jesus na causa!
Quarentena, Dia 100
Estou começando a
me preocupar com a dívida que vou herdar para o ano que vem, de tantos boletos
não sorteados para o pagamento do mês...
Quarentena, Dia... Perdi a conta!
E... ainda
estamos aqui.
Conheça outras
histórias da série Se Contar, Ninguém Acredita aqui.
Quarentena Faz Coisa - Décima Quarta Semana – King Kong Não Respeita Confinamento
Quarentena, Dia 92
Corrigindo: a
taxa de separações por corneamento no
condomínio acaba de cair para três. O corno do apartamento 36 voltou com a
mulher.
Quarentena Faz Coisa - Décima Terceira Semana – A Sexta-Feira 13 da Quarentena
Quarentena, Dia 85
Tudo bem que a
máscara engana um pouco, mas juro que eu vi um sujeito hoje no supermercado que
era a cara do Homer Simpson. Careca, barrigudo, olho esbugalhado e a pele meio
amarelada...
Quarentena Faz Coisa - Décima Segunda Semana – Chame os (Inaladores) Alcoólicos Anônimos!
Quarentena, Dia 78
Finalmente
decifrei o mistério de como o Piripaque vai parar no cesto de roupa suja: ele
vai correndo até a lavanderia, e antes de chegar na porta dá um baita de um
pulo, até a borda do cesto. Diga-se de passagem, eu só flagrei essa proeza
porque ele errou o salto na primeira tentativa e bateu o focinho na lateral da
máquina de lavar. Nunca pensei que um chihuahua daquele tamanho pulasse tão
alto.
Quarentena Faz Coisa - Décima Primeira Semana – Continuamos Empurrando Com a Barriga
Quarentena Faz Coisa - Décima Semana – A Vizinhança Também Não Colabora...
Quarentena, Dia 64
Eca! Acabei de
matar um rato. Tive vontade dar uma vassourada na vizinha porca do apartamento
da frente, mas fiquei com medo de contaminar minha vassoura. E o rato não
estava usando máscara. Cadê meu álcool 70%?
Quarentena Faz Coisa - Nona Semana – Vamos Rir Para Não Dar Na Cara da Pessoa...
Quarentena, Dia 57
“Quem for de direita, toma cloroquina.
Quem for de esquerda, tubaína”. Se era para ter um palhaço na presidência, eu
preferia o Tiririca. Pelo menos, ele é profissional.
Quarentena Faz Coisa - Oitava Semana – Então... Falta Muito Ainda?
Por Talita Vasconcelos
Quarentena, Dia 50
Hoje faz exatamente
cinquenta dias que eu não tenho nenhum arranca-rabo com a Dona Lourdes. Não
estou nos reconhecendo! Sério: nenhuma treta por causa da vaga na garagem,
nenhum desentendimento pelo descarte do lixo, nenhuma acusação de termos jogado
seu gato na lixeira – só para constar: nunca fizemos isso com o bichinho; o
caso é que ele sempre mergulha por cima do ombro de quem quer que abra a lata
de lixo no dia em que o seu Horácio do 62 faz macarrão com sardinha –, nenhuma
queixa porque a Dona Horrores(?) largou o saco de lixo no elevador – às vezes
eu desconfio que a Dona Lourdes reclama comigo porque me acha boa ouvinte –,
nada sobre o excesso de fumaça que sai pela janela da nossa cozinha – essa
reclamação é típica das sextas-feiras, que é o meu dia de cozinhar, e aí, só
orando; mas nos últimos tempos não tenho tido muitas oportunidades de
frequentar a cozinha, já que duas cozinheiras de mão cheia a tem mantido
ocupada quase vinte e quatro horas por dia. Enfim, Dona Lourdes não reclama de
absolutamente nada com a minha pessoa há exatos cinquenta dias. Estou começando
a ficar preocupada. Será que não seria o caso de pedir que um médico venha dar
uma examinada na síndica? Porque isso não é normal...
Quarentena Faz Coisa - Sétima Semana – Mas Paciência Tem Limite...
Quarentena, Dia 43
Nunca pensei que
qualquer ser humano algum dia diria isso, mas: “graças a Deus, minha mãe não
mora mais em Nova York!” Os números da pandemia por lá, não param de subir.
Quarentena Faz Coisa - Sexta Semana – Não Vamos Deixar a Peteca Cair!
Por Talita Vasconcelos
Quarentena, Dia 36
Sabe aquela noite
em que você não encontra nada apetecível para fazer? (A coisa está tão fora do
normal na vida da gente, que eu achei um uso para a palavra apetecível... Nem sei quando foi a
última vez que usei essa). Hoje é essa noite. Nem a TV serviu para distrair.
Acabamos a noite, quatro mulheres na mesa da cozinha (Cristiana, Bibi, Paloma e
eu), jogando Stop.
Stop!
Eu não jogava
esse trem desde a oitava série!
Mas até que foi
divertido. Teve até uma cena curiosa com a letra M.
Michelle, Marrom,
Margarida, Martelo, Melancia... Chegamos ao “minha
sogra é”, e todo mundo sabe o que vem por aí, né?
– Mal educada –
respondi, pensando na gracinha da mãe
do Marcelo, meu último namorado firme.
– Muquirana –
respondeu Bibi.
– Miserável –
essa foi a Paloma, e eu nem sei se ela tem alguma sogra para se inspirar.
– Maravilhosa.
Nessa hora,
Cristiana nos deixou mudas. Trocamos olhares assombrados por um instante, e em
seguida aplaudimos.
– Todo mundo
esculhambando a sogra, a pessoa me saca um maravilhosa
– elogiou Bibi. – Essa pessoa tem Jesus no coração.
– Ou não está
tomando direito o Gardenal.
E com essa minha
observação, o momento foi-se.
Não que a minha
amiga não tivesse razão. A mãe do Pedrão realmente é a exceção no quesito
sogra.
Quarentena Faz Coisa - Quinta Semana – Matemática Orçamentária e o Festival do Tédio
Por Talita Vasconcelos
Quarentena, Dia 29
Nosso vídeo no
Youtube teve cem mil visualizações. Em cinco dias! Ok, não é um viraaaaaaal, mas é um belo de um número.
Se continuar nesse ritmo, quem sabe não nos renda um troquinho? Isto é, assim
que o nosso canal for elegível para uma plataforma de propaganda.
Quarentena Faz Coisa - Quarta Semana – Hora de Reduzir as Despesas
Por Talita Vasconcelos
Quarentena, Dia 22
Estou começando a
pensar que não vou ter dinheiro para pagar minha parte do aluguel no mês que
vem. Será que o “Seu Barriga” me deixa pendurar?
Quarentena Faz Coisa - Terceira Semana – A Vida Não Pode Parar
Por Talita Vasconcelos
Quarentena, Dia 15
Sabe qual é o
cúmulo da falta do que fazer? Sentar na varanda às onze horas da noite para
ouvir o barraco que está rolando no prédio da frente. Não entendi o motivo da
treta, mas o circo está pegando fogo. Fiz até pipoca.
Quarentena Faz Coisa - Segunda Semana – Ainda Estamos Otimistas!
Por Talita Vasconcelos
Quarentena, Dia 08
Fiquei hoje com
uma sensação esquisita, quando deu nove horas da noite e a Dona Lourdes,
síndica do prédio, não veio encher o saco porque o meu carro estava ocupando a
vaga para visitantes na garagem. Isso acontece toda terça-feira, porque os
namorados da Karina Periguete insistem em estacionar na minha vaga. Como eu não
saí de casa, eles devem ter arrumado outra vaga para ocupar. Ficou faltando
alguma coisa para completar a minha rotina diária...
Se Contar, Ninguém Acredita apresenta: QUARENTENA FAZ COISA!
Porque com a
cachaça fazendo coisa a gente já está acostumado, mas isolamento social é tão
enlouquecedor quanto. Vamos dar uma espiada em como a Emanuelly está se saindo
nesse isolamento social, iniciado no final de março. Quarentena também faz
coisa que, se contar, ninguém acredita. Dá só uma olhada no diário dela.
Só não contem que
fui eu que peguei.





































