Conheçam Meus Livros

Se Contar, Ninguém Acredita





Se Contar, Ninguém Acredita é uma série de contos de humor, protagonizados por Emanuelly Lacerda, uma personagem que nasceu no meu Id... Ou no meu Ota...? Bem, tanto faz! Emanuelly e seus amigos do Grupo de Teatro Máscaras e do Condomínio Toscano vivem histórias completamente fora do comum, com personagens fora da caixinha, e acontecimentos que Se Contar, Ninguém Acredita!

Se Contar, Ninguém Acredita No Que Aconteceu Nesse Natal
 Véspera de Natal. Um dia em que você espera reunir a família, encher a pança de panetone, brindar com aquele vinho comprado para ocasiões especiais... Você deixa tudo planejadinho desde o meio de novembro para que nada dê errado. Mas véspera de natal também é aquele dia em que pode acontecer de um tudo! Na melhor das hipóteses, acaba rolando uma substituição de última hora no amigo secreto, sua vaga na garagem acaba sendo interditada por uma árvore de natal, e o peru da ceia de repente decide dar uma voltinha e sai voando pela janela. Normal, acontece... Mas aí você acaba ficando com os preparativos do dia ainda mais congestionados porque a sua amiga queimou a rosca no seu apartamento, o carro do seu pai pode ser roubado pela quadrilha do Papai Noel, e você ainda pode terminar a noite com um bando de malucos viciados em banana fazendo bagunça na sua casa... Enfim, tudo pode acontecer na véspera de natal, especialmente com os amigos da Antonella... digo, da Emanuelly. Porque com essa galera, acontece cada coisa que, se contar, ninguém acredita!


Trecho do livro:

[...]
– Hã... Onde está o cidadão que deveria estar deitado aí? – perguntei, cautelosamente, assim que Pedrão se voltou para dentro do apartamento e apertou os lábios com cara de culpado.
Aliás, eu disse cara de culpado? Perdão... Quis dizer cara de MUITO culpado.
– O quê que foi, gente? – perguntei de novo, com um alarme disparado dentro da cabeça. – Cadê o peru?
Pedrão ergueu um braço e coçou a parte de trás da cabeça, nervoso. Cristiana fez uma careta nervosa. Valentina virou a cara para o forno quando tentei olhar para ela. Até o Piripaque pareceu se encolher no colo dela.
– Sabe o quê que é...? – Pedrão hesitou. – O peru estava assim, meio agitado... E decidiu sair voando... Pela janela...
Eu o encarei incrédula. Queria rir. Queria chorar. Queria gravar aquela cena para rir mais tarde. Queria matar o cidadão que estava se escondendo atrás da travessa vazia que poderia servir como prova ou arma do crime, eu ainda estava tentando decidir. Queria pular da janela também para não ter que explicar ao Casanova o que foi que aconteceu com o peru que ele comprou. Queria saber o motivo da gritaria lá embaixo. Será que os mendigos pularam o muro do condomínio para disputar as coxas do peru suicida?
Não. Suicida, não. O bicho não se jogou, foi um homicídio! Homicídio doloso! E em plena véspera de natal, atirar um peru assado pela janela do oitavo andar é crime inafiançável! E passível de prisão perpétua! Ou cadeira elétrica! Ou de uma vassourada na cara!
[...]
 
Um conto especial postado em três partes:



Compre o Livro em e-book na Livraria Saraiva ou em edição física no Clube dos Autores.



Quem Deu o Habeas Corpus para a bruxa?


Era tudo muito simples: noite de estreia do espetáculo especial de Halloween no Teatro Máscaras, situado num casarão mal assombrado no ABC Paulista. Mas noites de estreia nunca são coisas simples para este pequeno e desventurado Grupo Teatral.
De posse do indulto de Dia das Bruxas, a bruxa realmente esteve à solta, bagunçando os bastidores e o espetáculo dessa galera, causando as confusões mais inacreditáveis.

Em circunstâncias normais, deveríamos questionar como alguém encaixaria um novo personagem numa peça na noite de estreia, com um número considerável de pequenas alterações para memorizar no último minuto, e com a crítica mais rabugenta da região confirmada na plateia; mas nos meus quase seis anos de Grupo Máscaras aprendi a não duvidar de nenhum plano maluco dessa galera. Porque, no fim, dando certo ou errado, de qualquer modo Dona Silvia Rosenthal vai falar mal da gente. E como sempre, a crítica dela será lida e depositada na pilha das opiniões ignoradas.
Assim sendo, estávamos prontos para entrar no palco.
Tínhamos um Drácula gripado, um Frankenstein com nariz machucado, uma Múmia paralítica, uma noiva para dois monstros e uma Cruella improvisada. Vamos na fé, porque na sorte está difícil.
Unimos as mãos.
– MERDA!”


Um conto especial postado em sete partes:


* Vencedor do Concurso Revelações do Wattpad 2018 na categoria Humor.




Compre o Livro em e-book na Livraria Saraiva ou em edição física no Clube dos Autores.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita!
E já que chegou até aqui, deixe um comentário ♥
Se tiver um blog, deixe o link para que eu possa retribuir a visita.