Conheçam Meus Livros

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A Difícil Jornada dos Semi-Deuses Que Ainda Não Descobriram As Facilidades do GPS

Chegamos então ao quarto capítulo da “desconhecida” saga de Percy Jackson & Os Olimpianos. Desconhecida porque, como já foi mencionado à exaustão, a adaptação cinematográfica da saga foi para o vinagre, encerrada prematura e equivocadamente no segundo filme. Não vamos nos estender no assunto para não ficar repetitivo.
Mencionei aqui na resenha passada que o terceiro livro “A Maldição do Titã” é o meu favorito da saga. Ao passo que A Batalha do Labirinto está para mim no mesmo patamar de O Mar de Monstros, os dois volumes de que menos gostei na história. Não estou dizendo que o livro é ruim, pelo contrário; apenas estou dizendo que os outros três volumes foram muito mais interessantes.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Vingança Mortal

Hoje venho apresentar a vocês uma obra nacional que todos precisam conhecer.

Vingança Mortal
Autora: Raquel Machado
Ano: 2014
Editora: Clube dos Autores / Amazon
ISBN: 1495987795
Páginas: 117
Formato: Impresso e Digital
Gênero: Suspense/Policial
Sinopse:Ao receber uma ligação sobre a morte de sua melhor amiga, Brenda volta a sua cidade natal, Lageado Grande. Lá ela vai ao velório de Nicole, onde encontra seu rosto marcado por facas. Uma dúvida surge: será que realmente foi um acidente como todos falam?Ao voltar para casa algumas pistas aparecem, e Brenda fica obstinada a investigar a morte de Nicole. Ela decide então voltar as suas raízes. Porém, o tempo parece ter mudado muitas coisas, inclusive as pessoas que ela imaginava conhecer.Envolvida em uma rede de intrigas, dinheiro, drogas e traição, ela se vê prestes a montar um quebra-cabeça, onde cada peça parece se encaixar com extrema exatidão. E a solução para esse mistério, pode revelar um segredo escondido há muito tempo.




sábado, 9 de dezembro de 2017

O Ronald McDonald Tinha Um Dragão... YA-YA-OH ♪!♪!♪

Embora o título seja Alice No País das Maravilhas, o filme contém mais elementos do segundo livro, Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá, do que do primeiro. Muito provavelmente Tim Burton chegou à conclusão de que seria inútil adaptar em versão live-action uma história que todos conhecemos de cor e salteado através do desenho da Disney de 1951. Seria recontar uma história que já foi contada inúmeras vezes: tem a versão em desenho da Burbank de 1988, tem o filme de 1999 que teve Whoopi Goldberg no papel do Gato Que Ri, e não sei quantas outras versões contando essencialmente a mesma história. Para quê investir alguns milhões de dólares e colocar uma peruca vermelha e quilos de maquiagem no Johnny Depp para repetir o mesmo conto de fadas?
Pensando assim, Tim Burton decidiu incorporar elementos dos dois livros, avançar alguns anos no tempo e contar um capítulo, digamos, mais maduro das aventuras de Alice no Mundo Subterrâneo. E, por assim dizer, criou um filme inteiro baseado num poema de 28 versos que aparece no segundo livro. Só isso.
Vejam bem, o desenho da Disney de 1951 também não foi completamente fiel ao livro. Se colocar realmente na balança, a única adaptação fiel foi a da Burbank, pois o Sr. Disney tomou diversas liberdades com a obra de Lewis Carroll. Para começar, Tweedledee e Tweedledum são personagens do segundo livro, e não aparecem no primeiro. O campo de flores cantantes também pertence ao segundo livro – só que ali as flores não cantam, apenas falam pelos cotovelos. E Disney achou por bem excluir de seu desenho a Duquesa, o Bebê chorão que se transforma num porco e sai voando, e a Cozinheira ranzinza que adora pimenta e atirar pratos nas pessoas. Talvez tenha pensado que já havia maluquice demais no sonho da Alice.
Seja lá como for, para não fazer um trabalho semelhante, Tim Burton reescreveu a história, utilizando elementos e personagens do Mundo Através do Espelho e um dos muitos poemas recitados no segundo livro, e deu asas à sua imaginação nada convencional para criar todo o resto que faltava.
Por exemplo: a palavra Capturandam foi apenas mencionada no mundo através do espelho, mas jamais explicaram do que se tratava. As Rainhas Branca e Vermelha também só aparecem no segundo livro, quando Alice se viu num mundo que se assemelhava demais a um tabuleiro de xadrez gigantesco; embora a Rainha Vemelha de Tim Burton tenha incorporado alguns elementos da Rainha de Copas do primeiro livro, como o Valete, o amor por tortas, a maneira peculiar de jogar croqué, e a mania de mandar cortar as cabeças de todos. Quanto ao Jaguadarte, na versão do livro traduzida para o português por Augusto de Campos – a mais conhecida no Brasil –, um monstro chamado “Pargarávio” foi mencionado no mesmo poema que citava o Capturadam. Não foi descrito em detalhes – apenas dentes e garras foram mencionadas –, mas a ilustração mostrava um dragão muito bizarro mostrando os dentes para a menina vestida com uma armadura, que empunhava a Espada Vorpeira, com a qual, de acordo com o poema, o monstro foi morto no Gloriandei. O poema foi jogado sem texto nem contexto na história, e tal monstro jamais foi visto por Alice em nenhum dos livros. Tim Burton pegou essa deixa, criou a profecia sobre o Jaguadarte que seria morto pela Espada Vorpal empunhada por Alice no Gloriandei, e usou como contexto para o filme. Só mesmo um gênio como ele para fazer tanto com tão pouco.

Mas em se tratando de Tim Burton, trívia.
Ou eu deveria chamar: Alice e a Lenda do Pargarávio Jaguadarte?

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A Melhor Parte da História Não Vai Virar Cinema, Nem Vai Passar Em Hollywood...

Uma coisa que não encaixou com aquele final precipitado da saga de Percy Jackson no cinema foi o retorno de Thalia. Sim, ele era necessário para concluir a aventura da busca pelo Velocino de Ouro no Mar de Monstros; no entanto, deixou em aberto uma parte importante da saga: afinal, a profecia sobre o herói que poderia salvar ou destruir o Olimpo era mesmo sobre Percy? Qual partido Thalia, filha de Zeus tomará na guarra entre deuses e titãs? E mais: com a derrota prematura de Cronos, fatiado novamente pela “lâmina maldita” de Percy, e a compreensão de Luke do grande erro que cometeu ao ajudar um ser que achava sua carne apetitosa (literalmente!), toda a perspectiva de uma guerra entre deuses e titãs foi automaticamente para o vinagre, de modo que não teria mesmo como levar a saga adiante – não com base nos livros, pelo menos, a não ser que alterassem todo o contexto; muito mais do que já vinham fazendo nos dois primeiros filmes.
Seja lá como for, esse roteiro acabou dando um tiro no próprio pé. O filme ficou bom? Sem dúvida! É divertido? Vale a pena ver mais de uma vez? Com certeza! Mas contextualmente, assassinou a saga sem dar a ela um final, de fato.

Rick Riordan, autor da saga, não ficou satisfeito, motivo pelo qual as adaptações terminaram aí. Qualquer continuação teria que alterar os rumos da história que ele escreveu, e aparentemente isso não agradou o autor. Corre um boato de que a Netflix está disposta a produzir uma série baseada na saga dos Olimpianos, desta vez, preservando a história dos livros. Riordan, pelo que consta, trabalhará no roteiro. Se sairá do papel, só Zeus sabe. Enquanto isso, resta-nos conhecer a história como seu criador planejou através das páginas dos livros.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Existem Mais Monstros Esquisitos No Triângulo das Bermudas do Que o Cinema Se Dispôs a Mostrar...


Seguindo em frente com a saga dos novos heróis do Olimpo, preciso admitir que O Mar de Monstros foi mais animado no filme, mas já comentei aqui que os livros e os filmes do Percy Jackson nos trazem histórias completamente diferentes. Até porque, se já foi difícil colocar um centauro em cena, imagina uma dúzia? E conseguir convencer Pierce Brosnan (a.k.a. James – elegância – Bond) a encarar mais um filme como personagem secundário, coberto de pelos indesejáveis e ostentando uma bunda de cavalo, haja dracma!
E, só para constar, não foi nem nessa parte nem nessa forma que Cronos se ergueu do caixão. Mas, enfim...

sábado, 25 de novembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo Bônus – A Lenda de Robert Griplen e as Bruxas de Salem

Capítulo Bônus de As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:
A segunda parte do livro "Expiação" começa revelando a conexão entre a maldição da Família Griplen e o episódio de perseguição às bruxas em Salem, quando uma escrava decidiu contar a algumas meninas da cidade a trágica história de amor daquele rapaz e o destino de suas noivas...


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Mas Que Raio de História É Essa?

Eu reconheço que sou apaixonada por sagas, e que não tenho muita paciência para ficar esperando meses pelo lançamento do próximo volume – Carina Rissi é a única autora que eu permito me deixar nessa ansiedade. E J. K. Rowling, é claro. Em geral, gosto de pegar as sagas depois de concluídas, e ler inteira num embalo só. Quase sempre eu leio as sagas depois já ter visto os filmes inspirados nelas. Se bem que, muitas tiveram seus primeiros volumes filmados, e os estúdios aparentemente desistiram de filmar o restante, por... qualquer razão. Por exemplo: Coração de Tinta, Academia de Vampiros, a saga de Darren Shan que gerou o filme Circo dos Horrores – O Aprendiz de Vampiro, As Crônicas Vampirescas de Anne Rice, que só levou para as telas Entrevista Com o Vampiro (divinamente) e A Rainha dos Condenados (mal e porcamente, devido ao fato de ter condensado três livros enormes em um filme de duas horas, tão ruim que chega a ser divertido), e por aí vai... De modo que, mesmo depois de ver o filme, sempre resta algo inédito para ler.
Mas quando peguei a saga do Percy Jackson, não imaginava que teria tanta coisa inédita para ler... nos dois primeiros livros!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo 14 – A Última Noite: Robert Griplen Levará Mais Uma Noiva Para as Profundezas?



Último capítulo da primeira parte do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:


Chega, enfim, a noite do aniversário da tragédia; a noite em que Robert Griplen levará sua noiva para as núpcias em sua mansão submersa. Susan agora precisa reunir forças numa última tentativa de impedir que Anne mergulhe para sempre no mar de Salem.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

sábado, 4 de novembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo 12 – As Máscaras Começam a Cair



O décimo segundo capítulo do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:
Depois de descobrir a verdade por trás da maldição, Susan se depara com mais uma inesperada surpresa. As máscaras começam a cair; existem mais coisas entre o céu e a cidade de Salem do que Susan poderia imaginar...

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Defuntos Até Na Imaginação



Nosso mês especial de Halloween está chegando ao fim, mas eu guardei o melhor para o final.
Já mencionei aqui que meu esquete favorito de Bolaños durou pouco no Programa Chespirito. Dom Caveira, com seu humor negro e seus personagens encantadores teve apenas sete episódios, mas foi o suficiente para conquistar uma enorme fatia desse meu coração apaixonado pela comédia de Chespirito.
O episódio de hoje foi o primeiro que eu vi do esquete, e também o meu favorito. Carlos Vieira – carinhosamente conhecido como Dom Caveira – teve um dia bem tumultuado na Funerária Pompas Fúnebres, com um defunto morto perseguindo-o por todo lado...
O DVD chamou o episódio de “Esse Morto Não é Brincadeira, Dom Caveira”, mas aqui seguimos o título original.
Vamos nos divertir com a comédia


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – Sete... A Um



Por Talita Vasconcelos
ÚLTIMO ATO
Interior. Ainda No Castelo do Drácula, Transilvânia. Mesma Noite.

Primeiro: Frankenstein não devia entrar nessa cena. Mas ele entrou. E entrou debaixo de cacete.
Segundo: não deveria haver um bêbado em cena. Mas houve. E era o Ricardo, o ator desaparecido, que entrava mamado, cobrindo o Frankenstein de porrada. Só para fazer o nariz do Pedrão voltar a sangrar.
Terceiro: Vick deveria ter tido pelo menos trinta segundos a mais lá fora para prender direito a peruca da Noiva de Frankenstein, antes de entrar no palco tentando apartar a briga.
Quarto: O Fantasma da Ópera ser nocauteado no último ato tentando apartar a treta do Frankenstein com um bêbado, não estava no roteiro.
Quinto: A Cruella atirar um sapato na cara do bêbado para fazê-lo parar de bater no Pedrão, também não estava no roteiro.
Sexto: Se o Ricardo estava enchendo a cara em algum lugar nos bastidores, quem é a Múmia que passou a peça inteira resmungando na cadeira de rodas?
E Sétimo: A sorte não alivia, mesmo! Já posso avaliar o que vai sair na coluna da Silvia Rosenthal, que, por sinal, está na primeira fila, assistindo ao nosso fiasco com um sorriso sádico no rosto.

sábado, 28 de outubro de 2017

Os Sombrios Sons de Notre Dame




Para quê falar de um clássico que todo mundo conhece? Para quê ler um clássico incansavelmente refilmado? Bastaria assistir a um dos filmes, a uma das inúmeras adaptações, e voilà! Você já conhece a história, não é? Geralmente, não é bem assim.
A maior parte das histórias recebe tantas modificações ao serem adaptadas para o cinema ou para a televisão, que quando nos deparamos com a obra original descobrimos que não a conhecemos tão bem quanto pensávamos. Sobretudo porque tanto o cinema quanto a TV têm a necessidade constante de agradar o público, o que implica muitas vezes em mudar o destino, e principalmente o final dos personagens com quem o público criará empatia.
Como é o caso desta obra maravilhosa que todos estamos carecas de ver representada por aí, mas de uma maneira completamente diferente da história original.


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – O Sexto Não Tem Sentido



Por Talita Vasconcelos
A Mina dos Monstros – Transcrição da peça
ATO I
Interior. Castelo do Drácula, Transilvânia. Noite.

NARRADOR (VOICE-OVER): Numa noite de lua cheia...

Drácula está descendo as escadas com uma mulher vestida de noiva desacordada em seus braços.

NARRADOR (VOICE-OVER): O vampiro traz a linda donzela, raptada a caminho do altar, para dentro de seu castelo. Mas se esta for sua noite de núpcias, erraram o caminho da alcova...

O vampiro a deita num divã no meio da sala empoeirada, e acaricia seu rosto pálido, parecendo muito feliz com o sucesso de sua empreitada.

DRÁCULA: Mina... Doce Mina... Finalmente será minha, Mina...

ALTO-FALANTES:
♪ Minha mina, minha amiga, minha namorada! Minha gata, minha sina do meu condomínio... ♪

NARRADOR (VOICE-OVER): Desculpa aí, pessoal, música errada. Hehe.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Quando o Fantasma é Pirata, Pode Ser Um Fantasma Falsificado



O que nunca pode faltar no Admirável Mundo Inventado? O mais admirável dos mundos inventados na televisão: Chespirito!
A ideia era que o Halloween Animado deste ano tivesse dez postagens, como no ano passado, mas infelizmente, não será possível. Esse especial terá só a metade das postagens planejadas. Em compensação, esse está sendo um mês de outubro bastante movimentado por aqui, com postagens quase todos os dias.
Mas para os meus episódios favoritos das criações do mestre Roberto Gomez Bolaños eu sempre arrumo um tempinho.
O escolhido da vez é um episódio pouco conhecido aqui no Brasil. Só foi exibido uma vez pelo SBT, na primeira vez em que a emissora de Silvio Santos decidiu colocar o Clube do Chaves no ar, entre 2001 e 2002. Fora isso, só foi exibido aqui pela TLN – aquele canal da Televisa que 101 em cada 100 pessoas nunca tiveram, porque só chegou a ser incorporado por pequenas operadoras de TV a cabo, que ainda não pegam em boa parte do Brasil, tipo a Oi TV, que só funciona direito – até onde fui informada – no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Bem, o episódio de hoje faz parte da temporada de 1990 do Programa Chespirito – aquela em que Bolaños já estava mais velhinho e começando a xingar a balança –, e é um remake de O Tesouro do Pirata Fantasma, de 1975. Embora muita gente critique negativamente essas últimas temporadas, eu gosto demais de vários episódios. Principalmente das séries que nunca tiveram muito destaque na programação do SBT, como Dom Caveira, Cidadão Gomez e Chaveco. Quanto ao Chapolin, sim, os episódios de 1973 a 1979 são maravilhosos – temporadas de 1975 e 1978, minhas eternas favoritas! –, mas muitos episódios inéditos e alguns remakes do Chapolin gravados entre 1990 e 1992 – última temporada do personagem – figuram entre os meus favoritos.
Como é o caso do episódio escolhido para esta review. Em muitos aspectos eu o considero melhor que o original de 1975. Ok, não temos Carlos Villagran bancando o tonto, nem o saudosíssimo Ramón Valdés vestindo a pele do Pirata Alma Negra, mas esta versão teve um elenco maior, personagens diferentes da primeira versão, Edgar Vivar mais maluco do que nunca, o episódio é mais longo, o cenário bacana, várias piadas verbais e visuais diferentes da primeira versão, e um final bem diferente, também. Sem falar que, desta vez, Florinda Meza deixou a peruca de palhaço no camarim, e desfilou com suas madeixas naturais – a peruca foi tingida e dividida entre Edgar Vivar e Angelines Fernandez.
Sem mais delongas, vamos nos divertir agora com


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – Vai Pros Quintos!



Por Talita Vasconcelos
– De onde vocês dois vieram? – perguntou Vick, surpresa ao nos ver surgindo do nada.
– Não queira saber – respondi, rindo.
– A gente prestes a dar vida a um bando de monstros, e os dois malucos atravessam uma parede... – comentou Valentina. – Estou começando a acreditar que esse cara é mesmo um fantasma.
– Pode até ser, mas tem bom gosto – comentou Leandro, com um sorriso malicioso e um tom de voz sugestivo, tentando soar o menos fanhoso possível com o nariz completamente congestionado pela gripe. – O que vocês dois estavam fazendo nessa passagem escura?
– Tentando não ser envolvidos num barraco – respondi.

sábado, 21 de outubro de 2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – O Quarto Escuro



Por Talita Vasconcelos
Fui direto para a cozinha do casarão misturar as coberturas de chocolate e morango. Você pode não acreditar, mas em muitas séries de vampiro é assim que se faz sangue falso. Claro que a maioria simplesmente mistura um corante vermelho na cobertura de chocolate, mas quando não se tem tempo para ficar procurando corante comestível pela cidade, é só misturar calda de chocolate com calda de morango, e voilà! Temos sangue falso. O que não podemos, nesse caso, é ter um vampiro diabético em cena...

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O Navio Que Só Os Futuros Presuntos Podem Ver



Já que o tema é Halloween, nada mais apropriado do que falar dos caras que (ganham?) a vida caçando monstros a torto e a direito. Aqueles dois simpáticos filhos de João e Maria – e não estou falando das criancinhas que assaram a bruxa má! Embora eles tenham encontrado ao menos um dos dois e a bruxa doceira lá pela décima temporada da série – que gostam de se envolver com o Sobrenatural.
Num dos meus episódios favoritos da terceira temporada, os irmãos Winchester tiveram um encontro com uma divertida ladra e um navio fantasma.



Numa cidadezinha portuária chamada Sea Pines, no estado de Massachusetts, uma mulher está prestes a sofrer uma invasão de privacidade estilo Big Brother, ao entrar despreocupadamente no chuveiro. Mas não se empolguem, meninos; Supernatural é uma série de família! Se bem que alguém nesse episódio não está muito preocupado que ela possa ser também uma mulher de família, que provavelmente chegou cansada do trabalho e deixou o jantar esquentando no micro-ondas, enquanto tomava um banho quente e relaxante para se livrar do estresse.
Enquanto ela enxagua tranquilamente os cabelos, alguém a observa. E esse alguém não está com boas intenções. Só que são más intenções do tipo Norman Bates com Mary Crane, mas em vez de uma faca, a criatura utiliza a água do chuveiro – ou os setenta por cento de água de que é constituído o corpo humano – para afogar sua vítima.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - O Melhor de Três



Por Talita Vasconcelos
Aos bem vividos que acham que já viram de tudo, me digam se já viram isso: uma mocinha do final século dezenove caminhando pelas ruas do Grande ABC, com um vestido branco de gola alta, com um discreto babado de renda na gola, arrematado com aplicações de pérolas; imaginem o penteado de Winona Ryder em Drácula de Bram Stoker, arrematado com um chapéu branco, com um pequenino véu que, no momento certo, cobriria também o meu rosto.
Imaginou?
Agora imagine essa mesma mulher entrando no supermercado, batendo as botinas no piso antiderrapante, aproximando-se da prateleira das delícias – aquela preenchida com achocolatado em pó, garrafas de cobertura para sorvete, barras de chocolate e todas essas gordices maravilhosas –, fazendo aparecer um ponto de interrogação no rosto de um bebê na cadeirinha do carrinho, que provavelmente nunca se deparou com uma maluca fantasiada de Mina Murray, enquanto a mãe tenta decidir se leva o Neston de chocolate ou de morango.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - 2° Tempo



Por Talita Vasconcelos


Atenção para o Top de três frases mais proferidas no Teatro Máscaras em noite de estreia:
“Quebre a perna!”
“Meu cabelo está bom assim?”
“Cadê o Perry Ricardo?”
Seja falta de sorte, ironia do destino, ou a explicação que quiserem atribuir, certos azares acabaram se tornando rotina nas nossas noites de estreia. Parece brincadeira, mas alguém sempre fica rouco ou perde a voz por qualquer motivo; alguém traz ou é seguido por algum parente ou ficante mala sem alça, que parece não entender que tudo o que acontece no palco de um teatro é encenação – como a namorada sequelada que já mencionei, que invadiu o palco para bater no ator que estava abraçado com um travesti, e a avó biruta de uma atriz que ficou toda emocionada ao vê-la casando em cena –; e, não importa o personagem que tenha sido escalado para fazer, o Ricardo raramente estreia na mesma data que o resto do elenco.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Bicha Não Morre! Bicha Vira Um Fantasma Muito Alegre!



A diversão nunca para no Halloween do Admirável Mundo Inventado. Hoje vamos relembrar uma série produzida pelo SBT entre 1999 e 2000, protagonizada por uma típica caipira de Pau Grande (interior de Minas Gerais). A personagem, vivida por Gorete Milagres, muito nos divertiu com sua inocência nas duas temporadas do humorístico “Ô Coitado!”.
Esse episódio provavelmente foi produzido para divulgar o espetáculo “Acredite! Um Espírito Baixou Em Mim”, mas, sabe-se lá porque razão, quando foi reprisado pelo SBT em 2014, teve o título alterado para “O Fantasma Alegre”. Algum problema com os royalties, imagino.
Aqui vamos manter o título original da peça. Assim sendo...



Quer dizer, nele...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Se Contar, Ninguém Acredita - Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa?



Por Talita Vasconcelos
 Como foi que chegamos nessa situação?
Em circunstâncias normais, deveríamos questionar como alguém encaixaria um novo personagem numa peça na noite de estreia, com um número considerável de pequenas alterações para memorizar no último minuto, e com a crítica mais rabugenta da região confirmada na plateia; mas nos meus quase seis anos de Grupo Máscaras aprendi a não duvidar de nenhum plano maluco dessa galera. Porque, no fim, dando certo ou errado, de qualquer modo Dona Silvia Rosenthal vai falar mal da gente. E como sempre, a crítica dela será lida e depositada na pilha das opiniões ignoradas.
Assim sendo, estávamos prontos para entrar no palco.
Tínhamos um Drácula gripado, um Frankenstein com nariz machucado, uma Múmia paralítica, uma noiva para dois monstros e uma Cruella improvisada. Vamos na fé, porque na sorte está difícil.
Unimos as mãos.
– MERDA!
***
Agora vamos do princípio...

sábado, 7 de outubro de 2017

Foi Mexer Com Quem Estava Quieto...



Ano passado, mais ou menos por esta época, eu postei aqui a resenha de um livro nacional de terror que foi mostrado pela Sophia Abrahão na novela Amor à Vida – numa linda iniciativa do autor Walcyr Carrasco de incentivar a leitura, fazendo seus personagens apresentarem diversos títulos nacionais. O livro que Sophia Abrahão estava lendo na novela era Os Sete, do André Vianco, e, conforme comentei naquela resenha, ela só teve chance de dizer meia dúzia de palavrinhas do enredo, antes de ser interrompida pela Leila (personagem de Fernanda Machado), mas foi o suficiente para que eu me interessasse pelo livro e o procurasse – embora tenha deixado tempo demais na fila de leitura.
E como Os Sete era só o primeiro volume de uma saga, não demorei a ler o segundo, Sétimo, e preciso dizer que ele é tão bom quanto o primeiro.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Os Fantasmas Que Se Explodam!



Depois do sucesso do Halloween Animado no ano passado, decidi manter a tradição, e dedicar o mês de outubro a episódios de séries de TV que se encaixam com a data. Bem, ano passado comecei com os desenhos; desta vez vou começar com as séries de comédia.
Sem mais delongas, vamos iniciar com um clássico da TV mundial: um dos filmes curtas-metragens de Os Três Patetas. O trio mais biruta da tela nos divertirá hoje com a comédia:




quinta-feira, 28 de setembro de 2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Nunca Julgue Um Livro Pelo Nome do Ator Em Seu Título!



O romance de estreia de Carol Sabar parece ter sido formulado como uma fanfiction da saga Crepúsculo, ou com a pretensão de aproveitar o sucesso da saga e atrair os mesmos fãs.
Parece!
Se alguma dessas possibilidades é verdade ou não, simplesmente não importa, porque ela criou uma história tão divertida e autêntica, que realmente não faz a menor diferença qual tenha sido a intenção.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo 5 – Parece Que Alguém Já Conhece Um Dos Quartos da Mansão Submersa...



O quinto capítulo do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:
Quando a curiosidade é mais forte que o medo, as irmãs Dawson mergulham mais uma vez no mar de Salem para explorar a mansão submersa, e começam a perceber que os sonhos que vêm tendo podem ser mais reais do que imaginam...

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Desafio #26: A Agitada Vida de Serena – Pelo Menos, É O Que Dizem Por Aí...

http://admiravelmundoinventado.blogspot.com/p/desafio-literario.html


Pensei não ter muito a dizer sobre Gossip Girl após concluir a leitura do primeiro livro. Veja bem: nunca assisti a nenhum episódio da série de TV, por isso não sei como eram os personagens na tela, nem quais participaram, quais ficaram de fora, ou quais tiveram seus papéis trocados. Portanto, não a uso como referência para esta resenha.

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo 4 – Há Algo Romântico No Cemitério de Salem



O quarto capítulo do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:

O cemitério não parece um bom lugar para um encontro romântico...

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo 3 – Conheçam a Mulher Que Foi a Perdição de Robert



O terceiro capítulo do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:

Antes de ter seu amor transformado em maldição, houve uma mulher, por quem ele estava disposto a desafiar a morte. Com uma volta de duzentos anos no tempo, conheçam a noiva original de Robert Griplen.

sábado, 26 de agosto de 2017

A Mitologia da Maçã



Com a licencinha da nossa querida e estimada Rainha Má, não teria como iniciar este artigo sem fazer alusão à história da bela princesa odiada pela madrasta. Afinal, seu conto também faz parte desta mitologia.
A tradição da maçã como fruto amaldiçoado vem de tempos muito remotos e está em toda parte.
Há séculos a maçã é associada ao fruto proibido, provado por Adão e Eva no Jardim do Éden, da única árvore da qual eles não tinham permissão para comer, e, como resultado de sua desobediência, o casal foi expulso do jardim, e fadado a carregar para sempre o peso do pecado original, que trouxe a morte à humanidade.



Apesar de tradicionalmente ser associada à maçã, é pouco provável que a árvore do meio do Jardim do Éden, que prometia a quem dela comesse, o conhecimento do bem e do mal, desse este fruto. A maçã não era conhecida no Oriente Médio até a conquista da Pérsia pelos gregos, na época de Alexandre, O Grande, quando diversos elementos da cultura e agricultura europeia foram introduzidos lá. De fato, o mito de que seria a maçã o fruto proibido do Éden somente surgiu na Idade Média, na Europa Ocidental, onde as maçãs cresciam em abundância. Diversas frutas mais comuns no Oriente Médio já foram apontadas como fruto proibido em diferentes momentos da história, como o figo – um fruto que chega a lembrar um coração humano, e foi inclusive o fruto escolhido por Michelangelo ao retratar a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal no teto da Capela Sistina, talvez inspirado pela sequência do texto, em que Adão e Eva utilizaram folhas de figueira para cobrir sua nudez –, a pera – tida como pecaminosa ou como símbolo de imortalidade em diversas culturas –, e a romã – um fruto vermelho e suculento, que, por causa de seu elevado número de sementes, é tido como um símbolo de fertilidade.
Mas então, de onde surgiu a ideia de que o fruto proibido seria a maçã?
Talvez, por se tratar de um fruto belo e apetitoso, que quando bem maduro é muito vermelho – uma cor geralmente associada ao pecado –, talvez porque seu formato lembre o desenho de um coração romântico, ou talvez por seu sabor delicioso – não se conhece muitas pessoas que não goste de maçãs...
O fato é que a maçã tem sido frequentemente associada à lendas, mitologias e divindades desde a antiguidade, e em diferentes lugares do mundo.
Vejamos algumas dessas histórias:

As Noivas de Robert Griplen - Capítulo 2 Já Está Online




O Segundo capítulo do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:

Uma presença perturbadora aparece para encantar os sonhos de Susan...