Conheçam Meus Livros

domingo, 12 de agosto de 2018

Se A Mãe É Uma Peça, O Pai Certamente É Uma Figura

Para muitos um herói, para outros um bandido. Vamos relembrar alguns pais na ficção que hoje mereciam um abração.

Pais Fazem Tudo Por Seus Filhos...
Vamos começar com o mais querido de todos. Mesmo sem um centavo no bolso, Seu Madruga não deixa faltar nada à Chiquinha. Nem mesmo um vestido novo. E não basta ser um paizão para sua filhota, Seu Madruga também faz o que pode pelo garoto Chaves, frequentemente convidando-o para comer em sua casa – mesmo que isso implique em mandá-lo comprar ovos ou pães fiado na Venda da Esquina em nome da Dona Florinda, só para ter mais um pretexto para apanhar da mãe do Quico mais tarde.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Parece Um Conto de Fadas, Mas É Só Uma Lenda Urbana

Um dos meus filmes em desenho animado favoritos desde sempre foi Anastásia. Tudo bem que, na infância, a versão que eu conheci melhor foi a da Burbank da Austrália, de 1997 – um dos exemplares da minha coleção de VHSs. Mas existe uma versão, lançada no mesmo ano pela 20th Century Fox que ficou muito mais conhecida. E ao contrário do que muitos pensam – talvez pela semelhança clássica com os conto de fadas; talvez por causa da alta qualidade do roteiro e da arte do desenho –, a Disney não teve nada a ver com a produção desta animação.
O filme é mais ou menos baseado numa história real. Digo mais ou menos, porque criou-se um grande romance em torno da história da Grã-duquesa Anastásia Romanov, filha do último Czar da Rússia Imperial, Nicolau II. A história contada no desenho, e que antes disso inspirou um filme estrelado por Ingrid Bergman, em 1956, é basicamente uma lenda urbana.
Supostamente, a Grã-duquesa Anastásia, a mais nova das filhas do Czar, teria sobrevivido ao massacre de sua família em 1918. Ao longo de décadas, várias mulheres reivindicaram a identidade de Anastásia Romanov, uma vez que a localização de sua sepultura era desconhecida no mínimo até o início dos anos 1990. Em algum momento, os estúdios descobriram que sua história parecia um conto de fadas, e decidiram transformá-la numa animação.
E ei-la aqui.
Para não tornar a review cansativa, vou deixar o contexto histórico para o final. Então, tenham em mente que a maior parte da trama é mera ficção.

sábado, 28 de julho de 2018

Coisas Que Você Provavelmente Nunca Notou No Programa do Chaves

Que Bonita Sua Roupa
O elenco de Chespirito reciclou muito figurino ao longo dos oito anos dos programas Chaves e Chapolin. Reza a lenda que muitas das roupas usadas na série pertenciam aos próprios atores.
Por exemplo:
O vestido que a Bruxa do 71 usou no episódio do Chapolin A Casa Dada Não Se Contam os Fantasmas”, depois de lavado foi secar lá no varal da vila do Chaves em “Gente Sim, Animal Não”, o segundo episódio da saga do Madruguinha.


sábado, 21 de julho de 2018

Uma Rainha Não Tão Má Assim...

Depois de conhecer o passado da Fera – que na verdade não é um vilão, conforme a proposta da série de livros intitulada Disney Vilains, mas quem gostaria de ler sobre o Gaston? –, pelas mãos da talentosa Serena Valentino em A Fera Em Mim, chegou a hora de conhecer o passado da minha vilã favorita dos contos de fadas em A Mais Bela de Todas – A História da Rainha Má.
Por que ela é minha vilã favorita? Não sei. Acho que de algum modo entendo – até certo ponto – essa mulher amargurada e solitária, que não tinha nada em que se apegar exceto sua beleza. Provavelmente grande parte dessa admiração seja culpa de Regina Mills, sua versão em Once Upon a Time – embora eu já simpatizasse com a vilã de outros carnavais. Pode ter algo a ver com a versão do Chapolin Colorado, ou vai ver eu precise mesmo procurar um psiquiatra... Seja lá como for, gosto da figura.
E nessa versão é possível redimi-la completamente de seus pecados, pois, acredite se quiser, essa Rainha sempre teve um bom coração; o que não prestava era aquele Espelho malacabado.

sábado, 14 de julho de 2018

A Estrela Mais Cobiçada do Reino Encantado

Este é um dos meus filmes favoritos – baseado num dos meus livros favoritos.
Pode-se dizer que Neil Gaiman é o Tim Burton da literatura, especialista em criar fábulas e histórias interessantes, recheadas com personagens estranhos e com um toque meio gótico.
Stardust – O Mistério da Estrela, conforme resenhei o livro em outra oportunidade, é uma espécie de conto de fadas, sem Bibit Bobit Bum, fadas-madrinhas ou príncipes encantados. Até tem príncipes, mas eles estão muito longe de transmitir algum encanto; quanto a fadas-madrinhas, é mais fácil você topar com uma bruxa lá do outro lado da Muralha, do que encontrar alguma alma caridosa com poderes mágicos. Exceto, talvez, um Unicórnio...

sábado, 7 de julho de 2018

Simples Assim

Por Talita Vasconcelos
Foi numa festa, sem gelo nem cuba-libre; e na vitrola também não tocava Whisky a Go-go. Na verdade, nem mesmo era uma vitrola, mas uma moderna pick-up, onde o DJ mixava clássicos do rock dos anos 1990. Ele estava sentado junto ao balcão, saboreando devagar o segundo scotch da noite, enquanto a observava na pista de dança. Ela não parecia notar os olhares que atraía. Estava à vontade, desenvolta, balançando o corpo numa cadência que parecia interagir diretamente com a corrente sanguínea daquele rapaz, que não desgrudava os olhos dela um instante sequer, deliciando-se com cada movimento do tecido vermelho deslizando sobre a pele dela conforme se movia, e sem perder nenhuma nuance daquela dança sinuosa que as luzes giratórias e coloridas da boate provocavam sobre ela.

sábado, 30 de junho de 2018

Desafio #30: Ele Se Chama Poesia

De todos os gêneros literários, o único que me dá certa preguiça é poesia. Nada contra o gênero, propriamente. Eu gosto de poesia, mas isso para mim é como cerveja: tenho que consumir com moderação. Ler um livro inteiro só com poemas nunca fez a minha cabeça.
Tudo bem que poesia não precisa necessariamente ser romântica. Já até mencionei aqui que meus poemas favoritos são A Árvore Envenenada, de William Blake – que está muito longe de falar de amor – e O Corvo, de Edgar Allan Poe – que é meio triste, na verdade. Ok, vamos incluir aí na conta Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Moraes, uma lírica de Camões que teve um trecho citado por Selton Mello no filme Lisbela e o Prisioneiro – e que não tem título, exatamente –, outra de Camões que traz uma bonita definição sobre o amor (“Amor é fogo que arde sem se ver | É ferida que dói, e não se sente...”), e O Amor, de Fernando Pessoa. Para citar alguns poemas de amor que eu realmente gosto. Mas ler um livro inteiro recheado de versos melosos de uma vez só, são outros quinhentos.
Pelo menos, até eu esbarrar totalmente por acaso com Eu Me Chamo Antonio, de Pedro Gabriel.

sábado, 23 de junho de 2018

As Aventuras de Queijo e Goiabada No Reino do Chapolin Colorado

Esta é, talvez, a mais bela história de amor de todos os tempos. E hoje vamos relembrar uma versão contada com muito bom humor pelo Chapolin, então, sigam-me os bons!



terça-feira, 19 de junho de 2018

Ele Não é o Namorado Verdadeiro, Mas Tudo Bem...

Esse foi um livro que eu julguei pela capa, admito. Tinha acabado de ler um livro que eu não tinha gostado muito, e queria algo que parecesse divertido. Bem, chick-lits costumam ser divertidos. Então, peguei Namorado de Aluguel – já imaginando que teria um enredo parecido com o de Aluga-se Um Noivo, da Clara de Assis e Procura-se Um Marido, da Carina Rissi, duas maravilhas que me fizeram rir horrores –, e mandei bala.
Bem, minha previsão não foi tão certeira desta vez: o romance de Kasie West não tem nada a ver nem com a comédia maluca da Clara de Assis, e nem com o chick-lit da Carina Rissi. Mas é tão bom quanto.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Copa do Mundo é Nossa... Nossa Chance de Salvar o Papa!

Copa de Elite segue os moldes de comédias americanas como Todo Mundo Em Pânico, mesclando diversos sucessos do cinema nacional em tom de paródia. O pano de fundo, claro, é Tropa de Elite, mas ao longo do filme veremos referências a Chico Xavier, Nosso Lar, Se Eu Fosse Você – numa das cenas mais hilárias dessa comédia –, Carandiru, Meu Nome Não é Johnny, Minha Mãe é Uma Peça, Bruna Surfistinha, De Pernas Pro Ar, Dois Filhos de Francisco, entre outros. Quem escreveu o roteiro estava tão ligado nos detalhes, que incluiu uma referência até ao goleiro Bruno numa das cenas no presídio.
Lançado em 2013, e pegando carona na expectativa pela Copa do Mundo no Brasil, vemos uma divertida comédia em que um ex-Capitão, expulso da corporação policial, precisa impedir uma conspiração para matar o Papa durante o maior torneio esportivo do mundo.