Conheçam Meus Livros

terça-feira, 19 de junho de 2018

Ele Não é o Namorado Verdadeiro, Mas Tudo Bem...

Esse foi um livro que eu julguei pela capa, admito. Tinha acabado de ler um livro que eu não tinha gostado muito, e queria algo que parecesse divertido. Bem, chick-lits costumam ser divertidos. Então, peguei Namorado de Aluguel – já imaginando que teria um enredo parecido com o de Aluga-se Um Noivo, da Clara de Assis e Procura-se Um Marido, da Carina Rissi, duas maravilhas que me fizeram rir horrores –, e mandei bala.
Bem, minha previsão não foi tão certeira desta vez: o romance de Kasie West não tem nada a ver nem com a comédia maluca da Clara de Assis, e nem com o chick-lit da Carina Rissi. Mas é tão bom quanto.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Copa do Mundo é Nossa... Nossa Chance de Salvar o Papa!

Copa de Elite segue os moldes de comédias americanas como Todo Mundo Em Pânico, mesclando diversos sucessos do cinema nacional em tom de paródia. O pano de fundo, claro, é Tropa de Elite, mas ao longo do filme veremos referências a Chico Xavier, Nosso Lar, Se Eu Fosse Você – numa das cenas mais hilárias dessa comédia –, Carandiru, Meu Nome Não é Johnny, Minha Mãe é Uma Peça, Bruna Surfistinha, De Pernas Pro Ar, Dois Filhos de Francisco, entre outros. Quem escreveu o roteiro estava tão ligado nos detalhes, que incluiu uma referência até ao goleiro Bruno numa das cenas no presídio.
Lançado em 2013, e pegando carona na expectativa pela Copa do Mundo no Brasil, vemos uma divertida comédia em que um ex-Capitão, expulso da corporação policial, precisa impedir uma conspiração para matar o Papa durante o maior torneio esportivo do mundo.


domingo, 10 de junho de 2018

Por Acaso – A História de Um Amor Encontrado

Por Talita Vasconcelos
Foi por acaso… Eu estava ali sozinha, sentada à janela do trem quase vazio, totalmente concentrada na leitura de um livro… E então você entrou… Parecia cansado; tirou a mochila do ombro, e sentou no primeiro lugar vazio que encontrou – assim, por acaso –, de frente para mim. Acho que eu mal tinha notado sua presença, até ouvir você suspirar, olhando distraidamente para a capa do meu livro, e dizer, meio sonolento, que o casal ficaria junto no final. Eu ri… Apesar de o título ser sugestivo, eu não estava lendo um romance.
Mas então, por acaso também, quando eu estava prestes a dizer alguma coisa sobre não ser educado revelar o final a uma pessoa que ainda está lendo o livro, o trem deu um solavanco, que me projetou para frente, e fez meu livro cair no seu colo. Você o confiscou, sorrindo, e só me devolveu quando chegamos à minha parada, mas não sem antes colocar dentro dele um cartão com seu telefone.
Eu nunca pretendi ligar, afinal, você era um cara estranho, que praticamente sequestrou meu livro no trem, insistindo em conversar, e ainda fingiu conhecer o final de uma história que estou certa de que você nunca tinha ouvido falar…
Mas então, por acaso, outra vez, nós nos reencontramos, agora num vagão lotado, e enquanto a multidão empurrava o meu corpo contra o seu, você me perguntava se faltava muito para eu terminar o livro. Achei que você era maluco, e não sei por que razão eu continuava dando atenção ao que você dizia, mas o seu jeito doce e sincero de me olhar, lentamente foi colocando abaixo todas as minhas defesas.
Assim, por acaso, lá estava eu, aceitando tomar um café com você; e depois um filme; e depois um jantar; e quando menos esperei, o café com você, se tornou café da manhã; a janela por onde eu olhava era a do nosso quarto; e não havia mais lugar vazio ao meu lado no trem. Porque eu descobri no seu jeito completamente atrapalhado de se aproximar, as primeiras frases do enredo de um romance, que só o acaso, mesmo, poderia criar.
Porque, quem mais, senão o acaso, poderia colocar no meu caminho (duas vezes!) um cara, que à primeira vista, nem fazia o meu tipo, mas que, por acaso, era exatamente o que eu precisava?
E então, de repente, da garota que estava lendo sozinha no vagão de trem, eu me tornei a metade de nós; parte de uma história que estava sendo escrita pelo acaso. E o acaso, talvez, seja na verdade um pseudônimo que o destino usa quando quer permanecer anônimo, e realizar o inimaginável.

E assim, um dia, por acaso, eu percebi que você tinha razão desde o início: eu não precisaria ler o livro até o final, pois eu tinha certeza de que o casal nunca mais iria se separar.
***

O conto faz parte do meu novo projeto para Wattpad, Encontros e Encantos Em Contos”, que trará uma série de contos, cartas e poemas, que mostrarão que o amor pode surgir nos momentos e nas formas mais inesperadas. **


terça-feira, 5 de junho de 2018

♪ Novas Sensações, Doces Emoções, E Um Novo Prazer ♥

Em toda a história desse blog, houve uma única vez em que tive que escrever uma postagem, digamos, de opinião, sobre um filme, e foi para explicar minha relação de amor e ódio com a saga Crepúsculo – que, ao contrário do que muitos pensam, eu não odiei... tanto... assim... Bem, não foi exatamente um épico; os livros eram melhores – pero no mucho –, e basicamente o que mais me irritou na saga foi a escolha do elenco. Não que os diretores tenham sido grande coisa.
O motivo que me faz escrever essa postagem hoje é muito diferente. No entanto, temos aqui uma estranha coincidência: Bill Condon, diretor de A Bela e a Fera, também foi responsável pelas duas partes de Amanhecer. Reitero que a saga inteira não é grande coisa, mas os dois últimos filmes foram precisamente os mais bem feitinhos.
Mas, como já enunciei aí no parágrafo de cima, é sobre A Bela e a Fera que eu quero falar: o hype do ano passado, a versão live-action de um dos maiores clássicos da Disney – na minha opinião, o melhor filme já produzido pelo estúdio, e pelo visto, os Academy Awards concordam comigo.
Não faria o menor sentido escrever uma review sobre essa versão live-action do ano passado, depois de ter escrito sobre o desenho, afinal, ambos os filmes são basicamente iguais. Mas gostaria de comentar umas coisinhas.
Calma, Walt Disney, não precisa se revirar no túmulo! Tá tudo certo. Ou quase...
Essa nova mania da Disney de refilmar os clássicos em live-action é um terreno complicado de pisar. Adorei Espelho, Espelho Meu – não é segredo pra ninguém –; Cinderela, de 2014, não ficou ruim – todo mundo conhece minha implicância com esse  conto de fadas, mas Helena Bonham Carter como Fada Madrinha estava I-N-C-R-Í-V-E-L! E nem vou falar de Cate Blanchett: para quem já foi Rainha Elizabeth e Bob Dylan, fazer Lady Tremaine é fichinha! E por incrível que pareça, impliquei menos com a atriz que fez a Cinderela nessa versão, do que com a irmã caçula da Dakota Fanning na pele da Princesa Aurora. Aliás, uma familiazinha que desandou legal... Falando na diaba, Malévola versão Angelina Jolie, só não foi pior por causa dela! Ela, gloriosa; a história, horrorosa!
Enfim, como a Disney sempre surpreende com essas novas versões de seus contos de fadas – para o bem ou para o mal –, tentei não criar muitas expectativas sobre A Bela e a Fera. Tentei! Quando vi o trailer pela primeira vez, fiz três observações:
1) Impliquei de cara com a caracterização da Fera, queria que tivesse ficado mais parecido com o desenho, e sei que a Disney tem profissionais competentes na área de maquiagem, computação gráfica, efeitos visuais e o escambau, que poderiam ter feito um servicinho melhor;
2) Gostei dos efeitos especiais da dança dos talheres. Deu para sentir que o capricho com esta que sempre foi uma das cenas mais deslumbrantes do desenho foi impecável;

E
3) Emma Watson.
Emma Watson presente num filme pode significar duas coisas: altíssima categoria ou um desastre épico. Não existe meio termo.
Bem... Antes que o fandom de Harry Potter – incluam-me dentro dessa – comece a me arremessar tomates, deixe-me explicar.
Como praticamente todo o elenco da saga do bruxinho – com exceção de Alan Rickman (Snape, Always! Shuif!) e Helena Bonham Carter (Bella – a legítima Bella – trix Lestrange), e vou dar uma colher de chá para Ralph Finnes (a.k.a tio Voldy) por motivos de Encontro de Amor – que é anterior à sua participação na saga – e A Duquesa, todo o resto do elenco deu uma bela patinada em suas escolhas posteriores de trabalho.
Sejamos honestos: o que fez Daniel Radcliffe, fora Harry Potter?
* A Mulher de Preto – que não era grande coisa no livro, e o filme teve a capacidade de ser pior! Sem falar que Danny era jovem demais para o papel;
* Um Verão Para Toda Vida – cuja história se resume a “cinco órfãos numa praia. Fim”. E eu perdi quase duas horas da minha vida assistindo essa bodega...
* Victor Frankenstein – que, convenhamos, não é um grande filme; no máximo, bom;
* Truque de Mestre 2° Ato – bom filme, continuação abaixo do primeiro, como sempre, e em que Danny ocupou um papel de terceira importância no elenco.
Carece perguntar de Rupert Grint, o Rony Weasley? Vou usar as palavras de Cookie, o velhinho simpático de Atlantis:
Outro dia eu vi Tom Felton, o Draco Malfoy no comercial de uma série do +Globosat, e só consigo imaginar que não tá fácil pra ninguém.
Quanto a Emma, é o seguinte: ela é uma excelente atriz – uma curiosidade é que, segundo ela própria, era a pior de sua turma de interpretação quando conseguiu o papel da Hermione, o que só pode significar que, ou ela é modesta demais, ou muito rigorosa em sua autoavaliação –, no entanto, tem feito umas escolhas infelizes de roteiro desde que a saga do bruxinho acabou.
* As Vantagens de Ser Invisível é um saco – tudo bem, eu nunca assisti o filme inteiro, sempre pego o bonde andando, mais ou menos lá pela parte do Rock Horror, e quando chega na cena de Charlie e Mary Alice no sofá, de duas uma: ou eu cochilo e perco o final do filme, ou meu dedo escorrega no botão CH do controle remoto e muda de canal, assim, sem querer querendo, sabe? O caso é que eu já li o livro – este sim, inteiro! –, e sei que a coisa vai do nada a lugar nenhum. Nem sei como conseguiram convencer Emma Watson a participar disso...
* Me recuso a comentar Noé! Eu tinha achado a versão anterior com o Jon Voight horrorosa; essa versão conseguiu fazer algo pior com um elenco muito mais top!
* Outro dia eu vi o trailer de um filme chamado Bling Ring: A Gangue de Hollywood, em que a Emma faz parte de uma gangue que assalta casas de celebridades; não assisti ainda, mas esse parece legal.
E que fique registrado aqui que eu não critiquei a ATUAÇÃO da Emma Watson! Eu não gostei dos FILMES! Ela, incrível; filme, horrível!
Muito bem...
Isto posto, na falta de uma boa referência de filme bom que ela tenha feito, fora Harry Potter, eu não tinha como criar expectativas sobre A Bela e a Fera. Principalmente porque a roteirista também trabalhou em Malévola, e deu no que deu:
Eu já escrevi diálogos que tempos depois eu me perguntei “em que copo eu estava com a cabeça”, mas isso aqui superou qualquer porre que eu possa sonhar em tomar! Nem em Once Upon A Time Sexta Temporada, com Fada Negra prometendo e prometendo e prometendo e prometendo e prometendo e prometendo e jurando de pé junto, com mindinho, dando uma voltinha, num pé só, com três pulinhos, que iria preparar A Batalha Final – que nunca chegava –, ou com aquele musical debiloide no penúltimo episódio, que conseguiu me fazer sentir vergonha alheia até da – Cristo, perdoai esta blasfêmia! – Rainha Má, eu vi algo tão desnecessário.
Enfim...
Mas depois de ver o filme, preciso alterar um pouquinho aquela minha lista preliminar de avaliação:
1) Vendo assim de pertinho, sabe que eu até simpatizei com o visu da Fera? É possível que no trailer ele tenha sido mostrado rápido demais. Reparando bem, não ficou tão ruim, não – e aqui entre nós, Dan Stevens, ruge aqui no meu ouvidinho, coisa linda! (Quem viu o final do filme vai entender);
2) Eu disse que gostei dos efeitos especiais da dança dos talheres. Preciso retificar: eu A-D-O-R-E-I esses efeitos. Ficou bem diferente do desenho – lógico, seria muito difícil fazer em live-action algo remotamente parecido com o que foi feito no desenho, onde o céu é o limite para a imaginação e o talento dos desenhistas; mas dentro da mesma proposta, e utilizando as cores das delícias que foram oferecidas à Bela e fogos de artifício para incrementar, conseguiram produzir uma cena linda de se ver. Era a cena mais deslumbrante do desenho, e foi uma das mais deslumbrantes do filme também – esta e a da Fera sendo envolvida pelas pétalas caídas da rosa e a magia da Feiticeira, para voltar a ser um Príncipe. Impecável chega a ser uma palavra modesta para descrevê-la. A transformação da Fera chegou a superar o desenho em beleza. Pena que não tiveram o mesmo cuidado com a animação de certos personagens...;

3) E... Emma Watson.
Primeiro deixa eu completar essa história da animação dos personagens: que diabo fizeram com a Madame Samovar?
Queridos animadores da Disney, não me subestimem! Eu sei que vocês podem fazer muito melhor do que isso... Em todo caso, se era muito complicado recriar a carinha do bule de chá digitalmente como no desenho, podiam ter feito a governanta numa dessas animações stop-motion, a la Frozen, Estranho Mundo de Jack, e Enrolados a quatro, e embutido no filme. Juro que eu ia me importar muito menos, e ficaria menos deselegante que essa aberração dessa cara digitalizada na lateral do bule. SEN OR! Conheço uma xícara que quer o dinheiro e a cara da mãe de volta! Falando nisso, pelo menos o Zip ficou engraçadinho...
Para se ter uma ideia do tanto que eu impliquei com esse bule, o Horloge quase nem me incomodou...
Agora o que não me incomodou nem um pouquinho: o irreconhecível Ewan McGregor versão Lumière – uma das minhas escolhas favoritas nesse elenco. Ok, não ficou igual ao desenho, mas teve uma animação mais decente. O melhor profissional para os melhores personagens... Ainda não me conformo com a Madame Samovar...
Fifi, aquela espanadorazinha graciosa, que quase não teve destaque no desenho, estava linda nesse filme, e até foi mais bem aproveitada. Muito mais que o Guarda-Roupa da Bela, que só sabia regurgitar fitas e tiras de seda. Tudo bem que na parte da batalha contra os invasores do castelo a cena mais hilária foi dela.
A propósito, essa não foi a única cena a mostrar que a Disney não é mais a mesma. No baile final, Lefou – redimido depois que o Gaston foi literalmente para a ponte que caiu – ficou todo sorridente dançando com um Monsieur – a propósito, o mesmo sujeito do vestido. Sinal que ele gostou da brincadeira...
E é preciso comentar o elenco estelar desse filme:
* Emma Thompson – uma dama que é figurinha carimbada nos filmes da Disney nos últimos tempos –, que, espero, tenha ficado tão fula quanto eu com a caracterização de sua Madame-o-Bule-de-Chá;
* Ian McKellen no papel de Horloge – outro que pode reclamar um pouquinho com o pessoal da animação, pero não tanto quanto a Sra. Thompson. Se ela ainda estivesse encarnada na criadora de Mary Poppins esse povo ia ver com quantos paus se faz uma canoa...
* Stanley Tucci, como o Maestro Piano de Cauda – que não existia no desenho, mas talvez se lembrem que no Natal Encantado da Bela e a Fera havia um órgão endiabrado querendo pôr o castelo abaixo. Bem, creio que não se trate do mesmo personagem, mas de uma versão mais simpática – e muito menos homicida – do músico;
* Kevin Kline – Será Que Ele É? – o pai da Bela.
* E por último, mas não menos importante – jamais! Muito pelo contrário –, Luke Evans como Gaston.
Um elenco perfeito! Pro pessoal da animação fazer esse bule...
Tá bom, parei! Chega de falar do bule!
Porque eu ia falar da Emma Watson. E a deixei por último de propósito, para dar tempo de todo mundo me xingar por causa do bule de chá. Agora que todo mundo já esgotou o repertório de palavrões, vamos falar da nossa Bela.

Um enigma não tão complicado assim, aparentemente. Na interpretação da mocinha, Emma estava impecável. Ela fez uma versão mais moleca da Bela, em comparação ao desenho, em que a Bela tinha uma postura mais refinada – até demais para alguém que viveu a maior parte da vida numa aldeiazinha do interior. Emma captou essa parte, e incorporou em sua mocinha uma postura mais leve e descontraída, porém, sem perder a delicadeza e a elegância.
Se ela cantou ou se ela dublou, não sei. O que eu sei é que na versão dublada em português, faltou uma coisa chamada timing. Veja bem: o filme utilizou basicamente as mesmas canções do desenho – foram criadas duas ou três a mais, e a letra de algumas recicladas sofreu pequeninas ampliações. O problema é que no desenho, o mover dos lábios dos personagens era mais lento, mais parecido com o ritmo da música que estava sendo dublada em português; no filme, não sei se a letra em inglês, principalmente da canção de abertura, foi alterada, mas Emma cantava num tempo e a dublagem em outro. Ela era o Lewis Hamilton e a dubladora o Barrichelo. Deu pra sacar? Ficou beeeem fora do tempo: enquanto a dublagem estendia o “Aaaaaaaa”, Emma recitava o abecedário inteiro. Não encaixou, mas tudo bem. Essa foi a canção que mais destoou nesse sentido. As outras quase não fizeram diferença.
E esse é um dos motivos porque não preciso escrever a review do filme: ele é basicamente igual ao desenho. As únicas diferenças são Gaston fingindo que acredita na loucura de Maurice, depois abandonando-o na floresta para ser devorado por lobos, para mais tarde incitar o pessoal da taverna a colocá-lo no manicômio. E Zip não chegou a fugir do castelo escondido na bolsa de Bela. Ela partiu sozinha, ficou trancada com o pai na carruagem do manicômio, e fugiu de lá com a ajuda de um grampo de cabelo. Aliás, uma das atuações mais hilárias da carreira do Kevin Kline é quando ele comenta com o guarda que nunca conseguiu botar rédea na Bela, ao vê-la passando com o cavalo roubado, e largando a maior parte do vestido amarelo para trás – como se fosse a coisa mais normal do mundo o prisioneiro abrir a porta da cela pelo lado de dentro e bater um papinho com o carcereiro enquanto mastiga feno do lado de fora. Também tivemos uma aldeã chamada Agathe, que vivia como uma mendiga, e mais tarde descobrimos que ela era esposa de Horloge, e que tinha ficado na miséria depois que ele “desapareceu”. Foi um reencontro comovente o desses dois:
Também conhecemos uma cena do passado do Príncipe, que era um menino simpático, até a mãe morrer e seu pai decidir transformá-lo num energúmeno.
Ah, sim, e ele gosta de Shakespeare. Acho que me apaixonei ♥♥♥♥♥
E minha alteração favorita: a Fera abre um livro mágico, e leva Bela a Paris. Na verdade, a um sótão em Paris, onde ela nasceu, e onde sua mãe foi abandonada às portas da morte, para que Bela não fosse contaminada com a peste – uma história muito triste que seu pai nunca quis lhe contar. E o motivo de essa ser minha cena favorita – dentre as novas do filme –, é que a morte da mãe da Bela nunca tinha sido abordada; faltava realmente uma peça no passado dela; tampouco tinha ficado claro porque Maurice, com ambições de se tornar um famoso inventor, foi se esconder naquela aldeiazinha pacata. Agora temos a história. Talvez eles não precisassem realmente ter saído de Paris por causa da peste, mas o motivo é aceitável.
E aqui cabe uma curiosidade, Emma Watson, apesar de ser considerada uma atriz britânica, nasceu em Paris, quando seus pais trabalhavam lá. Coincidência interessante, não acham?
Só não entendi uma coisa nessa versão: por que o telhado e as pontes do telhado do castelo da Fera foram feitos de farinha? Era pisar e tudo desmoronava? Será que aquela rosa tinha o poder de fazer o castelo inteiro ruir ao concluir o ciclo da maldição, se ela não fosse quebrada?
Ah, e para falar só mais uma vez da Madame Samovar, no desenho eu tive a impressão de que poderia haver um futuro romance entre ela e Maurice – ao menos, eu sempre shippei esse casal –, mas no filme, ela reencontrou o marido após a quebra da maldição – e ele não devia trabalhar no castelo, já que não tinha sido transformado em peça de decoração ou utensílio de cozinha. E mesmo assim, dona safadinha estava toda sorrisos para o pai da Bela.
Pois é, a Disney realmente não é mais a mesma...
Fiquem com o deslumbrante clipe da canção Beauty and the Beast, com Ariana Grande e John Legend:

sábado, 2 de junho de 2018

Quem Não Ama Esse Conto de Fadas?

A Bela e a Fera é meu filme favorito da Disney, e conta uma das mais belas histórias de amor de todos os tempos, com uma valiosa lição: não julgar pelas aparências. E podemos ainda destacar outra: todo mundo pode mudar. O Príncipe deste conto era orgulhoso, vaidoso, egoísta e grosseiro, mas depois de passar alguns anos isolado em seu castelo, envergonhado de sua monstruosa aparência, ele aprendeu a amar e respeitar as outras pessoas.
Vamos relembrar essa bela história:

sábado, 26 de maio de 2018

Senhor Juiz, Pare Agora Esse Casamento... Que o Jogo do Brasil Já Vai Começar!

A Globo sempre foi mestra em criar boas séries de comédia: Sai de Baixo, Toma Lá Dá Cá, A Diarista... Para citar só algumas. Uma das minhas favoritas foi Tapas & Beijos. O enredo era o simples do simples: duas amigas na casa dos quarenta anos, a princípio solteiras, dividindo apartamento e contando seu dia a dia no trabalho e as confusões em sua vida amorosa – Suely enrolada com Jurandir, depois com PC, depois com Jorge, dono da Boate La Conga; e Fátima mostrando que ser amante de um homem casado não é tão fácil como muita gente pensa. Já no final da primeira temporada, a vida das moças parecia estar querendo se ajustar: Armane finalmente deixou a esposa e sua penca de filhos cada vez maior, para casar com Fátima; e Suely também começava a viver seu conto de fadas com Jorge. Mas como o objetivo da série não era arrumar, e sim bagunçar o máximo possível a vida amorosa das duas, os casamentos oscilavam; Suely, principalmente, ainda viveu algumas experiências com outros homens no período em que ficou separada de Jorge; e até o Djalma, dono da loja de vestidos de noiva onde as duas trabalhavam, que parecia ter o casamento mais estável do quarteirão, passou um tempo separado da Flavinha, que se envolveu com Jorge quando foi trabalhar na boate – e foi inclusive o pivô da separação de Suely –, enquanto Djalma se envolvia com Lucilene, a dançarina favorita dos clientes da La Conga, que já havia sido casada com Seu Chalita, dono do restaurante O Rei do Beirute, que também já havia sido casado com a mãe da Flavinha e agora está envolvido com Shirley.
Ufa! Que confusão! Peraí, vamos organizar essa salada: a Fátima começou a história como amante do Armane, se envolveu com um garoto chamado Leléu – que depois se envolveu com Lucilene –, até finalmente casar com Armane – que também andou se engraçando com a dançarina da La Conga. Suely foi casada com o Jurandir, que depois se apaixonou pela Bia, filha do Jorge, que acabou casando com a Suely, mas não antes que ela se envolvesse com o PC, e até com o Tavares, e Jorge passasse por um período confuso com o retorno de Márcia, mãe da Bia, com quem ele formou uma banda; no meio disso tudo, ele teve um rolo com a Lucilene, depois casou com a Suely, mas eles se separaram quando ela resolveu dar guarida para a Flavinha que estava se separando do Djalma. E o Djalma se envolveu com a Lucilene, que já tinha sido casada com seu Chalita, depois de ele ter sido casado com a mãe da Flavinha, e agora o libanês estava envolvido com a Shirley, que caiu de paraquedas nessa história...
Ai, gente, desisto! Não tem como organizar essa novela. É muito rolo pra minha cabeça. Afinal, esse povo vive entre tapas e beijos, num troca-troca interminável.
Vamos só atualizar o status da galera no episódio de hoje: Fátima estava casada, feliz e brigando com Armane, como sempre; Suely estava separada do Jorge, desde que a Flavinha separou do Djalma, que estava com ciúme porque ela estava mexendo com a fantasia dos homens do quarteirão que a viam dançar na La Conga, e Suely, com pena da moça, decidiu abrigá-la em sua casa, e a bisquinha acabou agarrando o Jorge. Djalma, por sua vez, se envolveu com a Lucilene enquanto ainda estava casado com a Flavinha – sendo esse um dos motivos da separação –, e agora o Tuf-Tuf da Flavinha virou o Lepo-Lepo da dançarina com a tatuagem de escorpião. E Seu Chalita, não lembro se chegou a se divorciar de Lucilene, mas estava de rolo com a Shirley, que eu sinceramente não lembro como foi parar nessa história – embora a série esteja sendo reprisada no GNT aos domingos, acho que eu perdi alguns episódios recentemente, justamente os que introduziam Shirley no meio dessa confusão. O advogado Tavares – “carinhosamente” apelidado de rato – andou quebrando a cara e se tornou um morador de rua, e atualmente é o único solteiro da trupe. E Bia e Jurandir estão focados em construir seu felizes para sempre.
E este é precisamente o tema do episódio que vou resenhar hoje.
Por que eu escolhi esse ponto da história – já quase no fim da série –, se eu não descarto em algum momento resenhar episódios bem anteriores? Bem, por dois motivos: primeiro, porque muita gente tem a mania de casar em Maio – dizem que dá sorte, não sei; deve ter alguma lenda envolvida, mas não conheço e fiquei com preguiça de pesquisar. Pesquisas mostram que casais que se casam em Maio se divorciam na mesma proporção que os que casam nos outros onze meses do ano; então, francamente, não sei qual é a razão dessa epidemia de casamentos no quinto mês. E o segundo motivo é que o episódio gira em torno de um inusitado casamento realizado em dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo. E como mais uma Copa vem aí mês que vem – as velas de orações já esgotaram nas lojas em todo o Brasil e os santos informam que todos os atendentes estão ocupados –, achei que seria apropriado resenhá-lo agora.
E quem é o perturbado que se casa em dia de jogo do Brasil? Pois é, tinha que ser o Chaves Jurandir!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Chamá-la de Diabo é Um Apelido Carinhoso...


Meryl Streep é a melhor de todas, definitivamente! Se eu tinha qualquer dúvida disso, acabou depois de ler O Diabo Veste Prada.
Pode parecer estranho dizer que cheguei à conclusão definitiva sobre o talento de uma atriz depois de ler um livro – sem que tenha sido escrito por ela. Mas o caso é bem fácil de ser explicado: Miranda Priestly é o personagem, ser humano, criatura, a coisa mais repugnante do planeta! Paranoica, mal-humorada, déspota, tirana (eu sei que essas duas são sinônimos, mas ela vale a redundância), bipolar, perversa, sádica, são algumas das palavras que a definem. Ela é uma megera sem atenuantes! E o fato de ela ter me despertado completa e absoluta repulsa no livro, prova o talento desta dama do cinema americano, que se não me fez morrer de amores pela personagem, ao menos tornou-a suficientemente carismática para ser aplaudida. E principalmente, marcante. Portanto, permitam-me repetir: Meryl Streep é a maior de todas, definitivamente. Ponto.


sábado, 19 de maio de 2018

O Casamento (Sur)Real

Enquanto o Príncipe Harry desposa Meagan Markle, vamos conferir um casamento inédito na televisão brasileira. O casamento mais aguardado – ou não – pelos personagens da Vila do Chaves:
Seu Madruga & A Bruxa do 71... Digo, Dona Clotilde!
O episódio de 1981 – época em que o Chaves voltara a ser esquete do Programa Chespirito – é uma versão de O Terno do Tio Jacinto, de 1976. O episódio é mais curto, os diálogos são bem parecidos com os do episódio original – que, na verdade, era remake de A Louca da Escadaria, de 1973 –, mas nessa versão, Dona Clotilde realiza seu sonho de se casar com Seu Madruga. Quer dizer, quase...


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Que Bruxaria é Essa?

Nem sempre o ator que começa interpretando um personagem segue com ele até o final do programa, série ou novela. Esse recast é algo muito frequente em novelas mexicanas, por exemplo, seja por necessidade – quando o ator adoece no meio da produção e precisa ser afastado, ou morre –, seja por picuinhas ou conflitos de agenda. Mas também já tivemos vários casos em séries de TV bem populares, em sagas cinematográficas extensas, e até mesmo na nossa telinha.
Veja alguns rostos que mudaram no decorrer da produção – em alguns casos, o público mal se deu conta da troca.


O Terceiro Pateta (Os Três Patetas)
Um dos exemplos mais antigos talvez seja Os Três Patetas – que, na verdade, era uma série de filmes curtas-metragens para o cinema, que acabou expandindo seu sucesso na televisão. É um caso um pouco diferente do restante da lista – em que atores diferentes deram vida ao mesmo personagem –, mas a verdade é que a ideia aqui era trocar o rosto e o nome, mas sem alterar a função do personagem na comédia, então, dá mais ou menos no mesmo.
Esse caso foi comentado mais detalhadamente aqui no blog no tributo aos mestres da comédia pastelão, mas vamos relembrar. Ao longo dos quase cinquenta anos da parceria, o terceiro pateta foi trocado quatro vezes: antes de assinarem seu primeiro contrato com a Fox, o trio era formado por Moe, Larry e Shemp, mas o terceiro deixou o grupo por não querer carregar Ted Healy, então empregador dos patetas e líder do grupo, como contrapeso na nova empreitada, deixando seu posto para o irmão mais novo, Curly. Mais tarde, quando Curly precisou se afastar dos filmes para cuidar da saúde, Shemp retornou, e ficou até seu falecimento, quando o terceiro pateta passou a ser interpretado por Joe Besser, o Joe; mas o público não foi muito com a cara dele, e sua participação rendeu somente dezesseis curtas, sendo mais uma vez substituído por Joe DeRita, o Curly-Joe, que permaneceu até o final da parceria, encerrada definitivamente por causa do falecimento de Moe.

domingo, 13 de maio de 2018

Essa Mãe é Uma Figura... Digo, Uma Peça

Dia das Mães é um dia de grandes homenagens, e poucas histórias na ficção homenagearam tão bem essa pessoa tão importante em nossas vidas quanto esse que é um dos filmes brasileiros mais engraçados dos últimos tempos. Criada por Paulo Gustavo, que já fazia sucesso no teatro com a personagem inspirada em sua própria mãe, Dona Hermínia migrou para a Sétima Arte, e se tornou um dos filmes de maior sucesso no cinema nacional. Por que será, né, gente? Alguém mais se identifica com essa mãe? Olha, a minha é uma temporada inteira, mas a mãe dele éuma peça.