Conheçam Meus Livros

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Era Uma Vez... Dos Vilões Contarem Suas Histórias


Toda história tem muitos lados, muitas facetas; essa é uma premissa tão antiga quanto verdadeira. Foi pensando nisso que a editora Galera Record resolveu publicar novos contos de fadas, com outras versões de histórias que conhecemos desde os primórdios de nossas vidas.
Se por um lado O Livro das Princesas não trouxe grandes novidades, O Livro dos Vilões é um prato cheio para quem gosta de conhecer novas óticas dos contos de fadas, e lança novas luzes sobre personagens tão conhecidos e indesejáveis nos contos.



O Livro dos Vilões
Autores: Cecily von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund, Fábio Yabu
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Gênero: Contos de Fadas | Jovem Adulto
Sinopse:
Pessoas boazinhas são tão chatas. Não há nada melhor do que um bom vilão. Sei do que estou falando. Também tenho meus momentos de maldade, vocês me conhecem bem...
Por isso mesmo estou certa de que vão se divertir muito com este livro: Irmãs que amam sapatos e odeiam a meia-irmã - muito natural, é claro; uma madrasta hilária viciada num app para iPad e em experiências com venenos, huahuahua; uma bruxa que me lembrou muito dos tempos do colégio; e um lobo com crise de consciência... vai entender!
Então vamos parar de enrolação! Se estiverem na praia, peçam uma bebida bem geladinha e ajeitem seus óculos escuros, porque é impossível parar de ler as novas histórias desses vilões cheios de classe e... maldade!
Você sabe que me ama.
Xoxo, Blair Waldorf.


sábado, 8 de setembro de 2018

Vale a Pena Ver de Novo Bem Rápido – Parte 3: Um Dia o Castelo Cai...

No capítulo anterior, vimos Afonso desesperado para sanar os problemas herdados do reinado desmiolado de seu irmão Rodolfo em Montemor, e Catarina se aproveitando da nobreza do Rei para alcançar seu grande sonho: casar-se com ele.
Mas foi só conseguir se unir – ao menos no papel – ao seu grande amor, para a vilã descobrir que estava grávida... do Rei da Lastrilha!
Aí danou-se! Porque assim que Afonso descobrisse a gravidez, sabendo que o filho não poderia ser dele, ele poderia pedir a anulação de seu casamento – uma vez que a união já havia garantido o empréstimo pedido ao Conselho da Cália, que afinal, era o único motivo que o prendia à moça. Então Catarina teve que pedir ajuda à Bruxa Brice para enfeitiçar o marido e fazê-lo acreditar que passaram uma noite juntos.
Ao ser informado da gravidez da esposa, Afonso viu ruir seu relacionamento com Amália, que acreditava ser a única mulher em sua vida. E desta vez Afonso nem tinha argumentos para conseguir seu perdão, já que ele também não sabe o que aconteceu, ou como aconteceu. Tudo o que ele se lembra é de ter acordado e encontrado Catarina ao seu lado na cama.
Quem também não reagiu bem quando a notícia – a fofoca, na verdade, porque ele soube por Naná – da gravidez de Catarina chegou aos seus ouvidos foi Otávio. Foi então que ele decidiu propor uma aliança a Rodolfo para depor Afonso do trono. Rodolfo havia se mudado para Alcaluz, depois de ter sido expulso de Montemor fantasiado de cozinheira, pensando que Lucrécia não o deixaria na rua. E estava certo. Mas ela o forçou a trabalhar como empregado no castelo, uma vez que todos os funcionários abandonaram o local – e o Reino – após a falência.
Quem acabou simpatizando muito com o moço foi a tia Margot, Rainha de Alcaluz, que a Cália inteira sabe que é doida, e o confundiu com o avô dele, Guilherme de Monferrato, que num passado muitíssimo distante, a abandonou no altar – possivelmente para se casar com Crisélia.
E como descobre que há uma câmara secreta no castelo lotada com os tesouros que Margot escondeu – porque Alcaluz, afinal, não estava tão falida assim, a Rainha é que não batia bem –, ele decidiu entrar no personagem, fazê-la acreditar que realmente estava diante de seu avô, e levá-la ao altar.
Assim arranjados, Rodolfo desposou a matrona.

sábado, 1 de setembro de 2018

Vale a Pena Ver de Novo Bem Rápido – Parte 2: Sonhos Viram Realidade... E Pesadelos Também...

No capítulo anterior, vimos o Príncipe Afonso abdicar do trono de Montemor por amor à Amália, uma plebeia de Artena, depois de ela ter percebido que o povo nunca a aceitaria como esposa do Rei. Consequentemente, a coroa passou para a cabeça desmiolada de seu irmão Rodolfo, que não tardou em se casar com uma Princesa tão birutinha quanto ele; e mais tarde acabou sendo manipulado por Catarina a anular seu casamento com Lucrécia e se casar com a maquiavélica Princesa de Artena.
Mas quando o reinado de Rodolfo ameaçou levar Montemor à falência, Afonso decidiu tomar as rédeas da situação e recuperar o trono.
E é deste ponto que partimos hoje.

sábado, 25 de agosto de 2018

Vale a Pena Ver de Novo Bem Rápido – Parte 1: Há Mais Tramoias Entre Artena e Montemor do Que Uma Única Review Pode Comportar...

Excepcionalmente hoje a review será sobre algo que brasileiro adora: novela.
Normalmente, eu não tenho paciência para acompanhar. Consigo contar nos dedos as novelas que eu tenha assistido inteiras, do início ao fim. Eventualmente, pego o bonde andando, lá pela metade, assisto um capítulo e perco oito – Novo Mundo agradece a referência –, e digo que assisti.
São poucas as tramas que realmente me atraem. Se for para explanar o assunto, é mais fácil uma novela antiga reprisada no Viva prender minha atenção, do que as novas.
Mas quando a novela vem com uma temática “diferente”, fica mais fácil ter vontade de assistir.
Aqui no blog já falei sobre Zorro – A Espada e a Rosa, um excelente exemplo de uma novela estilo mexicana, produzida por uma emissora colombiana, que não saiu completamente clichê; e, convenhamos, contou a história do Zorro de uma maneira encantadora, mais com cara de série do que de novela.
Mas quando o Brasil produz uma novela realmente boa, tenho um espacinho reservado para ela aqui no Admirável Mundo Inventado também.
Acabou outro dia, e já estou com abstinência dela.
Pegando carona na moda das tramas medievais – curiosamente, lançada quase ao mesmo tempo em que a Record também produzia uma trama no mesmo seguimento –, Daniel Adjafre nos contou uma história linda, em que dois reinos que viveram em paz por muito tempo, viram de cabeça para baixo, graças a uma herdeira inescrupulosa e maquiavélica.
Como a história é longa, faremos aqui uma minissérie em três capítulos, para que nenhuma review fique longa demais.
Pegue sua pipoca e vamos relembrar a trama de

domingo, 19 de agosto de 2018

Desafio #31: Muito Barulho Por Nada

http://admiravelmundoinventado.blogspot.com/p/desafio-literario.html

A senhora de todas as polêmicas, sem sombra de dúvida!


O Código Da Vinci
Título Original: The Da Vinci Code
Autor: Dan Brown
Editora: Sextante
Páginas: 432
Gênero: Mistério e Suspense
Sinopse:
Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intrincado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.
Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando com perfeição os ingredientes de uma envolvente história de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. "O Código da Vinci" prende o leitor da primeira à última página.

Quando foi lançado em 2003, o Código Da Vinci dividiu opiniões: entre os que exaltavam a obra de Dan Brown, capaz de criar um suspense intrigante em torno do que seria – supostamente – o maior escândalo da História Humana, e os que condenavam veementemente a obra por zombar da religião.
E, sim, estou usando deliberadamente este termo: religião.
Não fé.
Ao contrário do que muito se falou, gritou e esbravejou em torno da obra, em momento nenhum Dan Brown zombou da fé propriamente. O tema abordado em O Código Da Vinci, foi alienação religiosa. Não tinha nada a ver com a fé de ninguém.
Correndo o risco de ser interpretada equivocadamente como defensora da obra, quero acrescentar que O Código Da Vinci foi um dos mais bem estruturados mistérios de ficção que já li.
E aqui ressalto outra palavra deliberadamente escolhida: ficção. Pois, embora tenha escrito logo na apresentação do livro que alguns fatos revelados em O Código Da Vinci eram verdadeiros, o tempo todo, Dan Brown deixa claro em sua obra que se trata de uma ficção.
Não é só seu personagem, Jacques Saunière, curador do Museu do Louvre e Grão-Mestre do Priorado de Sião que domina a arte da codificação e dos duplos sentidos. Dan Brown também o fez habilidosamente em sua trama. O caso é que a raiva incitada pela blasfêmia que o livro parecia representar cegou os primeiros leitores a essa questão. E afinal, cada um vê aquilo que quer ver.
Mas observando a história com calma, é possível perceber a novela por trás da suposta heresia.

domingo, 12 de agosto de 2018

Se A Mãe É Uma Peça, O Pai Certamente É Uma Figura

Para muitos um herói, para outros um bandido. Vamos relembrar alguns pais na ficção que hoje mereciam um abração.

Pais Fazem Tudo Por Seus Filhos...
Vamos começar com o mais querido de todos. Mesmo sem um centavo no bolso, Seu Madruga não deixa faltar nada à Chiquinha. Nem mesmo um vestido novo. E não basta ser um paizão para sua filhota, Seu Madruga também faz o que pode pelo garoto Chaves, frequentemente convidando-o para comer em sua casa – mesmo que isso implique em mandá-lo comprar ovos ou pães fiado na Venda da Esquina em nome da Dona Florinda, só para ter mais um pretexto para apanhar da mãe do Quico mais tarde.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Parece Um Conto de Fadas, Mas É Só Uma Lenda Urbana

Um dos meus filmes em desenho animado favoritos desde sempre foi Anastásia. Tudo bem que, na infância, a versão que eu conheci melhor foi a da Burbank da Austrália, de 1997 – um dos exemplares da minha coleção de VHSs. Mas existe uma versão, lançada no mesmo ano pela 20th Century Fox que ficou muito mais conhecida. E ao contrário do que muitos pensam – talvez pela semelhança clássica com os conto de fadas; talvez por causa da alta qualidade do roteiro e da arte do desenho –, a Disney não teve nada a ver com a produção desta animação.
O filme é mais ou menos baseado numa história real. Digo mais ou menos, porque criou-se um grande romance em torno da história da Grã-duquesa Anastásia Romanov, filha do último Czar da Rússia Imperial, Nicolau II. A história contada no desenho, e que antes disso inspirou um filme estrelado por Ingrid Bergman, em 1956, é basicamente uma lenda urbana.
Supostamente, a Grã-duquesa Anastásia, a mais nova das filhas do Czar, teria sobrevivido ao massacre de sua família em 1918. Ao longo de décadas, várias mulheres reivindicaram a identidade de Anastásia Romanov, uma vez que a localização de sua sepultura era desconhecida no mínimo até o início dos anos 1990. Em algum momento, os estúdios descobriram que sua história parecia um conto de fadas, e decidiram transformá-la numa animação.
E ei-la aqui.
Para não tornar a review cansativa, vou deixar o contexto histórico para o final. Então, tenham em mente que a maior parte da trama é mera ficção.

sábado, 28 de julho de 2018

Coisas Que Você Provavelmente Nunca Notou No Programa do Chaves

Que Bonita Sua Roupa
O elenco de Chespirito reciclou muito figurino ao longo dos oito anos dos programas Chaves e Chapolin. Reza a lenda que muitas das roupas usadas na série pertenciam aos próprios atores.
Por exemplo:
O vestido que a Bruxa do 71 usou no episódio do Chapolin A Casa Dada Não Se Contam os Fantasmas”, depois de lavado foi secar lá no varal da vila do Chaves em “Gente Sim, Animal Não”, o segundo episódio da saga do Madruguinha.


sábado, 21 de julho de 2018

Uma Rainha Não Tão Má Assim...

Depois de conhecer o passado da Fera – que na verdade não é um vilão, conforme a proposta da série de livros intitulada Disney Vilains, mas quem gostaria de ler sobre o Gaston? –, pelas mãos da talentosa Serena Valentino em A Fera Em Mim, chegou a hora de conhecer o passado da minha vilã favorita dos contos de fadas em A Mais Bela de Todas – A História da Rainha Má.
Por que ela é minha vilã favorita? Não sei. Acho que de algum modo entendo – até certo ponto – essa mulher amargurada e solitária, que não tinha nada em que se apegar exceto sua beleza. Provavelmente grande parte dessa admiração seja culpa de Regina Mills, sua versão em Once Upon a Time – embora eu já simpatizasse com a vilã de outros carnavais. Pode ter algo a ver com a versão do Chapolin Colorado, ou vai ver eu precise mesmo procurar um psiquiatra... Seja lá como for, gosto da figura.
E nessa versão é possível redimi-la completamente de seus pecados, pois, acredite se quiser, essa Rainha sempre teve um bom coração; o que não prestava era aquele Espelho malacabado.

sábado, 14 de julho de 2018

A Estrela Mais Cobiçada do Reino Encantado

Este é um dos meus filmes favoritos – baseado num dos meus livros favoritos.
Pode-se dizer que Neil Gaiman é o Tim Burton da literatura, especialista em criar fábulas e histórias interessantes, recheadas com personagens estranhos e com um toque meio gótico.
Stardust – O Mistério da Estrela, conforme resenhei o livro em outra oportunidade, é uma espécie de conto de fadas, sem Bibit Bobit Bum, fadas-madrinhas ou príncipes encantados. Até tem príncipes, mas eles estão muito longe de transmitir algum encanto; quanto a fadas-madrinhas, é mais fácil você topar com uma bruxa lá do outro lado da Muralha, do que encontrar alguma alma caridosa com poderes mágicos. Exceto, talvez, um Unicórnio...