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sábado, 29 de agosto de 2020

Eles Deram Sorte No Azar

 

Todo mundo deve ter pensado pelo menos uma vez na vida como algumas pessoas simplesmente nascem com muita sorte, enquanto outras parecem ter um incrível talento para o azar. A roleta da sorte é a distribuição mais desequilibrada da humanidade. Talvez porque a vida não teria muita graça se todo mundo conseguisse magicamente tudo o que quisesse. Se bem que, em alguns casos, o azar realmente abusa.

E quando se trata de ficção, os personagens azarados são, invariavelmente, aqueles que mais nos cativam.

Peguem aí seus pés de coelho, ferraduras, trevos de quatro folhas e demais amuletos, porque você está prestes a penetrar um território habitado por pessoas para quem a sorte raramente sorri.

Não necessariamente nessa ordem, eis os azarados da ficção:

sábado, 22 de agosto de 2020

A Vida Como Ela É

De vez em quando é bom ter uma dose de realidade na literatura.

Textos teatrais não são minhas leituras favoritas – a menos que sejam cômicos; ou Shakespeare –, mas de vez em quando gosto de conhecer os textos mais aclamados do gênero. Raramente me decepciono, embora estranhe um pouco a construção da narrativa – justamente pela, digamos, falta dela. Mas textos clássicos sobrevivem por tanto tempo por alguma razão.

Um Bonde Chamado Desejo já estava na minha lista de leitura há algum tempo, e eu procrastinei o quanto pude para começar a ler. De repente, quis uma leitura curta, apenas para me distrair, e decidi que era chegada a hora de conhecer a aclamada obra de Tennessee Williams.

Um Bonde Chamado Desejo

Título Original: A Streetcar Named Desire

Autor: Tennessee Williams

Editora: L&PM Pocket

Páginas: 160

Gênero: Teatro | Drama

Sinopse:

Um Bonde Chamado Desejo é o retrato de uma sociedade decadente, personificada por Blanche DuBois, uma bela mulher que volta para a casa da irmã por não ter mais para onde ir. À beira da loucura, traumatizada e sofrida, ela entra em confronto com o mundo rude e viril do cunhado, Stanley Kowalski. Essa tensão, estabelecida entre o refinamento e a brutalidade, mostra uma família em ruínas num mundo conflituado, sem lugar para o amor e para a sensibilidade. Peça em onze cenas.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Os Doze Trabalhos do Seu Madruga

Hoje o Admirável Mundo Inventado vai homenagear as pessoas que ralam, que dão duro para ganhar a vida, que levantam cedo, pegam ônibus lotado, passam mais tempo no busão do que em casa, e que raramente ganham um salário que compense os dissabores. Mas fazer o quê, né? Nem todo mundo carrega o sobrenome Abravanel no RG.

Pensando em gente trabalhadora, me ocorreu fazer uma pequena homenagem a um dos maiores trabalhadores da ficção: o Seu Madruga.

É possível que algumas pessoas olhem para esse artigo e se perguntem “como assim?”. Seu Madruga era o maior vagabundo, ficava na cama até às dez da madrugada, sonhando com a senhorita Paraíso... Digo, Céu... Digo, Glória... Sem sequer se preocupar em achar um jeito de pagar os quatorze meses de aluguel que devia ao Sr. Barriga...

Mas a verdade é que ninguém naquela vila ralou tanto quanto ele. Seu Madruga podia não ter muita sorte, mas ninguém pode dizer que ele não tentava. Até a Dona Florinda teve que reconhecer isso, no episódio Recordações (1978), quando o cidadão tinha sido finalmente despejado de casa, e ela contou ao Professor Girafales que em certa ocasião, Seu Madruga se meteu até a lutar boxe. Mas, como ela própria observou, embora tente trabalhar, ele fracassa em tudo.

Parte disso, talvez seja falta de sorte. Parte disso, talvez seja excesso de Chaves.

Minha comparação com os doze trabalhos de Hércules no título deste artigo foi bem proposital, pois, como verão a seguir, os trampos do pai da Chiquinha eram quase tão desafiadores quanto os desafios do herói grego.

Mas, desta vez, o número está incorreto. Seu Madruga teve muito mais que doze empregos. Embora nem sempre eles tenham sido remunerados.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Não É Apenas Um Grande Livro; É o Maior Espetáculo Da Terra!

O tema parecia extremamente simples: um circo. Mas a magia em que ele estava envolto ia muito além da lona e do picadeiro.

Quando peguei esse livro, eu não fazia ideia de que estava diante de uma das melhores histórias que eu leria na minha vida. Esse livro não apenas resgata a magia do circo – e neste caso, literalmente –, mas é um grande espetáculo por si só.

O Circo da Noite

Título Original: The Night Circus

Autora: Erin Morgenstern

Editora: Intrínseca

Páginas: 365

Gênero: Fantasia

Sinopse:

Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.

Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá.

À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.

Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Um Garoto, Duas Mães, E Uma Surra Que Virou Conto de Fadas

A quinta temporada de Once Upon a Time começou trazendo de volta um pouco de seu antigo brilho. Camelot trouxe beleza e novos ares a uma trama que não tinha conseguido desenvolver a história de três icônicas vilãs na meia temporada anterior, mas que abrilhantara seu roteiro com o episódio final, revelando onde a história das inofensivas Rainhas da Escuridão queria nos levar. Enfim vimos a família Charming lidar com a versão Senhora das Trevas de Emma – algo que havia sido profetizado antes de seu nascimento, e que levara o casal a prejudicar Malévola, transferindo a parcela de Trevas de Emma para a filha da vilã. Apesar de a Salvadora não ter realmente se rendido às Trevas, como tentou fazer todo mundo acreditar, foi bom ver cair a máscara de perfeição daquela família, e exigir que eles enfrentassem as consequências de seus discursos cheios de açúcar e hipocrisia.
Também foi interessante ver a dimensão do amor que Emma sempre tentou esconder que sentia pelo Capitão Gancho. Depois de fazer tanto doce, e relutar tanto para manter seus muros em pé, ela precisou se render, transgredir a última barreira que a separava das Trevas para salvar a vida dele, mesmo sabendo que ele poderia se deixar levar pela Escuridão, e mais tarde lutar para trazê-lo de volta do Submundo.
Também foi interessante reencontrar certos personagens que já haviam partido, como Cora e Cruella, e ver alguns assuntos inacabados sendo resolvidos, ainda que nem todos tenham sido convincentes, como a redenção da filha do moleiro. Mas foi bom para Regina ter um reencontro com o pai, descobrir que ele a perdoou, e que se sente orgulhoso e satisfeito por ver o quanto ela evoluiu.
Pessoalmente, gostei mais de Camelot do que do Mundo Inferior. As versões da lenda arturiana divergem tanto umas das outras que é difícil apontar essa ou aquela licença que a série tenha tomado com sua história. Transformar o Rei Arthur em vilão não colaborou nem prejudicou a história, mas trouxe novas cores à lenda.
Senti falta de conclusão em relação ao destino da Rainha Guinevere, o feitiço que a fizera “amar” o Rei Arthur, e se houve ou não um reencontro com Lancelot. Apesar disso, o destino de Arthur foi até mais heroico do que ele merecia. Só espero que a Cruella não decida transformá-lo em seu novo brinquedinho, pois detestaria saber que ele voltou a ser o patife que ocupava o trono de Camelot.
Já o Mundo Inferior, desperdiçou uma grande oportunidade de ressuscitar velhos conflitos, amarrar pontas soltas, e trazer um perigo maior para os principais personagens da série.
Hades era um trunfo a ser usado. Ele poderia ter sido o vilão mais perigoso em muito tempo, ou um aliado inovador, mas acabou não sendo nem uma coisa nem outra. O roteiro simplesmente desperdiçou um personagem multifacetado, e transformou sua história em mais do mesmo: um homem ambicioso, prometendo mundos e fundos, lidando com uma suposta maldição, e supostamente em busca de um amor verdadeiro. Havia diversos caminhos para transformar esse arco em algo grandioso, mas como sempre, os roteiristas escolheram o mais fácil, o clichê, transformando essa meia temporada apenas num momento nostálgico, mas sem grandes resoluções, e com várias saídas incoerentes. Sem falar que criou mais assuntos inacabados do que as pontas soltas que amarrou.
Enfim, depois de uma temporada que, apesar de certas inconsistências, ainda dá para considerar muito boa, a Season Finale – como de costume, com episódio duplo – enunciou a trama da próxima temporada, que tinha tudo para repetir o sucesso, ao menos com o arco inicial, mas que na hora do vamos ver, amarelou geral.

Bem, não vamos nos adiantar. A 6A não acompanhou, mas a Season Finale não foi ruim, embora tenha ficado muito abaixo das anteriores. E é dela que vamos falar hoje.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Eu Vou Literalmente Até o Inferno Para Te Encontrar

Depois de passarmos uma meia temporada deliciosa em Camelot, resolvendo questões relacionadas ao Mago Merlim, ao Rei Arthur, a Excalibur, e o problema do Cisne Encardido – porque, convenhamos, não dá para chamar a Emma de Cisne Negro de verdade, né?! A mulher tentou, fingiu, fez de conta que estava má enquanto desfilava pela cidade com os trajes de Senhora das Trevas, mas a verdade é que até seus atos mais questionáveis são perfeitamente perdoáveis, e ela fez pensando num bem maior, embora Rumplestiltskin assegure que é tudo desculpa esfarrapada, e que todo Senhor das Trevas tenta justificar suas maldades dessa forma. Afinal, manipular todos os outros personagens ao seu bel prazer é um bônus, que sempre vem junto na descrição da função do Dark One.
Seja lá como for, Emma transitou pelo lado negro da força, tomou um banho de alvejante, e está de volta, linda, loira, descabelada, e vestida com sua inseparável jaqueta vermelha, e completamente determinada a ir até o inferno para buscar seu amor perdido.
Literalmente!
A trama da segunda parte da temporada de Once Upon a Time acontece no Mundo Inferior, então preparem-se para ver muita mitologia grega misturada nesse conto de fadas de cronologia extremamente bagunçada que nós tanto amamos.
Esse arco foi um presente para os fãs que estavam com saudade de alguns personagens muito queridos que já tinham partido. Cora, Peter Pan, Cruella, e até a insignificante Milah deram as caras por aqui. Só senti falta do Graham.
O grande pecado desse arco foi ter transformado o Mundo Inferior numa espécie de colônia de férias. Hades, que tinha tudo para ser um vilão digno do título, uma vez que é difícil encontrar atenuantes para o Senhor dos Mortos, acabou não sendo tão convincente, com sua suposta busca por redenção. Se era para repetir essa novela, deviam tê-lo transformado em um mocinho amaldiçoado desde o início, em vez de primeiro pintá-lo de vilão.
Sem falar que várias tramas paralelas acabaram ocupando um espaço desnecessário, somente para explicar a presença de certos personagens no Submundo, conectá-los aos heróis e mostrar porque eles eram seus assuntos inacabados. Boa parte dessas inserções teriam sido melhor administradas se a explicação tivesse sido inserida nos diálogos dentro do tempo presente da série, em vez de perder tempo com um monte de flashbacks desnecessários.
E ainda desperdiçaram a grande oportunidade de colocar nossos heróis frente a frente com todos os fantasmas de seu passado – literalmente –, expondo-os ao perigo real de enfrentar as almas atormentadas que eles mesmos despacharam. Em vez disso, nossos heróis passearam, viveram aventuras, fizeram amigos, tiraram um monte de selfies, e descobriram que a Bruxa Cega do João e Maria continua sendo uma excelente cozinheira. Voltaram até mais gordinhos dessa viagem – de lazer – ao inferno. Afinal, todos nós sabemos que é um lugar cheio de boas intenções...
Mas para quê explanar aqui o que vocês conferirão ao longo da review? Então, sigam-me os bons!

terça-feira, 7 de abril de 2020

Um Cisne Negro Na Corte do Rei Arthur

Depois de uma quarta temporada complicada, cheia de altos e baixos, com uma deliciosa imersão no universo Frozen – onde destaco uma Anna perfeita; uma Elsa que poderia ter sido melhor utilizada, mas que cativou pela forma singela como construiu laços fraternais com a Salvadora; uma Rainha da Neve inserida para não transformar Elsa em vilã, o que aliás, foi a grande sacada naquela Mid-Season; e a lamentável ausência de Olaf –, e depois com uma inexplicável viagem na maionese, que transformou três das mais icônicas vilãs da Disney de Rainhas da Escuridão a Rainhas do Dramalhão Mexicano – sendo mais vítimas das armações dos mocinhos do que o contrário –, e com uma Season Finale quase tão incrível quanto a da temporada anterior, que finalmente revelou onde os roteiristas queriam chegar com toda a embromação, chegamos ao clímax prometido desde a metade da temporada passada: Emma Swan, a Salvadora, fruto do amor verdadeiro de Branca de Neve e Príncipe Encantado, se transformou na Senhora das Trevas. Não por predestinação natural, como seus pais temiam desde antes de ela nascer, o que os levou a transferir as Trevas de seu bebê para o filhote de dragão de Malévola; mas como resultado de um sacrifício, para evitar que Regina regredisse todo o caminho percorrido para se tornar uma heroína, depois de terem vencido as artimanhas do Autor, e mais ou menos salvo a vida de Rumplestiltskin.
Puxa vida! Foi uma temporada bem agitada, não acham? E nos deixaram um gancho com a expectativa mais alta desde o início da série – e aqui estou deixando de lado até as especulações sobre como seria a participação da galera de Frozen –, com a promessa de uma meia temporada ambientada em Camelot, onde nossos heróis sairiam em busca de Merlim, o Feiticeiro, o único capaz de aniquilar as Trevas de uma vez por todas.
Posso adiantar que a quinta temporada – pelo menos até poucos episódios antes da Season Finale – foi uma lufada de ar puro nesse roteiro complicado que Once Upon a Time vinha jogando no ventilador nos últimos anos. Eu disse tempos atrás que a série não poderia render muitas temporadas, mas, sabe-se lá como, conseguiram sustentá-la até a sétima! Pena que o roteiro acabou na quinta...
Convenhamos, a série perdeu o gás na quarta temporada – embora muitos considerem a terceira como início da derrocada, por causa da Neverland sombria; eu gostei daquela parte justamente por esse detalhe. Que graça teria transportar os personagens para uma Terra do Nunca igualzinha a que todo mundo conhece pela versão Disney? A versão OUAT deu novos ares àquele lugar tão emblemático, a ilha do garoto que não queria crescer. E fez sentido, já que nessa versão Peter Pan era um vilão. Já a etapa Oz, apesar da Zelena – por muitos motivos, uma das melhores vilãs, e por que não dizer, uma das melhores personagens da série –, e do desenvolvimento do romance de OutlawQueen, me agradou um pouco menos do que Neverland. Zelena foi extraordinária, mas faltou aos roteiristas serem mais coerentes com sua motivação e explicarem melhor a estrutura dos ingredientes que ela precisava reunir para criar sua máquina do tempo. Mas, ao menos, esse enredo nos rendeu a melhor Season Finale – e na minha humilde opinião, o melhor episódio – da série, em que Emma e Gancho foram arrastados para a Floresta Encantada, trinta anos no passado, para viver uma versão de O Mágico de Oz bem ao estilo OUAT – sem a participação da Bruxa Má do Oeste, que seria desnecessária naquele contexto, com a Emma se auto sabotando –, e finalmente deu à Salvadora um conto de fadas para chamar de seu. Memorável!
Mas como ia dizendo, considero o início da queda de OUAT a quarta temporada. Frozen foi bonitinho – muito embora tenha forçado a barra para inserir o hype daquele momento na série –, e se não foi completamente convincente, pelo menos foi divertido. Já a trama das supostas Rainhas da Escuridão teria ido do nada a lugar nenhum se não tivessem criado aquela Season Finale – muito boa por sinal –, em que os personagens aparecem com os papéis invertidos: os vilões vivendo como heróis e vice-versa. O que não apaga o fato de ter sido uma meia temporada confusa. E ninguém explicou até agora onde diabo enfiaram a Malévola no episódio final, e nunca mais ouvimos falar da Lily depois disso.
Normal. Se não fosse assim, não seria Once Upon a Time, uma série especialista em dar chá de sumiço nos personagens secundários, sem qualquer explicação.
Finalmente chegamos à quinta temporada. E esta é a última grande história que OUAT se dispôs a nos contar. Pela primeira vez em muito tempo, a série nos entregou duas tramas razoáveis – a primeira muito melhor que a segunda, como sempre, já que a segunda não soube aproveitar a oportunidade que criou –, mas queimou o filme bonitinho nos eventos que levaram à derrota do segundo vilão, e principalmente com a Season Finale. Geralmente é o oposto que acontece, né: primeiro OUAT nos confunde o máximo que pode, para enfim nos presentear com uma Finale maravilhosa. Desta vez, escorregaram na batatinha no final, que prenunciou o desastre que estava por vir na sexta temporada. Mas não vamos nos adiantar.
Porque o tema de hoje é a etapa Camelot!

sábado, 29 de fevereiro de 2020

A Estranha História da Magia Que Me Seduziu

Quando o filme está no seu top five de favoritos, e você tem a oportunidade de ler o livro que o inspirou, é natural que a expectativa esteja lá em cima. Mas algo que a minha experiência como leitora me ensinou é que, quando uma comédia, principalmente comédia romântica, é inspirada num livro, ele geralmente não chega aos pés do filme.
E Se Fosse Verdade
E por aí vai...
Esta lógica não se aplica a outros gêneros. Fantasia, por exemplo, os livros costumam ser tão bons quanto e muitas vezes melhores do que os filmes. Mas em se tratando de comédia... O buraco costuma ser bem mais embaixo.
Da Magia à Sedução
Título Original: Practical Magic
Autora: Alice Hoffman
Editora: Rocco
Páginas: 261
Gênero: Romance
Sinopse:
Quem resiste aos feitiços de uma bruxa? A cultura pop sempre estimulou a nossa fantasia com esses mitos que envolvem magia e sedução — da Feiticeira da série de televisão dos anos 60, passando pela Maga Patológica, dos quadrinhos, até as Bruxas de Eastwick, do cinema. A americana Alice Hoffman, autora de A Lua dos Namorados e Sétimo Céu, brinda os leitores com uma nova e irresistível história de bruxas: Da Magia à Sedução.
O livro conta a história de Gillian e Sally Owens, duas órfãs de um clã de feiticeiras de uma pequena cidade do estado do Massachusetts. Criadas pelas tias, que praticam algumas bruxarias light, Gillian e Sally têm uma infância difícil. Afinal, por mais de duzentos anos as mulheres Owens haviam sido responsabilizadas por tudo que saía errado na cidade. Naturalmente as demais crianças faziam de tudo para evitar sua companhia, fazendo com que as irmãs Owens vivessem em um mundo próprio e sonhassem com uma vida normal.
Até que elas crescem e tomam seus próprios rumos. Gillian, loura, preguiçosa e selvagem, provoca paixões instantâneas e troca de namorado a cada momento. Já a morena Sally, trezentos e noventa e sete dias mais velha do que a irmã, é conscienciosa e responsável. Uma toma o caminho da estrada e a outra se casa.
Porém, elas têm mais em comum do que os inesquecíveis olhos cinzentos e o conhecimento do poder supernatural das plantas, animais e tempestades. Elas carregam o estigma de uma maldição: não podem apaixonar-se sem colocar em risco a vida do homem que amam.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

História Boa É Aquela Que Nos Encanta Em Todas As Mídias Possíveis...

Sei o que alguns de vocês devem estar pensando: lá vem ela de novo com A Bela e a Fera... Mas, gente, não tem como não falar disso.
Já vimos a review do desenho da Disney de 1991, e uma resenha da versão live-action de 2017, protagonizada por Emma Watson e Dan Stevens, mas ainda estava faltando uma peça nesse conto de fadas: o livro.
Sobre a obra original – aliás, as obras originais, duas versões escritas pelas francesas Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve – falaremos em outra oportunidade – sim, isso é um sinal de que ainda teremos mais menções a esse conto de fadas aqui no blog; me ature se puder, hehe. Hoje vamos falar sobre uma versão bem mais recente, encomendada pela Disney, e que conta exatamente a história que vimos no filme.
Melhor dizendo, não exatamente a história que vimos no filme...
Vou reformular mais uma vez: é a história do filme, só que com uma magia totalmente diferente.
Elizabeth Rudnick – nova estrela no meu hall de autoras favoritas – ficou responsável por pegar o roteiro dos dois filmes – o desenho e o live-action – e transformar num romance. Daí vocês podem perguntar: mas que graça tem ler um livro sobre dois filmes que eu já vi um zilhão de vezes cada? Ok, o live-action só tem dois anos, então eu ainda não vi um zilhão de vezes. Foram só umas duas mil.
Acreditem em mim: vocês também precisam ler esse livro.
Porque Lizzie – vou chamá-la assim porque, depois de ler dois livros dela em coisa de dois meses, e classificá-la como nova favorita já me sinto íntima – simplesmente pegou um dos meus filmes favoritos e transformou numa das obras mais preciosas da minha estante.
Esqueçam aquela visão de um roteiro cinematográfico ou teatral publicado em formato livro. Não é como Romeu & Julieta, nem como Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald. Estamos falando de um romance, em toda a definição do gênero.
Elizabeth Rudnick poderia ter feito o simples: podia ter pegado o roteiro, transcrito todos os diálogos, apenas acrescentando alguma narrativa só para preencher as lacunas. Mas Lizzie não é uma mera ghost writer preguiçosa.
Em A Bela e a Fera, Elizabeth Rudnick nos presenteia com uma narrativa extremamente envolvente. Ela pegou uma história que eu conheço e amo desde que me entendo por gente, e transformou num livro tão cativante, que foi como se eu estivesse tendo contato com esta história pela primeira vez.


A Bela e a Fera
Título Original: Beauty And The Beast Novelization
Autora: Elizabeth Rudnick – Baseado no roteiro para cinema de Evan Spiliotopoulos, Stephen Chbosky e Bill Condon
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 204
Gênero: Romance & Fantasia
Sinopse:


“Sentimentos são fáceis de mudar mesmo entre quem não vê que alguém pode ser seu par...”
Bela deseja para sua vida muito mais do que a pequena cidade provinciana de Villeneuve pode oferecer. Lá, ela se destaca da multidão com um ponto de vista único, uma independência vigorosa e um notável amor pelos livros. Ela anseia por viagens e aventuras, e por uma vida tão empolgante quanto as histórias que lê, mas, quando seu amado pai é aprisionado por uma fera em um castelo encantado, o destino de Bela muda para sempre.
Ao arriscar sua liberdade e seu futuro, ela assume o lugar do pai, jurando-lhe que escaparia em segredo. No entanto, conforme aprende mais sobre a Fera e seu misterioso castelo, Bela descobre que pode haver mais sobre a história dele – e sobre a sua própria – do que ela jamais poderia ter imaginado.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

O Que Seria da Vida Sem Os Malucos?

Hora de mais uma review especial de Natal no meu, no seu e no nosso Admirável Mundo Inventado. Desta vez, escolhi um dos meus episódios favoritos de uma das minhas séries de comédia favoritas, The Big Bang Theory.
O episódio foi baseado no filme “A Felicidade Não Se Compra”, e a nossa turma favorita de nerds se divertiu imaginando como seria suas vidas se Sheldon Cooper, o membro mais extraordinário do grupo – entenda o adjetivo na conotação de sua preferência –, não fizesse parte delas.

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