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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - O Melhor de Três



Por Talita Vasconcelos
Aos bem vividos que acham que já viram de tudo, me digam se já viram isso: uma mocinha do final século dezenove caminhando pelas ruas do Grande ABC, com um vestido branco de gola alta, com um discreto babado de renda na gola, arrematado com aplicações de pérolas; imaginem o penteado de Winona Ryder em Drácula de Bram Stoker, arrematado com um chapéu branco, com um pequenino véu que, no momento certo, cobriria também o meu rosto.
Imaginou?
Agora imagine essa mesma mulher entrando no supermercado, batendo as botinas no piso antiderrapante, aproximando-se da prateleira das delícias – aquela preenchida com achocolatado em pó, garrafas de cobertura para sorvete, barras de chocolate e todas essas gordices maravilhosas –, fazendo aparecer um ponto de interrogação no rosto de um bebê na cadeirinha do carrinho, que provavelmente nunca se deparou com uma maluca fantasiada de Mina Murray, enquanto a mãe tenta decidir se leva o Neston de chocolate ou de morango.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - 2° Tempo



Por Talita Vasconcelos


Atenção para o Top de três frases mais proferidas no Teatro Máscaras em noite de estreia:
“Quebre a perna!”
“Meu cabelo está bom assim?”
“Cadê o Perry Ricardo?”
Seja falta de sorte, ironia do destino, ou a explicação que quiserem atribuir, certos azares acabaram se tornando rotina nas nossas noites de estreia. Parece brincadeira, mas alguém sempre fica rouco ou perde a voz por qualquer motivo; alguém traz ou é seguido por algum parente ou ficante mala sem alça, que parece não entender que tudo o que acontece no palco de um teatro é encenação – como a namorada sequelada que já mencionei, que invadiu o palco para bater no ator que estava abraçado com um travesti, e a avó biruta de uma atriz que ficou toda emocionada ao vê-la casando em cena –; e, não importa o personagem que tenha sido escalado para fazer, o Ricardo raramente estreia na mesma data que o resto do elenco.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Bicha Não Morre! Bicha Vira Um Fantasma Muito Alegre!



A diversão nunca para no Halloween do Admirável Mundo Inventado. Hoje vamos relembrar uma série produzida pelo SBT entre 1999 e 2000, protagonizada por uma típica caipira de Pau Grande (interior de Minas Gerais). A personagem, vivida por Gorete Milagres, muito nos divertiu com sua inocência nas duas temporadas do humorístico “Ô Coitado!”.
Esse episódio provavelmente foi produzido para divulgar o espetáculo “Acredite! Um Espírito Baixou Em Mim”, mas, sabe-se lá porque razão, quando foi reprisado pelo SBT em 2014, teve o título alterado para “O Fantasma Alegre”. Algum problema com os royalties, imagino.
Aqui vamos manter o título original da peça. Assim sendo...



Quer dizer, nele...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Se Contar, Ninguém Acredita - Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa?



Por Talita Vasconcelos
 Como foi que chegamos nessa situação?
Em circunstâncias normais, deveríamos questionar como alguém encaixaria um novo personagem numa peça na noite de estreia, com um número considerável de pequenas alterações para memorizar no último minuto, e com a crítica mais rabugenta da região confirmada na plateia; mas nos meus quase seis anos de Grupo Máscaras aprendi a não duvidar de nenhum plano maluco dessa galera. Porque, no fim, dando certo ou errado, de qualquer modo Dona Silvia Rosenthal vai falar mal da gente. E como sempre, a crítica dela será lida e depositada na pilha das opiniões ignoradas.
Assim sendo, estávamos prontos para entrar no palco.
Tínhamos um Drácula gripado, um Frankenstein com nariz machucado, uma Múmia paralítica, uma noiva para dois monstros e uma Cruella improvisada. Vamos na fé, porque na sorte está difícil.
Unimos as mãos.
– MERDA!
***
Agora vamos do princípio...

sábado, 7 de outubro de 2017

Foi Mexer Com Quem Estava Quieto...



Ano passado, mais ou menos por esta época, eu postei aqui a resenha de um livro nacional de terror que foi mostrado pela Sophia Abrahão na novela Amor à Vida – numa linda iniciativa do autor Walcyr Carrasco de incentivar a leitura, fazendo seus personagens apresentarem diversos títulos nacionais. O livro que Sophia Abrahão estava lendo na novela era Os Sete, do André Vianco, e, conforme comentei naquela resenha, ela só teve chance de dizer meia dúzia de palavrinhas do enredo, antes de ser interrompida pela Leila (personagem de Fernanda Machado), mas foi o suficiente para que eu me interessasse pelo livro e o procurasse – embora tenha deixado tempo demais na fila de leitura.
E como Os Sete era só o primeiro volume de uma saga, não demorei a ler o segundo, Sétimo, e preciso dizer que ele é tão bom quanto o primeiro.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Os Fantasmas Que Se Explodam!



Depois do sucesso do Halloween Animado no ano passado, decidi manter a tradição, e dedicar o mês de outubro a episódios de séries de TV que se encaixam com a data. Bem, ano passado comecei com os desenhos; desta vez vou começar com as séries de comédia.
Sem mais delongas, vamos iniciar com um clássico da TV mundial: um dos filmes curtas-metragens de Os Três Patetas. O trio mais biruta da tela nos divertirá hoje com a comédia:




quinta-feira, 28 de setembro de 2017