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domingo, 25 de outubro de 2020

Minha Irmã Matou Um Cara... Duas Vezes!


Seguindo com o nosso especial de Halloween, hoje eu quero falar sobre um dos meus filmes favoritos, protagonizado por duas das minhas atrizes favoritas. Da Magia à Sedução é uma linda comédia romântica, baseada no romance homônimo de Alice Hoffman, que fala sobre superstição.

Da Magia à Sedução conta a história de duas irmãs, Sally e Gillian Owens, mulheres de personalidades muito distintas, que pertencem a uma antiga e ilustre linhagem de bruxas americanas. Quando ainda eram crianças, as duas irmãs foram morar com suas tias, Frances e Jet, após a morte de seus pais. Sua mãe morrera de tristeza, depois que a maldição levou seu marido. Reza a lenda que qualquer homem que se atrever a amar uma Owens, viverá intensamente o seu amor, até que a morte o leve subitamente.

Tudo começou quando sua antepassada Maria, que era muito namoradeira, foi banida para a ilha, depois de ter escapado da forca graças ao seu maravilhoso dom. Maria estava grávida, e durante meses ela esperou que o homem que ela amava fosse buscá-la na ilha do estado de Massachusetts para onde ela fora exilada após escapar da execução, mas ele nunca apareceu. Decepcionada, ela lançou sobre si mesma um feitiço para nunca mais sentir a agonia do amor. Com o tempo, seu feitiço transformou-se numa maldição, que foi herdada por todas as suas descendentes.

Por temer a maldição, Sally estava decidida a nunca se apaixonar; Gillian, por outro lado, não via a hora de isso acontecer.

Depois de ver uma mulher da vizinhança ir até a casa de suas tias encomendar uma bruxaria para fazer o homem que ela amava deixar a esposa por ela, Sally criou um feitiço para garantir que nunca se apaixonaria. Ao menos, por nenhum homem que pudesse existir.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O Passado – Realmente – Te Condena!

Outubro chegou, e com ele, mais um especial de Halloween no nosso Admirável Mundo Inventado.

Para começar o nosso mês especial, eu cavei bem fundo desta vez, para resgatar uma série muito querida, que já foi encerrada há um bom tempo.

Fundo do Baú Pictures apresenta:

Exibida no final dos anos 1990, a série – também conhecida no Brasil como Jovens Bruxas – conta a história de três irmãs, Prudence – Prue, para os íntimos –, Piper e Phoebe Halliwell, que descobrem, logo após a morte da avó que as criou, que elas fazem parte de uma linhagem de bruxas muito poderosas. Mais que isso: o nascimento delas foi profetizado séculos atrás, como as três feiticeiras mais poderosas de todos os tempos, cuja magia unida seria praticamente invencível. As Encantadas (Charmed One). Assim que Phoebe, a irmã caçula, descobriu o Livro das Sombras guardado no sótão, e recitou o feitiço para libertar seus poderes, as irmãs Halliwell passaram a enfrentar uma porção de ameaças sobrenaturais e a lutar contra as forças do mal. Mais tarde, elas ainda descobrem a existência de uma quarta irmã, que tornará o Poder das Três novamente completo após [ALERTA DE SPOILER] a morte de Prue.

Eu não vou resenhar a série inteira – pelo menos, não agora –, mas separei um dos meus episódios favoritos para o especial de Halloween desse ano. Como esse episódio é da segunda temporada, para que ninguém fique perdido, vamos recapitular um pouquinho o início da série:

sábado, 29 de agosto de 2020

Eles Deram Sorte No Azar

 

Todo mundo deve ter pensado pelo menos uma vez na vida como algumas pessoas simplesmente nascem com muita sorte, enquanto outras parecem ter um incrível talento para o azar. A roleta da sorte é a distribuição mais desequilibrada da humanidade. Talvez porque a vida não teria muita graça se todo mundo conseguisse magicamente tudo o que quisesse. Se bem que, em alguns casos, o azar realmente abusa.

E quando se trata de ficção, os personagens azarados são, invariavelmente, aqueles que mais nos cativam.

Peguem aí seus pés de coelho, ferraduras, trevos de quatro folhas e demais amuletos, porque você está prestes a penetrar um território habitado por pessoas para quem a sorte raramente sorri.

Não necessariamente nessa ordem, eis os azarados da ficção:

sábado, 22 de agosto de 2020

A Vida Como Ela É

De vez em quando é bom ter uma dose de realidade na literatura.

Textos teatrais não são minhas leituras favoritas – a menos que sejam cômicos; ou Shakespeare –, mas de vez em quando gosto de conhecer os textos mais aclamados do gênero. Raramente me decepciono, embora estranhe um pouco a construção da narrativa – justamente pela, digamos, falta dela. Mas textos clássicos sobrevivem por tanto tempo por alguma razão.

Um Bonde Chamado Desejo já estava na minha lista de leitura há algum tempo, e eu procrastinei o quanto pude para começar a ler. De repente, quis uma leitura curta, apenas para me distrair, e decidi que era chegada a hora de conhecer a aclamada obra de Tennessee Williams.

Um Bonde Chamado Desejo

Título Original: A Streetcar Named Desire

Autor: Tennessee Williams

Editora: L&PM Pocket

Páginas: 160

Gênero: Teatro | Drama

Sinopse:

Um Bonde Chamado Desejo é o retrato de uma sociedade decadente, personificada por Blanche DuBois, uma bela mulher que volta para a casa da irmã por não ter mais para onde ir. À beira da loucura, traumatizada e sofrida, ela entra em confronto com o mundo rude e viril do cunhado, Stanley Kowalski. Essa tensão, estabelecida entre o refinamento e a brutalidade, mostra uma família em ruínas num mundo conflituado, sem lugar para o amor e para a sensibilidade. Peça em onze cenas.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Os Doze Trabalhos do Seu Madruga

Hoje o Admirável Mundo Inventado vai homenagear as pessoas que ralam, que dão duro para ganhar a vida, que levantam cedo, pegam ônibus lotado, passam mais tempo no busão do que em casa, e que raramente ganham um salário que compense os dissabores. Mas fazer o quê, né? Nem todo mundo carrega o sobrenome Abravanel no RG.

Pensando em gente trabalhadora, me ocorreu fazer uma pequena homenagem a um dos maiores trabalhadores da ficção: o Seu Madruga.

É possível que algumas pessoas olhem para esse artigo e se perguntem “como assim?”. Seu Madruga era o maior vagabundo, ficava na cama até às dez da madrugada, sonhando com a senhorita Paraíso... Digo, Céu... Digo, Glória... Sem sequer se preocupar em achar um jeito de pagar os quatorze meses de aluguel que devia ao Sr. Barriga...

Mas a verdade é que ninguém naquela vila ralou tanto quanto ele. Seu Madruga podia não ter muita sorte, mas ninguém pode dizer que ele não tentava. Até a Dona Florinda teve que reconhecer isso, no episódio Recordações (1978), quando o cidadão tinha sido finalmente despejado de casa, e ela contou ao Professor Girafales que em certa ocasião, Seu Madruga se meteu até a lutar boxe. Mas, como ela própria observou, embora tente trabalhar, ele fracassa em tudo.

Parte disso, talvez seja falta de sorte. Parte disso, talvez seja excesso de Chaves.

Minha comparação com os doze trabalhos de Hércules no título deste artigo foi bem proposital, pois, como verão a seguir, os trampos do pai da Chiquinha eram quase tão desafiadores quanto os desafios do herói grego.

Mas, desta vez, o número está incorreto. Seu Madruga teve muito mais que doze empregos. Embora nem sempre eles tenham sido remunerados.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Não É Apenas Um Grande Livro; É o Maior Espetáculo Da Terra!

O tema parecia extremamente simples: um circo. Mas a magia em que ele estava envolto ia muito além da lona e do picadeiro.

Quando peguei esse livro, eu não fazia ideia de que estava diante de uma das melhores histórias que eu leria na minha vida. Esse livro não apenas resgata a magia do circo – e neste caso, literalmente –, mas é um grande espetáculo por si só.

O Circo da Noite

Título Original: The Night Circus

Autora: Erin Morgenstern

Editora: Intrínseca

Páginas: 365

Gênero: Fantasia

Sinopse:

Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.

Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá.

À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.

Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Um Garoto, Duas Mães, E Uma Surra Que Virou Conto de Fadas

A quinta temporada de Once Upon a Time começou trazendo de volta um pouco de seu antigo brilho. Camelot trouxe beleza e novos ares a uma trama que não tinha conseguido desenvolver a história de três icônicas vilãs na meia temporada anterior, mas que abrilhantara seu roteiro com o episódio final, revelando onde a história das inofensivas Rainhas da Escuridão queria nos levar. Enfim vimos a família Charming lidar com a versão Senhora das Trevas de Emma – algo que havia sido profetizado antes de seu nascimento, e que levara o casal a prejudicar Malévola, transferindo a parcela de Trevas de Emma para a filha da vilã. Apesar de a Salvadora não ter realmente se rendido às Trevas, como tentou fazer todo mundo acreditar, foi bom ver cair a máscara de perfeição daquela família, e exigir que eles enfrentassem as consequências de seus discursos cheios de açúcar e hipocrisia.
Também foi interessante ver a dimensão do amor que Emma sempre tentou esconder que sentia pelo Capitão Gancho. Depois de fazer tanto doce, e relutar tanto para manter seus muros em pé, ela precisou se render, transgredir a última barreira que a separava das Trevas para salvar a vida dele, mesmo sabendo que ele poderia se deixar levar pela Escuridão, e mais tarde lutar para trazê-lo de volta do Submundo.
Também foi interessante reencontrar certos personagens que já haviam partido, como Cora e Cruella, e ver alguns assuntos inacabados sendo resolvidos, ainda que nem todos tenham sido convincentes, como a redenção da filha do moleiro. Mas foi bom para Regina ter um reencontro com o pai, descobrir que ele a perdoou, e que se sente orgulhoso e satisfeito por ver o quanto ela evoluiu.
Pessoalmente, gostei mais de Camelot do que do Mundo Inferior. As versões da lenda arturiana divergem tanto umas das outras que é difícil apontar essa ou aquela licença que a série tenha tomado com sua história. Transformar o Rei Arthur em vilão não colaborou nem prejudicou a história, mas trouxe novas cores à lenda.
Senti falta de conclusão em relação ao destino da Rainha Guinevere, o feitiço que a fizera “amar” o Rei Arthur, e se houve ou não um reencontro com Lancelot. Apesar disso, o destino de Arthur foi até mais heroico do que ele merecia. Só espero que a Cruella não decida transformá-lo em seu novo brinquedinho, pois detestaria saber que ele voltou a ser o patife que ocupava o trono de Camelot.
Já o Mundo Inferior, desperdiçou uma grande oportunidade de ressuscitar velhos conflitos, amarrar pontas soltas, e trazer um perigo maior para os principais personagens da série.
Hades era um trunfo a ser usado. Ele poderia ter sido o vilão mais perigoso em muito tempo, ou um aliado inovador, mas acabou não sendo nem uma coisa nem outra. O roteiro simplesmente desperdiçou um personagem multifacetado, e transformou sua história em mais do mesmo: um homem ambicioso, prometendo mundos e fundos, lidando com uma suposta maldição, e supostamente em busca de um amor verdadeiro. Havia diversos caminhos para transformar esse arco em algo grandioso, mas como sempre, os roteiristas escolheram o mais fácil, o clichê, transformando essa meia temporada apenas num momento nostálgico, mas sem grandes resoluções, e com várias saídas incoerentes. Sem falar que criou mais assuntos inacabados do que as pontas soltas que amarrou.
Enfim, depois de uma temporada que, apesar de certas inconsistências, ainda dá para considerar muito boa, a Season Finale – como de costume, com episódio duplo – enunciou a trama da próxima temporada, que tinha tudo para repetir o sucesso, ao menos com o arco inicial, mas que na hora do vamos ver, amarelou geral.

Bem, não vamos nos adiantar. A 6A não acompanhou, mas a Season Finale não foi ruim, embora tenha ficado muito abaixo das anteriores. E é dela que vamos falar hoje.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Eu Vou Literalmente Até o Inferno Para Te Encontrar

Depois de passarmos uma meia temporada deliciosa em Camelot, resolvendo questões relacionadas ao Mago Merlim, ao Rei Arthur, a Excalibur, e o problema do Cisne Encardido – porque, convenhamos, não dá para chamar a Emma de Cisne Negro de verdade, né?! A mulher tentou, fingiu, fez de conta que estava má enquanto desfilava pela cidade com os trajes de Senhora das Trevas, mas a verdade é que até seus atos mais questionáveis são perfeitamente perdoáveis, e ela fez pensando num bem maior, embora Rumplestiltskin assegure que é tudo desculpa esfarrapada, e que todo Senhor das Trevas tenta justificar suas maldades dessa forma. Afinal, manipular todos os outros personagens ao seu bel prazer é um bônus, que sempre vem junto na descrição da função do Dark One.
Seja lá como for, Emma transitou pelo lado negro da força, tomou um banho de alvejante, e está de volta, linda, loira, descabelada, e vestida com sua inseparável jaqueta vermelha, e completamente determinada a ir até o inferno para buscar seu amor perdido.
Literalmente!
A trama da segunda parte da temporada de Once Upon a Time acontece no Mundo Inferior, então preparem-se para ver muita mitologia grega misturada nesse conto de fadas de cronologia extremamente bagunçada que nós tanto amamos.
Esse arco foi um presente para os fãs que estavam com saudade de alguns personagens muito queridos que já tinham partido. Cora, Peter Pan, Cruella, e até a insignificante Milah deram as caras por aqui. Só senti falta do Graham.
O grande pecado desse arco foi ter transformado o Mundo Inferior numa espécie de colônia de férias. Hades, que tinha tudo para ser um vilão digno do título, uma vez que é difícil encontrar atenuantes para o Senhor dos Mortos, acabou não sendo tão convincente, com sua suposta busca por redenção. Se era para repetir essa novela, deviam tê-lo transformado em um mocinho amaldiçoado desde o início, em vez de primeiro pintá-lo de vilão.
Sem falar que várias tramas paralelas acabaram ocupando um espaço desnecessário, somente para explicar a presença de certos personagens no Submundo, conectá-los aos heróis e mostrar porque eles eram seus assuntos inacabados. Boa parte dessas inserções teriam sido melhor administradas se a explicação tivesse sido inserida nos diálogos dentro do tempo presente da série, em vez de perder tempo com um monte de flashbacks desnecessários.
E ainda desperdiçaram a grande oportunidade de colocar nossos heróis frente a frente com todos os fantasmas de seu passado – literalmente –, expondo-os ao perigo real de enfrentar as almas atormentadas que eles mesmos despacharam. Em vez disso, nossos heróis passearam, viveram aventuras, fizeram amigos, tiraram um monte de selfies, e descobriram que a Bruxa Cega do João e Maria continua sendo uma excelente cozinheira. Voltaram até mais gordinhos dessa viagem – de lazer – ao inferno. Afinal, todos nós sabemos que é um lugar cheio de boas intenções...
Mas para quê explanar aqui o que vocês conferirão ao longo da review? Então, sigam-me os bons!

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