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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Papai Noel, Vê Se Você Tem, Aquele Desenho Para Disney Passar ♪♪



Hoje quero falar sobre um dos maiores clássicos da Disney. Sim, clássico! Não importa que seja um curta-metragem com menos de meia hora, e que não seja exibido na televisão desde mil novecentos e Dercy Gonçalves... Não importa que você só tenha acesso a esse desenho através de uma compilação em DVD – O Natal Mágico do Mickey: Nevou Na Casa do Mickey, a quem interessar possa –, ou através de um vídeo com resolução mega zoada no Youtube – vai por mim, você encontra o vídeo em melhor estado na internet, se procurar bem... Enfim, nada disso importa. O desenho é um clássico desde o momento em que foi realizado, e é uma pena que tanto o Disney Channel, quanto a Globo e o SBT nunca se lembrem de transmiti-lo como presente de Natal às novas gerações alienadas com o excesso de séries teen mal produzidas da Nickelodeon e novelas argentinas que hoje em dia entopem a grade dos canais “infantis” da TV a cabo. E me perdoem o desabafo!
Até o SBT aparentemente parou com a mania de passar os mesmos filmes repetidos todo feriado. Não importava se era Dia das Crianças, Dia de Finados ou Dia dos Inconfidentes, podíamos sempre esperar por uma tarde regada a Harry Potter, Dennis, o Pimentinha, O Filho Máskara e Happy Feet – O Pinguim. Nem para incluir um desenho aí, hein!? Ou um filme menos batido...
Enfim, mas eu estava falando do clássico da Disney. E o motivo de eu ter decidido falar sobre ele é precisamente sua injusta ausência na programação de qualquer canal nesta época do ano. Gente, é Natal! E nenhuma emissora vai transmitir esse clássico da Disney baseado em outro grande clássico da literatura, de Charles Dickens!? Como diria a Pópis:


Muito bem...
O clássico Disney de hoje é nada mais, nada menos que O Conto de Natal do Mickey.
Não estou falando da animação de 2009 Os Fantasmas de Scrooge – que é muito boa também –, mas da versão anterior que a Disney produziu do conto em 1983, tendo no elenco principal as maiores estrelas da casa. Só para se ter uma ideia:




Quero ver alguém apontar um filme de Hollywood com tantas estrelas no elenco.
E ai de quem me vier com Ele Não Está Tão a Fim de Você! Ou Idas e Vindas do Amor! Ou Noite de Ano Novo! Afinal, todos eles tiveram um grande número de decadentes ou estrelas em ascensão. E se mencionar Os Mercenários, o pau vai comer!
Agora que dei provas do meu grande espírito natalino, vamos à review do nosso fofíssimo especial de Natal.



Tudo começa – quem diria! – na manhã da véspera de Natal.




Pois é, óbvio! Scrooge Patinhas está chegando em sua firma de contabilidade, lembrando-se de que precisamente naquele dia faz sete anos que seu sócio Jacob Marley morreu. Que coisa triste, o cidadão ter morrido na véspera de Natal, não é mesmo? Exceto que o velho era conhecido por roubar a grana das viúvas e tapear os pobres, então, talvez tenha sido um presente de Natal para a clientela ele ter morrido naquela época do ano. E embora ele tenha deixado em testamento dinheiro suficiente para pagar uma bela sepultura de mármore egípcio na cripta dos nobres na Abadia de Westminster, com vista para o mausoléu da Rainha Elizabeth I, e ao lado de William Shakespeare – não sei se os dois estão sepultados lá, mas vamos usar a imaginação –, Scrooge achou que o sócio não valia o desperdício de moedinhas n° 2, n° 3... n°17.790, colocou o defunto num saco de lixo e o arremessou no Tâmisa, mesmo...
Sim, porque Scrooge é um sovina miserável que não permite nem que seu funcionário utilize um pedaço tosco de carvão para acender o aquecedor e melhorar a temperatura em seu ambiente de trabalho, mesmo que esteja nevando lá fora, pois, como sabem, dezembro é o início do inverno no hemisfério norte, por isso faz um frio desgramado na semana do Natal, permitindo que as crianças usem toneladas de roupas quentinhas, façam guerras de bolas de neve, construam milhares de versões diferentes do Olaf e patinem num lago congelado com a sola escorregadia de suas galochas. Matando todos nós, moradores das zonas tropicais de inveja. Oh, Deus, porque eu não nasci no hemisfério norte? Nem precisava ser na Inglaterra... França ou Suíça estava bom demais para mim...
Enfim, voltando ao desenho, Cratchit pede ao patrão que lhe dê meio dia de folga no trabalho para que ele possa participar da ceia de Natal com a família, ao que Scrooge prontamente aquiesce... Mas vai descontar de seu salário.
Que, a propósito, é uma miséria.



Mickey, querido... Quero dizer, Bob... Não precisa entrar em detalhes e lembrar seu patrão avarento sobre os centavinhos a mais de seu salário...
E antes que alguém irrompa em prantos: calma, gente, a Madame Patilda não morreu! Foi só uma piada...
Na verdade, Scrooge concorda em deixar o funcionário sair mais cedo, descontando só os oito xelins, e deixando os quatro pennys de gorjeta. Afinal, Bob é o funcionário do mês! O fato de ele ser seu único funcionário é um mero detalhe...
Assim resolvidos, Cratchit volta ao trabalho, e Scrooge volta toda a sua atenção ao seu único e verdadeiro amor, que é: contar suas moedinhas!
Porque não importa qual seja a encarnação, não muda o hobby favorito desse pato!



Eis que nesse momento recebem a visita de Fred, sobrinho de Scrooge, que está muito animado com o feriado, e viera convidar o tio para a ceia de natal em sua casa.



Aqui entre nós: comer qualquer tipo de ave não deveria ser considerado um tipo de canibalismo na família McDuck? Sugestão, Donald: escolha pernil!
Como além de sovina, Scrooge é um velho mal agradecido, ele manda o sobrinho catar coquinho sem a menor cerimônia, mas ao menos o rapaz consegue deixar a guirlanda que trouxera pendurada na maçaneta da porta, para dar uma decorada no ambiente de trabalho do pobre Cratchit.
E por falar em pobres... Chegam dois sujeitos vestidos de Testemunhas de Jeová para pedir donativos para os pobres. Logo para quem...



Assim o velho bate a porta na cara dos pedintes, antes que eles tenham tempo de processar seu argumento esfarrapado. Afinal, o velho Scrooge não trabalhou a vida inteira para ganhar seu rico dinheirinho e desperdiçá-lo agora com os famintos de Londres...
Pois é, feliz Natal para você também, Sr. Scrooge...
Enfim, o relógio anuncia o fim do expediente, e Cratchit se anima, dança um mambo no meio do escritório, bagunça o cabelo do patrão, pula na calçada, deseja feliz Natal às velhinhas que estão paradas feito bocó na rua fofocando sobre a sobrinha da Patilda que não foi convidada para o especial de Natal, e corre para casa cantando “Let It Go”...



Tadinho, gente! Deixa o menino sair mais cedo! Quê que custa? Dois minutos não vão te quebrar, não, seu velho avarento...


Agora, sim, o rapaz pode sair pelas ruas cobertas de neve cantando em coro com a Rainha Elsa. Ao contrário de seu patrão, que sai do escritório carrancudo, olhando feio para criancinhas, socando velhinhos e resmungando com os cachorros...
E quando chega em casa, é saudado alegremente pela aldrava mal-assombrada em sua porta.



E não basta a aldrava ganhar vida, uma sombra ainda o acompanha pela escada, arrastando correntes, fazendo o velho Scrooge correr para o quarto e passar duzentas trancas na porta para se esconder da assombração.
A essa altura dos acontecimentos, ele já devia saber que uma das qualidades dos fantasmas é atravessar superfícies sólidas...



Mas essa visitinha do além é bem intencionada no final das contas. Acontece que o velho Jacob Marley, o sócio de Scrooge que foi enterrado numa caçamba de lixo, descobriu as consequências de sua vida de avareza e tapeações, de roubar o dinheiro dos pobres e das viúvas, de aceitar propina de políticos e guardar moedas e mais moedas nos paraísos fiscais. Ele acabou condenado a arrastar aquelas correntes pela eternidade, e alerta que Scrooge está muito perto de ter o mesmo destino. Se não mudar logo seu comportamento, o velho sovina muito em breve dormirá de conchinha com o capeta no inferno.
Aliás, pensando no recadinho do Marley agora, acho mesmo que alguém devia apresentar esse desenho ao pessoal lá de Brasília, porque acho que eles atendem a todos os requisitos da lista: tapeando pobres, roubando de viúvas, recebendo e pagando propina, colecionando dólares nos paraísos fiscais... Olha, se um dia desses acordarem cozinhando no caldeirão da Bruxa do 71 com um tridente espetado no rabo, não reclamem! Não digam que o Pateta não avisou!
Felizmente para Scrooge, seu amigo lá do outro lado da vida conseguiu negociar um acordo para tentar salvá-lo. Naquela noite, ele receberá a visita de três espíritos que irão lhe mostrar com quantos paus se faz uma canoa.

Recado dado, Pateta rola escada abaixo e vai embora.
Ao se ver novamente sozinho no quarto, Scrooge reflete sobre o que acabou de acontecer, inspeciona a lareira e embaixo da cama para ver se não tem outra assombração escondida, depois deduz que tudo não passou de uma alucinação porque ele esqueceu de tomar seu Gardenal esta noite, e vai dormir.
Mas a primeira assombração não tarda a aparecer.

Saltitando pelo quarto, o Grilo Falante toca a sineta do despertador com seu guarda-chuvinha para cumprir sua missão o mais rápido possível.
Pois é, o rapaz veio todo gabaritado e apressado, para levá-lo voando em um passeio. Eles pegam uma curva no relógio e voltam a um Natal lá pela meia idade do Patinhas, quando ele trabalhava para um tal de Fezzywig, um sujeito muito gente boa, que dava ótimas festas de Natal. Ótimas e muito bem frequentadas, por sinal. Se liga na lista de convidados VIP:
Só os figurões do estúdio em cena! Esse tal de Fezzywig devia ser tipo o Grande Gatsby, da parada!
Mas já naquele tempo o velho Scrooge ficava emburrado pelos cantos enquanto todo mundo se divertia. A diferença é que agora ele o faz com os bolsos cheios de ouro.

Porém até ele já teve um raio de sol que tentasse iluminar sua patética existência. Não querendo jogar uma intriga na família McDuck, mas já jogando, o velho Patinhas Scrooge, naquele passado distante que visitou com o Grilo Falante, andava colocando chifres em seu sobrinho Donald! Pois o raio de sol de sua vida, a moçoila por quem ele estava apaixonado era Margarida!
Mas como aqui a história é outra, vamos chamar a moça de Isabel.

E na verdade, eu não devia mesmo intrigar o Donald com seu tio mão-de-vaca. Afinal de contas, não foi ele quem se arrastou para debaixo do visco, implorando por um beijo, não é, não, dona Daisy Duck...
Eu disse Daisy Duck, não Daisy Duke!
Eu acredito, florzinha, acredito... E você ainda pode alegar que foi tudo beijo técnico, que o Donald deu o maior apoio, e que você e o velho são apenas bons amigos... Essas estrelas...
Mas enfim, estamos no Natal, e é muito feio ficar jogando intriga nas pessoas nessa época do ano, então, deixemos de lado os chifres do pato e passemos ao toco que o velho Scrooge deu na Margarida. Digo, na Isabel!
Como ia dizendo, a patinha estava paradinha na do Scrooge, louquinha para desencalhar o moço, arrastou o pato para baixo do visco, depois o arrastou para a pista de dança... Só faltou chamar o padre e empurrar a aliança no dedo dele. Determinada a garota! Muito à frente de seu tempo. Mas o lerdão achou por bem cozinhar a patinha por dez anos.
Não literalmente, claro, porque quando o filme acabasse ele precisaria devolvê-la ao seu sobrinho sem nenhum pedaço faltando. É modo de falar...

Depois de ter sido arrastado para todo lado na festa de Fezzywig – segundo ele, um bom patrão, cujo exemplo ele escolheu não seguir para com o pobre Cratchit –, Scrooge decidiu arrastar o noivado por dez anos. E quando Isabel finalmente lhe deu um ultimato – ou casa ou desocupa a noiva –, ele não teve o menor pudor em chutar seu traseiro.
Assim Scrooge partiu o nobre coração da camponesa, pois amava o ouro mais do que a ela.

Aparentemente, o velho sentiu algum remorso ao ver quanto ele foi filho da mãe esses anos todos, e imediatamente pediu ao Grilo Falante que desligasse a televisão, ou mudasse para o canal do Chapolin.

O Grilo o envia de volta ao seu quarto, onde o segundo espírito já o aguarda. E se o primeiro cabia na palma da mão, este agora mal cabe no quarto! E olha que os aposentos do Sr. Scrooge não são nada pequenos!

Mas o sujeito deve ter seguido uma dieta rica em carboidratos e proteínas para chegar a esse tamanho gigantesco, mas garante ao velho Scrooge que jantar um avarento repugnante como ele estragaria toda a sua dieta, portanto pode ficar tranquilo e apreciar o banquete que ele trouxe para o quarto: pastelão, peru, leitão assado, carne assada com molho barbecue... Tudo o que o velho sovina nunca desfrutou, para economizar seus ricos centavinhos.
A propósito, não apresentei o grandão aí: esse é o Fantasma do Natal Presente. E acho interessante essa diferença de tamanho entre os fantasmas: primeiro o insignificante Grilo e depois o imenso gigante – talvez uma representação da fortuna do velho avarento, que era inexistente na época mostrada pelo primeiro espírito, e enorme agora; ou talvez uma forma de mostrar que o tempo de vida de uma pessoa é extremamente curto, e portanto cada momento deve ser valorizado ao máximo... Podemos filosofar bastante sobre isso, mas aí a review ficará mais longa que o desenho, então, prossigamos.

O espírito diz ao velho Scrooge que, embora ele não valha o pedaço de carvão que Cratchit não tem autorização para queimar no aquecedor, ainda existem pessoas que se importam e sentem alguma afeição por ele, o que surpreende o velho cético. Afinal, ele tem consciência da própria cretinice, e duvida que alguém possa ter qualquer afeição por sua pessoa.
Notem que, enquanto o primeiro espírito era muito pequeno, e precisou voar pela janela com o velho Scrooge na garupa – o que só prova que o Grilo Falante roubou algumas latas de espinafre do Marinheiro Popeye para ficar tão forte –, esse espírito é tão grandalhão que atravessa a cidade em duas passadas, e ainda consegue levantar os telhados das casas com uma mão, enquanto estrangula Scrooge com a outra. E se a prefeitura de Patópolis estiver interessada em saber que fim levou o poste de luz em frente à casa do Sr. Scrooge, foi o grandão que o arrancou e usou como lanterna.
O gigante leva Scrooge à humilde residência de seu funcionário explorado e mal pago Bob Cratchit, para que ele veja que, apesar de não ter quase nada a oferecer à família, aquelas pessoas são felizes e têm a maior consideração pelo velho pão-duro.
Só isso já deveria bastar para trincar o velho Scrooge de vergonha: seu funcionário, sua esposa e seus três filhos terem que dividir um passarinho minúsculo e duas azeitonas na ceia de Natal, e ainda desengordurar suas roupas imundas durante o jantar. Mas o pior ainda está por vir. Pois é neste momento que Scrooge conhece o mais adorável dos filhos de Cratchit, Tiny, que vem descendo as escadas, apoiado numa muleta, mas com um lindo sorriso no rosto.

Apesar de ser um menino doente, Tiny é dono de um otimismo inabalável, e é sem sombra de dúvida a alegria daquele lar.
Caso não tenha percebido ainda, Sr. Scrooge, o nome disso que está sentindo agora é remorso, peso na consciência. Mas pode ser que ainda tenha conserto...

E é neste momento que o gigantesco Espírito do Natal Presente o abandona, transportando-o a um cemitério, onde o Espírito dos Natais Futuros o aguarda, com seu manto negro, e seu silêncio sepulcral. Acima na alameda, o espírito aponta a lápide do pequeno Tiny, onde Cratchit ainda chora amargamente, agarrado à muletinha do filho.
E eu desafio qualquer um a mostrar uma expressão de dor mais comovente do que esta – seja com um ator de verdade ou outra animação. Acho que isso diz muito sobre porque Disney é a maior empresa de animação de todos os tempos. E um dos maiores estúdios cinematográficos e televisivos de todos os tempos também.
Enfim, o velho Scrooge desaba, corroído de remorso por não ter percebido a tempo as dificuldades enfrentadas por Cratchit, e por não ter conhecido antes aquela criança adorável, que ele acima de tudo desejaria salvar...

E nesse momento percebemos que Scrooge e o Espírito N° 3 não estão sozinhos no cemitério. Ouvimos dois coveiros com cara de vira-latas beberrões – que na verdade são as duas doninhas de ... – cavando a cova de um defunto solitário, que parente nenhum se dignou a gastar dez minutos da vida para vir enterrar e prantear.
Sentiram que eu tentei sonorizar uma gargalhada fatal, né? Tipo a Bruxa Má da Branca de Neve... Doutor Abobrinha, que seja...
Enfim, o Espírito do Bafo de Onça despe o capuz, arremessa Scrooge na própria cova, o inferno abre sua bocarra para recebê-lo, o Capiroto aparece em pessoa para botar o velho sovina num espeto e jogá-lo no caldeirão da Bruxa do 71, onde o pato ficará delicioso cozido com batatas, cenoura, abobrinha e alho-poró...

No entanto, todavia, mas, porém... Como o objetivo do conto era apresentar ao velho Scrooge o caminho da redenção, e não transformá-lo na ceia de Natal dos condenados, ele é novamente transportado para o seu quarto, onde literalmente cai da cama, toda enrolado no cobertor, no lençol, no dossel, no tapete, nas cortinas, e em tudo mais que encontra pelo caminho, e, pela primeira vez na vida, o velho explode em euforia ao descobrir que é manhã de Natal.
O que o medo da danação não faz com a pessoa... Deixou o velho Scrooge mais animado que uma colegial em dia de baile de formatura, e ainda o fez correr para fora de casa de pijama!
Hehe... Até que o velho Patinhas é espirituoso, não acham?

E ao pisar na calçada, quem são as primeiras pessoas que ele encontra nessa linda manhã de Natal? A dupla de Testemunhas de Jeová que foi até o seu escritório no dia anterior pedir donativos para os pobres. Mas acho que hoje eles estão só entregando panfletos, mesmo...
Em seguida, Scrooge corre pelas ruas, desejando feliz Natal a todas as pessoas que encontra. E falando em encontrar, ele dá de cara com seu sobrinho Fred Donald, e aproveita para dizer a ele o quanto está ansioso pela ceia daquela noite, e pede que não economize nos docinhos nem nas frutas cristalizadas.
Gente, é Disney! Se patos podem andar por aí de camisolão e cartola, acho que eu posso inventar um cavalo falante!

Enfim, Scrooge faz uma visitinha a uma das lojas do comércio local que permaneceu aberta no feriado e sai de lá com um saco mais recheado que o do Papai Noel. E é com ele nos ombros que o ex-muquirana aparece à porta de seu funcionário, Bob Cratchit.
Se liga na carranca que o velho encenou para entrar na casa do Cratchit. Pro coitado do funcionário começar o dia de Natal todo borrado...
Mas enquanto Scrooge discursa sobre estar farto dessa história de meio dia de folga, e que essa vagabundagem de seu funcionário não lhe deixa outra alternativa, a não ser lhe dar...
E enquanto o Mickey imagina que as reticências serão completadas com “um chute no traseiro”...
E enquanto a Sra. Cratchit estrangula o pano de prato de tanta aflição enquanto observa a cena lá da cozinha...
O pequeno Tiny dá uma espiadinha no saco que o velho Scrooge repousara no chão para descansar seu cangote reumático, e...
Descobre que o velho estava com o saco cheio de brinquedos!

Correndo o risco de que a frase acima seja interpretada incorretamente, melhor deixar a criança mostrar. Afinal, uma imagem vale mais do que mil palavras, como dizem...
Para confusão do pobre Cratchit, que imaginara estar prestes a ser demitido, e nem desconfia o que seu provável-ex-patrão está fazendo em sua casa com um saco cheio de brinquedos.
Eu prefiro não comentar o fato de que Scrooge trouxe um senhor Chester assado no mesmo saco junto com os brinquedos... E nem se deu o trabalho de embrulhar a ave... Afinal, ele é novo nesse negócio de generosidade, higiene e o protocolo na apresentação de presentes deve ser novidade em sua vida, e ninguém é perfeito...
Assim, o velho Scrooge se torna o herói dos filhos de Cratchit, ganha um caloroso abraço em grupo, e pode respirar aliviado porque no dia em que Jacob “Pateta” Marley vier outra vez para acompanhá-lo ao além, não haverá cheiro de queimado em seu lombo.
Como diria Shakespeare: tudo bem quando termina bem!

Ou como Tiny tão lindamente colocou:
É isso aí, gente... Feliz Natal!


Um comentário:

  1. Thank you for your comment on my blog!

    I follow you too! ;oD

    xoxo Jacqueline
    www.hokis1981.com

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