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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Defuntos Até Na Imaginação



Nosso mês especial de Halloween está chegando ao fim, mas eu guardei o melhor para o final.
Já mencionei aqui que meu esquete favorito de Bolaños durou pouco no Programa Chespirito. Dom Caveira, com seu humor negro e seus personagens encantadores teve apenas sete episódios, mas foi o suficiente para conquistar uma enorme fatia desse meu coração apaixonado pela comédia de Chespirito.
O episódio de hoje foi o primeiro que eu vi do esquete, e também o meu favorito. Carlos Vieira – carinhosamente conhecido como Dom Caveira – teve um dia bem tumultuado na Funerária Pompas Fúnebres, com um defunto morto perseguindo-o por todo lado...
O DVD chamou o episódio de “Esse Morto Não é Brincadeira, Dom Caveira”, mas aqui seguimos o título original.
Vamos nos divertir com a comédia




Era um dia como qualquer outro na Funerária Pompas Fúnebres. Dom Caveira chega para trabalhar e encontra seu funcionário, Celório, cochilando no escritório.



Porque funcionário cara de pau existe em todo lugar. No reino mágico de Chespirito não é diferente. Seja lá como for, Dom Caveira, que é um patrão compreensivo,  manda-o limpar o salão do mostruário, que afinal, é o cartão de visitas de sua empresa.
Espanada vai, espanada vem, Celório vai limpando os caixões do mostruário, levantando as tampas para tirar o pó também do lado de dentro, quando se depara com algo errado no interior de um deles.



Estranhando que seu patrão esteja dando de brinde um defunto fresquinho a quem comprar um de seus caixões, Celório vai verificar com Dom Caveira se, por acaso, num dos funerais da noite anterior ele não esqueceu de enterrar o fulano.



Dom Caveira precisa levar alguns papéis para guardar em sua casa, e aproveita para verificar, ainda cheio de desdém, o que foi que seu funcionário viu dentro do caixão e confundiu com um defunto.



Ao voltar para o escritório para contar ao funcionário que também viu o disco voador, encontra-o novamente cochilando em sua mesa.



Enquanto eles discutem se é um defunto sem dono que foi abandonado em sua loja, ou se é algum malandro querendo descolar um enterro grátis, chega o Dr. Rafael Contreras, melhor amigo de Dom Caveira, que não acredita em uma só palavra a respeito da assombração no mostruário.



Dom Caveira explica que os caixões são levados para a casa dos clientes, onde os cadáveres são colocados dentro. Os caixões que estão na funerária servem unicamente como mostruário do estoque. Então Rafael deduz, como Caveira quando pensara que Celório estava maluco, que os dois estão estressados em função de seu trabalho, onde têm visto tantos cadáveres que agora já começam a imaginar um onde não há, e recomenda que os dois tirem férias.
Os dois funcionários da funerária desafiam Rafael a conferir pessoalmente o caixão, e o que ele encontra lá dentro?



Enquanto isso, na casa do Dom Caveira, Genoveva, sua empregada começa a apressar seu namorado, o soldado Melquíades a tomar o café da manhã bem depressa, porque seu patrão pode chegar a qualquer momento e ficar bravo se descobrir que ela o convidou para comer, apesar de que, a essa hora, o soldado nunca viu o Seu Caveira por lá.
Aliás, é nesse diálogo que Melquíades explica a origem do apelido do patrão de sua namorada: Carlos Vieira ficou conhecido como Dom Caveira não só por trabalhar na funerária, mas também porque ele sempre dá um jeito de namorar todas as viúvas que o próprio negócio coloca em sua mira de fogo.
E é nesse momento que o casal é surpreendido por Suzana, filha de Dom Caveira, enquanto teciam esses elogios ao pai da moça.



A Suzana não incomoda que a Genoveva convide o namorado para tomar café da manhã, mas já avisa que se seu pai descobrir vai engrossar.
Até aqui, tudo ok na casa dos Caveira. O problema começa quando Genoveva vai guardar as ferramentas de jardinagem que Suzana estava usando no armário do escritório, e percebe que há uma coisa estranha lá dentro. Mas tudo bem, porque o patrão veio mais cedo para casa resolver esse problema.



Não dá para tirar a razão da empregada. Afinal de contas, vai sobrar para ela limpar.
Dom Caveira, que não tem nada com a loucura de seus empregados, leva os papéis ao seu escritório para guardar no baú, mas já que a maluquice de Celório tinha um fundo de verdade, decide verificar também a de Genoveva, dando uma espiadinha dentro do closet. E adivinhem o que ele encontra lá dentro?



Dom Caveira empurra o defunto de volta para dentro do closet, e corre para chamar Suzana, e por pouco não surpreende Melquíades tentando sair de fininho da casa. Sorte do Soldado que Dom Caveira estava apavorado demais para perceber que o mancebo que segurava seu chapéu estava vestindo farda, e, na primeira oportunidade pôde correr para o escritório.



Dom Caveira explica que está esbarrando com um defunto o dia todo, inclusive em sua própria casa, e conta que dentro do closet do escritório há um cadáver. Como Suzana não acredita, ele a desafia a verificar, assim como fez com Rafael.
E naturalmente ela encontra alguém que não devia estar no escritório, e imediatamente tira conclusões erradas sobre o acontecido.



Ela só esqueceu de um detalhezinho: a janela estava trancada com cadeado.
Enquanto o soldado procura uma saída estratégica, Suzana diz ao pai que não encontrou nenhum cadáver no closet, e ele vai conferir, porque tem certeza de que não está ficando maluco.
De fato, o closet está vazio. E novamente ele não nota o soldado escondido atrás da cortina. O caso é que o defunto não desaparecera simplesmente, ele apenas descobriu que era mais confortável descansar em paz deitado dentro do baú do que em pé dentro do closet.



Melquíades dá uma espiada quando Dom Caveira corre novamente do escritório, e, ao se voltar, esbarra acidentalmente num vaso. Como sabe que a situação vai piorar se o Seu Caveira perceber o acontecido, e vai acabar sobrando para ele ou para a namorada, o soldado se livra logo das evidências, escondendo os cacos e as flores dentro do baú, sem olhar para o seu conteúdo.
Uma distração que causará outro mal entendido em breve.
Suzana se aborrece ao saber que o cadáver agora está no baú, pois, ainda pensando que fora o soldado quem assustara seu pai, ela se lembra que pedira a ele que saísse pela janela. Mas como Caveira não sabia nada desse rolo, Suzana teve que improvisar e continuar afirmando não acreditar na história do cadáver, e vai novamente ao escritório verificar porque Melquíades ainda não foi embora, e é quando se lembra que trancara a janela com cadeado.



Não disse que a distração do soldado causaria outro mal entendido? Suzana foi reclamar de um defunto, e Melquíades deduziu que era outro: o vaso que ele quebrara. Afinal, ambos descansavam em paz dentro do mesmo baú.
Quando Suzana retorna à sala e informa ao pai que não encontrou nada dentro do baú – diga-se de passagem que ela nem se deu o trabalho de abrir, convencida de que fora o soldado quem causara toda a confusão –, Dom Caveira deduz que esteja mesmo precisando de férias. Suzana aproveita essa deixa para tentar convencê-lo a descansar um pouco em seu quarto, mas ele se lembra dos papéis que deixou jogados no escritório.



Genoveva manda Melquíades aproveitar que o patrão está ocupado para sair rapidinho da casa, enquanto ela guarda os papéis no baú, mas ao ver o defunto, pergunta-se se o patrão enlouqueceu. E é quando a distração do soldado acaba por complicá-lo de vez.



Melquíades, querido, você devia exercer o direito de permanecer em silêncio, ou de só falar na presença do seu advogado, para não se complicar. Porque agora a Genoveva está morrendo de medo de que ele tropece nela, e lhe aconteça o mesmo que ao cãozinho... Digo, ao defunto fresco. Que ela não sabe que era um simples vaso de flores.
Mas como o soldado é seu namorado, e ela o ama (eu acho), e homem que preste, por mais atrapalhado que seja, está difícil de encontrar, Genoveva se oferece para ajudá-lo a se livrar das provas do crime, para evitar que alguém perceba o que ele fez. E quando abrem o baú, o soldado finalmente percebe a confusão na qual se enrolou, ao descobrir que ela falava de um defunto de carne e osso, e não de cacos de vidro.



Melquíades tenta se defender, e explicar que não matou o sujeito, mas Genoveva não lhe dá oportunidade. Afinal de contas, precisam se livrar logo daquele corpo, antes que alguém o veja. E como a janela está trancada, o jeito que têm é levá-lo pela porta da rua. Porém, quando Melquíades vai tirá-lo do baú, o defunto se levanta.



Melquíades, apavorado, cai de joelhos e começa a rezar para tudo quanto é santo. Já a Genoveva, depois de deixar a porta da frente aberta, ao se deparar com o defunto em pé, quebra outro vaso na cabeça dele.



Não sei se vocês repararam, mas a Genoveva não regula!
Seja lá como for, enquanto toda essa confusão acontece no escritório, Rafael entra na casa sem bater, pois encontrou a porta aberta, e confessa ao amigo na cozinha que a história do defunto não passa de uma brincadeira que ele armou, contratando um ator para se fingir de morto e perseguir Dom Caveira, mas reconhece que foi uma brincadeira muito pesada.



Lá na funerária, Dr. Rafael. Mas pode ficar tranquilo, porque o Celório já está colocando os últimos pregos no caixão dele.



É melhor correr, Rafael, senão o barato vai sair caro para esse cidadão...

Bem, esse foi o último episódio do nosso Halloween Animado Segunda Temporada. Ano que vem tem mais. Enquanto isso...



Bem vivos, de preferência! rs



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