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O Rei dos Vampiros

em domingo, 10 de outubro de 2021

Nunca conhecemos realmente uma história até lê-la. Por mais que tenhamos visto duzentos filmes baseados nela, o livro carrega detalhes e nuances que nenhuma outra mídia é capaz de expressar.

Para se ter uma ideia, eu assisti:

* Nosferatu (1922) filme mudo, um clássico do expressionismo alemão;

* Drácula (1931)clássico da Universal Pictures, a primeira adaptação oficial da obra, em que Bela Lugosi ensinou ao mundo como um vampiro deve ser;

* O Vampiro da Noite (1958) – um clássico dentre os remakes, estrelado por Christopher Lee;

* Deu a Louca Nos Monstros (1987) onde um grupo de crianças forma um esquadrão contra o Conde Drácula e os outros monstros que ele trouxe para assombrar sua cidade;

* Drácula de Bram Stoker (1992) – releitura do clássico, que tentou estabelecer uma ligação ancestral entre Drácula e Mina, recheado de estrelas no elenco: Gary Oldman no papel principal, Keanu Reeves como Jonathan Harker, Winona Ryder como Mina, Anthony Hopkins como Van Helsing, e por aí vai;

* Drácula – Morto Mas Feliz (1995) – a paródia estrelada por Leslie Nielsen;

* Drácula 2000 (2000) – em que o vampiro é a versão amaldiçoada de Judas Iscariotis;

* Drácula (2013) – aquela série sofrível com apenas treze episódios, em que tentaram pintar o Drácula como um empresário americano pioneiro da ciência moderna, reencontrando a reencarnação de sua esposa em meio à sociedade vitoriana;

* Drácula – A História Nunca Contada (2014) – em que Luke Evans aceita a maldição do vampiro para salvar seu povo, e principalmente seu filho, da escravidão nas mãos de um Príncipe Turco.

E eu posso ter esquecido alguma versão...

Já deu para perceber que eu gosto da história desse vampiro.

Eu tinha lido uma versão condensada do livro, com mais ou menos cem páginas, ainda na escola, e pelo volume de páginas do texto integral, dá para imaginar quanto da história foi cortada naquela versão.

Recentemente, porém, achei uma edição muito boa do livro, e não resisti. Agora, sim, estou pronta para conhecer Drácula.

No sentido figurado, claro.

E assim eu descobri que a história é muito melhor do que eu me lembrava.

 

DRÁCULA

Título Original: Dracula

Autora: Bram Stoker

Editora: Zahar

Páginas: 608

Gênero: Romance Epistolar | Horror


Sinopse:

Um pavoroso embate entre bem e mal que seduz milhares de leitores há mais de um século. Fonte de inúmeras adaptações para palcos e telas, e, inspiração para artistas, escritores e músicos de todas as áreas, Drácula é um ícone, obra máxima e incontestável de Bram Stoker. De um lado o conde Drácula, o mais famoso vampiro da literatura, e sua legião crescente de mortos-vivos. De outro lado, um grupo unido e decido a caçá-lo: o casal Jonathan e Mina Harker, o médico holandês Van Helsing, e seus amigos. Publicado originalmente em 1897, este livro é considerado marco fundador de um gênero, a literatura de terror. Romance epistolar ágil e bem construído, esse livro enredará também você nessa dramática corrida contra o tempo.

EEEEE

 

 

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A Jornada Até... O Final

em sexta-feira, 5 de março de 2021

Eu gostaria de ter visto um final diferente.

Sim, eu sei que eu não resenhei a série inteira. O que me dá o direito de escrever uma review – um tanto atrasada – sobre o fim de Supernatural? Bem, em primeiro lugar, eu acompanhei essa série durante quinze temporadas, como todo mundo que escreveu reviews de episódio por episódio, e como fã, quero expressar meus sentimentos pelo fim dessa jornada épica.

E além do mais, o blog é meu! Me ature se puder, hehe. 😜

Só para atualizar quem – sim, acredito que tais pessoas existem – não tenha a mínima ideia de que série estamos falando, um brevíssimo resumo dessas quinze temporadas:

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Retrospectiva Literária 2020

em quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Esse 2020 foi tão louco que eu me peguei nos últimos dias do ano fazendo um exercício para lá de prazeroso: relembrar os melhores momentos.

Sim, eles existiram. Pode não ter sido nas áreas que a gente gostaria (aí, ANVISA, dá para agilizar essa vacina, querida?), mas no frigir dos ovos, é sempre possível encontrar algo para apreciar nesse ano turbulento.

Especialmente, em se tratando do nosso Admirável Mundo Inventado. Se a realidade não está colaborando, o jeito é se apaixonar cada vez mais pela ficção.

Assim, sem mais delongas, trago aqui duas retrospectivas especiais desse 2020. Começando pela Retrospectiva Literária.

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Uma História Não Muito Original

em quarta-feira, 17 de outubro de 2018



Quando a série de TV é muito boa – ou, pelo menos, começa muito bem – e a roteirista decide lançar uma série de livros baseada nela, é natural que se crie expectativas elevadas. O problema é que, mesmo quando é escrita pela mesma mão que escreve os roteiros da série, no papel a história sempre pode decepcionar.
Como li The Originals – Ascensão depois de ter lido os Diários de Stefan – que não foram lá essas coisas –, não fui com tanta sede ao pote quanto teria feito antes. Mas a expectativa ainda assim era mais elevada do que em relação a outra série, porque esta era – ao menos supostamente – escrita pela roteirista, e não por uma Ghost Writer que aparentemente não acompanha com assiduidade a série de TV. Esperava que ao menos Julie Plec não tivesse cometido tantas incoerências.
Bem, incoerente, a história não é. O problema é que os personagens dos livros não se parecem muito com os personagens da série de TV.
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Monstros Vemos, Malucos Não Sabemos

em sábado, 13 de outubro de 2018

Se no inicio da série Supernatural se superava quando produzia episódios com maior nível de terror, a partir da terceira temporada foram os episódios cômicos que roubaram a cena.
O escolhido desta vez é o quinto episódio da quarta temporada, que brincou com os monstros clássicos do cinema, Drácula, o Lobisomem, a Múmia... Até o Frankenstein e o Fantasma da Ópera foram referenciados no episódio. E para que ficasse mais clara a homenagem aos pioneiros do cinema de horror, o episódio inteiro foi rodado em preto e branco. E o roteiro segue o modelo básico desses clássicos da Universal Pictures, com um monstro bizarro, uma donzela em perigo, um herói disputando a mocinha com o monstro, e um caçador ajudando a resolver a encrenca.
Peguem suas pipocas e divirtam-se com:
FILME DE MONSTRO
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Vampiros, Vampiros... Diabinhos a Parte

em sábado, 10 de março de 2018

Desde que a história voltou à moda, pegando carona no sucesso da saga Crepúsculo e no crescente interesse do público por romances adolescentes com vampiros, desenvolvi uma relação de amor e ódio com Diários do Vampiro.
Originalmente, a saga foi publicada em 1991, e tinha somente quatro livros. É bem provável que sua autora, L. J. Smith tenha deixado uma segunda saga engatilhada e talvez até escrita para o caso de os vampiros voltarem à moda, o que aconteceu em 2006, com a publicação de Crepúsculo. Em 2009 a autora começou a publicar a trilogia Diários do Vampiro – O Retorno. No mesmo ano estreou a série de TV vagamente – e apenas vagamente – baseada em seus livros, finalizada ano passado após oito temporadas.
Meu relacionamento com a série de TV é bastante controverso. Não foi amor ao primeiro episódio, como costuma acontecer – não que eu tenha visto o primeiro episódio, é modo de falar; o primeiro que eu vi foi o dezoito da primeira temporada, e não achei grande coisa; anos depois, quando decidi dar outra chance à série, peguei o bonde andando de novo, mas desta vez pelo episódio sete, o da Casa Assombrada da escola, onde a Vickie é assassinada por um dos mocinhos, e foi aí que eu passei a gostar da série. Depois disso, acompanhei assiduamente até o último episódio, mesmo depois que a qualidade caiu na quarta temporada. Enfim, outro dia falaremos disso, quando eu finalmente concluir a interminável série de reviews e começar a postar. Tenham fé. E paciência.
Enquanto as reviews da série não ficam prontas – estou preparando essas postagens desde que a série estava na quinta temporada, mas por uma série de motivos complicados demais para relacionar aqui, não ficou pronta ainda –, vamos falar dos livros.
Dá para resumir a saga Diários do Vampiro da seguinte forma:
1- O Despertar: Elena conhece Stefan. Elena o quer. Elena o tem. Mesmo ele tendo feito doce no início.
2- O Confronto: Damon quer Elena. Elena quer mandá-lo para o inferno. Elena não resiste ao charme de Damon.
3- A Fúria: Elena, agora vampira, convence Stefan e Damon a se aliarem contra um inimigo misterioso que está atacando a cidade. Aliás, que bom que a série de TV recriou o personagem da Katherine, porque a vampira do livro não chega aos pés daquela diva do mal.
4- Reunião Sombria: Quem estava faltando nessa história? Quem é o vampiro Original mais perversamente charmoso do mundo? Pois é... Não é o Klaus dos livros, onde ele praticamente só aparece em uma cena. Outro personagem que a série recriou muito melhor.
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Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – Sete... A Um

em segunda-feira, 30 de outubro de 2017



Por Talita Vasconcelos
ÚLTIMO ATO
Interior. Ainda No Castelo do Drácula, Transilvânia. Mesma Noite.

Primeiro: Frankenstein não devia entrar nessa cena. Mas ele entrou. E entrou debaixo de cacete.
Segundo: não deveria haver um bêbado em cena. Mas houve. E era o Ricardo, o ator desaparecido, que entrava mamado, cobrindo o Frankenstein de porrada. Só para fazer o nariz do Pedrão voltar a sangrar.
Terceiro: Vick deveria ter tido pelo menos trinta segundos a mais lá fora para prender direito a peruca da Noiva de Frankenstein, antes de entrar no palco tentando apartar a briga.
Quarto: O Fantasma da Ópera ser nocauteado no último ato tentando apartar a treta do Frankenstein com um bêbado, não estava no roteiro.
Quinto: A Cruella atirar um sapato na cara do bêbado para fazê-lo parar de bater no Pedrão, também não estava no roteiro.
Sexto: Se o Ricardo estava enchendo a cara em algum lugar nos bastidores, quem é a Múmia que passou a peça inteira resmungando na cadeira de rodas?
E Sétimo: A sorte não alivia, mesmo! Já posso avaliar o que vai sair na coluna da Silvia Rosenthal, que, por sinal, está na primeira fila, assistindo ao nosso fiasco com um sorriso sádico no rosto.
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Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – O Sexto Não Tem Sentido

em quinta-feira, 26 de outubro de 2017



Por Talita Vasconcelos
A Mina dos Monstros – Transcrição da peça
ATO I
Interior. Castelo do Drácula, Transilvânia. Noite.

NARRADOR (VOICE-OVER): Numa noite de lua cheia...

Drácula está descendo as escadas com uma mulher vestida de noiva desacordada em seus braços.

NARRADOR (VOICE-OVER): O vampiro traz a linda donzela, raptada a caminho do altar, para dentro de seu castelo. Mas se esta for sua noite de núpcias, erraram o caminho da alcova...

O vampiro a deita num divã no meio da sala empoeirada, e acaricia seu rosto pálido, parecendo muito feliz com o sucesso de sua empreitada.

DRÁCULA: Mina... Doce Mina... Finalmente será minha, Mina...

ALTO-FALANTES:
♪ Minha mina, minha amiga, minha namorada! Minha gata, minha sina do meu condomínio... ♪

NARRADOR (VOICE-OVER): Desculpa aí, pessoal, música errada. Hehe.

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Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – Vai Pros Quintos!

em segunda-feira, 23 de outubro de 2017



Por Talita Vasconcelos
– De onde vocês dois vieram? – perguntou Vick, surpresa ao nos ver surgindo do nada.
– Não queira saber – respondi, rindo.
– A gente prestes a dar vida a um bando de monstros, e os dois malucos atravessam uma parede... – comentou Valentina. – Estou começando a acreditar que esse cara é mesmo um fantasma.
– Pode até ser, mas tem bom gosto – comentou Leandro, com um sorriso malicioso e um tom de voz sugestivo, tentando soar o menos fanhoso possível com o nariz completamente congestionado pela gripe. – O que vocês dois estavam fazendo nessa passagem escura?
– Tentando não ser envolvidos num barraco – respondi.
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Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – O Quarto Escuro

em quinta-feira, 19 de outubro de 2017



Por Talita Vasconcelos
Fui direto para a cozinha do casarão misturar as coberturas de chocolate e morango. Você pode não acreditar, mas em muitas séries de vampiro é assim que se faz sangue falso. Claro que a maioria simplesmente mistura um corante vermelho na cobertura de chocolate, mas quando não se tem tempo para ficar procurando corante comestível pela cidade, é só misturar calda de chocolate com calda de morango, e voilà! Temos sangue falso. O que não podemos, nesse caso, é ter um vampiro diabético em cena...
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Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - O Melhor de Três

em segunda-feira, 16 de outubro de 2017



Por Talita Vasconcelos
Aos bem vividos que acham que já viram de tudo, me digam se já viram isso: uma mocinha do final século dezenove caminhando pelas ruas do Grande ABC, com um vestido branco de gola alta, com um discreto babado de renda na gola, arrematado com aplicações de pérolas; imaginem o penteado de Winona Ryder em Drácula de Bram Stoker, arrematado com um chapéu branco, com um pequenino véu que, no momento certo, cobriria também o meu rosto.
Imaginou?
Agora imagine essa mesma mulher entrando no supermercado, batendo as botinas no piso antiderrapante, aproximando-se da prateleira das delícias – aquela preenchida com achocolatado em pó, garrafas de cobertura para sorvete, barras de chocolate e todas essas gordices maravilhosas –, fazendo aparecer um ponto de interrogação no rosto de um bebê na cadeirinha do carrinho, que provavelmente nunca se deparou com uma maluca fantasiada de Mina Murray, enquanto a mãe tenta decidir se leva o Neston de chocolate ou de morango.

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Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - 2° Tempo

em quinta-feira, 12 de outubro de 2017



Por Talita Vasconcelos


Atenção para o Top de três frases mais proferidas no Teatro Máscaras em noite de estreia:
“Quebre a perna!”
“Meu cabelo está bom assim?”
“Cadê o Perry Ricardo?”
Seja falta de sorte, ironia do destino, ou a explicação que quiserem atribuir, certos azares acabaram se tornando rotina nas nossas noites de estreia. Parece brincadeira, mas alguém sempre fica rouco ou perde a voz por qualquer motivo; alguém traz ou é seguido por algum parente ou ficante mala sem alça, que parece não entender que tudo o que acontece no palco de um teatro é encenação – como a namorada sequelada que já mencionei, que invadiu o palco para bater no ator que estava abraçado com um travesti, e a avó biruta de uma atriz que ficou toda emocionada ao vê-la casando em cena –; e, não importa o personagem que tenha sido escalado para fazer, o Ricardo raramente estreia na mesma data que o resto do elenco.

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Se Contar, Ninguém Acredita - Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa?

em segunda-feira, 9 de outubro de 2017



Por Talita Vasconcelos
 Como foi que chegamos nessa situação?
Em circunstâncias normais, deveríamos questionar como alguém encaixaria um novo personagem numa peça na noite de estreia, com um número considerável de pequenas alterações para memorizar no último minuto, e com a crítica mais rabugenta da região confirmada na plateia; mas nos meus quase seis anos de Grupo Máscaras aprendi a não duvidar de nenhum plano maluco dessa galera. Porque, no fim, dando certo ou errado, de qualquer modo Dona Silvia Rosenthal vai falar mal da gente. E como sempre, a crítica dela será lida e depositada na pilha das opiniões ignoradas.
Assim sendo, estávamos prontos para entrar no palco.
Tínhamos um Drácula gripado, um Frankenstein com nariz machucado, uma Múmia paralítica, uma noiva para dois monstros e uma Cruella improvisada. Vamos na fé, porque na sorte está difícil.
Unimos as mãos.
– MERDA!
***
Agora vamos do princípio...

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Foi Mexer Com Quem Estava Quieto...

em sábado, 7 de outubro de 2017

Ano passado, mais ou menos por esta época, eu postei aqui a resenha de um livro nacional de terror que foi mostrado pela Sophia Abrahão na novela Amor à Vida – numa linda iniciativa do autor Walcyr Carrasco de incentivar a leitura, fazendo seus personagens apresentarem diversos títulos nacionais. O livro que Sophia Abrahão estava lendo na novela era Os Sete, do André Vianco, e, conforme comentei naquela resenha, ela só teve chance de dizer meia dúzia de palavrinhas do enredo, antes de ser interrompida pela Leila (personagem de Fernanda Machado), mas foi o suficiente para que eu me interessasse pelo livro e o procurasse – embora tenha deixado tempo demais na fila de leitura.
E como Os Sete era só o primeiro volume de uma saga, não demorei a ler o segundo, Sétimo, e preciso dizer que ele é tão bom quanto o primeiro.
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Cuidado Com Aquilo Que Perturbas...

em sábado, 5 de novembro de 2016

Esse livro estava na minha lista de leitura desde 2013, e, acreditem se quiser quem me apresentou essa obra foi a Sophia Abrahão. Sim, a atriz. E não, não nos conhecemos. Vou explicar: estava eu, um belo dia assistindo Amor à Vida (a propósito, saudade do Félix), onde volta e meia o autor Walcyr Carrasco incluía uma boa dica de livro entre as cenas. Fazia pouco tempo que Sophia havia sido integrada ao elenco, no papel de Natasha, a irmã desconhecida de Nicole (Marina Ruy Barbosa), que havia acabado de morrer. Eis que numa cena, apareceu a Sophia Abrahão lendo Os Sete, de André Vianco. E não foi exatamente a capa que me chamou atenção para esse livro, mas o minúsculo resumo feito por ela: “Estou lendo Os Sete, do André Vianco. É sobre uma caravela portuguesa naufragada...”, e nesse momento ela foi interrompida pela Leila (personagem de Fernanda Machado), estraga prazeres, me deixando curiosa para saber o resto do enredo. Juro! Foi só isso que ela disse. Seis palavrinhas a respeito do enredo. Seis palavras mágicas que aguçaram minha curiosidade, e me incentivaram a pesquisar que livro era esse.
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Obrigado Por Viajar Com a Nossa Empresa. Mas Cuidado Com os Vampiros No Vagão de Carga...

em quinta-feira, 13 de outubro de 2016



Bem-vindos a mais um episódio do nosso Halloween Animado! Hoje eu tenho o grande prazer de relembrar uma série que marcou a minha infância, e que, infelizmente, as novas gerações não fazem a menor ideia do que se trata.

Contos da Cripta foi produzida em dois formatos: tinha a série live-action (com atores) com histórias de terror bizarras – que, para falar a verdade, só conheço através da blogosfera e de trechos aleatórios do Youtube –, e tinha a série em desenho, que eu amava, e da qual vou falar hoje.

Durante algum tempo, lá no finalzinho dos anos 1990 e no comecinho dos anos 2000, Contos da Cripta em desenho animado (Tales From the Cryptkeeper, no original) foi transmitido pelo canal a cabo Fox Kids – alguém ainda se lembra da Fox Kids? Para quem não se lembra ou nunca ouviu falar, permita-me explicar: muitos anos atrás, uma parceria entre a Walt Disney Company e a 20th Century Fox deu à luz um bloco infantil, que, em 1990 se tornaria um canal totalmente voltado para o público de 7 a 14 anos: a Fox Kids. Não sei porque cargas d’água, um belo dia – meados de 2002 – eles decidiram retirar o canal do ar. No lugar dele, para suprir a baixa de um canal infantil na grade das operadoras de TV a cabo, a Disney lançou o Jetix – que se tornou o atual Disney XD, porque a Disney tem essa mania de ficar trocando o nome das coisas –, que chegou a exibir parte da programação da antiga Fox Kids – desenhos como Digimon, aquela cópia besta de Pokemon, e Beyblade, por exemplo –, mas jogou fora a maior parte do que o canal extinto tinha de bom.

O que é uma pena, porque a Fox Kids tinha muita coisa legal, como: Os Contos da Cripta; O Fantástico Mundo de Bobby; Carmen Sandiego – sim, a personagem dos jogos de computador –; uma série chamada Shirley Holmes, sobre uma sobrinha-neta de Sherlock Holmes, que também soluciona crimes; uma série remake de A Família Addams, de 1998; Zorro – a série da Disney, de 1957, com Guy Williams –; e a série Goosebumps, baseada nos livros de R. L. Stine; e, durante um tempo, o canal chegou, inclusive, a transmitir Os Três Patetas. Ah... Só de lembrar dá uma saudade...

Pois bem, depois desta longa explicação a respeito do canal, vamos falar um pouquinho do desenho.

Contos da Cripta foi produzido entre 1993 e 1999, e teve três temporadas com treze episódios cada – houve um hiato entre 1995 e 1998 em que o desenho deixou de ser produzido. Cada episódio trazia personagens diferentes – embora alguns tenham aparecido em mais de um episódio –, e uma história de terror diferente também, todas introduzidas e contadas pelo Guardião da Cripta (Cryptkeeper), um fantasma magrelo que vivia tentando proteger seu precioso livro de contos de terror de vilões como o Cavernoso (Vault Keeper) e a Bruxa Velha. 

O episódio que escolhi para resenhar hoje se passa no leste Europeu, numa região que ficou conhecida como berço dos vampiros. Preparem seus bilhetes, pois vocês estão prestes a embarcar no Expresso da Transylvania!

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Presa, Pra Quê Te Quero!?

em sábado, 1 de outubro de 2016




Desde o primeiro ano do blog, o mês de outubro sempre foi dedicado a filmes, séries de TV e contos voltados ao Halloween ou ao universo sobrenatural – com exceção do ano passado, quando, por questões pessoais, não pude postar aqui no blog. Mas este ano gostaria de fazer uma espécie de Halloween Animado.

Eu sou fã indiscutível de desenhos animados – bem, de desenhos anteriores aos anos 2000, porque desde então, tirando talvez Phineas & Ferb, assim como a música brasileira, os desenhos animados têm decaído vergonhosamente. Conste: estou falando de desenhos animados em série, e não de filmes de animação! Hannah-Barbera, Cartoon Network, Nickelodeon, Disney, Looney Toones, Animaníacs... Ah, só de lembrar dá uma nostalgia…

Pois bem, separei alguns episódios de Halloween dos meus desenhos animados favoritos para compartilhar com vocês ao longo deste mês de outubro, e também alguns episódios especiais de Chespirito.


E já vamos começar matando a saudade de um desenho que há muitos anos deixou de ser exibido no Brasil. No início dos anos 90, fazia parte do Programa TV Colosso, da Globo.

Produzido em 1991, e com apenas 13 episódios, Onde Está Wally? foi inspirado numa série de livros de atividades, criados pelo britânico Martin Handford, cujo objetivo era encontrar os personagens em cenas abarrotadas. O pessoal mais novinho  provavelmente não conhece esse desenho, mas já deve ter ouvido alguma vaga referência por aí. Afinal, volta e meia alguém de brincadeira ainda faz a icônica pergunta “Onde Está Wally?”.

Hoje nós vamos embarcar com ele numa aventura por uma terra assombrada, e descobrir que o que mais dói num vampiro em Minha Presa Esquerda!

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Halloween Tour

em sexta-feira, 31 de outubro de 2014


Se você procura um bom lugar para passar o Halloween, o Admirável Mundo Inventado traz ótimas dicas para você, desde destinos reais a lugares fictícios. Apertem os cintos, porque o Trem Fantasma já vai partir da estação.

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Os Monstros Estão à Solta

em terça-feira, 28 de outubro de 2014



Por causa do mês do Halloween, eu acabei desenterrando uma gangue inteira de monstros do fundo de algum baú empoeirado. Aliás, bota empoeirado nisso, porque nem me perguntem como foi que me lembrei desse filme...


Figurinha marcada da Sessão da Tarde no passado, esse filme de 1987 com certeza é uma boa lembrança da infância de algumas pessoas. É um filme clichê, com uma história bobinha, que mesmo sendo completamente previsível, cumpria muito bem o seu papel, que era o de divertir o espectador. Só não consigo imaginar na mente de que tipo de tradutor psicopata “The Monster Squad” se tornou “Deu a Louca Nos Monstros”.

O início do filme mostra o flashback de uma noite cem anos atrás. Era uma época de escuridão na Transilvânia. Uma época quando o Dr. Abraham Van Helsing e um pequeno bando de defensores da liberdade se juntaram para livrar o mundo de vampiros e monstros, e para salvar o mundo do mal eterno.



Eles falharam!


Comecinho encorajador, não acham?


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Desafio #6: Querido Autor...

em segunda-feira, 30 de junho de 2014



O desafio de junho parecia ser o mais fácil de todos: escolher uma obra inédita para mim de um autor querido. Pois é, parecia...


Mas vejam o problema: como escolher um dentre tantos autores que eu amo?


Decidi ser criteriosa. Não queria repetir autores de desafios passados, mas queria algo que dificilmente seria resenhado este mês por outros blogueiros que estão seguindo o desafio.


Foi então que me caiu às mãos este livro (curtinho, na verdade), de um dos meus autores favoritos, e que eu francamente não conhecia.


Eu sou fã assumida dos autores clássicos – especialmente aqueles que viveram no século XIX; não sei se aquele século realmente foi de boa mão para os escritores, mas as melhores histórias que eu conheço foram escritas nesse período, e eu definitivamente não acredito em coincidências –, dentre os quais posso citar Arthur Conan Doyle (o pai de Sherlock Holmes), Oscar Wilde, Edgar Allan Poe, Robert Louis Stevenson, entre outros. E embora eu tenha citado uma maioria de autores britânicos nessa lista, há um autor francês deste período (membro de outra longa lista de autores franceses) que eu admiro em duas gerações: Alexandre Dumas.


Digo duas gerações porque Alexandre Dumas PAI foi o autor de Os Três Mosqueteiros, O Conde de Monte Cristo, Os Irmãos Corsos, As Aventuras de Robin Hood, e muitos outros livros que eu adoro; e Alexandre Dumas FILHO foi o autor do maravilhoso A Dama das Camélias (para citar apenas a referência mais famosa).


Então, enquanto procurava uma leitura para o desafio deste mês, tive um encontro sombrio com uma certa “Dama Pálida”.


Alexandre Dumas PAI escreveu essa obra em 1849. Na verdade, não é bem um livro, mas um conto sobrenatural, não tem nem 40 páginas, portanto é uma leitura rápida, mas tão prazerosa quanto os grandes romances do autor.




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