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O Inverno Está Chegando... Só Não Se Sabe Quando

em sábado, 24 de abril de 2021

 Longo demais.

O inverno que está chegando em A Guerra dos Tronos é simplesmente longo demais. O livro é realmente bom – surpreendentemente bom, para falar a verdade. E estão ouvindo isso de alguém que nunca teve paciência para acompanhar essa série, cujos episódios parecem ir do nada a lugar nenhum, com tramoias intermináveis, muita putaria e pouca ação útil. Vi dois episódios da primeira temporada, um da metade da terceira e um da sexta, esperando que fosse simpatizar com algo aleatório, como aconteceu com The Vampire Diaries – que me conquistou com o episódio n°07 da primeira temporada. Sim, o da morte da Vickie! Isto, depois de já ter assistido ao segundo e terceiro, ao sexto e ao nono episódios, sem achar graça nenhuma –, mas a única cena que vi que é digna de menção – em Game of Thrones –, foi a de uma mulher enorme vestida numa armadura, jogando um cara de cima de um penhasco. Nada mais.

De modo que foi surpreendente que eu tenha realmente gostado do primeiro livro da saga; se bem que, se o autor tivesse um pouco de bom senso, poderia ter contado a mesma história com metade das páginas que a compõem. A Guerra dos Tronos enche muita linguiça, e tem uma porção de passagens irrelevantes. Mesmo assim, foi uma leitura satisfatória.

Ah, sim, e felizmente, não tem tanta putaria quanto a série. Até que George R. R. Martin foi coeso nesse quesito, sem vulgarizar.

 

A GUERRA DOS TRONOS (AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO #1)

Título Original: A Game of Thrones

Autor: George R. R. Martin

Editora: LeYa

Páginas: 592

Gênero: Fantasia | Aventura


Sinopse:

Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister. E sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda a sua família. Quem vencerá a guerra dos tronos?

EEEEE

 


 

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A Jornada Até... O Final

em sexta-feira, 5 de março de 2021

Eu gostaria de ter visto um final diferente.

Sim, eu sei que eu não resenhei a série inteira. O que me dá o direito de escrever uma review – um tanto atrasada – sobre o fim de Supernatural? Bem, em primeiro lugar, eu acompanhei essa série durante quinze temporadas, como todo mundo que escreveu reviews de episódio por episódio, e como fã, quero expressar meus sentimentos pelo fim dessa jornada épica.

E além do mais, o blog é meu! Me ature se puder, hehe. 😜

Só para atualizar quem – sim, acredito que tais pessoas existem – não tenha a mínima ideia de que série estamos falando, um brevíssimo resumo dessas quinze temporadas:

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Um Livro Ideal

em domingo, 28 de fevereiro de 2021

Recentemente eu comentei a adaptação literária de A Bela e a Fera – a versão Disney do conto de fadas – escrita por Elizabeth Rudnick, minha nova inclusa na lista de autoras favoritas.

E antes que alguém diga que autor que adapta filme não deveria constar nessa lista, vou discordar: adaptar uma história da maneira como essa mulher fez, sem ficar piegas, sem ser mais do mesmo, sem ficar enfadonha, é tão difícil quanto criar uma história do zero.

Isto posto, quero apresentar a vocês mais uma obra extremamente nostálgica, baseada em outro dos meus desenhos favoritos da Disney, e que também ganhou uma versão live-action em 2019: Aladdin.

 


ALADDIN

Título Original: Aladdin

Autora: Elizabeth Rudnick

Editora: Universo dos Livros

Páginas: 240

Gênero: Fantasia


Sinopse:

A história do filme que encanta gerações.

Um dos filmes Disney mais aclamados de todos os tempos, Aladdin conta a história de um jovem pobre e aventureiro que se apaixona por uma princesa totalmente inalcançável – e prestes a ficar noiva. Para viver esse amor, Aladdin precisará lutar contra as mais variadas adversidades – que vão desde o abismo social entre eles até as ambições de Jafar, o grão-vizir do reino.

Mas Aladdin não embarcará nessa jornada sozinho. Ele encontrará uma lâmpada mágica e contará com a ajuda de ninguém menos que um gênio da lâmpada. Com a ajuda do gênio, Aladdin tem à sua disposição três desejos para conquistar o amor de sua vida e angariar a confiança do rei. Será que ele será bem-sucedido nessa aventura?

EEEEE

 

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Retrospectiva Literária 2020

em quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Esse 2020 foi tão louco que eu me peguei nos últimos dias do ano fazendo um exercício para lá de prazeroso: relembrar os melhores momentos.

Sim, eles existiram. Pode não ter sido nas áreas que a gente gostaria (aí, ANVISA, dá para agilizar essa vacina, querida?), mas no frigir dos ovos, é sempre possível encontrar algo para apreciar nesse ano turbulento.

Especialmente, em se tratando do nosso Admirável Mundo Inventado. Se a realidade não está colaborando, o jeito é se apaixonar cada vez mais pela ficção.

Assim, sem mais delongas, trago aqui duas retrospectivas especiais desse 2020. Começando pela Retrospectiva Literária.

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Minha Irmã Matou Um Cara... Duas Vezes!

em domingo, 25 de outubro de 2020


Seguindo com o nosso especial de Halloween, hoje eu quero falar sobre um dos meus filmes favoritos, protagonizado por duas das minhas atrizes favoritas. Da Magia à Sedução é uma linda comédia romântica, baseada no romance homônimo de Alice Hoffman, que fala sobre superstição.

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O Passado – Realmente – Te Condena!

em sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Outubro chegou, e com ele, mais um especial de Halloween no nosso Admirável Mundo Inventado.

Para começar o nosso mês especial, eu cavei bem fundo desta vez, para resgatar uma série muito querida, que já foi encerrada há um bom tempo.

Fundo do Baú Pictures apresenta:

Exibida no final dos anos 1990, a série – também conhecida no Brasil como Jovens Bruxas – conta a história de três irmãs, Prudence – Prue, para os íntimos –, Piper e Phoebe Halliwell, que descobrem, logo após a morte da avó que as criou, que elas fazem parte de uma linhagem de bruxas muito poderosas. Mais que isso: o nascimento delas foi profetizado séculos atrás, como as três feiticeiras mais poderosas de todos os tempos, cuja magia unida seria praticamente invencível. As Encantadas (Charmed One). Assim que Phoebe, a irmã caçula, descobriu o Livro das Sombras guardado no sótão, e recitou o feitiço para libertar seus poderes, as irmãs Halliwell passaram a enfrentar uma porção de ameaças sobrenaturais e a lutar contra as forças do mal. Mais tarde, elas ainda descobrem a existência de uma quarta irmã, que tornará o Poder das Três novamente completo após [ALERTA DE SPOILER] a morte de Prue.

Eu não vou resenhar a série inteira – pelo menos, não agora –, mas separei um dos meus episódios favoritos para o especial de Halloween desse ano. Como esse episódio é da segunda temporada, para que ninguém fique perdido, vamos recapitular um pouquinho o início da série:

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Não É Apenas Um Grande Livro; É o Maior Espetáculo Da Terra!

em quarta-feira, 20 de maio de 2020

O tema parecia extremamente simples: um circo. Mas a magia em que ele estava envolto ia muito além da lona e do picadeiro.

Quando peguei esse livro, eu não fazia ideia de que estava diante de uma das melhores histórias que eu leria na minha vida. Esse livro não apenas resgata a magia do circo – e neste caso, literalmente –, mas é um grande espetáculo por si só.

O CIRCO DA NOITE

Título Original: The Night Circus

Autora: Erin Morgenstern

Editora: Intrínseca

Páginas: 365

Gênero: Fantasia


Sinopse:

Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.

Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá.

À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.

Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

EEEEE


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Um Garoto, Duas Mães, E Uma Surra Que Virou Conto de Fadas

em quarta-feira, 6 de maio de 2020

A quinta temporada de Once Upon a Time começou trazendo de volta um pouco de seu antigo brilho. Camelot trouxe beleza e novos ares a uma trama que não tinha conseguido desenvolver a história de três icônicas vilãs na meia temporada anterior, mas que abrilhantara seu roteiro com o episódio final, revelando onde a história das inofensivas Rainhas da Escuridão queria nos levar. Enfim vimos a família Charming lidar com a versão Senhora das Trevas de Emma – algo que havia sido profetizado antes de seu nascimento, e que levara o casal a prejudicar Malévola, transferindo a parcela de Trevas de Emma para a filha da vilã. Apesar de a Salvadora não ter realmente se rendido às Trevas, como tentou fazer todo mundo acreditar, foi bom ver cair a máscara de perfeição daquela família, e exigir que eles enfrentassem as consequências de seus discursos cheios de açúcar e hipocrisia.
Também foi interessante ver a dimensão do amor que Emma sempre tentou esconder que sentia pelo Capitão Gancho. Depois de fazer tanto doce, e relutar tanto para manter seus muros em pé, ela precisou se render, transgredir a última barreira que a separava das Trevas para salvar a vida dele, mesmo sabendo que ele poderia se deixar levar pela Escuridão, e mais tarde lutar para trazê-lo de volta do Submundo.
Também foi interessante reencontrar certos personagens que já haviam partido, como Cora e Cruella, e ver alguns assuntos inacabados sendo resolvidos, ainda que nem todos tenham sido convincentes, como a redenção da filha do moleiro. Mas foi bom para Regina ter um reencontro com o pai, descobrir que ele a perdoou, e que se sente orgulhoso e satisfeito por ver o quanto ela evoluiu.
Pessoalmente, gostei mais de Camelot do que do Mundo Inferior. As versões da lenda arturiana divergem tanto umas das outras que é difícil apontar essa ou aquela licença que a série tenha tomado com sua história. Transformar o Rei Arthur em vilão não colaborou nem prejudicou a história, mas trouxe novas cores à lenda.
Senti falta de conclusão em relação ao destino da Rainha Guinevere, o feitiço que a fizera “amar” o Rei Arthur, e se houve ou não um reencontro com Lancelot. Apesar disso, o destino de Arthur foi até mais heroico do que ele merecia. Só espero que a Cruella não decida transformá-lo em seu novo brinquedinho, pois detestaria saber que ele voltou a ser o patife que ocupava o trono de Camelot.
Já o Mundo Inferior, desperdiçou uma grande oportunidade de ressuscitar velhos conflitos, amarrar pontas soltas, e trazer um perigo maior para os principais personagens da série.
Hades era um trunfo a ser usado. Ele poderia ter sido o vilão mais perigoso em muito tempo, ou um aliado inovador, mas acabou não sendo nem uma coisa nem outra. O roteiro simplesmente desperdiçou um personagem multifacetado, e transformou sua história em mais do mesmo: um homem ambicioso, prometendo mundos e fundos, lidando com uma suposta maldição, e supostamente em busca de um amor verdadeiro. Havia diversos caminhos para transformar esse arco em algo grandioso, mas como sempre, os roteiristas escolheram o mais fácil, o clichê, transformando essa meia temporada apenas num momento nostálgico, mas sem grandes resoluções, e com várias saídas incoerentes. Sem falar que criou mais assuntos inacabados do que as pontas soltas que amarrou.
Enfim, depois de uma temporada que, apesar de certas inconsistências, ainda dá para considerar muito boa, a Season Finale – como de costume, com episódio duplo – enunciou a trama da próxima temporada, que tinha tudo para repetir o sucesso, ao menos com o arco inicial, mas que na hora do vamos ver, amarelou geral.
Bem, não vamos nos adiantar. A 6A não acompanhou, mas a Season Finale não foi ruim, embora tenha ficado muito abaixo das anteriores. E é dela que vamos falar hoje.
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Eu Vou Literalmente Até o Inferno Para Te Encontrar

em quarta-feira, 22 de abril de 2020

Depois de passarmos uma meia temporada deliciosa em Camelot, resolvendo questões relacionadas ao Mago Merlim, ao Rei Arthur, a Excalibur, e o problema do Cisne Encardido – porque, convenhamos, não dá para chamar a Emma de Cisne Negro de verdade, né?! A mulher tentou, fingiu, fez de conta que estava má enquanto desfilava pela cidade com os trajes de Senhora das Trevas, mas a verdade é que até seus atos mais questionáveis são perfeitamente perdoáveis, e ela fez pensando num bem maior, embora Rumplestiltskin assegure que é tudo desculpa esfarrapada, e que todo Senhor das Trevas tenta justificar suas maldades dessa forma. Afinal, manipular todos os outros personagens ao seu bel prazer é um bônus, que sempre vem junto na descrição da função do Dark One.
Seja lá como for, Emma transitou pelo lado negro da força, tomou um banho de alvejante, e está de volta, linda, loira, descabelada, e vestida com sua inseparável jaqueta vermelha, e completamente determinada a ir até o inferno para buscar seu amor perdido.
Literalmente!
A trama da segunda parte da temporada de Once Upon a Time acontece no Mundo Inferior, então preparem-se para ver muita mitologia grega misturada nesse conto de fadas de cronologia extremamente bagunçada que nós tanto amamos.
Esse arco foi um presente para os fãs que estavam com saudade de alguns personagens muito queridos que já tinham partido. Cora, Peter Pan, Cruella, e até a insignificante Milah deram as caras por aqui. Só senti falta do Graham.
O grande pecado desse arco foi ter transformado o Mundo Inferior numa espécie de colônia de férias. Hades, que tinha tudo para ser um vilão digno do título, uma vez que é difícil encontrar atenuantes para o Senhor dos Mortos, acabou não sendo tão convincente, com sua suposta busca por redenção. Se era para repetir essa novela, deviam tê-lo transformado em um mocinho amaldiçoado desde o início, em vez de primeiro pintá-lo de vilão.
Sem falar que várias tramas paralelas acabaram ocupando um espaço desnecessário, somente para explicar a presença de certos personagens no Submundo, conectá-los aos heróis e mostrar porque eles eram seus assuntos inacabados. Boa parte dessas inserções teriam sido melhor administradas se a explicação tivesse sido inserida nos diálogos dentro do tempo presente da série, em vez de perder tempo com um monte de flashbacks desnecessários.
E ainda desperdiçaram a grande oportunidade de colocar nossos heróis frente a frente com todos os fantasmas de seu passado – literalmente –, expondo-os ao perigo real de enfrentar as almas atormentadas que eles mesmos despacharam. Em vez disso, nossos heróis passearam, viveram aventuras, fizeram amigos, tiraram um monte de selfies, e descobriram que a Bruxa Cega do João e Maria continua sendo uma excelente cozinheira. Voltaram até mais gordinhos dessa viagem – de lazer – ao inferno. Afinal, todos nós sabemos que é um lugar cheio de boas intenções...
Mas para quê explanar aqui o que vocês conferirão ao longo da review? Então, sigam-me os bons!
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Um Cisne Negro Na Corte do Rei Arthur

em terça-feira, 7 de abril de 2020

Depois de uma quarta temporada complicada, cheia de altos e baixos, com uma deliciosa imersão no universo Frozen – onde destaco uma Anna perfeita; uma Elsa que poderia ter sido melhor utilizada, mas que cativou pela forma singela como construiu laços fraternais com a Salvadora; uma Rainha da Neve inserida para não transformar Elsa em vilã, o que aliás, foi a grande sacada naquela Mid-Season; e a lamentável ausência de Olaf –, e depois com uma inexplicável viagem na maionese, que transformou três das mais icônicas vilãs da Disney de Rainhas da Escuridão a Rainhas do Dramalhão Mexicano – sendo mais vítimas das armações dos mocinhos do que o contrário –, e com uma Season Finale quase tão incrível quanto a da temporada anterior, que finalmente revelou onde os roteiristas queriam chegar com toda a embromação, chegamos ao clímax prometido desde a metade da temporada passada: Emma Swan, a Salvadora, fruto do amor verdadeiro de Branca de Neve e Príncipe Encantado, se transformou na Senhora das Trevas. Não por predestinação natural, como seus pais temiam desde antes de ela nascer, o que os levou a transferir as Trevas de seu bebê para o filhote de dragão de Malévola; mas como resultado de um sacrifício, para evitar que Regina regredisse todo o caminho percorrido para se tornar uma heroína, depois de terem vencido as artimanhas do Autor, e mais ou menos salvo a vida de Rumplestiltskin.
Puxa vida! Foi uma temporada bem agitada, não acham? E nos deixaram um gancho com a expectativa mais alta desde o início da série – e aqui estou deixando de lado até as especulações sobre como seria a participação da galera de Frozen –, com a promessa de uma meia temporada ambientada em Camelot, onde nossos heróis sairiam em busca de Merlim, o Feiticeiro, o único capaz de aniquilar as Trevas de uma vez por todas.
Posso adiantar que a quinta temporada – pelo menos até poucos episódios antes da Season Finale – foi uma lufada de ar puro nesse roteiro complicado que Once Upon a Time vinha jogando no ventilador nos últimos anos. Eu disse tempos atrás que a série não poderia render muitas temporadas, mas, sabe-se lá como, conseguiram sustentá-la até a sétima! Pena que o roteiro acabou na quinta...
Convenhamos, a série perdeu o gás na quarta temporada – embora muitos considerem a terceira como início da derrocada, por causa da Neverland sombria; eu gostei daquela parte justamente por esse detalhe. Que graça teria transportar os personagens para uma Terra do Nunca igualzinha a que todo mundo conhece pela versão Disney? A versão OUAT deu novos ares àquele lugar tão emblemático, a ilha do garoto que não queria crescer. E fez sentido, já que nessa versão Peter Pan era um vilão. Já a etapa Oz, apesar da Zelena – por muitos motivos, uma das melhores vilãs, e por que não dizer, uma das melhores personagens da série –, e do desenvolvimento do romance de OutlawQueen, me agradou um pouco menos do que Neverland. Zelena foi extraordinária, mas faltou aos roteiristas serem mais coerentes com sua motivação e explicarem melhor a estrutura dos ingredientes que ela precisava reunir para criar sua máquina do tempo. Mas, ao menos, esse enredo nos rendeu a melhor Season Finale – e na minha humilde opinião, o melhor episódio – da série, em que Emma e Gancho foram arrastados para a Floresta Encantada, trinta anos no passado, para viver uma versão de O Mágico de Oz bem ao estilo OUAT – sem a participação da Bruxa Má do Oeste, que seria desnecessária naquele contexto, com a Emma se auto sabotando –, e finalmente deu à Salvadora um conto de fadas para chamar de seu. Memorável!
Mas como ia dizendo, considero o início da queda de OUAT a quarta temporada. Frozen foi bonitinho – muito embora tenha forçado a barra para inserir o hype daquele momento na série –, e se não foi completamente convincente, pelo menos foi divertido. Já a trama das supostas Rainhas da Escuridão teria ido do nada a lugar nenhum se não tivessem criado aquela Season Finale – muito boa por sinal –, em que os personagens aparecem com os papéis invertidos: os vilões vivendo como heróis e vice-versa. O que não apaga o fato de ter sido uma meia temporada confusa. E ninguém explicou até agora onde diabo enfiaram a Malévola no episódio final, e nunca mais ouvimos falar da Lily depois disso.
Normal. Se não fosse assim, não seria Once Upon a Time, uma série especialista em dar chá de sumiço nos personagens secundários, sem qualquer explicação.
Finalmente chegamos à quinta temporada. E esta é a última grande história que OUAT se dispôs a nos contar. Pela primeira vez em muito tempo, a série nos entregou duas tramas razoáveis – a primeira muito melhor que a segunda, como sempre, já que a segunda não soube aproveitar a oportunidade que criou –, mas queimou o filme bonitinho nos eventos que levaram à derrota do segundo vilão, e principalmente com a Season Finale. Geralmente é o oposto que acontece, né: primeiro OUAT nos confunde o máximo que pode, para enfim nos presentear com uma Finale maravilhosa. Desta vez, escorregaram na batatinha no final, que prenunciou o desastre que estava por vir na sexta temporada. Mas não vamos nos adiantar.
Porque o tema de hoje é a etapa Camelot!
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História Boa É Aquela Que Nos Encanta Em Todas As Mídias Possíveis...

em segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Sei o que alguns de vocês devem estar pensando: lá vem ela de novo com A Bela e a Fera... Mas, gente, não tem como não falar disso.
Já vimos a review do desenho da Disney de 1991, e uma resenha da versão live-action de 2017, protagonizada por Emma Watson e Dan Stevens, mas ainda estava faltando uma peça nesse conto de fadas: o livro.
Sobre a obra original – aliás, as obras originais, duas versões escritas pelas francesas Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve – falaremos em outra oportunidade – sim, isso é um sinal de que ainda teremos mais menções a esse conto de fadas aqui no blog; me ature se puder, hehe. Hoje vamos falar sobre uma versão bem mais recente, encomendada pela Disney, e que conta exatamente a história que vimos no filme.
Melhor dizendo, não exatamente a história que vimos no filme...
Vou reformular mais uma vez: é a história do filme, só que com uma magia totalmente diferente.
Elizabeth Rudnick – nova estrela no meu hall de autoras favoritas – ficou responsável por pegar o roteiro dos dois filmes – o desenho e o live-action – e transformar num romance. Daí vocês podem perguntar: mas que graça tem ler um livro sobre dois filmes que eu já vi um zilhão de vezes cada? Ok, o live-action só tem dois anos, então eu ainda não vi um zilhão de vezes. Foram só umas duas mil.
Acreditem em mim: vocês também precisam ler esse livro.
Porque Lizzie – vou chamá-la assim porque, depois de ler dois livros dela em coisa de dois meses, e classificá-la como nova favorita já me sinto íntima – simplesmente pegou um dos meus filmes favoritos e transformou numa das obras mais preciosas da minha estante.
Esqueçam aquela visão de um roteiro cinematográfico ou teatral publicado em formato livro. Não é como Romeu & Julieta, nem como Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald. Estamos falando de um romance, em toda a definição do gênero.
Elizabeth Rudnick poderia ter feito o simples: podia ter pegado o roteiro, transcrito todos os diálogos, apenas acrescentando alguma narrativa só para preencher as lacunas. Mas Lizzie não é uma mera ghost writer preguiçosa.
Em A Bela e a Fera, Elizabeth Rudnick nos presenteia com uma narrativa extremamente envolvente. Ela pegou uma história que eu conheço e amo desde que me entendo por gente, e transformou num livro tão cativante, que foi como se eu estivesse tendo contato com esta história pela primeira vez.


A BELA E A FERA
Título Original: Beauty And The Beast Novelization
Autora: Elizabeth Rudnick – Baseado no roteiro para cinema de Evan Spiliotopoulos, Stephen Chbosky e Bill Condon
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 204
Gênero: Romance & Fantasia

Sinopse:


“Sentimentos são fáceis de mudar mesmo entre quem não vê que alguém pode ser seu par...”
Bela deseja para sua vida muito mais do que a pequena cidade provinciana de Villeneuve pode oferecer. Lá, ela se destaca da multidão com um ponto de vista único, uma independência vigorosa e um notável amor pelos livros. Ela anseia por viagens e aventuras, e por uma vida tão empolgante quanto as histórias que lê, mas, quando seu amado pai é aprisionado por uma fera em um castelo encantado, o destino de Bela muda para sempre.
Ao arriscar sua liberdade e seu futuro, ela assume o lugar do pai, jurando-lhe que escaparia em segredo. No entanto, conforme aprende mais sobre a Fera e seu misterioso castelo, Bela descobre que pode haver mais sobre a história dele – e sobre a sua própria – do que ela jamais poderia ter imaginado.

EEEEE ❤

 


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Trocando As Bolas

em sábado, 23 de novembro de 2019

Depois de uma meia temporada extremamente confusa, em que os roteiristas fizeram uma verdadeira salada para contar as histórias de três vilãs que entraram e saíram da série sem fazer mal a uma mosca, finalmente deixaram claro nesta Season Finale de Once Upon a Time o que realmente quiseram transmitir ao longo dos dez episódios anteriores, em que as vilãs não tocaram o terror, e em compensação os mocinhos provaram que, sem querer querendo, também são capazes de cometer algumas atrocidades – talvez mais graves do que as cometidas pelos vilões.
Operação Manguaça... Digo... Operação Mangusto promoveu uma divertida inversão de papéis, mostrando como seriam os contos de fadas se os mocinhos fossem os vilões, e os vilões estivessem a fim de trilhar um bom caminho.
Como eu disse lá no começo da review passada, não gostei muito da segunda metade da quarta temporada de OUAT, mas se há uma coisa que eu admiro nessa série, é sua capacidade de entregar bons episódios duplos para encerrar a temporada, mesmo que os dez anteriores não tenham feito o menor sentido.
Enfim, vamos direto ao que interessa:
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As Bruxas Estão à Solta... Mas Elas Não São de Nada...

em sábado, 9 de novembro de 2019

Depois de um hiato gigantesco de Once Upon a Time aqui no blog, voltamos com a conclusão da quarta temporada.
Caso queiram relembrar o que já tinha acontecido na série até esta altura, basta seguir estes links:
Primeira Temporada – Parte 1 | Parte 2 | Parte 3
Segunda Temporada – Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4
Terceira Temporada – Parte 1 | Parte 2 | Parte 3
Quarta Temporada – Parte 1
A lista de links também está atualizada no final do post de apresentação da série.
De volta à review de hoje, já falamos sobre a etapa Frozen, e chegou a hora de Storybrooke ser invadida pelas “Rainhas da Escuridão”.
Entendam as aspas em Rainhas da Escuridão como um sinal de ironia. Vou resumir as três vilãs para vocês: Malévola poderia facilmente ser chamada de “Molévola”; Cruella é uma cadela que late, mas não morde; e Úrsula não passa de um peixe fora d’água. No fim das contas as três vilãs entraram e saíram dessa história sem fazer mal a uma mosca! Provando que os roteiristas estão mais perdidos que a bússola do Jack Sparrow nas mãos do Chapeleiro Maluco.
E aqui devo confessar que parte do motivo de ter demorado tanto para preparar essa review é que, de todas as temporadas e meias temporadas de Once Upon a Time até aqui, esta foi a parte de que eu menos gostei – ao menos, até ver a sexta temporada. Não cheguei a detestar, mas fiquei com a sensação de que as histórias podiam ter sido melhor desenvolvidas.
De uma só vez, os roteiristas decidiram queimar três vilãs importantes. Não que alguma delas pudesse movimentar uma mid-season sozinha – Malévola, talvez. Mas, conhecendo os roteiristas de OUAT como nós conhecemos, já devíamos esperar que não fossem conseguir desenvolver as histórias das três vilãs ao mesmo tempo. Também já era esperado que a maior trama fosse dada à Malévola – e o melhor figurino, também, convenhamos.
Pessoalmente, fiquei decepcionada com a passagem quase inexplorada da Cruella. Esperava muito mais de uma vilã tão promissora. E principalmente, esperava que ela fosse atuar ao lado de um Dálmata por algo mais que duas cenas!
Quanto à Úrsula, nunca morri de amores por essa vilã – por esse conto de fadas, para falar a verdade –, mas esperava que, pelo menos, sua participação fosse durar mais do que quatro episódios! Embora o episódio dedicado a ela tenha sido, por muitas razões, um dos melhores dessa parte da temporada – mesmo que algumas partes da trama não façam muito sentido –, senti que ela deixou a história cedo demais.
Aliás, se eu entendi bem, a premissa dessa temporada foi que uma a uma, as vilãs fossem sendo precocemente descartadas, até que os mocinhos destruíssem todo o castelo de cartas que Rumplestiltskin apenas tentara construir – antes mesmo do fim da temporada.
Mas se essa mid-season teve algo de positivo foi o fato de inverter um pouco os papéis, mostrando a escuridão que existe em certos heróis – e toda a hipocrisia de um discurso moral que eles próprios quebraram há muito tempo –, e a bondade e o amor que podem existir em alguns vilões. Afinal, se há algo que eu ressaltei desde o princípio foi a ideia dos roteiristas de trabalhar a dualidade dos personagens: nenhum herói é totalmente bom, e nenhum vilão é cem por cento mau. É isso que constrói bons personagens, é o que nos cativa e os humaniza. Regina está aí para provar; ela já esteve nos dois lados da moeda, e é a prova viva de como a linha que separa o bem e o mal é tênue.
Enfim, como o barato é relembrar a história com todos os detalhes sórdidos, vamos a ela:

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