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O Inverno Está Chegando... Só Não Se Sabe Quando

em sábado, 24 de abril de 2021

 Longo demais.

O inverno que está chegando em A Guerra dos Tronos é simplesmente longo demais. O livro é realmente bom – surpreendentemente bom, para falar a verdade. E estão ouvindo isso de alguém que nunca teve paciência para acompanhar essa série, cujos episódios parecem ir do nada a lugar nenhum, com tramoias intermináveis, muita putaria e pouca ação útil. Vi dois episódios da primeira temporada, um da metade da terceira e um da sexta, esperando que fosse simpatizar com algo aleatório, como aconteceu com The Vampire Diaries – que me conquistou com o episódio n°07 da primeira temporada. Sim, o da morte da Vickie! Isto, depois de já ter assistido ao segundo e terceiro, ao sexto e ao nono episódios, sem achar graça nenhuma –, mas a única cena que vi que é digna de menção – em Game of Thrones –, foi a de uma mulher enorme vestida numa armadura, jogando um cara de cima de um penhasco. Nada mais.

De modo que foi surpreendente que eu tenha realmente gostado do primeiro livro da saga; se bem que, se o autor tivesse um pouco de bom senso, poderia ter contado a mesma história com metade das páginas que a compõem. A Guerra dos Tronos enche muita linguiça, e tem uma porção de passagens irrelevantes. Mesmo assim, foi uma leitura satisfatória.

Ah, sim, e felizmente, não tem tanta putaria quanto a série. Até que George R. R. Martin foi coeso nesse quesito, sem vulgarizar.

 

A GUERRA DOS TRONOS (AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO #1)

Título Original: A Game of Thrones

Autor: George R. R. Martin

Editora: LeYa

Páginas: 592

Gênero: Fantasia | Aventura


Sinopse:

Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister. E sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda a sua família. Quem vencerá a guerra dos tronos?

EEEEE

 


 

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Retrospectiva: Os Filmes do Ano

em quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

 Eu não tenho exatamente o hábito de marcar todos os filmes que eu vejo, mas puxando pela memória, deu para relembrar os mais marcantes desse ano.

A lista inclui apenas filmes vistos pela primeira vez esse ano, e não especificamente lançamentos de 2020.

 

🎬 O Melhor de 2020:

Não necessariamente nessa ordem:

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Retrospectiva Literária 2020

em quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Esse 2020 foi tão louco que eu me peguei nos últimos dias do ano fazendo um exercício para lá de prazeroso: relembrar os melhores momentos.

Sim, eles existiram. Pode não ter sido nas áreas que a gente gostaria (aí, ANVISA, dá para agilizar essa vacina, querida?), mas no frigir dos ovos, é sempre possível encontrar algo para apreciar nesse ano turbulento.

Especialmente, em se tratando do nosso Admirável Mundo Inventado. Se a realidade não está colaborando, o jeito é se apaixonar cada vez mais pela ficção.

Assim, sem mais delongas, trago aqui duas retrospectivas especiais desse 2020. Começando pela Retrospectiva Literária.

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Um Pouco de Paródia, Um Pouco de Clichê, E Muito... Mas Muito Amor Envolvido – E Envolvente!

em quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Daí a criatura acabou de chegar na estante, e já quer ficar na prateleira dos favoritos... Pode isso, produção?
Claro que pode!
Não acontece toda hora, mas de vez em quando, a gente pega um livro, e ele de cara, conquista espaço no nosso Top Five de favoritos.
Foi o que aconteceu comigo, quando esta belezinha me caiu às mãos. O filme não está tão alto assim na minha lista de favoritos, mas o livro... Eu simplesmente não consegui parar de ler. E reler... E reler...


A PRINCESA PROMETIDA
Título Original: The Princess Bride
Autor: William Goldman
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Gênero: Aventura e Fantasia Romântica

Sinopse:
A MAIOR HISTÓRIA DE AMOR DE TODOS OS TEMPOS
Buttercup é uma camponesa que se apaixona perdidamente por Westley, o jovem humilde que trabalha na fazenda do pai dela. Juntos, eles descobrem o amor verdadeiro, mas um trágico acidente envolvendo um navio pirata os separa.
Em poucos anos, Buttercup se torna a mulher mais bonita de todos os reinos e acaba sendo pedida em casamento pelo sádico príncipe Humperdinck. Mas nada, nem um poderoso príncipe amante da caça, é capaz de separar esse amor, e o destemido Westley volta para resgatar sua princesa que foi prometida a outro.

Em uma paródia aos épicos clássicos, William Goldman escreve um divertido romance com direito a tudo que o gênero tem a oferecer: piratas, duelo de esgrima, traições, tramas políticas da realeza e um romance apaixonante. Esta edição de luxo em capa dura traz os textos extras que William Goldman escreveu para as edições comemorativas de 25 e 30 anos da obra original — que misturam ficção e realidade e ajudam a compor o universo emblemático que transformou a obra em um fenômeno. 

EEEEE ❤

 


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Eu Vejo Gente Morta... Pegando No Pé De Um Pirata!

em sábado, 3 de agosto de 2019

Depois do que parece ter sido uma eternidade, aqui estamos de volta com o quinto filme da saga Piratas do Caribe – não vou cravar que tenha sido o último, embora o estúdio tenha garantido que é, porque, em se tratando de franquias de sucesso, nunca se sabe.
Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar traz de volta – ainda que em aparições muito pequenas – personagens que haviam ficado de fora da quarta aventura de Jack Sparrow – sim, estou falando do meu casal favorito, Will Turner e Elizabeth Swann –, e ainda nos brinda com novos e instigantes personagens, que só me farão lamentar se esse tiver sido mesmo o último filme da franquia.
Este capítulo apresentou várias semelhanças com o primeiro filme, desde a mocinha destemida, que está muito longe de ser uma donzela em perigo – ela chega a correr perigo em alguns momentos, assim como sua antecessora, Elizabeth, mas consegue sair da maior parte das confusões por conta própria –; algumas ações de Henry Turner que imitam os primeiros passos de seu pai; um parentesco surpreendente sendo revelado ao longo da trama; e até o momento terror no parque de diversões que eu destaquei no primeiro filme, fazendo alusão à noite de terror no Playcenter, quando Elizabeth se descobriu prisioneira num navio cheio de caveiras ambulantes, ganhou similar nesta aventura, mas desta vez tendo Jack no centro da confusão. E não vamos esquecer que homens amaldiçoados também foi o tema principal do primeiro filme da franquia.
Sem mais delongas, vamos à nossa aventura.
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Como Reconstruir a Civilização Passo a Passo, Por Júlio Verne

em sábado, 29 de junho de 2019



Caso você suspeite que algum dia se encontrará sozinho numa ilha deserta, sem recursos para retornar à civilização, nem meios de comunicação, você PRECISA ler esse livro. Nele você encontrará tudo o que precisa saber para sobreviver confortavelmente numa situação bastante adversa e sem recursos.
Mais que uma grande obra da literatura clássica universal, A Ilha Misteriosa é uma leitura desafiadora para aqueles que não estão habituados ao estilo de Júlio Verne.
Ao contrário dos demais livros mais conhecidos e cultuados do autor – como Viagem Ao Centro da Terra, A Volta Ao Mundo Em 80 Dias e Vinte Mil Léguas Submarinas –, A Ilha Misteriosa é um livro demasiadamente longo e descritivo.
Antes de prosseguir, preciso abrir um parêntese para falar um pouquinho das outras obras que eu li de Verne, para que não pareça que estou iniciando a resenha com uma crítica negativa. De imediato, adianto: o livro é incrível! Mas é preciso primeiro que se conheça os antecedentes do autor na minha lista de leitura.
O primeiro livro que li de Júlio Verne foi Viagem Ao Centro da Terra, onde o autor cria uma narrativa em direção ao inexplorado e provavelmente inacessível centro do mundo, através de um mineralogista audacioso que simplesmente não pôde recusar o chamado da aventura. Um livro que seria difícil de ler, com tantos termos estranhos e complicados de assimilar, se a narrativa não fosse tão interessante.
Vinte Mil Léguas Submarinas narra as, digamos, aventuras de três náufragos a bordo do extraordinário submarino Nautillus, capitaneado por Nemo, um homem estranho e misterioso que os recolheu do mar, com a condição de que fizessem parte de sua tripulação pelo resto de seus dias. A história vai basicamente do nada a lugar nenhum, e parece não ter outro objetivo, senão demonstrar que existem mais coisas para se explorar no fundo dos oceanos do que poderíamos imaginar. O filme da Disney de 1954 conseguiu tirar leite de pedra e criar uma história infinitamente mais interessante que a do livro. Se eu tivesse começado a ler os livros do autor com esta obra, eu provavelmente não teria lido outro Verne.
A Volta Ao Mundo Em 80 Dias foi o primeiro livro de Verne que não me pareceu um guia de viagem. Neste livro o autor se lembrou de que era preciso criar uma história para dar contexto à viagem grandiosa de Phileas Fogg. E assim ele criou todas as aventuras que poderiam atrapalhar o êxito da viagem do protagonista, e sua vitória na aposta, como as investidas do desventurado Detetive Fix, o resgate da indiana Aouda, condenada a morrer na pira funerária onde queimariam o cadáver de seu marido, e todos os embaraços que quase puseram a perder a empreitada de Fogg. Este é, indubitavelmente, meu livro favorito do autor, pois pela primeira vez, ele se libertou da didática, e se concentrou em contar uma história mais despretensiosa, com começo, meio e fim, e com reviravoltas instigantes para os personagens.
Isto posto, vamos falar de A Ilha Misteriosa.
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Um Peter Pan Às Avessas

em sexta-feira, 14 de dezembro de 2018


Uma das minhas autoras favoritas é a alemã Cornelia Funke – autora da trilogia Coração de Tinta. Apesar de ser considerada uma autora infantojuvenil, seus livros – tanto em extensão quanto em enredo – não são exatamente infantis.
Uma grande dose de fantasia, sim; infantilidade, não.

O SENHOR DOS LADRÕES
Título Original: Herr der Diebe
Autora: Cornelia Funke
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 367
Gênero: Fantasia

Sinopse:
Cornelia Funke pertence a uma categoria especialíssima da literatura juvenil: muito premiada, é best-seller em diversos países e amada por leitores de todas as idades. Não por acaso, vem sendo comparada à sueca Astrid Lindgren (de Píppi Meialonga) e a J. K. Rowling (de Harry Potter).
Uma das maiores forças de seus textos é a originalidade com que trata o tema da infância e da idade adulta, um dos principais eixos de O Senhor dos Ladrões, que conta a história de um grupo de crianças órfãs que mora num cinema abandonado na cidade de Veneza. Seu protetor é Scipio, o autointitulado Senhor dos Ladrões, um garoto que rouba casas luxuosas de Veneza para sustentar as crianças de rua. Scipio é contratado para um trabalho especial: surrupiar uma asa de madeira da casa da fotógrafa Ida Spavento. O objeto tem propriedades mágicas, e logo todos estarão envolvidos numa aventura onde crianças viram adultos e vice-versa.
O Senhor dos Ladrões teve seus direitos de publicação comprados por mais de 36 países. Depois de grande sucesso na Alemanha, onde vendeu 500 mil exemplares, e nos países de língua inglesa (mais meio milhão de exemplares vendidos), o livro também recebeu seis prêmios internacionais de literatura infantil.

EEEE



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Uma Encrenca Milenar

em sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Anos atrás, numa das minhas séries de postagens especiais de Halloween, eu resenhei o clássico filme A Múmia, de 1932, provavelmente o primeiro filme de terror com esta temática na história do cinema. O filme de hoje pode ser considerado um remake daquele clássico, embora conte uma história relativamente diferente, e não seja um filme de terror.
Inicialmente, o plano da Universal Studios era produzir um filme de terror de baixo orçamento; no entanto, inúmeras modificações durante a criação e produção do filme acabaram por transformá-lo numa aventura ao estilo Indiana Jones ambientada no Egito, e carregada de efeitos especiais “assustadoramente” reais.
Particularmente, não consigo decidir qual das duas versões é a minha preferida. O filme clássico hoje em dia não assusta mais ninguém; costumo me referir a ele como um filme de amor e morte. Este aqui pegou os melhores elementos daquele primeiro filme, e ampliou numa trama de aventura ágil, sem perder aquela nuance do Romeu e Julieta subvertido.
E mesmo não sendo um filme de terror – como a maioria dos que resenhei nos meses de outubro até hoje – teria lugar no especial de Halloween – se tivesse dado tempo –, já que é protagonizado por um dos monstros clássicos do cinema.
O fato de ser protagonizado por um dos meus atores favoritos é só um detalhe.
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A Estrela Mais Cobiçada do Reino Encantado

em sábado, 14 de julho de 2018

Este é um dos meus filmes favoritos – baseado num dos meus livros favoritos.
Pode-se dizer que Neil Gaiman é o Tim Burton da literatura, especialista em criar fábulas e histórias interessantes, recheadas com personagens estranhos e com um toque meio gótico.
Stardust – O Mistério da Estrela, conforme resenhei o livro em outra oportunidade, é uma espécie de conto de fadas, sem Bibit Bobit Bum, fadas-madrinhas ou príncipes encantados. Até tem príncipes, mas eles estão muito longe de transmitir algum encanto; quanto a fadas-madrinhas, é mais fácil você topar com uma bruxa lá do outro lado da Muralha, do que encontrar alguma alma caridosa com poderes mágicos. Exceto, talvez, um Unicórnio...

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Não Se Pode Apagar o Que Já foi Escrito

em quarta-feira, 25 de abril de 2018

O capítulo que encerra uma das minhas sagas favoritas está repleto de aventura, mistério e reviravoltas.
É lamentável que o cinema tenha se limitado a adaptar apenas o primeiro volume da trilogia Mundo de Tinta, de Cornelia Funke, pois suas sequências tinham ainda muita história para contar e nos encantar.
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Esse Cara Também É Filho de Zeus

em quinta-feira, 1 de março de 2018


Eu confesso que não estava nos meus planos falar sobre o desenho do Hércules esse mês, mas aí o TBS resolveu desencavá-lo do fundo do baú – sério, acho que a última vez que eu tinha assistido essa versão do Hércules foi logo que ela saiu –, e depois a Disney também exibiu, e então me bateu uma vontadinha de resenhá-lo.
Antes de mais nada, é importante dizer que a Disney tomou diversas liberdades com o mito grego ao conceber este desenho. Parte disso se deve ao fato de a história do herói conter diversos traços que o compasso moral do estúdio não aprovaria – tipo Hércules ser fruto de um adultério –, e a outra parte se deve ao bom andamento do roteiro.
Permita-me explicar um pouco essa verdadeira salada que a Disney fez com os personagens das lendas gregas, antes de começar nosso desenho de hoje.
* Para começar, Hércules era filho de Zeus, mas não de Hera. Zeus se envolveu com a mortal Alcmena, esposa de Anfitrião, que havia sido banido de Micenas e foi viver em Tebas, e Hércules foi o fruto dessa união – aliás, algo muito comum na vida do soberano do Olimpo, que teve inúmeros filhos bastardos com mortais, ninfas e deusas menores ao longo dos séculos. Na ocasião do nascimento de Hércules, Hera ficou revoltada, e tentou inclusive matar o menino, atiçando uma cobra contra ele no berço, e Hércules deu um nó na danada, e ficou brincando com ela até algum adulto perceber e tirá-la de sua mão.
* Agonia e Pânico, os lacaios de Hades, foram inspirados em Phobos e Deimos (respectivamente Medo e Pânico), mas no mito grego eles eram filhos de Ares, deus da guerra, com Afrodite, deusa do amor.
* A Disney também cruzou as Moiras (ou Parcas, como dizem os romanos), as três entidades que determinavam o destino das pessoas, com as Greias, as velhacas que dividiam um único olho, e transformou-as em bruxas demoníacas lá do Mundo Inferior.
* Pégaso nasceu do sangue da Medusa, depois que Perseu a decapitou, e nunca chegou nem perto de Hércules.
* Mégara foi de fato esposa do herói, mas ela era filha de Creonte, rei de Tebas.
* O mito de Hércules é mais famoso pela descrição de seus doze trabalhos, impostos por Euristeu, rei de Micenas, depois que o herói, num acesso de loucura provocado por Hera, matou a esposa Mégara e todos os seus filhos. Seus trabalhos consistiam em matar o Leão da Nemeia; derrotar a Hidra de Lerna; furtar a Corça de Cerínia; capturar o Javali de Erimanto; limpar os estábulos imundos de Áugias – que ele precisou desviar o curso de dois rios para conseguir lavar, prova de que a coisa estava realmente feia! –; matar as Aves Carnívoras do Lago Estínfalo; roubar o cinto de Hipólita, rainha das amazonas – as guerreiras selvagens, não o estado brasileiro –; capturar os cavalos de Diomedes, rei da Trácia; e os bois do gigante Gerião; domar o Touro de Creta; roubar as maçãs douradas de Hera no Jardim das Hespérides; e por fim, capturar Cérbero, o cão infernal de três cabeças, que guarda a entrada para o Mundo Inferior.
Ufa! Só depois de toda essa trabalheira o herói pôde finalmente limpar seu nome, e mais tarde, curtir a aposentadoria no Olimpo, ao lado da deusa Hebe, mas isso é outra história.
Como o filme da Disney não podia ter mais de uma hora e meia, a maior parte dessa jornada acabou ficando de fora. Detalhadamente, mostraram apenas a luta do herói contra a Hidra, mas em vez de Lerna, ela aconteceu em Tebas, e a monstra foi enviada por Hades para perturbar nosso herói. Durante uma das canções do filme, vemos flashes do combate de Hércules contra o Pumba de Erimanto, uma ave gigante que provavelmente é uma das Aves Carnívoras do Lago Estínfalo, o Touro de Creta, a Medusa – que no mito original foi morta por Perseu, muito antes do nascimento de Hércules –, o Leão da Nemeia – que aqui foi interpretado por Scar, de O Rei Leão, que estava desempregado desde o fim do filme, sinal de que não tá fácil pra ninguém –, e até uma serpente aquática gigante, que deve ser parente do Monstro do Lago Ness, mas não consegui identificar o mito grego de onde ela saiu. Quanto ao Cérbero, Hércules até pôs uma coleira nele no desenho, mas só quando foi tirar satisfações com Hades pela morte de Mégara. Todo o resto não coube na película.
Enfim, vamos ao que interessa!
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Sangue É Mais Poderoso do Que Tinta

em quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Cornelia Funke, pelo amor de Deus, me dê o endereço do Língua Encantada mais próximo! Eu também adoraria entrar em Coração de Tinta!
Este é, sem exagero algum, o sonho de qualquer leitor: quem nunca desejou entrar dentro de seu livro favorito? Poder participar da história, conhecer os personagens, ver os lugares maravilhosos descritos pelo autor? Tentador, não é mesmo?
Bem, mas para Meggie Folchart, filha do encadernador Mo, e leitora voraz desde que se entende por gente, este sonho pode se tornar realidade: basta que ela leia em voz alta.
Meggie e seu pai possuem o dom de trazer à vida personagens e objetos dos livros com sua voz. O problema é que nem sempre se pode controlar o que sairá das páginas. Foi assim que Mo, acidentalmente, trouxera para o mundo real três personagens de um livro chamado Coração de Tinta: Dedo Empoeirado, o cuspidor de fogo; Capricórnio, líder dos incendiários da Floresta Sem Caminhos; e Basta, seu principal comparsa, sempre acompanhado de uma afiada navalha que ele não hesita em usar. E, em troca, enviara sua esposa, Resa, para o Mundo de Tinta.
Bem, no primeiro livro – de que já falamos aqui –, Mo conseguiu deter Capricórnio com a ajuda de uma nova página escrita por Fenoglio, o autor de Coração de Tinta, que também havia se tornado refém dos vilões que ele próprio criara. Mas a história ainda não havia terminado. Basta permaneceu à solta em nosso mundo; embora o filme tenha alterado o final para não ter que filmar o resto da trilogia, Dedo Empoeirado não conseguira retornar à sua história; e Meggie continuava ardendo de desejo de ver o mundo maravilhoso que sua mãe conhecera do outro lado das páginas de Coração de Tinta.
Em Sangue de Tinta, segundo volume da trilogia criada por Cornelia Funke, muitos desejos serão realizados, mas, como o próprio título sugere, o preço a ser pago será alto demais.
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