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Um Livro Ideal

em domingo, 28 de fevereiro de 2021

Recentemente eu comentei a adaptação literária de A Bela e a Fera – a versão Disney do conto de fadas – escrita por Elizabeth Rudnick, minha nova inclusa na lista de autoras favoritas.

E antes que alguém diga que autor que adapta filme não deveria constar nessa lista, vou discordar: adaptar uma história da maneira como essa mulher fez, sem ficar piegas, sem ser mais do mesmo, sem ficar enfadonha, é tão difícil quanto criar uma história do zero.

Isto posto, quero apresentar a vocês mais uma obra extremamente nostálgica, baseada em outro dos meus desenhos favoritos da Disney, e que também ganhou uma versão live-action em 2019: Aladdin.

 


ALADDIN

Título Original: Aladdin

Autora: Elizabeth Rudnick

Editora: Universo dos Livros

Páginas: 240

Gênero: Fantasia


Sinopse:

A história do filme que encanta gerações.

Um dos filmes Disney mais aclamados de todos os tempos, Aladdin conta a história de um jovem pobre e aventureiro que se apaixona por uma princesa totalmente inalcançável – e prestes a ficar noiva. Para viver esse amor, Aladdin precisará lutar contra as mais variadas adversidades – que vão desde o abismo social entre eles até as ambições de Jafar, o grão-vizir do reino.

Mas Aladdin não embarcará nessa jornada sozinho. Ele encontrará uma lâmpada mágica e contará com a ajuda de ninguém menos que um gênio da lâmpada. Com a ajuda do gênio, Aladdin tem à sua disposição três desejos para conquistar o amor de sua vida e angariar a confiança do rei. Será que ele será bem-sucedido nessa aventura?

EEEEE

 

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Eles Deram Sorte No Azar

em sábado, 29 de agosto de 2020

 Todo mundo deve ter pensado pelo menos uma vez na vida como algumas pessoas simplesmente nascem com muita sorte, enquanto outras parecem ter um incrível talento para o azar. A roleta da sorte é a distribuição mais desequilibrada da humanidade. Talvez porque a vida não teria muita graça se todo mundo conseguisse magicamente tudo o que quisesse. Se bem que, em alguns casos, o azar realmente abusa.

E quando se trata de ficção, os personagens azarados são, invariavelmente, aqueles que mais nos cativam.

Peguem aí seus pés de coelho, ferraduras, trevos de quatro folhas e demais amuletos, porque você está prestes a penetrar um território habitado por pessoas para quem a sorte raramente sorri.

Não necessariamente nessa ordem, eis os azarados da ficção:

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História Boa É Aquela Que Nos Encanta Em Todas As Mídias Possíveis...

em segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Sei o que alguns de vocês devem estar pensando: lá vem ela de novo com A Bela e a Fera... Mas, gente, não tem como não falar disso.
Já vimos a review do desenho da Disney de 1991, e uma resenha da versão live-action de 2017, protagonizada por Emma Watson e Dan Stevens, mas ainda estava faltando uma peça nesse conto de fadas: o livro.
Sobre a obra original – aliás, as obras originais, duas versões escritas pelas francesas Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve – falaremos em outra oportunidade – sim, isso é um sinal de que ainda teremos mais menções a esse conto de fadas aqui no blog; me ature se puder, hehe. Hoje vamos falar sobre uma versão bem mais recente, encomendada pela Disney, e que conta exatamente a história que vimos no filme.
Melhor dizendo, não exatamente a história que vimos no filme...
Vou reformular mais uma vez: é a história do filme, só que com uma magia totalmente diferente.
Elizabeth Rudnick – nova estrela no meu hall de autoras favoritas – ficou responsável por pegar o roteiro dos dois filmes – o desenho e o live-action – e transformar num romance. Daí vocês podem perguntar: mas que graça tem ler um livro sobre dois filmes que eu já vi um zilhão de vezes cada? Ok, o live-action só tem dois anos, então eu ainda não vi um zilhão de vezes. Foram só umas duas mil.
Acreditem em mim: vocês também precisam ler esse livro.
Porque Lizzie – vou chamá-la assim porque, depois de ler dois livros dela em coisa de dois meses, e classificá-la como nova favorita já me sinto íntima – simplesmente pegou um dos meus filmes favoritos e transformou numa das obras mais preciosas da minha estante.
Esqueçam aquela visão de um roteiro cinematográfico ou teatral publicado em formato livro. Não é como Romeu & Julieta, nem como Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald. Estamos falando de um romance, em toda a definição do gênero.
Elizabeth Rudnick poderia ter feito o simples: podia ter pegado o roteiro, transcrito todos os diálogos, apenas acrescentando alguma narrativa só para preencher as lacunas. Mas Lizzie não é uma mera ghost writer preguiçosa.
Em A Bela e a Fera, Elizabeth Rudnick nos presenteia com uma narrativa extremamente envolvente. Ela pegou uma história que eu conheço e amo desde que me entendo por gente, e transformou num livro tão cativante, que foi como se eu estivesse tendo contato com esta história pela primeira vez.


A BELA E A FERA
Título Original: Beauty And The Beast Novelization
Autora: Elizabeth Rudnick – Baseado no roteiro para cinema de Evan Spiliotopoulos, Stephen Chbosky e Bill Condon
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 204
Gênero: Romance & Fantasia

Sinopse:


“Sentimentos são fáceis de mudar mesmo entre quem não vê que alguém pode ser seu par...”
Bela deseja para sua vida muito mais do que a pequena cidade provinciana de Villeneuve pode oferecer. Lá, ela se destaca da multidão com um ponto de vista único, uma independência vigorosa e um notável amor pelos livros. Ela anseia por viagens e aventuras, e por uma vida tão empolgante quanto as histórias que lê, mas, quando seu amado pai é aprisionado por uma fera em um castelo encantado, o destino de Bela muda para sempre.
Ao arriscar sua liberdade e seu futuro, ela assume o lugar do pai, jurando-lhe que escaparia em segredo. No entanto, conforme aprende mais sobre a Fera e seu misterioso castelo, Bela descobre que pode haver mais sobre a história dele – e sobre a sua própria – do que ela jamais poderia ter imaginado.

EEEEE ❤

 


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Isso Que É Noite das Bruxas!

em sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Outubro sem uma review especial de Halloween não é outubro! Esta é uma tradição do Admirável Mundo Inventado, e não vamos romper a corrente.
Nos últimos anos, eu tenho feito maratonas enormes, mas este ano está mais corrido, de modo que não deu para preparar uma maratona – para se ter uma ideia, no ano passado eu comecei a preparar as postagens de outubro em julho!
Mas não vou deixar esse Halloween passar em branco. Para o especial de 2019, escolhi um clássico do tema, com uma história espetacular e uma trilha sonora inesquecível.
O filme foi inicialmente planejado para o Disney Channel, mas quando o roteiro ficou pronto, a Walt Disney Studios se deu conta de que ele poderia fazer sucesso no cinema. Assim, como num passe de mágica, ganhamos um dos filmes mais memoráveis sobre o Halloween de todos os tempos:

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Eu Vejo Gente Morta... Pegando No Pé De Um Pirata!

em sábado, 3 de agosto de 2019

Depois do que parece ter sido uma eternidade, aqui estamos de volta com o quinto filme da saga Piratas do Caribe – não vou cravar que tenha sido o último, embora o estúdio tenha garantido que é, porque, em se tratando de franquias de sucesso, nunca se sabe.
Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar traz de volta – ainda que em aparições muito pequenas – personagens que haviam ficado de fora da quarta aventura de Jack Sparrow – sim, estou falando do meu casal favorito, Will Turner e Elizabeth Swann –, e ainda nos brinda com novos e instigantes personagens, que só me farão lamentar se esse tiver sido mesmo o último filme da franquia.
Este capítulo apresentou várias semelhanças com o primeiro filme, desde a mocinha destemida, que está muito longe de ser uma donzela em perigo – ela chega a correr perigo em alguns momentos, assim como sua antecessora, Elizabeth, mas consegue sair da maior parte das confusões por conta própria –; algumas ações de Henry Turner que imitam os primeiros passos de seu pai; um parentesco surpreendente sendo revelado ao longo da trama; e até o momento terror no parque de diversões que eu destaquei no primeiro filme, fazendo alusão à noite de terror no Playcenter, quando Elizabeth se descobriu prisioneira num navio cheio de caveiras ambulantes, ganhou similar nesta aventura, mas desta vez tendo Jack no centro da confusão. E não vamos esquecer que homens amaldiçoados também foi o tema principal do primeiro filme da franquia.
Sem mais delongas, vamos à nossa aventura.
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Se A Mãe É Uma Peça, O Pai Certamente É Uma Figura

em domingo, 12 de agosto de 2018

Para muitos um herói, para outros um bandido. Vamos relembrar alguns pais na ficção que hoje mereciam um abração.

Pais Fazem Tudo Por Seus Filhos...
Vamos começar com o mais querido de todos. Mesmo sem um centavo no bolso, Seu Madruga não deixa faltar nada à Chiquinha. Nem mesmo um vestido novo. E não basta ser um paizão para sua filhota, Seu Madruga também faz o que pode pelo garoto Chaves, frequentemente convidando-o para comer em sua casa – mesmo que isso implique em mandá-lo comprar ovos ou pães fiado na Venda da Esquina em nome da Dona Florinda, só para ter mais um pretexto para apanhar da mãe do Quico mais tarde.
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Uma Rainha Não Tão Má Assim...

em sábado, 21 de julho de 2018

Depois de conhecer o passado da Fera – que na verdade não é um vilão, conforme a proposta da série de livros intitulada Disney Vilains, mas quem gostaria de ler sobre o Gaston? –, pelas mãos da talentosa Serena Valentino em AFera Em Mim, chegou a hora de conhecer o passado da minha vilã favorita dos contos de fadas em A Mais Bela de Todas – A História da Rainha Má.
Por que ela é minha vilã favorita? Não sei. Acho que de algum modo entendo – até certo ponto – essa mulher amargurada e solitária, que não tinha nada em que se apegar exceto sua beleza. Provavelmente grande parte dessa admiração seja culpa de Regina Mills, sua versão em Once Upon a Time – embora eu já simpatizasse com a vilã de outros carnavais. Pode ter algo a ver com a versão do Chapolin Colorado, ou vai ver eu precise mesmo procurar um psiquiatra... Seja lá como for, gosto da figura.
E nessa versão é possível redimi-la completamente de seus pecados, pois, acredite se quiser, essa Rainha sempre teve um bom coração; o que não prestava era aquele Espelho malacabado.
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♪ Novas Sensações, Doces Emoções, E Um Novo Prazer ♥

em terça-feira, 5 de junho de 2018

Em toda a história desse blog, houve uma única vez em que tive que escrever uma postagem, digamos, de opinião, sobre um filme, e foi para explicar minha relação de amor e ódio com a saga Crepúsculo – que, ao contrário do que muitos pensam, eu não odiei... tanto... assim... Bem, não foi exatamente um épico; os livros eram melhores – pero no mucho –, e basicamente o que mais me irritou na saga foi a escolha do elenco. Não que os diretores tenham sido grande coisa.
O motivo que me faz escrever essa postagem hoje é muito diferente. No entanto, temos aqui uma estranha coincidência: Bill Condon, diretor de A Bela e a Fera, também foi responsável pelas duas partes de Amanhecer. Reitero que a saga inteira não é grande coisa, mas os dois últimos filmes foram precisamente os mais bem feitinhos.
Mas, como já enunciei aí no parágrafo de cima, é sobre A Bela e a Fera que eu quero falar: o hype do ano passado, a versão live-action de um dos maiores clássicos da Disney – na minha opinião, o melhor filme já produzido pelo estúdio, e pelo visto, os Academy Awards concordam comigo.
Não faria o menor sentido escrever uma review sobre essa versão live-action do ano passado, depois de ter escrito sobre o desenho, afinal, ambos os filmes são basicamente iguais. Mas gostaria de comentar umas coisinhas.
Calma, Walt Disney, não precisa se revirar no túmulo! Tá tudo certo. Ou quase...
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Quem Não Ama Esse Conto de Fadas?

em sábado, 2 de junho de 2018

A Bela e a Fera é meu filme favorito da Disney, e conta uma das mais belas histórias de amor de todos os tempos, com uma valiosa lição: não julgar pelas aparências. E podemos ainda destacar outra: todo mundo pode mudar. O Príncipe deste conto era orgulhoso, vaidoso, egoísta e grosseiro, mas depois de passar alguns anos isolado em seu castelo, envergonhado de sua monstruosa aparência, ele aprendeu a amar e respeitar as outras pessoas.
Vamos relembrar essa bela história:
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Aqui Se Faz, Aqui Se Paga

em terça-feira, 10 de abril de 2018

A mensagem essencial das obras da Disney é que o bem sempre triunfa no final; os malvados são severamente punidos, ficam completamente ferrados e mal pagos – isso quando saem vivos! Mas o importante é que todos – os bonzinhos – vivem felizes para sempre.
Tudo bem que o estúdio raramente mostrou a cena da morte de um vilão, assim, preto no branco, mas só a ideia, já soa suficientemente maquiavélica.
Verdade seja dita, houve algumas mortes de personagens bonzinhos que partiram nossos corações nos desenhos da Disney. Para citar só alguns exemplos: a mãe do Bambi, que foi atingida pelo disparo de um caçador enquanto corria com seu filhote, e ele só se deu conta ao encontrar-se a salvo e sozinho na floresta; Mufasa, assassinado a sangue frio por seu irmão invejoso Scar, e ficamos com o coração em farrapos diante de Simba, então filhotinho, tentando fazer o pai se levantar, e depois se deitando desconsolado ao lado do corpo dele em O Rei Leão; Kocoum, o índio que foi morto pelos colonizadores ingleses em Pocahontas; e num passado mais recente Ellie, a esposa do Seu Fredericksen em Up! Altas Aventuras.
Sim, Disney é tão eficiente em nos levar às lágrimas quanto é em nos deslumbrar. E não raramente, a morte de um vilão poderia despertar pesadelos em algumas crianças. Algumas vezes os mocinhos até tiveram que sujar as mãos para tirar os vilões de seus caminhos. Inocência não é exatamente uma virtude aqui.
Pensando nisso, reuni uma lista com alguns dos finais mais sombrios e violentos das animações da Disney, e verão que essas cenas definitivamente não foram feitas para crianças.
Das menos horríveis, às mais assustadoras:
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Esse Cara Também É Filho de Zeus

em quinta-feira, 1 de março de 2018


Eu confesso que não estava nos meus planos falar sobre o desenho do Hércules esse mês, mas aí o TBS resolveu desencavá-lo do fundo do baú – sério, acho que a última vez que eu tinha assistido essa versão do Hércules foi logo que ela saiu –, e depois a Disney também exibiu, e então me bateu uma vontadinha de resenhá-lo.
Antes de mais nada, é importante dizer que a Disney tomou diversas liberdades com o mito grego ao conceber este desenho. Parte disso se deve ao fato de a história do herói conter diversos traços que o compasso moral do estúdio não aprovaria – tipo Hércules ser fruto de um adultério –, e a outra parte se deve ao bom andamento do roteiro.
Permita-me explicar um pouco essa verdadeira salada que a Disney fez com os personagens das lendas gregas, antes de começar nosso desenho de hoje.
* Para começar, Hércules era filho de Zeus, mas não de Hera. Zeus se envolveu com a mortal Alcmena, esposa de Anfitrião, que havia sido banido de Micenas e foi viver em Tebas, e Hércules foi o fruto dessa união – aliás, algo muito comum na vida do soberano do Olimpo, que teve inúmeros filhos bastardos com mortais, ninfas e deusas menores ao longo dos séculos. Na ocasião do nascimento de Hércules, Hera ficou revoltada, e tentou inclusive matar o menino, atiçando uma cobra contra ele no berço, e Hércules deu um nó na danada, e ficou brincando com ela até algum adulto perceber e tirá-la de sua mão.
* Agonia e Pânico, os lacaios de Hades, foram inspirados em Phobos e Deimos (respectivamente Medo e Pânico), mas no mito grego eles eram filhos de Ares, deus da guerra, com Afrodite, deusa do amor.
* A Disney também cruzou as Moiras (ou Parcas, como dizem os romanos), as três entidades que determinavam o destino das pessoas, com as Greias, as velhacas que dividiam um único olho, e transformou-as em bruxas demoníacas lá do Mundo Inferior.
* Pégaso nasceu do sangue da Medusa, depois que Perseu a decapitou, e nunca chegou nem perto de Hércules.
* Mégara foi de fato esposa do herói, mas ela era filha de Creonte, rei de Tebas.
* O mito de Hércules é mais famoso pela descrição de seus doze trabalhos, impostos por Euristeu, rei de Micenas, depois que o herói, num acesso de loucura provocado por Hera, matou a esposa Mégara e todos os seus filhos. Seus trabalhos consistiam em matar o Leão da Nemeia; derrotar a Hidra de Lerna; furtar a Corça de Cerínia; capturar o Javali de Erimanto; limpar os estábulos imundos de Áugias – que ele precisou desviar o curso de dois rios para conseguir lavar, prova de que a coisa estava realmente feia! –; matar as Aves Carnívoras do Lago Estínfalo; roubar o cinto de Hipólita, rainha das amazonas – as guerreiras selvagens, não o estado brasileiro –; capturar os cavalos de Diomedes, rei da Trácia; e os bois do gigante Gerião; domar o Touro de Creta; roubar as maçãs douradas de Hera no Jardim das Hespérides; e por fim, capturar Cérbero, o cão infernal de três cabeças, que guarda a entrada para o Mundo Inferior.
Ufa! Só depois de toda essa trabalheira o herói pôde finalmente limpar seu nome, e mais tarde, curtir a aposentadoria no Olimpo, ao lado da deusa Hebe, mas isso é outra história.
Como o filme da Disney não podia ter mais de uma hora e meia, a maior parte dessa jornada acabou ficando de fora. Detalhadamente, mostraram apenas a luta do herói contra a Hidra, mas em vez de Lerna, ela aconteceu em Tebas, e a monstra foi enviada por Hades para perturbar nosso herói. Durante uma das canções do filme, vemos flashes do combate de Hércules contra o Pumba de Erimanto, uma ave gigante que provavelmente é uma das Aves Carnívoras do Lago Estínfalo, o Touro de Creta, a Medusa – que no mito original foi morta por Perseu, muito antes do nascimento de Hércules –, o Leão da Nemeia – que aqui foi interpretado por Scar, de O Rei Leão, que estava desempregado desde o fim do filme, sinal de que não tá fácil pra ninguém –, e até uma serpente aquática gigante, que deve ser parente do Monstro do Lago Ness, mas não consegui identificar o mito grego de onde ela saiu. Quanto ao Cérbero, Hércules até pôs uma coleira nele no desenho, mas só quando foi tirar satisfações com Hades pela morte de Mégara. Todo o resto não coube na película.
Enfim, vamos ao que interessa!
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Gostamos de Abraços – Natalinos – Quentinhos!

em terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Acabo de notar que estou prestes a realizar algo inédito na história do Admirável Mundo Inventado, que é fazer a review de um desenho lançado há menos de trinta dias – ao menos, no Brasil.
Claro que eu não podia encerrar esse dezembro de 2017 sem falar sobre o lindo especial de Natal de Frozen.
A Disney é mestra em produzir ótimos especiais de Natal e de Halloween – e ótimos desenhos e animações, de modo geral –, e desta vez não foi diferente. Nos moldes de O Natal Encantado de A Bela e a Fera, Olaf em Uma Nova Aventura Congelante de Frozen traz uma singela mensagem de amor, amizade e união, numa produção de encher os olhos. 
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Papai Noel, Vê Se Você Tem, Aquele Desenho Para Disney Passar ♪♪

em quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Hoje quero falar sobre um dos maiores clássicos da Disney. Sim, clássico! Não importa que seja um curta-metragem com menos de meia hora, e que não seja exibido na televisão desde mil novecentos e Dercy Gonçalves... Não importa que você só tenha acesso a esse desenho através de uma compilação em DVD – O Natal Mágico do Mickey: Nevou Na Casa do Mickey, a quem interessar possa –, ou através de um vídeo com resolução mega zoada no Youtube – vai por mim, você encontra o vídeo em melhor estado na internet, se procurar bem... Enfim, nada disso importa. O desenho é um clássico desde o momento em que foi realizado, e é uma pena que tanto o Disney Channel, quanto a Globo e o SBT nunca se lembrem de transmiti-lo como presente de Natal às novas gerações alienadas com o excesso de séries teen mal produzidas da Nickelodeon e novelas argentinas que hoje em dia entopem a grade dos canais “infantis” da TV a cabo. E me perdoem o desabafo!
Até o SBT aparentemente parou com a mania de passar os mesmos filmes repetidos todo feriado. Não importava se era Dia das Crianças, Dia de Finados ou Dia dos Inconfidentes, podíamos sempre esperar por uma tarde regada a Harry Potter, Dennis, o Pimentinha, O Filho Máskara e Happy Feet – O Pinguim. Nem para incluir um desenho aí, hein!? Ou um filme menos batido...
Enfim, mas eu estava falando do clássico da Disney. E o motivo de eu ter decidido falar sobre ele é precisamente sua injusta ausência na programação de qualquer canal nesta época do ano. Gente, é Natal! E nenhuma emissora vai transmitir esse clássico da Disney baseado em outro grande clássico da literatura, de Charles Dickens!? Como diria a Pópis:
Muito bem...
O clássico Disney de hoje é nada mais, nada menos que O Conto de Natal do Mickey.
Não estou falando da animação de 2009 Os Fantasmas de Scrooge – que é muito boa também –, mas da versão anterior que a Disney produziu do conto em 1983, tendo no elenco principal as maiores estrelas da casa. Só para se ter uma ideia:
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Vamos Dar Tempo Ao Tempo

em quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

E aqui chegamos ao que realmente interessa: o capítulo da história de Alice Kingsleigh que me inspirou a resenhar a reinvenção de sua história inteira.
Ao contrário do que se poderia imaginar, Alice Através do Espelho não é a adaptação do livro de mesmo nome. Tim Burton – que produziu o filme, mas passou a cadeira do diretor para James Bobin, de Os Muppets – e a roteirista Linda Woolverton, de A Bela e a Fera e Malévola, criaram toda a história do filme, desde o início, e ela nada tem a ver com qualquer dos livros de Lewis Carroll, a não ser pelo espelho e algumas vagas referências aqui e ali – a maioria retirada do primeiro livro, e não do segundo. Sinal de que o espelho realmente inverteu as coisas nesse roteiro.
Aliás, é curioso: o primeiro filme teve muito mais elementos do segundo livro que do primeiro, ao passo que o segundo filme teve mais do primeiro livro. Pelo visto, Tim Burton atravessou o espelho antes de filmar Alice No País das Maravilhas e inverteu as bolas geral, desde o começo! E se no primeiro filme ele utilizou como pano de fundo um simples poema de 28 versos, em Alice Através do Espelho ele pega meia dúzia de referências aleatórias para criar uma aventura inédita para sua protagonista. E é por isso que é tão mais interessante falar dele.
O roteiro é 100% original? Não. Vai mudar a vida de alguém? Não. Mas gosto de partir do princípio de que a primeira função de um filme é entreter, divertir, distrair a cabeça da rotina. E essa função Alice Através do Espelho cumpre maravilhosamente.
Pegaram o trocadilho?
Maravilhosamente...
Lá no País das Maravilhas!
Não?
Enfim...
Alice Através do Espelho, na minha opinião, é um desses casos raríssimos em que a continuação supera o filme inicial. Não me entendam mal; amei Alice No País das Maravilhas. Porém, sua continuação, é de tirar – ou talvez de colocar – o chapéu.
O filme conserva aquela aparência psicodélica tradicional dos filmes de Tim Burton e do universo de Alice No País das Maravilhas de modo geral, mas, enquanto na primeira empreitada Burton optou por tornar o Mundo Subterrâneo sombrio, com um forte aspecto de pesadelo – já que estavam enfrentando um período de guerra civil –, desta vez ele optou por cores fortes e vibrantes para iluminar os sonhos de Alice.
É de encher os olhos, como já era de se esperar de uma produção assinada por Tim Burton. O visual do filme é impecável – e também supera o original nesse quesito.
Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Ou eu deveria dizer Alice Contra o Tempo?

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O Ronald McDonald Tinha Um Dragão... YA-YA-OH ♪!♪!♪

em sábado, 9 de dezembro de 2017

Embora o título seja Alice No País das Maravilhas, o filme contém mais elementos do segundo livro, Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá, do que do primeiro. Muito provavelmente Tim Burton chegou à conclusão de que seria inútil adaptar em versão live-action uma história que todos conhecemos de cor e salteado através do desenho da Disney de 1951. Seria recontar uma história que já foi contada inúmeras vezes: tem a versão em desenho da Burbank de 1988, tem o filme de 1999 que teve Whoopi Goldberg no papel do Gato Que Ri, e não sei quantas outras versões contando essencialmente a mesma história. Para quê investir alguns milhões de dólares e colocar uma peruca vermelha e quilos de maquiagem no Johnny Depp para repetir o mesmo conto de fadas?
Pensando assim, Tim Burton decidiu incorporar elementos dos dois livros, avançar alguns anos no tempo e contar um capítulo, digamos, mais maduro das aventuras de Alice no Mundo Subterrâneo. E, por assim dizer, criou um filme inteiro baseado num poema de 28 versos que aparece no segundo livro. Só isso.
Vejam bem, o desenho da Disney de 1951 também não foi completamente fiel ao livro. Se colocar realmente na balança, a única adaptação fiel foi a da Burbank, pois o Sr. Disney tomou diversas liberdades com a obra de Lewis Carroll. Para começar, Tweedledee e Tweedledum são personagens do segundo livro, e não aparecem no primeiro. O campo de flores cantantes também pertence ao segundo livro – só que ali as flores não cantam, apenas falam pelos cotovelos. E Disney achou por bem excluir de seu desenho a Duquesa, o Bebê chorão que se transforma num porco e sai voando, e a Cozinheira ranzinza que adora pimenta e atirar pratos nas pessoas. Talvez tenha pensado que já havia maluquice demais no sonho da Alice.
Seja lá como for, para não fazer um trabalho semelhante, Tim Burton reescreveu a história, utilizando elementos e personagens do Mundo Através do Espelho e um dos muitos poemas recitados no segundo livro, e deu asas à sua imaginação nada convencional para criar todo o resto que faltava.
Por exemplo: a palavra Capturandam foi apenas mencionada no mundo através do espelho, mas jamais explicaram do que se tratava. As Rainhas Branca e Vermelha também só aparecem no segundo livro, quando Alice se viu num mundo que se assemelhava demais a um tabuleiro de xadrez gigantesco; embora a Rainha Vemelha de Tim Burton tenha incorporado alguns elementos da Rainha de Copas do primeiro livro, como o Valete, o amor por tortas, a maneira peculiar de jogar croqué, e a mania de mandar cortar as cabeças de todos. Quanto ao Jaguadarte, na versão do livro traduzida para o português por Augusto de Campos – a mais conhecida no Brasil –, um monstro chamado “Pargarávio” foi mencionado no mesmo poema que citava o Capturadam. Não foi descrito em detalhes – apenas dentes e garras foram mencionadas –, mas a ilustração mostrava um dragão muito bizarro mostrando os dentes para a menina vestida com uma armadura, que empunhava a Espada Vorpeira, com a qual, de acordo com o poema, o monstro foi morto no Gloriandei. O poema foi jogado sem texto nem contexto na história, e tal monstro jamais foi visto por Alice em nenhum dos livros. Tim Burton pegou essa deixa, criou a profecia sobre o Jaguadarte que seria morto pela Espada Vorpal empunhada por Alice no Gloriandei, e usou como contexto para o filme. Só mesmo um gênio como ele para fazer tanto com tão pouco.
Mas em se tratando de Tim Burton, trívia.
Ou eu deveria chamar: Alice e a Lenda do Pargarávio Jaguadarte?

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A Mitologia da Maçã

em sábado, 26 de agosto de 2017


Com a licencinha da nossa querida e estimada Rainha Má, não teria como iniciar este artigo sem fazer alusão à história da bela princesa odiada pela madrasta. Afinal, seu conto também faz parte desta mitologia.
A tradição da maçã como fruto amaldiçoado vem de tempos muito remotos e está em toda parte.
Há séculos a maçã é associada ao fruto proibido, provado por Adão e Eva no Jardim do Éden, da única árvore da qual eles não tinham permissão para comer, e, como resultado de sua desobediência, o casal foi expulso do jardim, e fadado a carregar para sempre o peso do pecado original, que trouxe a morte à humanidade.
Apesar de tradicionalmente ser associada à maçã, é pouco provável que a árvore do meio do Jardim do Éden, que prometia a quem dela comesse, o conhecimento do bem e do mal, desse este fruto. A maçã não era conhecida no Oriente Médio até a conquista da Pérsia pelos gregos, na época de Alexandre, O Grande, quando diversos elementos da cultura e agricultura europeia foram introduzidos lá. De fato, o mito de que seria a maçã o fruto proibido do Éden somente surgiu na Idade Média, na Europa Ocidental, onde as maçãs cresciam em abundância. Diversas frutas mais comuns no Oriente Médio já foram apontadas como fruto proibido em diferentes momentos da história, como o figo – um fruto que chega a lembrar um coração humano, e foi inclusive o fruto escolhido por Michelangelo ao retratar a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal no teto da Capela Sistina, talvez inspirado pela sequência do texto, em que Adão e Eva utilizaram folhas de figueira para cobrir sua nudez –, a pera – tida como pecaminosa ou como símbolo de imortalidade em diversas culturas –, e a romã – um fruto vermelho e suculento, que, por causa de seu elevado número de sementes, é tido como um símbolo de fertilidade.
Mas então, de onde surgiu a ideia de que o fruto proibido seria a maçã?
Talvez, por se tratar de um fruto belo e apetitoso, que quando bem maduro é muito vermelho – uma cor geralmente associada ao pecado –, talvez porque seu formato lembre o desenho de um coração romântico, ou talvez por seu sabor delicioso – não se conhece muitas pessoas que não goste de maçãs...
O fato é que a maçã tem sido frequentemente associada à lendas, mitologias e divindades desde a antiguidade, e em diferentes lugares do mundo.
Vejamos algumas dessas histórias:
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Desafio #25: A História de Um Príncipe Realmente Encantado

em quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A Bela e a Fera sempre foi meu conto de fadas favorito, e a animação da Disney de 1991 – primeiro filme de animação na história a concorrer ao Oscar de melhor filme, diga-se de passagem – é o meu filme favorito da Disney de todos os tempos. A segunda posição possui uma briga ferrenha entre Alice No País das Maravilhas – a animação, não a versão live action de Tim Burton –, Aladdin, 101 Dálmatas e dois longas dos Duck Tales se acotovelando e lutando para conquistarem um pedacinho a mais desse meu coraçãozinho apaixonado por desenhos animados. Eu devia ter uns seis aninhos quando meu pai alugou a fita de A Bela e a Fera pela primeira vez – sim, VHS! Aquele dinossauro que é o antepassado gordo e problemático do Blu-Ray, que já foi tão mencionado aqui no blog. Pessoas com mais de 20 anos de idade podem se gabar de terem vivido nessa época em que era preciso rebobinar a fita antes de assistir ao filme de novo – e torcer para a fita não arrebentar nem mofar antes de a pessoa morrer.
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