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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Desafio #25: A História de Um Príncipe Realmente Encantado

A Bela e a Fera sempre foi meu conto de fadas favorito, e a animação da Disney de 1991 – primeiro filme de animação na história a concorrer ao Oscar de melhor filme, diga-se de passagem – é o meu filme favorito da Disney de todos os tempos. A segunda posição possui uma briga ferrenha entre Alice No País das Maravilhas – a animação, não a versão live action de Tim Burton –, Aladdin, 101 Dálmatas e dois longas dos Duck Tales se acotovelando e lutando para conquistarem um pedacinho a mais desse meu coraçãozinho apaixonado por desenhos animados. Eu devia ter uns seis aninhos quando meu pai alugou a fita de A Bela e a Fera pela primeira vez – sim, VHS! Aquele dinossauro que é o antepassado gordo e problemático do Blu-Ray, que já foi tão mencionado aqui no blog. Pessoas com mais de 20 anos de idade podem se gabar de terem vivido nessa época em que era preciso rebobinar a fita antes de assistir ao filme de novo – e torcer para a fita não arrebentar nem mofar antes de a pessoa morrer.


Como eu ia dizendo, eu era bem pequena quando assisti A Bela e a Fera pela primeira vez. Me identifiquei com a Bela desde o início, adivinhem por quê?
Sua paixão pelos livros! Sim, eu era pequenininha, e já amava livros. Essa pessoa aqui também não pode ser muito normal. Outra coisa que tenho em comum com Bela.
Já perdi as contas de quantas vezes assisti a essa animação. Devo saber a maior parte das falas e canções de cor. Papai teve que copiar aquela fita para mim, na época – e quem é do tempo do VHS sabe que só se copiava filmes absolutamente necessários! Primeiro, porque era muito difícil conseguir um segundo vídeo emprestado para fazer a cópia; e segundo porque, enquanto um DVD gravável hoje em dia pode ser comprado por 0,80 centavos, uma fita VHS virgem custava de 3 a 4 garrafas de Coca-Cola 2 litros! Conste: Coca-Cola sempre custou o “zóio da cara”! Quando ninguém mais tinha vídeo, e eles pararam de ser fabricados, uma loja perto de casa colocou seu estoque restante de fitas virgens de OFERTA por sete reais cada! Isso aconteceu naquela época em que o salário mínimo ainda era R$350,00. Avaliem quanto tempo faz isso. E era uma baita oferta, pois apenas um ano antes eu me lembro que paguei 16 reais numa fita virgem na mesma loja para gravar um filme muito bom que ia passar na televisão, mas isso é uma outra história...
Voltando à Bela e a Fera e à resenha de hoje, enquanto que o filme seguia todos os passos da mocinha, A Fera em Mim, da Serena Valentino nos leva a conhecer o outro lado da moeda. O conto de fadas que tanto amamos, contado agora de outra perspectiva e focado na história do Príncipe que foi transformado em Fera.

A Fera em Mim – A História do Príncipe da Bela
Título Original: Disney Villains The Beast Within: A Tale of Beauty’s Prince

Autora: Serena Valentino

Editora: Universo dos Livros

Páginas: 192

Gênero: Fantasia, Romance, Infanto-Juvenil
Sinopse:
Um príncipe amaldiçoado se isola em seu castelo. Poucos o viram, mas aqueles que conseguiram tal proeza afirmam que seus pelos são exagerados e suas garras são afiadas como as de uma fera! No entanto, o que levou esse príncipe, que já foi encantador e amado por seu povo, a se tornar um monstro tão retraído e amargo? Será que ele conseguirá encontrar o amor verdadeiro e pôr um fim à maldição que lhe foi lançada? Em A fera em mim, conheça a história por trás de um dos mais cativantes e populares contos Disney de todos os tempos- A Bela e a Fera!

Uma coisa que sempre me incomodou e que continuará me incomodando no conto da Bela e a Fera é a ausência de um nome para o Príncipe. Gabrielle Suzanne-Barbot, a autora do conto original não se preocupou em lhe dar um nome; a Disney também não; e Serena Valentino, menos ainda. Vou ver se Emma Watson tem alguma sugestão, depois eu conto para vocês.
Por hora vamos nos referir a ele como Príncipe (super original!).  O livro começa contando algo que já sabemos: que Bela se voluntariou para ficar prisioneira no castelo da Fera no lugar de seu pai, que andou xeretando onde não devia, e, a princípio, ela não está lá muito interessada em socializar com seu anfitrião, que é meio assustador, embora ela não tenha realmente medo dele. Até aí, já sabemos. Mas então somos conduzidos através de um capítulo anterior da história do Príncipe, quando ele, ainda jovem, numa época em que ele era (pasmem!) amigo do Gaston, ficou noivo de uma bela moça chamada Circe, sem desconfiar que ela era somente a filha de um criador de porcos.
O fato de essa trama não ser lá muito original, e de todo mundo saber exatamente onde isso vai dar quando o Príncipe arrogante e orgulhoso descobrir a origem humilde da moça, na verdade não atrapalha o bom andamento da história. Pois Circe, embora seja responsável pela maldição do Príncipe – depois de se revelar uma feiticeira, que só encenou a história da filha do criador de porcos para testar o amor do Príncipe –, na verdade não queria o mal dele.
Circe quis lhe dar uma lição. Lançou a maldição sobre o Príncipe e seus empregados, porém nada aconteceu instantaneamente. As pessoas no castelo e o próprio Príncipe foram sendo transformados aos poucos, à medida que o Príncipe escolhia permanecer no caminho da vaidade, do orgulho e da crueldade. Uma tentativa frustrada de tentar quebrar a maldição com uma princesa tolinha a quem propôs casamento acabou por selar seu destino e transformá-lo definitivamente em Fera.
Mas Circe não foi a única, nem a principal responsável por dificultar o caminho de redenção do Príncipe. Suas três irmãs bruxas fizeram tudo ao seu alcance para impedir que a maldição fosse quebrada, incluindo atiçar os lobos da floresta contra Bela, incitar Gaston a colocar o velho Maurice num manicômio, e deixar a Fera bem furiosa no exato momento em que Bela revelava sua existência a todas as pessoas da aldeia através do espelho encantado.
Estou dando spoiler? Não, né! Todo mundo já viu esse filme...
E, principalmente, todo mundo sabe como essa história termina. O que não prejudica, de modo algum a leitura. Porque o bacana numa releitura de um conto tão conhecido e amado é justamente nos apresentar uma parte até então não explorada da história.
A Fera em Mim é um livro gostoso de ler, e que, se não traz muitas surpresas, pelo menos nos dá o gostinho de conhecer mais a fundo um personagem que aprendemos a amar junto com a Bela.
Apenas duas duvidazinhas: Senhora Potts? Cogsworth? WTF?! Onde enfiaram Madame Samovar e Horloge?



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