Não
é de propósito que estou fazendo uma espécie de reprise do primeiro Halloween
Animado que tivemos aqui no blog, juro! Sim, nas duas oportunidades tivemos
episódios de Scooby-Doo, Hey Arnold!, Beetlejuice e Contos da Cripta (ops! Isso
foi um spoiler. Hehe), mas é porque existem vários episódios bons de todos esses
desenhos que se encaixam num especial de Halloween.
Naquela
ocasião eu comentei que Hey Arnold! é um dos meus desenhos favoritos, e, por
coincidência, os episódios que contam lendas urbanas e histórias de terror – e
o especial de Natal – são os meus favoritos da série.
Se
a review anterior do desenho não tinha nenhuma das garotas, desta vez, o Clube
do Bolinha também foi reduzido apenas ao Arnold e ao Gerald, que desta vez, se
divertiram com os pensionistas que moram na casa do Arnold, na caça ao terrível
fantasma do
JACK QUATRO-OLHOS
Para
variar, Arnold está recebendo seu amigo Gerald para dormir em casa – pois é o
que resta para pobres filhos únicos, fazer um rodízio entre seus amigos,
convidando-os para festas do pijama. No caso do Arnold, além de ser filho
único, ele foi criado pelos avós. É difícil imaginar um personagem infantil
mais solitário.
Bem,
a verdade é que os avós do Arnold são melhores que muitos pais por aí. Sua avó
é meio biruta, e justamente por isso, anima a casa; e seu avô tem sempre uma
história nova na ponta da língua – geralmente uma lenda urbana – para
compartilhar com o neto e seus amigos. É difícil se sentir entediado na pensão.
E
se não bastasse os malucos da família, o garoto ainda convive com os
pensionistas, e vou te contar, é cada figura... Mas falaremos deles ao longo do
desenho.
Nessa
noite, Arnold e Gerald tinham planejado reler sua coleção de revistas em
quadrinhos que contam as aventuras de Purdy Boys – seja lá o que for isso. Se
eu entendi bem o contexto, são um grupo de aventureiros que numa edição
encontraram uma mão decepada no porão de alguém, em outra entraram numa mansão
com um monte de múmias – está subentendido se as múmias viviam na tal mansão,
ou se faziam parte da gangue nesse episódio... Enfim...
Os
dois estão revirando as caixas de revistas e comentando seus números favoritos,
quando Arnold pesca algo que não é feito de papel dentro de uma das caixas.
E
bem nesse momento, o Vovô Phil vem trazer leite e biscoitos para os garotos,
antes que a eletricidade caia de novo, porque está a maior tempestade lá fora.
Uma noite bastante apropriada para contarem histórias de terror – muito mais do
que para ler revistas velhas.
Até
porque, mexer com o quadro de energia, deveria ser tarefa para um adulto, e não
para garotos de nove anos, não é, Vovô?
Não
é?
A
propósito, Vovô, já que está por aí, conte-nos, de quem eram os óculos que o
Arnold encontrou?
Passem
um biscoito de aveia pro Vovô que ele conta a história.
Muito
carinhoso de sua parte dizer isso ao seu neto de nove anos, Vovô. Não reclame
quando sua velha vier pedir dinheiro para comprar cuecas novas para o menino.
Pelo
menos o Gerald não é tão impressionável assim, e sugere que o amigo ponha os
óculos de volta na caixa onde os encontrou e esqueça essa história. Mas Arnold
acha que o destino pode ter colocado os óculos do fantasma em suas mãos, e que
ele está predestinado a devolvê-lo, para que o espírito pare de assombrar a
pensão.
Gerald
continua achando que os óculos são de algum morador bem vivo da pensão, e quer
deixar essa história para lá, mas de repente ouvem o som de alguma coisa
batendo, e o Arnold cisma que é o fantasma procurando os óculos.
Aliás,
não acham curioso demais o cara ser obcecado por feijões e se chamar Jack? Como
Jack (na versão americana) e o Pé de Feijão.
Só
queria colocar isso em pauta antes do desenho continuar.
Gerald
insiste que o amigo está pirado da bola de futebol – que ele chama de cabeça –,
pois essas casas velhas sempre fazem barulho à noite. Mas vocês conhecem o
Arnold, né? Quando ele enfia uma coisa naquela bigorna, não tem quem tire!
E
ele decide investigar.
E
eles não demoram a descobrir a origem da barulheira. Acontece que a Sra.
Kokoshka, também conhecida como Suzie, estava, para variar, quebrando a casa em
cima do marido folgado, Oskar, porque descobriu que ele andava frequentando uma
pista de corrida, quando deveria estar procurando um emprego.
Acontece
que o Sr. Kokoshka está sempre envolvido num quebra-pau com a mulher, porque,
como eu disse, ele é um folgado, sustentado pela esposa, e de vez em quando ela
se revolta, e começa a tacar toda a louça do apartamento em cima dele.
E
agora que perceberam que não era fantasma nenhum batendo nas coisas, os garotos
contam ao seu vizinho folgado sobre a recém-descoberta assombração da pensão.
Daí
ele já puxa uma ferradura do bolso, uma garrafa de água benta, o telefone dos
Winchester, e começa a rezar para tudo quanto é santo...
E
de repente eles ouvem outro barulho esquisito, vindo do apartamento do Ernie, o
baixinho que trabalha com demolições.
Bem,
ainda não era o fantasma, amiguinhos. Talvez tenham mais sorte da próxima vez.
Se bem que o Ernie aí pode estar fazendo alguma coisa potencialmente perigosa.
O
pior é que já faz algumas noites que esse tampinha tem ouvido sons muito
estranhos vindo do andar de baixo, como se alguém estivesse engasgado com
alguma coisa.
Será
que o velho Jack Quatro-Olhos voltou a brincar com feijões? Será que é ele quem
anda abastecendo os potes de sorvete no congelador?
É,
mas desta vez, o som é realmente muito esquisito, galera. Melhor investigar...
Ernie
vai na frente com uma marreta na mão, porque a coisa pode ficar feia. Então de
repente eles dão de cara com uma assombração na cozinha.
Pois
é... De novo a assombração era só o Sr. Hyuhn, o vietnamita que também mora na
pensão do Arnold.
E
ele também não é muito fã de assombrações.
Principalmente
depois que a janela da cozinha se abre repentinamente, e um vento sobrenatural
começa a fazer um monte de papéis rodopiarem no ar, entre raios elétricos, como
se fosse um monstro conjurado diretamente do Além, se materializando para
atacá-los com a faca de pão.
A
papelada assombrada pode não ter sido nada de mais, mas por via das dúvidas, o
Sr. Hyuhn sugere que eles façam uma oferenda de comida, para que o fantasma
encha a pança e caia fora da pensão de uma vez por todas.
O
mais difícil, aparentemente, é escolherem o que tirarão da geladeira para
oferecer ao fantasma.
Gente,
só porque o sujeito tá morto, não significa que ele goste de comida estragada!
E
o Gerald continua se recusando a acreditar nessa baboseira de fantasma. E o
engraçado é que, toda vez que ele fala isso, algum som sinistro ecoa pela
pensão. Parece a roleta da Jequiti, que sempre cai no Passa a Vez ou no Perde Tudo,
todas as vezes que a Rebeca Abravanel pede para ela não fazer isso. Parece
sacanagem...
Desta
vez o gemido, ainda mais sinistro que os anteriores, vem do armário embaixo da
escada.
Daí
eles descobrem uma longa escadaria atrás dos cabides de casacos, e decidem
descer para investigar.
Esse
Oskar é uma figura. Se bem que o Circo dos Horrores está sempre em busca de uma
nova atração, e não tenho certeza se eles costumam pechinchar...
Agora
até o Gerald está de acordo que tem alguma coisa ali cheirando muito mal. E
provavelmente não é o peixe estragado que o Sr. Hyuhn pretende usar como
porrete para se defender do fantasma, caso ele apareça.
Relaxem,
rapazes, não será preciso que ninguém abra essa porta, pois ela já está se
abrindo sozinha. Uma sombra pavorosa se apresenta diante deles, com olhos
luminosos.
Viu,
Gerald, eu não te disse que não tinha fantasma nenhum?!
Calados!
O
cheiro horrível que eles estavam sentindo vinha do banheiro privativo e secreto
que o Vovô estava usando lá no porão. E os ruídos e os gemidos eram somente
seus esforços para soltar o ponche de framboesa gororoba da Vovó.
Tomara
que ele esteja falando só do jornal, e não das revistas com aquelas pobres
senhoras que o Seu Madruga lê...
Bem,
de qualquer modo, agora o segredo acabou, pois a pensão inteira está lá
embaixo, conferindo o estrago que o ponche da Vovó fez no intestino do Vovô.
Sei,
Gerald, me engana que eu gosto...
Mas
agora que já viveram sua aventura da noite, já podem voltar lá para cima e
sossegar o facho.
Um
pouco mais tarde naquela noite, quando todos estão dormindo, Arnold recebe a
tão aguardada visita do fantasma do Jack Quatro-Olhos, que finalmente apareceu
para buscar os seus óculos. E como é um fantasma camarada, ele aproveitou para gentilmente
cobrir Gerald, que estava dormindo no sofá embutido na parede do quarto do
Arnold. E só por causa disso, sua aparição não passou despercebida, já que o
garoto acordou com o bafo gelado no cangote, e deu de cara com o fantasma do
adorador de feijão.
Tão
tímido quanto o Gasparzinho. Mas foi o suficiente para fazer o incrédulo, e
agora definitivamente apavorado Gerald gritar no último volume, acordando todo
mundo na pensão, no quarteirão e no bairro inteiro.
Desconfio
que esse aí terá problemas em aceitar outro convite para dormir na casa de seu
amigo cabeça de bigorna.
Bem,
mas na próxima review, nós vamos conferir um combo monstruoso que está
assombrando o festival da cerveja numa cidadezinha da Pensilvânia. Ou seria
Transilvânia?
Descobriremos
na próxima aventura. Até lá! *-*
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