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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Fantasmas Também Podem Ser Camaradas


Já faz um tempo que eu não trago nenhum filme no mês do Halloween aqui no blog, mas esse ano decidi retomar a tradição. Já houve vezes de eu resenhar três ou quatro filmes em outubro, mas unzinho, que seja, ainda é melhor do que nada, né?!

E este não é qualquer um. Um clássico dos anos 1990, queridinho de quase todo mundo da minha geração.

Com vocês, senhoras e senhores:


Carrigan Crittenden está furiosa com o conteúdo do testamento do pai, que distribuiu sua fortuna entre diversas associações de defesa a diferentes tipos de animais, deixando para ela somente uma mansão em ruínas no Maine. Todavia, seu humor muda consideravelmente ao tentar queimar a escritura da casa, e descobrir uma carta que menciona um tesouro escondido na mansão.


Acreditando então que seus esforços para cuidar do pai foram recompensados, Carrigan e seu cúmplice Paul Plutzker, mais conhecido como Dibbs, decidem fazer uma visitinha à propriedade, e descobrem que ela não está tão desabitada quanto pensavam, pois é assombrada por um simpático fantasminha, que só deseja fazer um amigo. E como não quer dividir seu tesouro nem com os vivos, nem com os mortos, Carrigan decide contratar um monte de malucos para tentar exorcizar a casa, sem sucesso.


É Gasparzinho, o Fantasminha Camarada, quem vê a reportagem com o Dr. James Harvey, um “terapeuta de fantasmas”, que largou tudo após a morte de sua esposa, Amélia, e passou a dedicar sua vida a ajudar os fantasmas a deixarem este mundo. Ele acredita que fantasmas são espíritos sem resolução, com assuntos pendentes, e sua missão é descobrir esses assuntos e ajudar a resolvê-los, para que os espíritos possam fazer a passagem. Mas é claro que Gasparzinho não está interessado em fazer a passagem; ele fica bem atraído é pela filha adolescente do Dr. Harvey, Kathleen, e faz com que Carrigan veja a reportagem na televisão e convide o terapeuta paranormal para cuidar do “problema” no casarão.

É assim que a nossa mocinha vai parar na Mansão Webster com seu pai.


O que Gasparzinho não sabe é que Kat não está nada feliz com a vida que tem levado. Nos últimos dois anos ela esteve em nove escolas diferentes, e nunca conseguiu ficar tempo suficiente em nenhuma delas para fazer um amigo. Além disso, Kat não acredita em fantasmas, e acha que a mãe, que o pai está procurando desde sua morte, não deixou nenhum assunto pendente.


Ao chegar à mansão mal-assombrada, Harvey e Kat conhecem seus anfitriões, e prometem livrar a casa dos fantasmas no máximo em alguns anos, mas Carrigan quer o fantasma fora em duas semanas.


Como não tem nada a ver com essa conversa de exorcismo, Kat vai procurar um quarto que lhe agrade.


E no caminho encontra um quarto que pertenceu a pessoas designadas Espicho, Gordo e Catinga.


Conheceremos esses três cidadãos simpáticos já, já. Primeiro vamos conhecer o quarto que agradou Kat, e que, por acaso, pertencera a Gasparzinho.


Procure direito dentro do armário, mocinha. Aposto que encontrará um fantasminha bem simpático na gaveta de meias.

Aliás, para alguém que alega não acreditar em fantasmas, Kat fica bastante impressionada com a primeira aparição de Gasparzinho.


E para alguém que se diz um especialista no assunto, o Dr. Harvey pareceu bastante surpreso em seu primeiro encontro com o fantasma camarada. E agora ele nem parece ter muita certeza sobre fantasmas não machucarem ninguém, porque na primeira oportunidade, ele trancou a filha num armário, para deixá-la protegida, completamente esquecido de que fantasmas são especialistas em atravessar paredes, antes de sair na caça da assombração.

Só que Gasparzinho não é o único defunto na casa. Logo em seguida, seus tios, Espicho, Gordo e Catinga – lembram deles? – regressam da farra, e o camaradinha tenta se livrar deles para que não assustem os hóspedes.


Mas já que estão lá, o Trio do Assombro decide se divertir um pouco a custa do Dr.  Matusquela. Um surge de baixo do tapete, exatamente como Harvey pediu para não fazer; outro começa a trocar de cara no espelho, fazendo Harvey se ver com a cara do Clint Eastwood, do Michael Caine, do Mel Gibson e até do Guardião da Cripta; e o outro enrola o pai de Kat no tapete e o faz rolar escada abaixo, só para ver se ele leva jeito para rocambole.


Na falta de coisa melhor, Harvey os ataca com o desentupidor de privada.


Trava-se uma luta violenta. Gasparzinho liberta Kat do armário, bem a tempo de ver o pai quase ir a nocaute na mão dos fantasmas. Isso porque eles não machucam, hein... Avalia se fossem malvados de verdade! Felizmente, seres sem carne são leves como farinha, e voam fácil com o vento. Principalmente um vento contrário, que os suga para dentro do aspirador de pó.

Agora que os três arruaceiros estão fora de vista, Gasparzinho pode mostrar à sua nova amiga que é um bom anfitrião, e usa uma das invenções de seu pai para preparar o café da manhã para ela, e depois vai buscar os jornais para o Dr. Harvey.


Mas como é pago para isso, Harvey decide iniciar a terapia com os tios de Gasparzinho logo após o café da manhã.


Pois é, nem eu, Dr. Harvey.

Enquanto isso, Kat enfrenta seu primeiro dia na nova escola, mas pelo menos ela já está acostumada com isso. E de cara, conhece um rapaz super simpático, que a ajuda com os macetes para abrir seu novo armário, mas, aparentemente, o garoto já tem dona.


Mas seu primeiro dia de aula acaba sendo um sucesso no fim das contas, porque a escola está procurando uma nova locação para a Festa do Dia das Bruxas, e já que Kat está morando numa casa assombrada, porque não ser a anfitriã da turma? Ao menos, isso a tornará bem popular.

Enquanto isso, Harvey está tendo problemas para domesticar os fantasmas, que estão mais interessados em saber sobre a falecida esposa dele, do que na terapia. Eles ficam falando que Amélia é demais, que é muito gente boa, dando a entender que a conhecem, e com isso capturam a atenção do pai de Kat, e o distraem de seu objetivo. Geralmente não é permitido aos fantasmas procurarem outras almas penadas por aí, mas se Harvey prometer botar Carrigan para correr do casarão, eles podem dar um jeitinho.


Claro que não, doutor. Esse é o objetivo de vida... Quer dizer, de morte, desses três.

Gasparzinho fica super enciumado ao saber que Kat aceitou o convite do garoto do armário para ir à festa com ele.


E desprezar o menino só por um detalhezinho tão insignificante?! Mas o paspalho não pode se inflar feito um balão e te levar para passear voando pela janela, que nem o Fantasminha Camarada, pode?

Gasparzinho e Kat ficam sentados no telhado do farol, admirando o mar à noite, e o Fantasminha conta que não tem lembranças de sua vida. Não lembra nem quem foram seus pais. Talvez porque, quando se é um fantasma, a vida não importa mais, então eles esquecem. Kat então compartilha com ele algumas lembranças de sua mãe, e Gasparzinho aproveita quando ela fica sonolenta para perguntar se ela iria à festa com ele se estivesse vivo, e ela concorda. Ele a põe na cama, já quase adormecida, e lhe dá um beijinho de boa noite.

Pela manhã, Kat pede o cartão de crédito do pai emprestado para comprar uma fantasia para usar na festa, mas até Carrigan pagar o combinado, ele está mais duro que parede de concreto. Então ela decide explorar o sótão do casarão, em busca de algo com que possa improvisar uma fantasia legal. Encontra um vestido branco, aparentemente feito com retalhos de uma toalha de mesa, que foi da mãe de Gasparzinho, e ele permite que ela use na festa. Também acabam encontrando os antigos brinquedos do Fantasminha, e eles acabam ajudando-o a recuperar as memórias de sua vida. Ele se lembra que implorou ao pai que lhe desse um trenó, mas ele sempre recusava, porque Gasparzinho não sabia andar. Um dia, sem mais nem menos, ele deu, e o garoto brincou com ele o dia todo. Então ficou escuro, ficou frio, e ele ficou doente. Seu pai ficou devastado quando ele morreu. Foi por isso que Gasparzinho não fez a passagem, pois não queria deixar o pai sozinho.

Então Kat encontra uma manchete de jornal que reacende as esperanças do Fantasma.


Gasparzinho arrasta Kat pela casa, até o laboratório secreto onde seu pai escondeu a máquina. No caminho, passam por uma parede giratória, e Kat é levada pela cadeira da Máquina Faz-Tudo, que desce a rampa formada pelos antigos degraus de ferro da escada em caracol, passando por apetrechos que aplicam pó de arroz em seu rosto, escovam seus dentes, tentam fazer sua barba – se a menina tivesse barba! Como não tem, ela se abaixa na cadeira até passar pelas navalhas –, taca água em sua cara, penteia suas costeletas, e põe uma gravata borboleta em seu pescoço.


O laboratório era bem bagunçado, pois seu pai podia realizar tudo o que quisesse lá embaixo; mas, por mais ocupado que estivesse, ele parava tudo para brincar de pirata com Gasparzinho. A Lázaro está escondida no lago nevoento no centro do laboratório, e o fantasma não lembra como pode fazê-la funcionar. É Kat quem acaba descobrindo o livro de Frankenstein na mesa bagunçada. O livro é falso, apenas uma caixa para ocultar o botão que faz a máquina emergir do lago. Conectada à máquina, há uma garrafa com um tipo de caldo primal instantâneo, que é o que traz os fantasmas de volta à vida. Mas a dose é única. O inventor só produziu o suficiente para ressuscitar o filho; ninguém mais. E já que estão ali, Casper não vê porque adiar mais seu retorno ao mundo dos vivos.


O fantasminha entra na máquina, enquanto Kat tenta descobrir qual a alavanca que deve puxar.


Não, Kat, você não puxou a alavanca errada. Acontece que tinha boi na linha: Carrigan e Dibbs seguiram vocês até o laboratório, ouviram a conversa toda, inclusive quando Gasparzinho mostrou o cofre escondido no laboratório, e como ninguém lhes deu a combinação, os malvados decidiram roubar o elixir da máquina, para que um deles pudesse virar fantasma, atravessar a porta do cofre, pegar o tesouro e voltar à vida num vapt-vupt, para curtir a fortuna na Riviera Francesa.

Mas é claro que Dibbs não está nem um pouco disposto a servir de cobaia para a experiência de sua patroa, e se esquiva o quanto pode de seus golpes de espada, de ser jogado pela janela, e de um atropelamento. Carrigan fica furiosa com a falta de cooperação dele, mas nem tem tempo de esbravejar, pois ao bater o carro numa árvore, a megera é salva da morte instantânea pelo airbag do veículo, mas não presta atenção onde está ao abrir a porta do motorista, e despenca num precipício.


Vixe...

Kat usa um fole soprador de lareira para inflar Gasparzinho de novo, para então descobrir o que aconteceu, e bem nesse momento, o fantasma de Carrigan invade o laboratório, retira o baú do cofre – nem quero saber como ela conseguiu fazer a matéria sólida do baú atravessar a porta do cofre! Coerência não é uma virtude dos filmes dos anos 1990 –, e ordena ao seu cúmplice que reencaixe o fluido na máquina para que a megera possa voltar à vida, mas o Fantasminha consegue tirar o frasco de Dibbs, jogar o patife no lago, e empurra Kat de volta para cima através da Máquina Faz-Tudo.

E como se já não tivessem problemas suficientes, os convidados escolhem esse momento para chegar para a festa. Mas Kat não está com tempo para bancar a anfitriã agora; simplesmente abre a porta, e deixa que eles comecem a festa por conta própria.


Agora que sua patroa virou alma penada, e ele nem tem mais o elixir para revivê-la, Dibbs decide dar um belo chute em seu traseiro fantasmagórico e desfrutar a fortuna que ela roubou do cofre do casarão sozinho. E por ele, ela pode assombrá-lo à vontade, pois ele não está nem aí para essa megera que sempre o tratou feito chiclete grudado no sapato.

Sabem, uma coisa que eu nunca entendi nesse filme é o seguinte: se Carrigan era legalmente dona do casarão, porque ela precisava de um fantasma para assaltar o cofre? Não seria muito mais fácil, seguro e mais natural contratar alguém para abrir a caixa de aço para ela?

Se ela soubesse que o tesouro de Gasparzinho consistia em uma bola de beisebol autografada pelo seu jogador favorito, ela com certeza iria querer se matar de novo...

Sorte dos nossos amigos que a megera tenha escolhido a tinta loira para o cabelo, pois é muito mais fácil se livrar do fantasma dela, do que de uma broaca viva. Porque do Dibbs ela se livrou rapidinho, atirando-o pela janela – o que por si só, contraria a teoria do Dr. Harvey sobre a impossibilidade de um fantasma machucar um ser vivo. Aliás, o cúmplice palerma da megera, pelo visto, não tinha nenhum assunto inacabado, pois não temos nem notícia de seu fantasma. Ou vai ver abriu-se a terra e ele caiu direto no cadeirão do tinhoso.

Quanto a Carrigan, seu tempo na Terra também está acabando, pois, ao ser lembrada por Gasparzinho e Kat de que são os assuntos pendentes que impedem os fantasmas de atravessarem o limite para o Outro Mundo, e ela alegadamente não possui nenhum, agora que já se livrou de seu encosto, e está de posse de sua mansão e de seu tesouro, a fantasma malvada começa imediatamente a fazer a passagem. Ela até tenta inventar um assunto inacabado de última hora, mas de nada adianta, pois já carimbaram seu visto lá na alfândega do Além.


E assim Kat provou ser tão boa terapeuta de fantasmas quanto seu pai. Que acaba de chegar para a festa, com uma extremamente convincente fantasia de fantasma.

Espera um pouquinho... Oh, não... Dr. Harvey é um fantasma!

Pobrezinha da Kat... Tão jovem, e agora está completamente órfã.

Acontece que enquanto a menina fazia amizade com Gasparzinho, seu pai também fazia com o Trio Biruta, e os malandros decidiram levá-lo pra farra, fazê-lo encher a cara, e depois de deduzir que ele era um sujeito bacana demais para desperdiçar tempo vivendo, decidiram que já passava da hora de formarem o Quarteto do Assombro.


Mas verdade seja dita, os três fantasmas patetas se arrependeram desse plano pouco antes de o coitado do Dr. Harvey errar a porta do banheiro do bar e despencar noutro precipício – porque aparentemente a cidade está cheia deles!

Kat fica desesperada ao ver que o pai se foi, e nesse momento ele está tão doido que nem se lembra dela – pode ser efeito do porre que ele tomou antes de morrer; pode ser um efeito colateral de estar morto; ou pode ser influência do Trio de Patetas Assombrados que querem incluir o pai de Kat em sua patota.

Quando ele enfim se lembra da filha, se arrepende de ter enchido a cara e deixado de prestar atenção por onde andava. Então Gasparzinho decide abrir mão de sua única chance de voltar à vida, para que Kat possa ter seu pai de volta.


Bem, agora que tudo se resolveu, e depois de Kat explicar ao pai que não deve satisfações a ninguém sobre sua amizade com os fantasmas, pois a dona encrenca já cantou pra subir – ou mais provavelmente para descer –, eles se lembram de que há uma festa lá em cima acontecendo sem a mocinha.
Mas o garoto do armário, que devia ser o acompanhante de Kat, estava envolvido num plano com sua namoradinha entojada para sabotar a festa da menina. Se eu entendi bem, eles pretendiam se disfarçar de fantasma – numa festa à fantasia, veja bem! Mais um plano saído da escola de vilões do Scooby-Doo –, e espantar todos os convidados para acabar com a festa mais cedo. Mas, como a casa é assombrada de verdade, e por três especialistas no assunto, e que neste momento gozam da perfeita amizade do pai da mocinha, o Trio do Assombro aparece enquanto os dois trapaceiros se arrumam, dão o maior susto nos idiotas e os colocam para correr bem no meio da festa. Eu poderia dizer que o feitiço virou por cima dos feiticeiros, mas acho que o Trio de Fantasmas os livrou de pagar o mico do ano, tentando assustar a turma inteira com aquela fantasia patética de loira do banheiro. Ou, mais provavelmente, loira da lavanderia.


Enquanto isso, Gasparzinho está todo tristinho em seu quarto, vendo o trenzinho rodar nos trilhos, tentando se consolar por não poder mais retornar à vida. Mas uma boa ação nunca fica sem recompensa, caro Fantasminha Camarada! E como você abriu mão de sua vida para devolver a do pai de Kat, um espírito generoso já vai aparecer para transformá-lo na Cinderela... Digo, para realizar seu desejo.


Gasparzinho... Querido... Tu já tá no lucro, não acha? Aproveita, bobo, que esse tipo de milagre só acontece uma vez na vida. No caso, uma vez na morte.
Assim, temporariamente humano outra vez, Gasparzinho salva a noite de Kat, que estava sozinha e abandonada num canto da festa, já que seu suposto par fugiu correndo com o fantasma da loira da lavanderia, e tira a menina para dançar. A princípio, Kat não o reconhece, e fica se perguntando quem é aquele menino que ela nunca viu mais gordo.


A Fada Madrinha que realizou o desejo do Gasparzinho é Amélia, mãe de Kat, que aproveitou o indulto de Dia das Bruxas que pegou para vir ajudar o Fantasminha Camarada, para bater um papinho com o Dr. Harvey, e pedir que ele pare de procurá-la, pois ela foi tão amada em vida que não deixou assuntos inacabados. Kat está sendo bem cuidada pelo pai, e crescendo feliz, por isso não devem prender o espírito dela aqui.
Então o relógio começa a soar as dez badaladas. Chegou a hora de a Cinderela deixar o sapatinho de cristal para trás e fugir na carruagem de abóbora... Ops! Conto errado. Já que o tempo está acabando, Gasparzinho aproveita sua última oportunidade de beijar Kat, e é nesse momento que ele volta a se transformar em fantasma.


E esse é o jeito mais simpático de encerrar uma festa de Dia das Bruxas: com um fantasma de verdade beijando sua amada, timidamente dizendo Boo para os convidados, e fazendo todo mundo fugir correndo do casarão assombrado.
Bem-assombrado, diga-se de passagem!


Mas quem disse que acabou? O Trio do Assombro bota som na caixa, e Harvey, Kat e Gasparzinho se dispõem a dançar até... Gasparzinho sair voando, o filme acabar, e os créditos subirem.


Nossa próxima aventura será no sinistro Hotel Pierpont, que está prestes a fechar, mas alguma coisa lá dentro não quer permitir que suas donas vão embora.
Até lá! *-*


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