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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Os Loucos Mais Perigosos São os Que Gerenciam o Manicômio


Seguindo com a tradição do mês de outubro dedicado ao Halloween aqui no blog, esse ano apresentarei a vocês um Outubro Supernatural. Vamos ter ao longo do mês algumas reviews de episódios da série dos irmãos Winchester.
Calma, calma, fãs de Chespirito, não criemos pânico! Como de costume, também teremos reviews de episódios com os nossos personagens favoritos do Bolaños, incluindo um episódio do Chaves em Desenho.
Tudo intercalado com desenhos animados clássicos, mas não vou revelar seus títulos para não estragar a surpresa.
Como já comentei em outra ocasião, Supernatural é uma série que não dá – e francamente não me inspira – para resenhar todas as temporadas na íntegra, mas prometi escrever reviews de episódios esporádicos. Para ser justa, os que eu considerei os melhores de cada temporada. Em Outubro do ano passado postei a review de Céu Vermelho, o sexto episódio da terceira temporada, cuja história girava em torno da aparição agourenta de um navio fantasma. Todos os episódios que planejei resenhar da série seguem linhas parecidas: são episódios que fogem ao foco da trama principal da temporada – na maioria dos casos –, e que contam uma história completa, seja ela assustadora ou cômica, mas invariavelmente livre da novela sobre anjos, demônios e suas pendengas costumeiras. Lembram que na primeira temporada a série seguia a linha narrativa do “monstro da semana”? Então, aqui farei algo parecido, com o “monstro da temporada” ou o “episódio da temporada”.
Não que eu pretenda seguir uma ordem cronológica com as reviews, mas este mês vou começar com o décimo episódio da primeira temporada.



Durante as buscas por seu pai desaparecido, Sam e Dean passaram por Rockford, Illinois, onde quatro estudantes desapareceram no interior do Asilo Roosevelt, um velho sanatório abandonado. Aquela velha história, um bando de malucos que querem provar sua coragem passando a noite num prédio com fama de mal-assombrado. Só que, no caso, não é só a fama, o lugar realmente tem fantasmas saindo até do bueiro, e os jovens acabaram ficando presos lá dentro. Mais tarde, eles foram resgatados depois por dois policiais da região, mas na mesma noite, um desses bravos cumpridores da lei matou a esposa e estourou os próprios miolos em seguida.
Poderíamos até dizer “tá, mas e o Kiko? O que a piração do policial tem a ver com as calças?” Bem, em se tratando de um episódio de Supernatural, tudo!
Para começar, o pai dos meninos havia escrito sobre o tal sanatório em seu diário. Segundo as anotações de John Winchester, décadas atrás, os pacientes se revoltaram contra as crueldades de um médico, e desde então, quem passa a noite lá enlouquece completamente, pois o lugar ainda é assombrado pelos fantasmas dos pacientes.
De fato, agora o hospital parece cenário de um filme de terror, que é basicamente o propósito do episódio.
Daí, já sabem, né? Onde tem morte esquisita e lugar bizarro, lá vão os irmãos Winchester!


Segundo o outro policial, que ajudou a resgatar os estudantes no sanatório, o cara que se matou era um cidadão pacato e um policial dedicado. Além disso, sua relação com a esposa ia muito bem, obrigado – com exceção do diálogo no momento do crime, que indica que ela provavelmente lhe colocou um par de chifres, mas o resto da cidade não estava sabendo disso –, e estavam até pensando em ter filhos – se o pai seria ele ou o leiteiro, nunca saberemos. Ninguém entende o quê pode ter motivado aquela tragédia. O cara simplesmente pirou na batatinha.


Ou vai ver ele foi possuído por algum espírito atormentado. Não esqueça que ele tinha entrado num prédio sinistro recheado de espíritos malucos naquele dia.
Já que estão por ali, os bonitões decidem invadir o sanatório e investigar. Mas ao contrário do que esperavam, o Fantasmógrafo, aquele aparelho que o Dean usa para detectar presenças sobrenaturais não capta nada de anormal no recinto.


Mas a expedição não foi completamente inútil, já que descobriram por ali aparelhos de eletrochoque e todo o equipamento necessário para uma lobotomia.


Ah, sim, e também tem aquela porta que esteve trancada com correntes e uma placa escrito “PRE-RI-GO!” exatamente na ala pela qual os policiais entraram antes de o Cabo Sereno incorporar o Jason para cima da mulher.


Bem, o sanatório era administrado pelo Dr. Sanford Ellicott, e por sorte, o filho dele continua vivo e clinicando na cidade. E como não terão nada para fazer até anoitecer, quando esperam que os espíritos do hospital mal-assombrado finalmente apareçam para brincar, eles decidem marcar uma consulta para poderem interrogar o sujeito sobre seu parente biruta.
E como Sam é o irmão mais emocionalmente problemático, decide ir pessoalmente conversar com o psiquiatra, fingindo-se de curioso pela História local.


Porque é lógico que, com um emprego não remunerado, esses rapazes precisam utilizar outros métodos para bancar suas necessidades básicas, como alimentação, hospedagem em motéis furrecas, a gasolina do Impala e os pretextos para conversar com possíveis testemunhas sem chamar atenção. Tipo, clonar cartões de crédito, e confeccionar documentos falsos. Nada que um nerd como o Sam não possa fazer com uma mão amarrada nas costas.
Mas o Dr. Ellicott bonzinho não está a fim de remexer o próprio passado sombrio, e só concorda em contar uma historinha para o nosso bonitão dormir, se antes ele compartilhar alguns segredinhos sujos de sua relação complicada com o irmão mais velho. Afinal, o psiquiatra também precisa se divertir.
E nós sabemos que problema é o que não falta, principalmente no início da parceria dos irmãos Winchester. Por exemplo: Dean foi buscar Sam na Universidade quando seu pai sumiu, os dois caíram na estrada para procurá-lo, e já em sua primeira aventura comprovamos a fidelidade de Sam à namorada graças ao seu encontro com o fantasma da Dama de Branco – um dos melhores episódios da primeira temporada e da série, diga-se de passagem –, e sem querer querendo chamaram a atenção do demônio que matou a mãe deles, e ele aproveitou o ensejo para matar também a futura Sra. Sam Winchester.


Depois disso, Sam se fechou numa bolha melancólica, onde secretamente culpa o irmão por ter melado seu relacionamento com a mocinha, e não admite comparações entre a morte recente de sua namorada, e a ferida mal curada de Dean na época da morte da mãe – Sam era bebê, por isso, nem se lembra dela.
Uma novela que teria tudo para encerrar a série na primeira temporada, se os roteiristas tivessem estendido o chororô por mais tempo.
E agora que já cumpriu sua parte no trato e xingou até a vigésima geração de seu irmão por causa de uma tragédia em que Dean, na verdade, não teve culpa nenhuma, Sam está pronto para ouvir a história do Jovem Frankenstein. Digo, do filho do Dr. Matusquela.
É o seguinte: em 1964, os pacientes mais difíceis e os psicóticos ficavam na ala sul do sanatório Roosevelt, e uma noite eles fizeram um motim. Atacaram outros pacientes, a equipe médica e uns aos outros. Houve muitas mortes, entre pacientes, funcionários, e o próprio Dr. Ellicott. Os sobreviventes foram transferidos para outro hospital e o Roosevelt foi fechado. Os corpos nunca foram encontrados.


Ou seja, aquele é um prédio recheado de espíritos atormentados, com dezenas de corpos para queimar, e um mistério para solucionar. E nem adianta chamar a turma do Scooby-Doo. Este é um caso para os irmãos Winchester!
Como haviam planejado, nossos heróis voltam ao sanatório naquela noite para investigar. Porém, um simpático casalzinho tem a mesma ideia – porque não há nada mais romântico para um encontro do que se enfiar num prédio mal assombrado e parcialmente depredado no meio da noite.
O problema é que o casal se separou momentaneamente lá dentro, enquanto Gavin foi procurar um cafofo especial para curtir com sua namorada, Katherine, e não demorou a se deparar com uma mulher, muito parecida com a namorada no escuro, toda assanhada para beijá-lo.


Mas aí ele se afasta um pouco para procurar um ângulo mais iluminado, e finalmente se dá conta de aquela mulher não é sua namorada.


Achou a loira fantasma esquisita? Espere até ver o espírito que rodopia a cabeça preso numa camisa de força!


E Sam não demora a chamar a atenção da loira fantasma beijoqueira. Porque a diaba não é boba nem nada, né? Vai logo tentando tirar uma casquinha do bonitão.


O curioso é que, tirando o assédio, com o qual Sam já está acostumado – ao longo da série, ele foi alvo de todo tipo de periguete, fantasmas, tias velhas à perigo, demônias no cio, socialites cheias de amor pra dar... Caía na rede, o Sam era peixe –, a loira do banheiro não tentou atacá-los. Ao contrário, ela parecia estar tentando lhes dizer alguma coisa.
Nesse momento, eles ouvem o choro de outra mulher.


Mas desta vez, a chorona não é exatamente uma assombração, mas a namorada do primeiro assediado pela loira fantasma nesse episódio, Katherine, que tinha se escondido atrás de uma cama virada quando os espíritos começaram a aparecer, e seu namorado desapareceu.


Sinal de que os motéis dessa cidade devem estar pela hora da morte!
E como não quer ir embora sem seu par, Kat acompanha os meninos pelos corredores do sanatório assombrado, em busca de seu amado desaparecido.


Esse fantasma simpático, como vocês podem perceber pela semelhança, é parente do goleiro do Corinthians, e realmente é uma assombração bem amigável – não tipo o Gasparzinho, o fantasminha camarada, mas também não chega a ser assustador, apesar da aparência bizarra. Quer dizer, tirando também o fato de ter arrastado a mocinha para um quarto escuro e trancado a porta por dentro.
Mas, calma, não é nada do que vocês estão pensando. O sujeito não é da turminha da loira tarada.
Acontece que os espíritos dos pacientes não querem machucar ninguém, eles só estão tentando se comunicar. Foi o que a loira fantasma tentou fazer, depois de tirar uma casquinha do Gavin, mas ele tinha ficado tão apavorado que não a deixou encostar a boca em seu ouvido. E pelo visto, os coitados meio que perderam a voz depois que “fizeram a passagem”, e só são capazes de falar aos sussurros.
Ao se dar conta disso, Sam pede que Dean pare de tentar arrombar a porta para libertar a garota de seu encontro com o fantasma do goleiro do Corinthians – ou do primo dele –, e grita para a garota ficar calma e bater um papinho com a assombração.


O segredo que o fantasma queria contar para a garota era um número: 137.


Elementar, meu caro Watson!
Como Dean é o irmão mais velho, ele vai investigar, enquanto Sam conduz o casalzinho vivo à saída mais próxima, mas descobrem que os fantasmas já deram o toque de recolher, e por isso estão todos trancados.


Nesse momento, o celular de Sam começa a tocar, e Dean pede que o irmão desça até o porão para ajudá-lo, pois tem alguma assombração atrás dele, e dessa vez não é a loira beijoqueira. Então Sam deixa a arma de sal grosso com Kat e vai socorrer o irmão.
Mas aqui entre nós: não é muito estranho que o quarto 137 fique no porão?


Oh, não! O telefonema foi uma armadilha. E agora? Quem poderá defendê-lo?
Não vai ser o Dean ainda, porque ele estava lá no quarto 137, procedendo uma investigação minuciosa, em que descobriu que a manutenção do lugar realmente deixava muito a desejar, porque ele não teve a menor dificuldade em encontrar uma tábua solta na parede, com o esconderijo secreto do diário de pacientes do Dr. Ellicott, onde ele relatava em detalhes as experiências bizarras que praticava com aqueles pobres enfermos.


Então ele corre para contar as novidades ao seu irmão. E quase toma um tiro de sal grosso, porque a menina pensou que ele fosse uma assombração.


Mas essa bronca aí vai ter que esperar, porque eles têm uma notícia mais urgente: Sam foi para o porão atender ao seu pedido de socorro. O engraçado é que ele não lembra nem de ter descido ao porão, e muito menos de ter ligado. E vai correndo ver que rolo é esse.


Mas ao descer até o porão, Dean encontra Sam assobiando tranquilamente lá embaixo, como se nada tivesse acontecido, e vai logo passando relatório de suas descobertas no diário do Dr. Biruta. Na verdade, aquilo que nós já sabíamos: que ele fazia uma espécie de lobotomia no cérebro dos pacientes, e um dia eles se revoltaram, arrastaram o médico para algum lugar e o mataram. Não que o médico tenha relatado sua morte no diário, esta foi apenas a conclusão do relatório, com os motivos da revolta. Mas os registros mencionavam ainda uma sala secreta onde Ellicott operava os infelizes.


Daí Dean começa a procurar a entrada secreta, enquanto Sam continua nem aí com quem matou a Odete Roitman; mas quando seu irmão descobre uma abertura sob o rodapé, indicando a localização da porta, Sam aponta uma arma de sal para Dean.


Como se pode notar pelo sangramento nasal, Sam Winchester teve um contato imediato do terceiro grau com o médico louco, e está com o cérebro lobotomizado nesse momento. Não que Dean precise realmente se preocupar em levar um tiro de sal grosso, mas já que ele quer atirar, seria melhor que mirasse na porta...


Daí o Sam começa a tacar na cara do irmão todo o desabafo que já tinha feito mais cedo com o filho do Frankenstein: porque Dean sempre foi o favorito de seu pai, porque sua namorada foi morta por um demônio bizarro, porque Dean só pega mulherão, enquanto ele é forçado a distrair todo tipo de canhão... Enfim, todo aquele chororô que quem acompanhou as primeiras temporadas da série ficou até cansado de ouvir.
Então, Dean, numa tentativa de acalmar os ânimos, entrega sua arma ao irmão.


Mas o quê...?
FICOU DOIDO, DEAN?! O SUJEITO TÁ QUERENDO TE DAR UM TECO E VOCÊ DÁ A ARMA PRO INIMIGO? TÁ QUERENDO TOMAR UNS TAPAS?
De mim, que fique claro! E se cometer essa barbaridade, eu também tenho um chinelo carregado para descer o sarrafo nesse Caim aí! Humpf!
Claro que a dita cuja estava descarregada. Porque Dean é doido, mas não é idiota, e sacou, desde o papo do telefonema, que seu irmão podia estar com o cérebro bagunçado.
Mais que de costume, eu quero dizer.
E como a arma não disparou, Dean aproveitou a exclamação de surpresa de Sam para nocauteá-lo com um chute na cara, e poder procurar o corpo do médico doido na santa paz.
Só que o espírito do dito cujo também estava rondando por ali, para garantir que ninguém perturbaria seu cadáver, e quando Dean encontra o armário onde o defunto está descansando em paz, e começa a lhe dar um banho de gasolina, o médico revoltado arremessa uma mesa de instrumentos cirúrgicos em cima dele.
Mas o Dean é um pouquinho mais ligeiro que o Sam quando o assunto é corpo a corpo, e consegue alcançar o isqueiro, acender e jogar no cadáver, enquanto o Dr. Matusquela tenta lobotomizá-lo.


Para constar: todos os fantasmas cujos corpos esses irmãos queimaram ao longo das treze temporadas da série se desintegraram numa nuvem de fumaça e faíscas; só o Dr. Frankenstein desse episódio parecia ter um segundo corpo para virar pedaços de barro destruído. Terá sido outra experiência bizarra?
Com a morte do médico encapetado, Sam recobra os sentidos, livre do controle do fantasma, e eles finalmente conseguem conduzir o casalzinho para fora do sanatório. E a garota aproveita o ensejo para chutar a bunda do namorado, já que aparentemente a ideia estapafúrdia de usar o prédio mal assombrado como motel foi dele.


Sim, Dean, já entendemos: crianças, fiquem longe de casas assombrados, matagais, bocas de bueiro, alamedas de cemitério, e banheiros públicos. E respeitem os muros de trás das igrejas! Papai do Céu tá vendo!
Agora que o pepino foi resolvido, Sam já pode se desculpar pela enxurrada de reclamações que despejou em cima do Dean, e como sabe que esse trabalho é coisa de doido, o irmão mais velho decide deixar isso pra lá.


Ouviram o rapaz, né? Então, até a próxima!
Na nossa próxima review, descobriremos como o Jovem Frankenstein conheceu sua noiva. Até lá!


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