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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Que Bruxaria é Essa?

Nem sempre o ator que começa interpretando um personagem segue com ele até o final do programa, série ou novela. Esse recast é algo muito frequente em novelas mexicanas, por exemplo, seja por necessidade – quando o ator adoece no meio da produção e precisa ser afastado, ou morre –, seja por picuinhas ou conflitos de agenda. Mas também já tivemos vários casos em séries de TV bem populares, em sagas cinematográficas extensas, e até mesmo na nossa telinha.
Veja alguns rostos que mudaram no decorrer da produção – em alguns casos, o público mal se deu conta da troca.


O Terceiro Pateta (Os Três Patetas)
Um dos exemplos mais antigos talvez seja Os Três Patetas – que, na verdade, era uma série de filmes curtas-metragens para o cinema, que acabou expandindo seu sucesso na televisão. É um caso um pouco diferente do restante da lista – em que atores diferentes deram vida ao mesmo personagem –, mas a verdade é que a ideia aqui era trocar o rosto e o nome, mas sem alterar a função do personagem na comédia, então, dá mais ou menos no mesmo.
Esse caso foi comentado mais detalhadamente aqui no blog no tributo aos mestres da comédia pastelão, mas vamos relembrar. Ao longo dos quase cinquenta anos da parceria, o terceiro pateta foi trocado quatro vezes: antes de assinarem seu primeiro contrato com a Fox, o trio era formado por Moe, Larry e Shemp, mas o terceiro deixou o grupo por não querer carregar Ted Healy, então empregador dos patetas e líder do grupo, como contrapeso na nova empreitada, deixando seu posto para o irmão mais novo, Curly. Mais tarde, quando Curly precisou se afastar dos filmes para cuidar da saúde, Shemp retornou, e ficou até seu falecimento, quando o terceiro pateta passou a ser interpretado por Joe Besser, o Joe; mas o público não foi muito com a cara dele, e sua participação rendeu somente dezesseis curtas, sendo mais uma vez substituído por Joe DeRita, o Curly-Joe, que permaneceu até o final da parceria, encerrada definitivamente por causa do falecimento de Moe.

James Stephens (A Feiticeira)
Essa troca dificilmente é notada aqui no Brasil – especialmente nas últimas duas décadas –, pois raramente uma emissora de TV exibe as três últimas temporadas de A Feiticeira.
O marido constantemente colocado em saia justa para tentar evitar que os poderes de sua esposa Samantha sejam descobertos pelos pobres mortais, foi interpretado nas cinco primeiras temporadas por Dick York. Mas o ator sofria de fortes dores na coluna, que ele tentava controlar com medicamentos. A partir da quinta temporada, as dores se agravaram, e o ator ficou diversas vezes impossibilitado de filmar. Muitos episódios foram reescritos sem seu personagem, e sua ausência era justificada com viagens de negócios. Mas ao fim daquela temporada ficou claro que ele não poderia continuar na produção, então seu xará Dick Sargent foi chamado para substituí-lo; e embora a série ainda tenha durado três temporadas após a troca, o segundo intérprete do marido de Samantha estava muito distante de possuir o carisma do primeiro.
O curioso é que Sargent era a primeira opção para interpretar James Stephens (Darrin, no áudio original) desde o princípio, mas estava envolvido em outros projetos na época.

Marilyn Monstro (Os Monstros)
A atriz Berverly Owen começou a série interpretando a sobrinha “esquisita” dos monstros, como um favor ao namorado, Jon Stone, um dos produtores da série, mas isso durou somente treze episódios. De casamento marcado, Beverly abandonou a produção no final da primeira temporada, sendo substituída pela estreante Pat Priest, no último episódio, e esta levou a personagem até o fim da série. O interessante é que as duas atrizes eram tão parecidas – ainda mais sob as lentes de uma série em preto e branco – que até hoje poucas pessoas se deram conta da troca.


Vivian Banks (Um Maluco No Pedaço)
Um dos recasts mais polêmicos da televisão americana foi a substituição de Janet Hubert-Whitten por Daphne Reid como Tia Vivian, em Um Maluco No Pedaço. Para o público, a coisa aconteceu assim: Janet engravidou e pariu Nick Banks, filho mais novo do Tio Phil, mas quem saiu da maternidade com o bebê nos braços e o criou foi Daphne.
Simples assim. Só que na vida real, parece que a coisa não foi tão simples.
Quando tem chumbo trocado, é difícil entender quem está falando a verdade. Janet alegou que os produtores queriam reduzir a participação de sua personagem na série e também seu salário, por influência de Will Smith, com quem a atriz tinha um relacionamento tenso. Além disso, sua gravidez na vida real – que acabou sendo incorporada ao roteiro da série – foi considerada quebra de contrato. Já Will Smith afirmou que a atriz queria transformar a série em “Tia Viv no Pedaço”, pois não se conformava com o sucesso imediato do protagonista, uma vez que ela atuava há muito mais tempo. Alfonso Ribeiro, que deu vida ao divertido Carlton Banks, também comentou em um de seus shows de stand-up comedy que era difícil trabalhar com a atriz, chegando a afirmar que ela era “louca”, e que ela provocava várias discussões entre os membros do elenco.
Seja lá qual for a versão verdadeira, a série sofreu uma perda irreparável com essa substituição, pois Janet compunha a melhor versão da Tia Vivian: uma mulher feroz, sem medo de falar o que pensa, sarcástica, mas amorosa quando se tratava de proteger os filhos, e criativa na hora de ensinar a História dos negros aos seus alunos. A nova Tia Vivian se tornou uma dona de casa tranquila e maternal; simpática, mas nem a sombra do que tinha sido com sua intérprete original.

Claire Kyle e Vanessa Scott (Eu, A Patroa e As Crianças)
Na primeira temporada, a filha do meio de Michael e Jay Kyle era interpretada por Jazz Raycole. Mas ao receber os primeiros textos da segunda temporada, seus pais não gostaram nadinha de saber que sua amiga Charmaine ficaria grávida, e decidiram retirar a menina do elenco. Por isso ela foi substituída por Jennifer Nicole Freeman, que, convenhamos, deu mais carisma à personagem.
A série chegou a fazer piada com essa troca. Na primeira aparição de Claire na segunda temporada, Michael olha para ela e comenta: “Eu não sei o que é, mas você está diferente. Parece até outra pessoa...”.
Mas Claire não foi a única personagem a trocar de rosto em Eu, A Patroa e As Crianças. No final da terceira temporada, Júnior começou a namorar Vanessa Scott, na época, interpretada por Meagan Good. Foi com ela que o garoto inaugurou a cama dos pais, o que acabou por exilá-lo na garagem, e foi também ao lado dela que ele anunciou que Jay e Michael seriam avós. Mas a partir da quarta temporada, quando essa história se desenvolveria, Vanessa retornou com o rosto de Brooklyn Sudano. Essa troca não virou piada, nem foi explicada, mas considerando que Meagan Good é figurinha carimbada em diversas séries de TV americanas, é provável que a atriz já tivesse agendado outros projetos quando descobriu que a personagem ganharia mais destaque.

Carol (Friends)
Eu poderia dizer que esse recast é difícil de lembrar, mas como Friends tem fã saindo até do bueiro, vai saber!
Nos dois primeiros episódios da série, a esposa lésbica do Ross foi interpretada por Anita Barone, mas a moça, que tinha feito testes para o papel de uma das três protagonistas, não ficou nada satisfeita com a ideia de interpretar uma personagem secundária, e decidiu abandonar a produção ainda no comecinho.
Seu lugar foi assumido por Jane Sibbett até o final da série. E embora Sibbett não tenha feito outros papéis particularmente memoráveis, não consigo lembrar de simplesmente nenhum papel de Anita Barone. Friends explodiu, Carol se tornou um rosto conhecido, sua primeira intérprete ficou com dor de cotovelo por não ter um camarim só para si, ou o corte de cabelo da década, e continua sendo ninguém na memória...

Ruby (Supernatural)
Essa foi a troca mais facilmente justificável da lista. Em Supernatural, Ruby era um demônio que começou tentando ajudar os irmãos Winchester, e depois se revelou lacaia de Lúcifer, com a missão de romper o último selo que o prendia na jaula.
Na terceira temporada, ela foi interpretada pela loirinha Katie Cassidy, quando era só uma aliada dos meninos na guerra contra Lilith, e na tentativa de resgatar a alma de Dean, vendida a um demônio da encruzilhada para salvar a vida de Sam. Na quarta temporada, ela apareceu com o rosto de Anna Williams num único episódio – uma humana que estava sendo possuída por ela. Quando Sam se queixou e a forçou a abandonar o corpo que estava possuindo, Ruby se apossou do corpo de uma mulher em coma, a morena Genevieve Cortese, em cuja forma a personagem se envolveu com Sam na série, e acabou levando o bonitão para casa na vida real.

Toby Cavanaugh e Jason Dilaurentis (Pretty Little Liars)
Essa série me irritou com a brincadeirinha de esconde-esconde na TV a cabo, sendo exibida por pelo menos três emissoras diferentes: começou no Boomerang, migrou para o Glitz na terceira temporada, e depois para a TNT Séries na quinta. Cada vez que um canal começava a exibir Pretty Little Liars, o dito canal:
a) saía momentaneamente da grade das principais operadoras de TV a cabo;
b) o novo canal a exibi-la só existia no pacote mais caro;
c) o canal passava de repente a figurar apenas no pacote mais caro – e eu me recuso a aumentar cinquenta reais no valor da assinatura por causa de um único canal!
Era o canal entrar num pacote intermediário, o mesmo deixava de exibir a série. De duas uma: ou jogaram uma uruca ferrada em PLL, ou eu realmente não dei sorte. No fim das contas, as duas últimas temporadas só foram exibidas pela Netflix, mas a minha paciência já tinha acabado lá no Glitz.
Seja lá como for, os recasts ocorreram no começo da série, quando eu ainda tinha vontade de assisti-la.
Toby Cavanaugh, o irmão de criação/peguete de Jenna Marshall começou a série com o rosto de James Neat. Sem sal, sem açúcar e sem graça. Percebendo isso, os produtores decidiram substituí-lo por Keegan Allen, que não é exatamente um exemplo de carisma, mas deu mais consistência ao personagem, com seu jeito melancólico, soturno, e reservado – sempre que não estava na presença de Spencer Hastings, que conseguia acender uma chama no personagem.
Falta de carisma provavelmente também foi o motivo da troca do intérprete do irmão da, então finada, Alison Dilaurentis, Jason: saiu Parker Bagley – que o fazia parecer uma versão triste e mau encarada do Sheldon Cooper –, e entrou Drew Van Acker – não que a questão do carisma tenha sido completamente resolvida; o personagem aparentemente não agradou muito mesmo após a troca, mas melhorou um pouquinho.

Robin Hood (Once Upon A Time)
Essa é uma daquela trocas que provavelmente pouca gente vai lembrar. A primeira aparição de Robin Hood aconteceu quase no final da segunda temporada, no episódio “Lacey”. Durante um flashback do episódio, em que estava tentando salvar a vida de sua esposa doente, Maid Marian, Robin Hood foi vivido por Tom Ellis. Mas quando o personagem entrou para o elenco regular na terceira temporada, para trazer um pouco de romance à vida da nossa Rainha Regina, Ellis já estava envolvido em outros projetos – atualmente ele protagoniza a série Lúcifer. O escolhido para substituí-lo foi Sean Maguire.

Rebekah Mikaelson (The Originals)
Gente, não quer brincar, não desce pro play, faz favor!
A história dos Vampiros Originais começou lá em The Vampire Diaries – na segunda temporada, com uma introdução meio nebulosa, e com um desenvolvimento mais claro na terceira, sendo o tema principal da história naquele ano. O sucesso dos personagens foi tanto, que a emissora criou um spin-off protagonizado pela Família de Vampiros Originais. Mas olha só o pepino que a nova série herdou: Claire Holt, intérprete da vampira Rebekah, a única mulher e uma das personagens mais queridas do clã, passou anos sem visitar a família na Austrália por conta de seu trabalho em séries de TV na terra do Tio Sam, por isso, nos últimos anos, ela só tem concordado em fazer participações especiais aqui e ali – só o suficiente para pagar as contas; motivo pelo qual a namorada mais carismática de Emily Fields em Pretty Little Liars foi a que menos durou no elenco. O que fazer então, já que ela era uma das protagonistas da nova série? Ué, gente... Não tem tanta bruxa no enredo de The Originals? Que tal fazer uma delas colocar a alma de Rebekah no corpo de outra atriz?
Foi esta a solução encontrada pela roteirista Julie Plec para manter Rebekah como uma das personagens principais da série, sem que a atriz ficasse presa nove meses por ano nos Estados Unidos. Tendo participado de apenas metade dos episódios da primeira temporada, Rebekah voltou para a segunda temporada, e logo no início foi transportada para o corpo de Maisie Richardson-Sellers. Na história da série, Sellers seria a bruxa serial killer de crianças Eva Sinclair, que foi aprisionada pelas bruxas para fazer cessar seus crimes. Agora, com a Vampira Original usando seu corpo através de possessão, ela pode circular livremente pela cidade e participar da trama principal.
Quanto a Claire Holt, ela divide o papel com Sellers, aparecendo ocasionalmente em flashbacks do passado da família Mikaelson, e faz participações especiais na história contemporânea, geralmente nas season finales, quando toma de volta seu antigo corpo para ajudar a resolver os pepinos da família.
E quando eu disse “se não quer brincar, não desce pro play”, eu estava brincando. Claire Holt é o tipo de atriz que abrilhanta todo e qualquer personagem que interprete, mesmo que seja só uma participação especial, ou que tenha de dividi-lo ao longo da temporada.

Mariana e Silvana (Cúmplices de Um Resgate)
Se aqui no Brasil Larissa Manoela emprestou sua fama às gêmeas Isabela e Manuela no remake escrito por Íris Abravanel, de forma individual, na trama original mexicana, duas atrizes interpretaram as gêmeas: na primeira fase, elas foram vividas por Belinda Peregrín; já na segunda fase foi Daniela Luján, famosa por Luz Clarita e O Diário de Daniela quem concluiu o trabalho.
A saída da atriz causou muita controvérsia, e até hoje as versões divergem. A produtora Rosy Ocampo – famosa por trocar inúmeros atores importantes ao longo de suas novelas – afirmou numa coletiva de imprensa que a saída de Belinda se dera porque, com o sucesso de audiência, a novela seria esticada, porém, o contrato que firmaram com a atriz acabara, e como ela já havia agendado compromissos acadêmicos e profissionais, não poderia permanecer no projeto. O pai de Belinda confirmou a história para a imprensa. Anos mais tarde, porém, Belinda alegou que havia pedido três sábados de folga por mês para poder se dedicar mais aos estudos, e a produtora recusou. A partir daí, não se sabe se a saída de Belinda foi decidida pela produtora da novela ou pelos pais da menina.
O curioso é que a novela nasceu de uma ideia da própria Daniela Luján, que viera a substituir Belinda no papel das protagonistas. A menina teria sugerido a Rosy Ocampo que fizesse uma novela infantil com protagonistas gêmeas, um tema frequente em novelas adultas, e que sempre garantia sucessos de audiência. Aparentemente os mexicanos adoram ver mulheres duplicadas na televisão. Mas quando o projeto começou a ser desenvolvido, Daniela não foi chamada para participar. Após a saída de Belinda, porém, ela aparentemente já estava com a senha 01 na mão para substituí-la. Será mesmo suspeito, ou eu é que sou naturalmente desconfiada?

Cora (Império)
Substituir atores no decorrer da novela não é exclusividade dos mexicanos. Já tivemos nossa cota por aqui também. Afinal, novela é uma obra aberta, e ninguém está livre de imprevistos.
Um dos mais curiosos recasts brasileiros foi o da novela Império – aquela do Comendador Alexandre Nero. Drica Moraes dava vida à vilã Cora, mas passou por problemas de saúde e precisou se afastar. Como a personagem estava no auge de sua popularidade, e não havia previsão de quando a atriz poderia retomar as gravações – Drica chegou a passar um período sem voz –, o autor precisou ser criativo para substituí-la. A solução foi dar chá de sumiço em Cora durante alguns capítulos, e depois trazê-la de volta com uma aparência vinte anos mais jovem.
Marjorie Estiano, que deu vida à personagem na primeira fase da novela, foi a escolhida para substituí-la, como um inabitual retorno do tempo.
A cena em que a megera explicou seu rejuvenescimento ao blogueiro Téo Pereira foi cômica:
Agora eu pergunto: essa história de rejuvenescimento convenceu alguém?

Simone Cantapedra (Meu Cunhado)
Essa série foi ao ar no inicio dos anos 2000, mas pipocou na programação do SBT uns cinco anos atrás no quadro “Quem Não Viu Vai Ver” – o mesmo que reprisou o humorístico Ô Coitado!, em que Gorete Milagres interpretava a divertida empregada Filomena.
Meu Cunhado – que durou menos que a Filó na reprise –, era protagonizada por Ronald Golias, na pele de Bronco, o cunhado inconveniente e irresponsável do publicitário Washington Cantapedra, personagem de Moacyr Franco. Mas a irmã do Bronco e a esposa do Cantapedra foram interpretadas por duas atrizes ao longo do humorístico.
Guilhermina Guinle foi a primeira a dar vida à Simone, mas saiu na terceira temporada, ao entrar para o elenco da novela Mulheres Apaixonadas, da Globo. Para justificar sua saída, foi criado um episódio em que Simone, insatisfeita com a passagem do tempo, decide passar por uma cirurgia plástica. Coisa pequena, sabe... Ela só fez alguns retoques no nariz, na boca, nas orelhas, ao redor dos olhos, na bochecha, no maxilar... Até ficar com o rosto bem parecido com o da Luísa Thiré. Foi praticamente um prequel do que aconteceria com a plástica no rosto da Renée Zellwegger, só que o desastre na série foi bem menor...

Rita e Isadora (Toma Lá Dá Cá)
Outra troca que pouquíssimas pessoas vão lembrar. No episódio piloto da sitcom Toma Lá Dá Cá, que foi ao ar como especial de fim de ano na Globo em 2005, a esposa do Arnaldo foi interpretada por Débora Bloch. A princípio, o programa era apenas isso: um especial de fim de ano; mas a recepção do público foi tão positiva que Miguel Falabella recebeu sinal verde para transformá-lo em uma série. Todavia Débora estava envolvida com sua peça teatral, e teve que abandonar a personagem. Para o seu lugar foram cogitadas três divas da comédia nacional: Fernanda Torres, Denise Fraga e Marisa Orth. Talvez pensando em reprisar o sucesso de Sai de Baixo, Miguel acabou escolhendo sua antiga companheira de elenco. Desta vez, sem cala a boca, Magda!
Outra personagem que mudou de rosto após o piloto foi Isadora. No especial de fim de ano, Mitzi Evelyn dava vida à filha rebelde de Rita e Mario Jorge, mas quando Toma Lá Dá Cá foi confirmada como série, a personagem foi reescrita mais sensual e mau caráter, sendo substituída por Fernanda Souza.

Albus Dumbledore (Harry Potter)
O único exemplo nessa lista que não veio da televisão ocorreu por um motivo triste. O ator Richard Harris, que interpretou o querido diretor de Hogwarts nos dois primeiros filmes, faleceu pouco antes do lançamento de Harry Potter e a Câmara Secreta. O escolhido para substituí-lo foi Michael Gambon, que interpretou Dumbledore tão divinamente no restante da saga, que poucas pessoas se deram conta da troca.
Mas é fácil perceber que na atuação de Harris havia mais tranquilidade em Dumbledore, ele era mais calmo, mais suave, com um sorriso mais amistoso. Gambon foi brilhante em sua interpretação, mas o tornou mais forte, um pouco mais enérgico e menos sorridente que seu intérprete anterior.
Escolher o melhor? Deixo isso para os especialistas. Em meu coração potterhead, há um empate técnico.

E esta nem foi a única substituição na saga do bruxinho. Afinal, em um projeto tão longo – foram cerca de dez anos entre a estreia do primeiro e do último filme –, é natural que o elenco passe por mudanças, seja lá qual for o motivo.
Tivemos o recast de Tom, o proprietário do Caldeirão Furado, que tinha o rosto de Derek Deadman em Harry Potter e a Pedra Filosofal, e o engraçado Jim Tavare em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.
Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado também teve mais de um rosto deformado por um bom maquiador: no primeiro filme, ele teve o rosto de Richard Bremmer, e a voz de Ian Hart, uma vez que estava usando o corpo do Professor Quirrell, interpretado por Hart, como hospedeiro; a partir do quarto filme, quando recuperou seu antigo corpo através do ritual no cemitério, Lorde Voldemort passou a ser interpretado por Ralph Fiennes.
Agora, uma troca um tanto quanto esquisita aconteceu no último filme da saga, Harry Potter as Relíquias da Morte – Parte 2. Estão lembrados da cena em que Harry, Rony e Hermione enfrentam a gangue do Draco Malfoy na Sala Precisa? E há um garoto negro na panelinha do bruxinho loiro? Bem, ao contrário do que muitos pensam, aquele não era Crabbe. O ator que interpretou Crabbe nos filmes anteriores, Jamie Waylett, foi impossibilitado de participar do filme, pois estava cumprindo pena de serviço comunitário por posse de maconha. E não me perguntem de quem foi a ideia “brilhante” (só que não), de, em vez de substituir o ator, trocar o personagem na cena. O garoto que vemos com Draco e Goyle naquela cena é Blaise Zabini, outro membro da Sonserina. Por isso ele foi interpretado por Louis Cordice. E você aí pensando que a pele do Crabbe tinha escurecido por se sentar perto demais de Simas Finnigan na aula de poções, hein!?


Bem, eu poderia citar ainda muitos outros recasts famosos, como:
Victoria – interpretada por Rachelle Lefevre em Crepúsculo e Lua Nova e por Bryce Dallas Howard em Eclipse.
Jane – interpretada por Danielle Winits no primeiro filme da saga Até Que a Sorte Nos Separe e por Camila Morgado nas duas continuações.
Dra. Júlia Zacarias/ Juli Di Trévi – interpretada por Íttala Nandi na primeira fase da novela Caminhos do Coração e por Babi Xavier na continuação Os Mutantes.
Paty – no programa do Chaves, a menina dos sonhos do protagonista foi interpretada por quatro atrizes ao longo dos quase vinte e cinco anos da série, entre programa independente e esquete do Programa Chespirito. Foram elas: Patty Juárez  em Uma Visita Muito Importante, Uma Vizinha e Beijinhos, de 1972; Rosita Bouchot em A Chegada das Novas Vizinhas, O Namoro de Seu Madruga e Se Beijo Fosse Sapinho, O Mundo Seria Um Brejo, de 1975; Ana Lilian de La Macorra, a mais conhecida, interpretou Paty a partir da terceira refilmagem da saga das Novas Vizinhas, em 1978, e fez participações esporádicas até o fim da série independente; e Veronica Fernández, filha de Maria Antonieta de Las Nieves, a Chiquinha, interpretou a personagem em dez esquetes do Chaves em 1987.
Paraíso... Digo, Céu... Digo, Glória – Assim como a Paty foi substituída a cada remake, sua tia Glória passou pelo mesmo processo, sendo interpretada por quatro atrizes diferentes. Foram elas: Maribel Fernández (1972), Olívia Leiva (1975), Regina Torné (1978, a mais conhecida aqui), e Mari Carmem Vela (1987). Esta última também fez aparições em outros esquetes do programa Chespirito na década de 1990, interpretando outros personagens.

E muitos outros recasts que eu certamente esqueci, mas vou parar por aqui, ou esse artigo vai ficar mais longo que a Av. Sapopemba.

2 comentários:

  1. Caraca! O.O eu não sabia de metade das trocas. Acredita que não lembro nadica de nada da troca de personagens em Supernatural (pois foi a única série das citadas que vi de verdade)? E olha que assisti até a 5º temporada sem descanso. HUAHUAHUAHUA
    https://j-informal.blogspot.com.br/

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    1. Pior que eu acredito, rsrs. Conforme eu fui escrevendo o artigo, eu fui relembrando o elenco das séries. Algumas eu nem lembrava mais que tinha atores trocados, como Pretty Little Liars, que eu lembrava da troca do Jason, mas não do Toby, até ver os primeiros episódios de novo. E da Ruby eu lembrava da Kate e da Genevieve, mas só lembrei da Anna Williams assistindo o episódio que ela apareceu, rs.

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