Era uma vez, num
reino muito distante, uma Rainha entediada com o patético e repetitivo clichê “... e viveram felizes para sempre”, que
um belo dia, depois de constatar que seu espelho mentia ao dizer que a enteada
Branca de Neve era a mais bela de todas – convenhamos, Ginnifer Goodwin é uma
graça, mas não chega aos pés de Lana Parrilla –, decidiu lançar sobre o reino
uma terrível Maldição, que varreu todos os personagens para o pior lugar
possível: o mundo real.
Antes, porém, que
a Maldição fosse lançada, os mocinhos conseguiram colocar a filha recém-nascida
de Branca de Neve e do Príncipe Encantado num guarda-roupa feito com a madeira
de uma árvore mágica, capaz de mantê-la a salvo.
Assim, todos os
personagens dos contos de fadas foram morar em Storybrooke, uma cidade fictícia
no Maine, New England, onde ficaram parados no tempo por 28 anos, sem nenhuma
lembrança de quem eram ou de onde vieram – talvez a Rainha Má tenha usado a máquina
de Brilho Eterno de Uma Mente Sem
Lembranças para apagar as memórias deles, mas isso é apenas especulação.
Um belo dia, um
menino de dez anos, dado para adoção ao nascer, decide bater na porta de sua
mãe biológica com um enorme livro de contos de fadas na mão, para contar-lhe a
estranha história de seu passado desconhecido.
Posso ter
exagerado um pouco os detalhes, mas é com este enredo que eu lhes apresento a
série da ABC Once Upon A Time.
À primeira vista,
parece que a história é boba. Uma série que mistura os contos infantis, joga
todos num liquidificador mágico, mistura até dar um nó nas ideias de todo
mundo, para no fim de 22 episódios resolver tudo com um bibit bobit bum.
Mas na verdade
não tem nada a ver com isso.
Vamos do início:























