Vamos esquecer um instante a onda de músicas chiclete cuja letra enfoca sílabas soltas que não dizem absolutamente nada, e relembrar algumas letras que fizeram sorrir, chorar, pensar ou simplesmente viajar por uma história e embalaram bons momentos.
O homem dos meus sonhos me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam feito um zoom
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose e até sorri, feliz
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então ficando flou
Me mandava às vezes uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda ao som do blues
Disse que meu corpo era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces rubras e febris
No derradeiro show com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus numa turnê
Disse ele que agora só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas,
Me queimou as fotos,
Me beijou no altar
Nunca mais cinema,
Nunca mais drinque no dancing,
Nunca mais cheese,
Nunca uma espelunca,
Uma rosa nunca, nunca mais feliz
Não dá para falar de amor, sem mencionar certos detalhes...
Detalhes
Roberto Carlos
Não
adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua
vida
Eu vou viver...
Detalhes
tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra
esquecer
E a toda hora vão estar presentes
Você vai
ver...
Se
um outro cabeludo aparecer na sua rua
E isto lhe trouxer
saudades minhas
A culpa é sua...
O
ronco barulhento do seu carro
A velha calça desbotada, ou coisa
assim
Imediatamente você vai lembrar de mim...
Eu
sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido
Palavras de
amor como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido
que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português
ruim
E nessa hora você vai lembrar de mim...
À
noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você
procura o meu retrato
Mas da moldura não sou eu quem lhe
sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso
vai fazer você lembrar de mim...
Se
alguém tocar seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá
dizer meu nome sem querer
À pessoa errada...
Pensando
ter amor nesse momento
Desesperada você tenta até o fim
E
até nesse momento você vai lembrar de mim...
Eu
sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que
transforma todo amor em quase nada
Mas "quase" também
é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por
isso de vez em quando você vai,
Vai lembrar de mim...
Não
adianta nem tentar me esquecer
Durante muito, muito tempo em sua
vida eu vou viver
Não, não adianta nem tentar me esquecer...
A canção que todo mundo já cantou e se identificou:
Epitáfio
Titãs
Devia
ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia
ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu
queria fazer...
Queria
ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a
alegria
E a dor que traz no coração...
O
acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso
vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia
ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se
pôr
Devia
ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido
de amor...
Queria
ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E
a tristeza que vier...
O
acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso
vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia
ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se
pôr...
A poesia irreverente e audaciosa de um homem que não dizia meias verdades:
O Tempo Não Para
Cazuza
Disparo
contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora
cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado
de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou
beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas
se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão
rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias
sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da
caridade de quem me detesta
A
tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos
fatos
O tempo não para
Eu
vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes
novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Eu
não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par
em par
Procurando agulha num palheiro
Nas
noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é
matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te
chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país
inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A
tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos
fatos
O tempo não para
Eu
vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes
novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Dias
sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da
caridade de quem me detesta
A
tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos
fatos
O tempo não para
Eu
vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes
novidades
O tempo não para
Não para, não, não para
Por fim, o trovadorismo de um eterno apaixonado:
Luisa
Tom Jobim
Rua
Espada nua
Boia no céu
Imensa e amarela
Tão redonda, a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E, no silêncio, lento
Um trovador cheio de estrelas
Escuta, agora, a canção que eu fiz
Pra te esquecer, Luísa
Eu sou apenas um pobre amador apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda, amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração.
Vem cá, Luísa
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca vem me dar um beijo
E um raio de sol nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando, então, os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar
Luísa...












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