
Quando
a gente pensa que não falta acontecer mais nada em Supernatural – literalmente,
já tivemos de tudo: anjos, demônios, loira do banheiro, Wendigo, fantasma criança,
fantasma velho, fantasma bizarro, fantasma bonzinho, Rei do Inferno, Bruxa
Druida, médium, voodoo, necromancia, Adolf Hitler(!), Espantalho, Metamorfo, Monstros Clássicos do Cinema, deuses revoltados, semideuses atazanados, ninfas
malucas, RPG, Feitiço do Tempo, Arcanjo pirado na batatinha, Caim, queda da
quarta parede num episódio em que os meninos tiveram que encarnar os atores que
interpretam Sam e Dean, ou seja, eles mesmos, Titanic salvo, depois naufragado
de novo, desenhos animados, velho oeste, família Frankenstein, leviatãs, folclore de praticamente todas as partes do mundo, O Curioso Caso de Benjamin
Button... Para falar a verdade, só estou sentindo falta do Saci Pererê, a Cuca
do Sítio do Pica-Pau Amarelo e um especial com os Simpsons. Até crossover com o Scooby Doo nós tivemos – três temporadas depois desse episódio, mas
tivemos. Enfim, quando a gente pensa que Supernatural não tem mais de onde
tirar uma ideia avassaladora para comemorar seu episódio N° 200 (!!!), eis que
os roteiristas sacam um musical escolar da cartola, e transformam um roteiro
extremamente simples numa sessão nostalgia, com um imenso catálogo de
referências às dez primeiras temporadas da série – incluindo as diferentes
aberturas que vimos ao longo dos primeiros dez anos –, tão grande que se eu
tiver que comentar cada uma ao longo da review, conectando-as às suas tramas
correspondentes, essa review terá dez mil páginas!