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A Paranoia 23
Publicado por
Verônica Lira
em
domingo, 12 de agosto de 2012
Walter Paul Sparrow, aparentemente um comum
pai de família, ganha um livro de sua esposa e se depara com os enigmas e paranoias
relacionados ao número 23.
“Número
23” realmente traz um enredo criativo, e descreve bem o funcionamento de
uma mente paranoica, culminando num final surpreendente. E aparentemente Jim
Carrey é mais brilhante interpretando
um personagem dramático do que em seus tarimbados tipos esquisitos das
comédias.
O fato mais interessante sobre o filme, no
entanto, nota-se fora das telas. Desde o seu lançamento, um monte de gente
parece ter se dedicado a descobrir tudo o que está relacionado ao 23 (não acho
que alguém esteja realmente pirando com isso, mas apareceu um bocado de gente
curiosa).
Haja Coração!
Publicado por
Verônica Lira
em
sábado, 28 de julho de 2012
No silêncio da meia-noite, uma mente genial
viu, dentro de um quarto escuro, a cabeça de um homem se esgueirando
infinitesimalmente lenta pela porta, de posse de uma lanterna com a tampa toda
velada, a espreitar se estaria aberto o olho quase cego de um velho, cujo
coração batia com som baixo, monótono e rápido como o de um relógio quando
abafado em algodão. E naquela mesma penumbra da noite, assassinou o velho,
esquartejou e o enterrou sob as tábuas do piso.
Não, meus amigos. Este assassinato não é real.
A mente genial de que falei no início do parágrafo anterior é Edgar Allan Poe, o
mestre dos contos de horror, e o homem que se esgueira dentro do quarto escuro
para matar o velho é o enredo de um de seus contos mais famosos e mais
terrivelmente geniais, O Coração Delator.
O Rouxinol e a Rosa
Publicado por
Verônica Lira
em
quarta-feira, 25 de julho de 2012
“Ela disse que dançaria comigo
se eu lhe levasse rosas vermelhas – exclamou o Estudante – mas não vejo nenhuma
rosa vermelha no jardim.”
A primeira frase do conto “O Rouxinol e a Rosa”, de Oscar Wilde,
não diz muito, fora do contexto da história, mas enuncia o drama do Estudante,
que tocou o coração do Rouxinol.
Uma Noite em Mais de Mil
Publicado por
Verônica Lira
em
sábado, 21 de julho de 2012
Um dos clássicos
mais conhecidos no mundo todo é a coletânea árabe “As Mil e Uma Noites”. Nela, a bela Sherazade é escolhida para ser a
nova esposa do sultão Shariar. O problema é que, depois de ter sido traído pela
primeira esposa, o sultão se tornou um homem amargo e cruel, que mata todas as
esposas depois da noite de núpcias, para evitar que elas cometam adultério.
Sherazade, porém,
era uma mulher esperta, que já tinha lido inúmeros livros, e conhecia a
história de vários povos. Então, para livrar-se da morte quando chegasse a
aurora, ela começou a contar uma história ao sultão, sem, no entanto,
terminá-la naquela noite. Como o sultão ficou curioso por conhecer o final,
poupou a vida de Sherazade até a noite seguinte, quando ela terminou a história
que tinha começado, e iniciou outra, deixando-a novamente inacabada.
E assim aconteceu
por muitas noites, até que por fim, o sultão, apaixonado pela esposa, desistiu
de matá-la e passou a confiar nela.
Uma das histórias
mais famosas relacionadas a este livro é “Aladim
e a Lâmpada Maravilhosa”. Suponho que haja dezenas de adaptações dela para
o cinema e em desenhos animados. Pessoalmente já assisti cinco, incluindo o
desenho da Disney, mas somente há pouco tempo li o conto no livro “As Mil e Uma Noites”, traduzido por
Mansour Challita.
Mágica Além das Palavras
Publicado por
Verônica Lira
em
domingo, 15 de julho de 2012
A HISTÓRIA DE J. K. ROWLING
O filme conta
toda a trajetória da escritora Joanne Rowling (Kathleen foi o nome do meio que
ela adotou na época da publicação do primeiro livro), autora da série Harry
Potter. Atualmente ela é uma das mulheres mais ricas da Grã-Bretanha, mas antes
de concluir o primeiro livro, chegou a depender de ajuda do governo para
sustentar a filha.
Paralelo Mágico
Publicado por
Verônica Lira
em
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Quando eu vi “O Conto
dos Três Irmãos” no filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1”,
tive a impressão de que este livro era bem mais infantil.
“Os Contos de Beedle, o Bardo” é uma versão
mágica dos contos de fadas que todos conhecemos desde criança. Uma história
curta, que se finaliza ensinando lições de bondade, generosidade e gratidão.
É provável que
tenham sido inspirados em contos tradicionais dos Irmãos Grimm e outros contistas infantis, como observei.
A Nova Aventura de Dorothy
Publicado por
Verônica Lira
em
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Certa vez, no
primeiro ano do ensino médio, nossa professora pediu um trabalho de redação em
grupo que consistia em atualizar contos de fadas e incluir neles novos
personagens, a saber, os membros do grupo.
Cada grupo tinha
5 ou 6 alunos, e a escolha do conto era livre. Não foi surpresa que entre as
quatro turmas de primeiro ano de 2005 tenham sido feitas várias versões de
Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela e A Bela Adormecida.
Tentando fugir do
óbvio, a primeira escolha do meu grupo foi Peter Pan. Depois, não me lembro
porquê, mudamos para O Mágico de Oz.
Fizemos um
pequeno debate para decidir o que mudaria na história para torná-la mais atual.
Nós anotamos as ideias de todo mundo e combinamos que cada um escreveria sua
versão da história. Depois o grupo escolheria a melhor para o trabalho, ou as
melhores partes de cada uma e juntaria tudo para construir a história oficial.
Mas como apenas
eu cumpri a tarefa, o grupo decidiu usar a minha versão no trabalho.
Naquela época eu
já me aventurava a escrever – ou tentar escrever – livros, ainda que capenga.
Como dizem os profissionais literários, escrever bem requer prática – e eu
acrescento o constante exercício da leitura, que inspira, molda e prepara o
cérebro do escritor.
Recentemente,
enquanto reorganizava os arquivos no meu computador, eu encontrei o texto do
trabalho, e após conferir os evidentes erros de sintaxe e gramática, me
satisfiz em ver que, de modo geral, a ideia era boa, ainda que mal
desenvolvida. Então decidi reescrever, só por diversão. Mas por que reescrever
e deixar só no computador?
Espero que
gostem.
*O meu nome e dos
membros do grupo foram alterados nesta versão reescrita e os novos personagens
são:
David, o policial
Alexia, namorada
do Homem de Lata
Penélope,
assessora e melhor amiga de Dorothy
Mona, assistente
do Mágico
Melanie Morris, atriz
de cinema
Tamara, cirurgiã
plástica
Chamei esta
versão:
A Nova Aventura de Dorothy
Desde o Início...
Publicado por
Verônica Lira
em
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Não faz muito
tempo, ouvi alguém dizer que a parte mais importante de uma história é o final.
Bem, não discordando completamente, pois o final realmente é importante, já que
é a parte que faz o leitor se satisfazer ou se decepcionar com todo o resto, e
normalmente é o que os faz determinar a história como boa ou ruim, acho que a
parte mais importante é o começo.
O primeiro
parágrafo de um livro ou de um conto é o que cativa o interesse do leitor, como
se o tomasse pela mão e o conduzisse através da história até o final.
Quando eu leio as
primeiras linhas de um livro, e elas não me trazem nenhuma curiosidade sobre o
que está por vir, eu o deixo de lado, ou em raras ocasiões, dou uma espiadinha
no final para saber se pode valer a pena ler tudo. Mas quando as primeiras
linhas me prendem, a tal modo que eu só me dê conta de que já fiz esta
avaliação depois de ter lido duas ou três páginas, eu vou até o fim.
Alguns autores
têm a habilidade de nos cativar desde a primeira sentença. Pensando nisso, vou
citar aqui alguns inícios de livros e contos que têm conquistado leitores há
muito tempo – e alguns há pouco tempo:
Cuidado! O Bicho-Papão Vai Te Pegar!
Publicado por
Verônica Lira
em
terça-feira, 19 de junho de 2012
Este conto me
caiu às mãos no fim de semana, enquanto eu buscava inspiração para dar
sequência num conto que estava escrevendo. Não tem absolutamente nada a ver com
o meu, mas o estilo com que Stephen King nos conduz através de suas histórias
sempre me inspira.
Dizer algo sobre
uma obra de Stephen King é o mesmo que dizer “o céu é azul”, porque é óbvio.
Ele não é o autor vivo mais adaptado em cinema e televisão à toa. Outro dia eu
li um artigo numa revista que dizia que se Stephen King decidisse publicar sua
lista de compras de supermercado, ele venderia, e ainda a transformaria em
best-seller. É fato indiscutível, ele é um mestre por uma boa razão.
Mas vamos lá...
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