Da Série: Monstros do Cinema – ESTÁ VIVO!!!

em sábado, 19 de outubro de 2013


No mesmo ano do lançamento de Drácula (1931), a Universal Pictures deu vida a outro monstro igualmente famoso: Frankenstein!

A princípio, o papel do Monstro foi oferecido ao ator Bela Lugosi, intérprete do Drácula, mas este o recusou. O papel acabou sendo conquistado pelo  até então, mero coadjuvante em Hollywood  ator britânico Boris Karloff.


No romance gótico de Mary Shelley, o Monstro foi descrito como muito alto, corpulento, de pele amarela como um cadáver de alguns dias, com cabelos negros mal cortados. Foram as incisões feitas pelo Dr. Victor Frankenstein para juntar as partes que o tornaram repugnante.


Sua aparência original distinguia-se completamente daquela que o mundo conhece, e que foi criada nesta adaptação.


Utilizando uma esplêndida maquiagem para dar rosto ao Monstro, Boris Karloff deu ao mundo uma nova visão da criatura, concedendo-lhe a cabeça chata e a pele verde, com eletrodos e parafusos que fizeram do Monstro um mito.

LEIA MAIS

Da Série: Monstros do Cinema – ELE BEBEU NAS VEIAS DO SUCESSO

em quarta-feira, 16 de outubro de 2013




Este é provavelmente o personagem mais adaptado – e imitado! – da história do cinema. Criado por Bram Stoker, que se inspirara na história do príncipe romeno Vlad Tepes para compor seu romance, Drácula foi o primeiro monstro da era de ouro da Universal Pictures.


É claro que o estúdio já vinha investindo e se consolidando no gênero com os filmes protagonizados por Lon Chaney, mas foi só a partir da década de 1930 que a Universal passou a investir pesadamente nos filmes de terror.


A primeira adaptação cinematográfica da história do vampiro foi o filme alemão Nosferatu, de 1922. No entanto, os direitos autorais não eram plenamente compreendidos na época, ou não houve interesse do estúdio alemão em adquiri-los da viúva de Stoker, optando por mudar os nomes dos personagens no filme. Assim, o Conde Drácula foi chamado Conde Orlok, Mina Murray se tornou Ellen Hutter, Jonathan Harker tornou-se Thomas Hutter, e o Professor Van Helsing foi chamado Professor Bulwer.


Após um processo por violação de direitos autorais, a justiça ordenou que as cópias do filme fossem destruídas (o que resultaria num pecado mortal, artisticamente falando!). Porém, algumas cópias já distribuídas permaneceram guardadas até a morte da viúva de Stoker, quando foram restauradas e redistribuídas. Resumindo, só conhecemos esta maravilhosa obra do expressionismo alemão hoje, graças a cópias “piratas”. Uma grande ironia!

LEIA MAIS

Da Série: Monstros do Cinema – O HOMEM DAS MIL FACES

em sexta-feira, 11 de outubro de 2013


Como estamos no mês do Halloween, nada mais apropriado do que relembrar alguns personagens que foram imortalizados nas telas ainda nos primórdios da era cinematográfica, os chamados Monstros do Cinema. Neste caso, há certa ambiguidade na palavra “monstro”, pois esses personagens eram, de fato, monstros assustadores – ao menos para a época em que foram lançados. Seria ambicioso demais esperar que hoje eles ainda provocassem susto em alguém –, mas também se tornaram “titãs”, gigantes imortais na categoria, alcançando sucesso verdadeiramente “monstruoso”.


A Universal Estúdios ainda engatinhava no mundo do cinema quando começou a experimentar o gosto do sucesso, graças ao talento de um ator que ficou mundialmente conhecido como “O Homem das Mil Faces”. A cada filme ele aparecia com um rosto diferente, a maioria monstruosos e deformados, tendo ele próprio inventado uma técnica de maquiagem. Hoje são conhecidas poucas fotos que mostram seu rosto limpo. E sem dizer uma única palavra – pois se tratava ainda da época dos filmes mudos –, Lon Chaney conseguia arrancar gritos de pavor dos espectadores.


A brilhante parceria de Chaney com o diretor fundador da Universal, Carl Laemmle, os tornou precursores do gênero de terror no cinema americano.

LEIA MAIS

NEVERMORE

em sexta-feira, 4 de outubro de 2013



Para abrir o tradicional mês de Halloween aqui no blog escolhi falar sobre, talvez o mais magnífico trabalho deste mestre do macabro, de quem já falei anteriormente, com seu conto igualmente fascinante e assombroso O Coração Delator. Desta vez falarei do poema que é ícone do próprio autor, tendo sido escolhido inclusive para intitular o filme mais recente, embora ficcional, sobre a história deste escritor.




O Corvo, o consagrado poema de Edgar Allan Poe, por vezes aceito como alcunha do próprio escritor.

Em versos e estrofes longas, Edgar Allan Poe conta a história de um homem atormentado pela dor da perda de sua amada, referida no poema simplesmente como “Lenora”. Enquanto busca distrair-se de seu pesar estudando textos antigos, o homem recebe a visita de um Corvo no meio da noite. A ave invade sua casa e pousa sobre um busto de Minerva (a deusa romana, também identificada como a Atena grega), e ali fica, repetindo seu refrão – ou epitáfio, como sugere o poeta, em sinal de uma sentença irrevogável para si mesmo – “nunca mais”.

Estas palavras tornaram-se a marca da história, sendo repetidas ao final de cada estrofe, como uma assinatura funesta à sentença a qual o próprio poeta condenou sua alma.

O Corvo representa a alma daquele homem, uma sombra fúnebre e agourenta, mortalmente atrelada à saudade e ao luto por Lenora.

Em resposta às perguntas do poeta – se dirigidas propriamente à ave ou à sua própria alma machucada, não importa, admitindo que ambas são provavelmente a mesma coisa –, o Corvo afirma que a saudade e a dor não lhe abandonarão “nunca mais”. E nem mesmo a esperança de reencontrar Lenora no Paraíso ele deve alimentar, pois a tristeza que o tortura também não achará alívio “nunca mais”.

Na última estrofe o autor afirma que o Corvo permaneceu para sempre inerte em seus umbrais; e que na sombra projetada pela ave no tapete está presa a sua própria alma, de onde não se erguerá “nunca mais”. Os umbrais a que se refere o poeta são os umbrais de seu coração, para sempre sombreados pela dor da ausência de Lenora. Nesta última estrofe ele atesta sua amargura, e sua desesperança de que um dia possa se recuperar da morte da amada.



Famoso por suas obras que envolvem o leitor num terror psicológico, com personagens que oscilam na linha tênue entre loucura e lucidez, Edgar Allan Poe nos dá um retrato ao mesmo tempo belo e grotesco da dor mais profunda e desumana que atormenta a alma do homem: o luto.

LEIA MAIS

Personagens Inesquecíveis do Cinema

em domingo, 15 de setembro de 2013


Eles dispensam apresentação! Tornaram-se ícones, referência, tendência, e são lembrados mesmo depois de décadas. E provavelmente, a maioria é inimitável.

Aqui eu listei apenas 15 destes exemplos, não necessariamente em ordem.


Carlitos, o Vagabundo


Já falei dele aqui num tributo aos mestres da comédia pastelão, mas o talento desse mestre merece muitas menções. O personagem que imortalizou Charlie Chaplin, se não é o mais imitado do mundo, está na lista dos dez mais, com certeza, porque escreveu não leu, aparece alguém com o chapéu coco, o fraque velho e o bigode de brocha imitando seu andar que eu apelidei de “caí do cavalo e esfolei as pregas”.

LEIA MAIS

O Espetáculo do Absurdo apresenta: TESTE DE ESPELHO

em sábado, 7 de setembro de 2013


Escrito por: Talita Vasconcelos


NOTA: Quando escrevi esse texto estava sob o efeito de medicamentos fortes. (Risos)



Acreditem se quiser: existe coisa mais estressante que o trânsito de São Paulo em horário de rush; e esta coisa se chama comprar espelho novo!

Primeiro você tem que escolher um tamanho que se adapte a sua necessidade. Se você precisa se ver de corpo inteiro para ter certeza de que o look está bom, o ideal é comprar um espelho BEM grande. Depois vem a dificuldade dois, que é instalá-lo no seu quarto numa posição que se adeque ao ângulo e a luz que mais te valorizem. E se você consegue vencer esses dois primeiros desafios, vem o terceiro e mais importante de todos: o reflexo!

Sim, porque o reflexo é a coisa mais importante num espelho. Ao comprar um espelho você deve verificar atentamente se o reflexo que ele vai te mostrar está do seu agrado, ou você corre o risco de passar o resto da vida diante de um espelho catastrófico, que vai te mostrar uma imagem deturpada – ou pior, ERRADA! – do seu eu!

Acha que é loucura? Então veja só o que aconteceu com a Emanuelly:

LEIA MAIS

Em Busca da Fonte da Juventude

em terça-feira, 27 de agosto de 2013


A quarta aventura do Capitão Jack Sparrow foi inspirada no livro On Stranger Tides (Por Estranhas Marés), de Tim Powers, e diferentemente dos filmes anteriores, nos traz uma história completa, em vez de outra trilogia.
Apenas três personagens dos filmes anteriores permaneceram na história: Capitão Barbossa, Joshamee Gibbs, e é claro, o Capitão Jack Sparrow, além de uma participação especial do Capitão Teague Sparrow, pai de Jack.
Nesta nova aventura, que apesar da troca do elenco não ficou devendo em nada aos filmes anteriores – embora eu não deixe de sentir a falta de Will e Elizabeth com seu eterno chove-não-molha, e dos divertidos Pintel e Ragetti –, somos levados em uma jornada, embora lendária, fundamentada em personagens e fatos históricos.
Aqui algumas curiosidades sobre a estruturação da história:
1) O vilão da vez, o temido pirata Edward Teach, mais conhecido pela alcunha de Barba Negra, existiu realmente, e navegou pelos mares do Caribe e pela costa leste das colônias da América entre 1716 e 1718. E embora ele tenha se valido da fama de ser extremamente cruel, não há registros de que ele tenha assassinado ou machucado prisioneiros.
2) Vingança da Rainha Ana foi, de fato, o nome com o qual Barba Negra batizou um navio mercante francês chamado La Concorde, do qual se apossou em 1717. De acordo com histórias, antes de se tornar pirata, Barba Negra foi marinheiro em navios Corsários durante a Guerra da Rainha Ana, o que certamente inspirou o nome do navio. Cerca de um ano depois, ele encalhou o Vingança da Rainha Ana num banco de areia perto de Beaufort, na Carolina do Norte. Há contradições quanto a isso ter sido um acidente ou uma escolha do capitão para deixar parte da tripulação para trás.
3) Juan Ponce de León, citado como dono dos cálices que devem ser usados no ritual da Fonte da Juventude, foi um explorador espanhol que, de acordo com algumas histórias, se engajou na busca pela tal fonte após conhecer a lenda através dos nativos do Caribe. Foi nesta busca que ele chegou à Flórida, onde, por causa da vegetação paradisíaca que supostamente envolve a Fonte, acreditou ser o local de sua existência. Foi gravemente ferido pelos índios e levado de volta para Cuba, onde morreu, sem alcançar o tão sonhado manancial.
4) A princípio, Ponce de León foi informado pelos nativos de que a Fonte da Juventude ficaria ao norte de Cuba, numa ilha chamada Bimini, também conhecida como “Isla de La Juventud”. Talvez por esta razão o mapa de Jack Sparrow mostre Cuba como sendo a localização da Fonte.
Enfim, vamos à história:
LEIA MAIS

Onde Fica o Fim do Mundo?

em sábado, 17 de agosto de 2013


Antes de começar a falar de Piratas do Caribe – No Fim do Mundo, quero mencionar algumas curiosidades a respeito da história (apenas da trilogia inicial):
1) No primeiro filme apresentam-se dois grandes portos piratas reais dos séculos XVII e XVIII no Caribe:
* Port Royal, Jamaica, que chegou a ser governado pelo Capitão Henry Morgan, a esta altura, corsário a serviço da Marinha Real Britânica, outrora um dos mais famosos piratas da história;
* Tortuga, uma ilha que recebeu esse nome porque realmente parece uma tartaruga monstruosa a flutuar quando vista de Hispaniola – outra ilha do mar do Caribe, atualmente conhecida como Ilha de São Domingos, onde ficam o Haiti e a República Dominicana.
2) Ainda neste filme é citado o Código Pirata, compilado por Henry Morgan e Bartholomew Roberts. Na verdade, existiram várias versões de Códigos Piratas, que variavam de acordo com o navio, a viagem ou o capitão, mas se assemelhavam em vários pontos. Como era comum queimar ou jogar o código no mar na iminência de uma captura para evitar que fossem usados contra eles nos julgamentos, apenas partes de alguns códigos sobreviveram.
3)no segundo filme, conhecemos a lenda de Davy Jones e do Holandês Voador. Eu cheguei a mencionar esta lenda na postagem de Halloween, mas vamos acrescentar o seguinte: o termo Holandês Voador na verdade se refere ao Capitão e não ao nome da embarcação. Todavia, Davy Jones é uma figura lendária normalmente associada a esta lenda, como sendo o Capitão do navio.
4) Calypso, cuja lenda surge no terceiro filme, foi uma ninfa do mar que, segundo a mitologia grega, tentou seduzir Odisseu quando ele esteve preso em sua ilha.
5) Há controvérsias sobre a grafia correta de Cingapura (ora escrita com “C”, ora com “S”) no entanto, historicamente, a província asiática que possui este nome nasceu no século seguinte ao retratado no filme, portanto, a “Singapura” de Piratas do Caribe é uma cidade fictícia.
6) As “peças de oito” eram moedas de prata espanholas da época colonial, que valiam oito reales cada. Mais tarde essas moedas foram chamadas peso.
Sem mais delongas, vamos ao filme:


LEIA MAIS

Um Baú de Aventuras

em domingo, 11 de agosto de 2013


A segunda parte da saga do Capitão Jack Sparrow ganha um ar mais sombrio desde o princípio, e este aspecto se estende por quase metade da produção, sem é claro, perder o bom humor.
Vamos à história:

É o dia do casamento de William Turner e Elizabeth Swann. Creio que já ouviram o velho ditado que diz que se uma mulher comer na panela vai chover no dia de seu casamento. Bem, creio que Elizabeth comeu então no caldeirão da Bruxa do 71, porque no dia de suas bodas, não apenas choveu água, como também problemas!
LEIA MAIS

Todos a Bordo!

em quarta-feira, 7 de agosto de 2013


Depois do sucesso de Crepúsculo versão Verônica Louca (ainda estou devendo Amanhecer – Parte 2, mas um dia eu posto), chegou a hora de falar da minha saga favorita: PIRATAS DO CARIBE!
Relaxem, eu não vou zoar a saga. Seria um tremendo sacrilégio, já que, como eu disse, é minha favorita. E não é só porque eu sou apaixonada por histórias de piratas.
Notem algumas peculiaridades do primeiro capítulo desta história:
1)   Os piratas do filme, diferentemente do que se espera, não estão em busca de um tesouro. Seu objetivo, na verdade, é DEVOLVER um!
2)   O protagonista é um pirata maluco, sem navio e sem tripulação, dono de uma ironia lógica impagável.
3)   O mapa do tesouro é uma bússola que não aponta para o Norte.
4)   O grande tesouro que o pirata protagonista quer conquistar é a posse de seu antigo navio.
5)   A mocinha, apesar de atrair confusão do mesmo modo que açúcar atrai formigas, se vira bem sozinha a maior parte do tempo, e, curiosamente, conhece o Código Pirata como ninguém!
6)   E os piratas perversos que atrapalham o protagonista em sua conquista, na verdade não são tão perversos assim. São mais espertos e divertidos que malvados.
Mas como o barato é recontar a história, vamos a ela...


LEIA MAIS


Apoie o Blog Comprando Pelo Nosso Link




Topo