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domingo, 1 de abril de 2018

Desafio #28: Nem Só de Paixões Vivem os Chick-lits... Às Vezes É Só Por Dinheiro!

Acho que estou numa fase de ineditismos aqui no blog. Em dezembro do ano passado postei a review do especial de natal de Frozen poucos dias depois de ele ter estreado no Disney Channel. Esse ano, estou conseguindo seguir – mais ou menos – o cronograma de postagens – coisa que geralmente só consigo em Junho e Julho. E hoje vou postar a resenha de um livro cuja review do filme postei semana passada. É um progresso, hein!
Um Dinheiro Nada Fácil é o primeiro volume de uma série com novecentos livros – mentira, são só(?) 24; e crescendo! – escrito pela americana Janet Evanovich.


Um Dinheiro Nada Fácil (Stephanie Plum #1)
Título Original: One for the Money
Autora: Janet Evanovich
Editora: Rocco
Páginas: 264
Gênero: Chick-lit/ Romance Policial
Sinopse: À beira dos 30 anos, divorciada e desempregada, Stephanie Plum está em busca de um trocado que pague o aluguel, desde que entrou para a lista de contenção de despesas da empresa em que trabalhava como revendedora de lingeries. A cidade de origem da moça não está no mapa dos grandes romances – é Trenton, Nova Jersey, lar de espertalhões, prostitutas e imigrantes. Foi lá que ela teve o primeiro contato, nos tempos de escola, com o irresistível Joseph Morelli, parceiro ideal para esta história sobre um crime não-resolvido, repleta de ação, suspense e jogos de sedução, que tem início quando ela aceita o emprego de caçadora de recompensas na firma de um primo esquisito, depois de ter seu carro confiscado e empenhar alguns eletrodomésticos.
Munida de um bom par de saltos, um olhar charmoso e um tubo de spray de pimenta, Stephanie Plum inicia sua nova carreira e seu primeiro alvo é exatamente um certo Joe Morelli, ex-policial foragido, o mesmo por quem ela tinha uma queda desde os tempos de escola. Morelli é considerado um homem perigoso, mas, para Stephanie Plum, ele agora vale dez mil dólares. E ela fará de tudo para capturá-lo, até mesmo tentar resistir à sua teia de sedução. Para completar o caos em que se transforma a vida da protagonista, a jovem ainda precisa lidar com um campeão de boxe psicopata, uma avó docemente esclerosada e uma súbita atração por um colega de trabalho, um cara durão que arranca suspiros de todas as meninas da vizinhança.
Depois de muita confusão, e após ver o carro roubado que dirigia explodir e voar pelos ares, tudo que Stephanie Plum queria era estar “incondicionalmente segura”. Mas um caminhão frigorífico a leva, junto com o procurado Joe Morelli, para um porto discreto, onde coisas ilegais aconteciam. A recompensa estava garantida, mas não seria tão fácil assim. Para o leitor, ao contrário, a recompensa vem fácil, fácil, na forma de uma narrativa ágil e muito bem-humorada, que dá conta de uma trama rocambolesca sem perder o ritmo da primeira à última linha.

O básico, todos conhecem, até porque, postei há pouco a review do filme: Stephanie Plum é uma mulher desesperada, encalhada e mal paga espirituosa, que por conta de sérias contingências do destino acaba se tornando Caçadora de Recompensas. Mas se no filme ela parecia totalmente inadequada para a tarefa, no livro ela não se sai muito melhor.
Stephanie convence seu primo Vinnie a lhe ceder o caso de Joe Morelli, um policial com quem ela teve um breve envolvimento no passado – vamos chamar essa brincadeira de fazer cupcake na padaria: ela era a massa e ele o chantilly –, e que está sendo acusado de matar um traficante em seu dia de folga. O caso é que Stephanie não sabe muito bem o que está fazendo, por isso a assistente de seu primo lhe arruma um professor, Ranger Mañoso, o melhor Caçador de Recompensas da firma, e ele logo lhe dá uma arma e meia dúzia de instruções.
Mas quando começa a meter o nariz onde não foi chamada, Stephanie logo se torna alvo de perseguições de um boxeador chamado Benito Ramirez, que, a princípio, era só o namorado de uma das testemunhas desaparecidas, Carmen Sánchez, mas pelo que ela conseguiu apurar, ele também era o chefe de Ziggy Kulesza, a vítima de Morelli, e pretende acobertar sua culpa no cartório a custa do sangue de Steph – derramado bem devagarzinho.
Curiosamente, o filme fez poucos cortes e poucas alterações na história – algo raro em adaptações cinematográficas de livros; especialmente em se tratando de comédias românticas. O livro apenas deixa mais clara a relação de Stephanie com o policial Eddie Gazarra, que pareceu ser só um parente por tabela no filme – marido de uma das muitas primas de Stephanie –, mas na verdade ele era seu melhor amigo de infância. E também coloca Ramirez numa posição mais ativa e assustadora como vilão da história, embora ele não fosse a verdadeira mente criminosa por trás de tudo. A relação de Steph com Morelli, embora tenha se tornado mais amistosa após ele ter se livrado das acusações, não chega a enveredar para um romance. A recompensa por sua captura era somente de dez mil dólares no livro; no filme superfaturaram para cinquenta. E o japa simpático do filme, era um veterano da Guerra do Vietnã no livro. Detalhes...
Ainda não tive a oportunidade de ler os outros livros da série Stephanie Plum, mas com certeza farei muito em breve. Diferentemente de outras mocinhas de chick-lit, Stephanie não está nem aí para sua vida amorosa. O que ela precisa é de dinheiro, e vê em Morelli apenas um meio para um fim. E também não fica acovardada, cheia de fragilidades diante do primeiro B.O. que aparece. Está sendo ameaçada de morte? E daí? É só praticar uns tiros com seu amigo Eddie, e se Ramirez se meter à besta estará pronta para dar um jeito nele. Explodiram seu carro – ou o carro de Morelli – no estacionamento de seu prédio? Não esquenta! Sobrancelhas crescem de novo, gata.
A autoconfiança de Stephanie chega a beirar a loucura. É fascinante, engraçado, e extremamente divertido. Não foge completamente dos clichês, mas é uma história que não dá para largar. 

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