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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Não Se Pode Apagar o Que Já foi Escrito


O capítulo que encerra uma das minhas sagas favoritas está repleto de aventura, mistério e reviravoltas.
É lamentável que o cinema tenha se limitado a adaptar apenas o primeiro volume da trilogia Mundo de Tinta, de Cornelia Funke, pois suas sequências tinham ainda muita história para contar e nos encantar.



Morte de Tinta
Título Original: Tintentod
Autora: Cornelia Funke
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 576
Gênero: Fantasia
Sinopse:
"Mundo De Tinta" é um universo onde ficção e realidade se confundem e também o nome da trilogia iniciada com o best-seller "Coração De Tinta", seguida de "Sangue De Tinta" e que chega agora ao fim com "Morte De Tinta". Nesse universo, um “língua encantada” é alguém que, ao ler uma história em voz alta, tem o poder de trazer o mundo dos livros para a realidade, assim como viajar ele mesmo, e levar quem estiver por perto, para o mundo fantástico da palavra escrita. É o que aconteceu com Mo, um encadernador de livros, e sua família, quando um dia, ao ler em voz alta seu livro favorito - Coração De Tinta -, ele manda a mulher para o mundo da ficção, trazendo em seu lugar alguns vilões da trama.
Mo e sua filha Meggie acabaram transitando entre essa fronteira; viveram um bocado de aventuras nessas viagens e conheceram milhares de personagens incríveis - muitos deles malvados até a alma. Desta vez, com a ajuda de Dedo Empoeirado, Farid, Resa e Violante, Mo enfrenta o mais terrível de todos os vilões, o Cabeça de Víbora, numa batalha final, de vida ou morte.
Mas, antes dela, personagens já conhecidos dos livros anteriores vivem suas aventuras. Fenoglio, o autor de Coração de tinta, tem que combater Orfeu, plagiador que se utiliza de passagens de seu livro para reescrever e manipular a história. Meggie, ao se apaixonar por Farid, se depara com as alegrias e decepções do primeiro amor. Resa, mãe de Meggie, traz em seu ventre um novo herdeiro. E Mortimer, nosso herói, que no Mundo de tinta assume a personalidade do Gaio, espécie de Robin Hood, tem que lutar contra o próprio personagem que interpreta, já que pouco a pouco começa a se confundir com ele e a se esquecer de quem é no mundo real.



O último capítulo da história de Meggie Folchart, filha do encadernador Mo, que, como seu pai, possui o dom de trazer as palavras à vida, começa exatamente do ponto onde terminou Sangue de Tinta. Farid se alia a Orfeu, lido por Meggie para dentro do livro com o único objetivo de resgatar Dedo Empoeirado das garras da morte. No entanto, o sujeitinho tem planos muito mais audaciosos para si mesmo no mundo de Fenoglio.
Escrevendo para si as maiores riquezas do reino, e conquistando a simpatia dos novos senhores de Ombra, Orfeu adia cada vez mais os planos dos mocinhos.
Todavia a história não está mais interessada no que mãos humanas podem escrever sobre ela.
Um acordo firmado com a morte em pessoa acaba enviando de volta o Dançarino de Fogo em sua versão Mega Power 2.0, e o conectando ao encadernador que, cada vez mais assumindo o personagem que Fenoglio criara para ele naquele mundo, se arrisca numa perigosa viagem ao Castelo no Lago, onde espera desfazer a magia que tornou Cabeça de Víbora, o grande vilão de Coração de Tinta, imortal.
Enquanto esses heróis se preparam para a luta, Meggie, Fenoglio e os ladrões liderados pelo Príncipe Negro terão sua própria guerra para lutar: proteger as crianças de Ombra de serem levadas pelos homens do Cabeça de Víbora para trabalhar nas minas de prata.
O acaso que colocou o livro novamente nas mãos de seu autor acaba revelando inúmeros caminhos para ajudá-los na luta; mas Fenoglio já deveria conhecer a esta altura os perigos de unir sua pena à Língua Encantada de Meggie.
O auxílio de um personagem impensável; palavras que Fenoglio sequer lembrava de ter escrito; e um feitiço aprendido há muito com uma das mentes mais perversas do Mundo de Tinta, serão as mais poderosas armas dos nossos heróis para vencer o capítulo final.
A última canção do Gaio poderá ter um final feliz. Mas resta aos nossos queridos personagens reconhecer que há muito deixaram de ser meros forasteiros no mundo do outro lado das páginas. Afinal, já dizia Dorothy em O Mágico de Oz: “Lar é o lugar onde seu coração está”.


Um adendo sobre Mundo de Tinta – Contos:

Mundo de Tinta – Contos
Autora: Cornelia Funke
Editora: Seguinte
Páginas: 40
Gênero: Fantasia/Contos
Sinopse:
Três contos inéditos que se passam no Mundo de Tinta contam o que aconteceu com alguns personagens depois do desfecho da história de Mo e de sua filha Meggie. Um presente para todos os fãs que estavam com saudades desse universo de fantasia que já conquistou milhares de leitores no Brasil.
Sete anos depois do lançamento de Coração de tinta, primeiro volume da série juvenil que conquistou leitores brasileiros de todas as idades, chegam três contos inéditos que se passam nesse universo incrível, criado pela escritora alemã Cornelia Funke, onde algumas pessoas — os chamados Línguas Encantadas — têm o poder de dar vida aos personagens das histórias ao lê-las em voz alta.
No primeiro conto, descobrimos um pouco do que aconteceu depois das últimas páginas de Morte de tinta, último volume da trilogia. Orfeu, exilado num reino gelado, longe do alcance das palavras de Fenoglio, tenta reencontrar a magia e se reerguer, na companhia de Brilho de Ferro, seu homem de vidro.
Num clima de mistério e fantasia característico das obras de Cornelia, vemos ainda o que se passa cinco anos depois, quando Fenoglio sente a presença de Orfeu e precisa avisar Dedo Empoeirado, anunciando mais uma aventura.
Por fim, em Livro de Prata, conhecemos esse objeto mágico misterioso que sumiu de um museu numa cidadezinha da França e que pode ser a resposta para muitas perguntas — não só sobre o Mundo de Tinta, mas sobre outros universos…
Um presente para todos os fãs da série, esses contos levarão os leitores em mais uma viagem pelo universo dos livros, onde eles poderão matar as saudades desse lugar mágico, repleto de personagens fantásticos e histórias impressionantes, que só poderiam ser fruto da imaginação de uma das maiores autoras infanto-juvenis da atualidade.



Seria pedir demais que esse livro fosse maior?
Cornelia Funke amarrou muito bem a história de sua saga, deixando por dizer apenas porque a história tomou rumos completamente inesperados por seu autor. Havia, afinal, outra pena escrevendo Coração de Tinta? Ou o problema todo se deu quando Mo, acidentalmente retirou personagens importantes do livro, deixando-os fora por quase uma década? Pois, retiradas algumas peças da equação, é de se imaginar que o equilíbrio da história tenha se desfeito.
Mas então a autora decidiu escrever mais algumas linhas sobre o Mundo de Tinta, deixando no ar uma perspectiva completamente nova sobre os rumos desta história e sobre quem realmente segura a pena que a escreve.
Constituído de apenas três contos, Mundo de Tinta – Contos revela o destino de Orfeu ao fim da trilogia, o terreno desconhecido daquele mundo que ele descobriu além das montanhas do norte, e introduz uma nova ameaça ou uma possível aliada em sua vingança. No segundo conto, Fenoglio toma conhecimento de que seu rival ainda está vivo, e pode estar a caminho de bagunçar mais uma vez a história que ele teve tanto trabalho para colocar nos eixos. E a cereja do bolo: no conto O Livro de Prata, a autora revela a possível origem de Coração de Tinta, através de um livro que durante muito tempo ficou exposto num museu na França, do lado de cá das letras.
O Livro de Prata, segundo a lenda, veio com o aviso de que ninguém deveria tocar nele. Sabe-se, com certeza que catorze pessoas o tocaram, antes de ele ter sido roubado – possivelmente a mando do mesmo homem que mandou encaderná-lo séculos atrás. Entre essas pessoas está um encadernador, que foi chamado uma vez para restaurá-lo. Diz a lenda, que quem toca o Livro de Prata absorve dele o poder de dar vida às palavras impressas com sua voz. A magia é tão poderosa, que costuma ser herdada pelo primogênito daqueles que a possuem.
O encadernador que tocou no Livro de Prata naquela ocasião, fora o pai de Mortimer Folchart.
E ao que tudo indica, Fenoglio chegou a ver esse livro quando ainda estava exposto no museu, e chegou até a pedir que um dos guardas o abrisse para que ele pudesse examinar melhor as iluminuras que ele continha, e mais tarde usou as imagens que vira nesse livro como inspiração para criar o Mundo de Tinta.
Será que algum dia teremos novos capítulos desta história?
Esperamos que sim. Até lá, o que nos resta é sonhar com as palavras. Quem sabe um dia elas nos abram a porta entre as letras...

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