A
senhora de todas as polêmicas, sem sombra de dúvida!
O CÓDIGO DA VINCI
Título Original: The Da Vinci Code
Autor: Dan Brown
Editora: Sextante
Páginas: 432
Gênero: Mistério e Suspense
Sinopse:
Um assassinato dentro do Museu
do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um
segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus
Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos
líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros
Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière
consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a
criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de
Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives
enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intrincado
quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja
Católica.
Apenas alguns passos à frente
das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas
ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios
da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do
Santo Graal. Mesclando com perfeição os ingredientes de uma envolvente história
de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos,
Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade.
"O Código da Vinci" prende o leitor da primeira à última página.
EEEEE
Quando
foi lançado em 2003, o Código Da Vinci dividiu opiniões: entre os que exaltavam
a obra de Dan Brown, capaz de criar um suspense intrigante em torno do que
seria – supostamente – o maior escândalo da História Humana, e os que
condenavam veementemente a obra por zombar da religião.
E,
sim, estou usando deliberadamente este termo: religião.
Não
fé.
Ao
contrário do que muito se falou, gritou e esbravejou em torno da obra, em
momento nenhum Dan Brown zombou da fé propriamente.
O tema abordado em O Código Da Vinci, foi alienação religiosa. Não tinha nada a
ver com a fé de ninguém.
Correndo
o risco de ser interpretada equivocadamente como defensora da obra, quero
acrescentar que O Código Da Vinci foi um dos mais bem estruturados mistérios de
ficção que já li.
E
aqui ressalto outra palavra deliberadamente escolhida: ficção. Pois, embora tenha escrito logo na apresentação do livro
que alguns fatos revelados em O Código Da Vinci eram verdadeiros, o tempo todo,
Dan Brown deixa claro em sua obra que se trata de uma ficção.
Não
é só seu personagem, Jacques Saunière, curador do Museu do Louvre e Grão-Mestre
do Priorado de Sião que domina a arte da codificação e dos duplos sentidos. Dan
Brown também o fez habilidosamente em sua trama. O caso é que a raiva incitada
pela blasfêmia que o livro parecia representar cegou os primeiros leitores a
essa questão. E afinal, cada um vê aquilo que quer ver.
Mas
observando a história com calma, é possível perceber a novela por trás da
suposta heresia.