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sábado, 8 de setembro de 2018

Vale a Pena Ver de Novo Bem Rápido – Parte 3: Um Dia o Castelo Cai...

No capítulo anterior, vimos Afonso desesperado para sanar os problemas herdados do reinado desmiolado de seu irmão Rodolfo em Montemor, e Catarina se aproveitando da nobreza do Rei para alcançar seu grande sonho: casar-se com ele.
Mas foi só conseguir se unir – ao menos no papel – ao seu grande amor, para a vilã descobrir que estava grávida... do Rei da Lastrilha!
Aí danou-se! Porque assim que Afonso descobrisse a gravidez, sabendo que o filho não poderia ser dele, ele poderia pedir a anulação de seu casamento – uma vez que a união já havia garantido o empréstimo pedido ao Conselho da Cália, que afinal, era o único motivo que o prendia à moça. Então Catarina teve que pedir ajuda à Bruxa Brice para enfeitiçar o marido e fazê-lo acreditar que passaram uma noite juntos.
Ao ser informado da gravidez da esposa, Afonso viu ruir seu relacionamento com Amália, que acreditava ser a única mulher em sua vida. E desta vez Afonso nem tinha argumentos para conseguir seu perdão, já que ele também não sabe o que aconteceu, ou como aconteceu. Tudo o que ele se lembra é de ter acordado e encontrado Catarina ao seu lado na cama.
Quem também não reagiu bem quando a notícia – a fofoca, na verdade, porque ele soube por Naná – da gravidez de Catarina chegou aos seus ouvidos foi Otávio. Foi então que ele decidiu propor uma aliança a Rodolfo para depor Afonso do trono. Rodolfo havia se mudado para Alcaluz, depois de ter sido expulso de Montemor fantasiado de cozinheira, pensando que Lucrécia não o deixaria na rua. E estava certo. Mas ela o forçou a trabalhar como empregado no castelo, uma vez que todos os funcionários abandonaram o local – e o Reino – após a falência.
Quem acabou simpatizando muito com o moço foi a tia Margot, Rainha de Alcaluz, que a Cália inteira sabe que é doida, e o confundiu com o avô dele, Guilherme de Monferrato, que num passado muitíssimo distante, a abandonou no altar – possivelmente para se casar com Crisélia.
E como descobre que há uma câmara secreta no castelo lotada com os tesouros que Margot escondeu – porque Alcaluz, afinal, não estava tão falida assim, a Rainha é que não batia bem –, ele decidiu entrar no personagem, fazê-la acreditar que realmente estava diante de seu avô, e levá-la ao altar.
Assim arranjados, Rodolfo desposou a matrona.


E o que aconteceu?
Contudo, esse casamento não chega a se consumar. Para sorte de Rodolfo, e azar da noiva. Acontece que justamente na noite de núpcias, a Rainha Margot Cantelli de Vilarosso precisou fazer uma viagem. Só de ida. Para a terra dos anjos cantantes. Ou dos caldeirões borbulhantes, não sei, não verifiquei o bilhete.
Mas herdou o trono. E o tesouro! E com ele em mãos, planejou seguir o exemplo de Constantino, e contratar um exército de mercenários para atacar Montemor, sequestrar Afonso e fazê-lo abdicar mais uma vez.
Ele só esqueceu de um detalhezinho: ele não é Constantino, não tem a mesma marra, nem impõe o devido respeito. De modo que os mercenários passaram a perna em todo mundo, esvaziaram a câmara do tesouro e deram no pé, deixando Rodolfo a ver navios. E ainda levaram Latrine, a dama de companhia de Lucrécia para sobremesa.
Por livre e espontânea vontade da moça, é claro, que preferiu viver aventuras com os bandidos do que continuar como empregada daquele bando de loucos.
Felizmente para ele, Tico e Teco tinham malocado parte do tesouro em seus aposentos, e Rodolfo imediatamente o confiscou, para ir à Lastrilha fazer uma proposta indecente ao Rei Otávio: uma aliança para depor Afonso e dar um fim na Catarina. Mas naquela época, Otávio o mandou passear.
Agora a coisa mudou de figura, porque a cobra ter se casado com Afonso, e ainda ter conseguido engravidar dele em tão pouco tempo feriu profundamente o orgulho do Rei de Lastrilha.
Mas agora quem não está querendo papo com ele é o Rodolfo, porque naquele mesmo dia ele havia recebido outra visita – Rodolfo andava muito requisitado de repente. Amália o visitou em Alcaluz, agora disposta a ouvir a lista de acusações de Rodolfo contra Catarina – coisa que Afonso se recusou a fazer quando o irmão estava preso em Montemor.
Acontece que Amália e Selena, atual chefe da Guarda Real, decidiram unir forças para investigar os crimes de Catarina, e reunir provas para desmascará-la perante o Rei Afonso. E Rodolfo fica muito feliz em dar sua contribuição, contando como Catarina tramou o golpe que resultou na guerra entre Artena e Montemor, e que ela manteve, sim, o Rei Augusto preso na Torre de Zéria, e o transferiu antes que os guardas de Montemor fossem até lá procurá-lo. Rodolfo está mais do que disposto a colaborar com a plebeia para a queda da vilã.
O que não faz um inimigo em comum, hein!? Une gente que nunca poderíamos imaginar que pudessem trabalhar juntos...
Lucrécia também está disposta a colaborar para mandar aquela demônia de volta ao lugar de onde ela nunca deveria ter saído, que é o inferno!
Todos concordam que a primeira coisa que deve ser feita para desmascarar Catarina, de maneira irrefutável, é localizar Rei Augusto. Ele pode até não querer acusar a própria filha por sua prisão bárbara, mas se simplesmente revelar que esteve de fato preso na Torre de Zéria como Rodolfo tinha contado a Afonso, as suspeitas sobre a Princesa se  confirmarão.
Mas antes de sair em busca de Augusto, Amália e Selena precisam garantir a segurança de Diana, que está na mira da Rainha assassina desde a noite em que impediu a malvada de ficar sozinha com Afonso, desmaiado de tão bêbado, organizando praticamente uma festa no quarto dele, com Lupércio, Gregório e Tiago.
Catarina manda Delano dar cabo da criada quando ela vai a uma aldeia vizinha comprar tecidos para Gregório. Mas a viagem era uma armadilha. Diana levou uma escolta em segredo, para capturar Delano quando ele tentasse atacar a carruagem. Porém Delano também suspeitou desde o princípio que a oportunidade era boa demais para ser verdade, e mandou mercenários para dar cabo de Diana na floresta, e todos acabaram mortos pelos amigos da camareira.
Pelo menos ela pôde contar sobre o ataque ao conselheiro do Rei, e ligar o pisca-alerta a respeito do perigo que certos funcionários do castelo estão correndo.
Outro plano que vai para o vinagre, é o de enviar Ísis para contar ao Rei Afonso que foi induzida por Lucíola a espalhar os boatos de que Amália seria uma bruxa durante a peste, quando o Inquisidor veio a Montemor. Ísis concordou em contar tudo o que sabia a Afonso, mas foi morta por Delano antes que pudesse ser recebida pelo Rei.
A essa altura, Amália já sabe que Virgílio sobreviveu ao incêndio, e ele contou que foi Delano quem incendiou a cabana a mando de... Quem? Quem? Quem? Quem?!
Raimundo Nonato?
NÃO! Catarina de Lurton, é óbvio!
Mais um crime para a já gigantesca lista de acusações contra a Rainha de Artena e Montemor.
Provando que inimigos em comum realmente são capazes de estabelecer as alianças mais improváveis, Virgílio acaba sendo o maior ajudador de Amália na busca pelo Rei Augusto.
Eles acabam descobrindo que o Rei voltou a se unir à trupe de teatro de Isandro e Larissa, com quem se apresentava em segredo em Artena quando levou a flechada que deu início à guerra com Montemor, e Amália vai ao encontro do monarca para tentar convencê-lo a ir a público, para que todos vejam que ele está vivo, e revelar a barbaridade que Catarina cometeu contra ele. Mas, como já previam, Augusto tem certos pudores em denunciar a própria filha. Principalmente porque ele esconde dela um segredo impactante.
A Rainha Cecília, esposa do Rei Augusto, teve grande dificuldade no parto de sua filha. Augusto chegou a pensar que nenhuma das duas sobreviveria, pois Cecília já não era muito jovem, e o parto se prolongou demais. Por milagre, as duas sobreviveram, a princípio. Cecília deu à luz uma menina. Mas a criança morreu horas depois. Augusto não quis contar a verdade à esposa, pois sabia que aquela era sua última chance de ter um filho. Então ele mandou Demétrio, seu fiel Conselheiro, a um convento para buscar uma menina recém-nascida para ocupar o lugar da Princesa morta. E assim ele fez.
Foi assim que Catarina chegou às mãos do Rei Augusto. Uma órfã abandonada no convento ao nascer, que teve a sorte de ser adotada por um Rei.
Cecília morreu pouco tempo depois, mas pelo menos teve a alegria de ser mãe por um breve período.
Amália fica chocada com esta revelação.
Mas esse buraco é ainda mais embaixo, e ele está bem enfeitiçado.
Acontece que Catarina não foi abandonada no convento. Ela foi parar lá por acaso. A mãe dela estava sendo perseguida, e precisou deixá-la na floresta, planejando voltar depois para buscá-la quando conseguisse despistar seus perseguidores. Mas quando ela retornou, a menina tinha desaparecido. Ela só encontrou o xale onde a tinha enrolado antes de deixá-la junto a uma árvore.
Por todos esses anos, a mãe a procurou. E agora que pressentia que sua morte estava próxima, ela estava ainda mais desesperada para encontrá-la, contando inclusive com a ajuda do dom de Agnes para tentar descobrir o paradeiro dela.
A mãe de Catarina é Brice, a Bruxa.
As investigações da bruxa a levaram ao convento, onde descobriu que a menina tinha sido adotada por um casal de Artena, mas quando bateu à porta da casa deles, eles disseram que a menina morreu de febre logo depois de ter sido adotada. Mas era mentira. Eles não quiseram foi contar àquela estranha mulher que eles venderam a filha dela ao Conselheiro do Rei Augusto, e que ela foi criada no castelo, como Princesa de Artena.
A princípio, quando Brice revela a verdade à Catarina, ela não acredita, e fica revoltada com a possibilidade de ser filha de uma bruxa. Mas quando Augusto, tendo retornado a Montemor, confirma a adoção, a malvada começa a considerar a possibilidade de manter a bruxa por perto como aliada leal.
Mas não vamos adiantar os fatos, porque antes de confirmar sua origem com o Rei Augusto, Catarina começou a ser investigada também por Afonso. Depois que todo mundo no castelo – Gregório, Diana, Tiago, Selena, a cozinheira, o cavalariço, a tia da faxina, o cuidador do cachorro – colocou a cabeça para funcionar, e começou a perceber que Catarina foi a maior beneficiada com todas as desgraças que se abateram sobre Montemor nos últimos tempos, Afonso ficou com a pulga atrás da orelha.
Durante as investigações, encontraram vestígios de um pó, até então desconhecido, no interior da mina. Como boticário e alquimista, Olegário, o não tão novo assim e nem tão recente marido da viúva negra local, a taverneira Matilda, foi consultado, para ver se descobria o que era aquela coisa, e ele reconheceu tratar-se de um pó que, segundo rumores, estava sendo fabricado no oriente, uma mistura de salitre, carvão e enxofre, conhecida como pólvora. Ele nem sabia que aquilo já estava sendo fabricado na Cália, mas confirmou que a mistura é explosiva, e pode ter ocasionado o desmoronamento da mina. E por não se tratar de um composto natural, fica claro que a explosão da mina não foi acidental.
Segundo Olegário, só um alquimista na região esteve recentemente no oriente e pode ter aprendido a fabricar aquele preparado, o Alquimista de Kalaba. Mas quando Tiago foi até lá interrogá-lo, descobriu que o homem acabara de ser assassinado. A viúva, ao saber do motivo da vinda do soldado, que provavelmente é o mesmo motivo da vinda do assassino, entregou o bracelete de ouro que o marido recebeu como pagamento pelo carregamento de pólvora que fabricou para alguém em Montemor, e Diana não teve dificuldade em reconhecer que a joia pertencia a Catarina, uma vez que já foi camareira dela.
Mas quando interrogada, Catarina afirmou ter perdido aquele bracelete há algum tempo, sugerindo que alguém possa tê-lo roubado, e usado para pagar ao alquimista para incriminá-la. Sobretudo porque foi Tiago, irmão de Amália quem o recuperou. Quem garante que ele mesmo não matou o alquimista e agora esteja usando a joia para acusar a Rainha a mando da irmã?
Afonso finge que acredita para não perder a amizade, e para que Catarina não desconfie que está sendo investigada. Mas ele arquiteta um plano com Gregório e Romero para pegar Catarina com a boca na botija. Ou com uma arma na mão.
Eles fazem correr pelo castelo o rumor de que Delano foi preso na masmorra, e que ele confessou ser o responsável pela explosão da mina e pelo assassinato do alquimista, e concordou em revelar o nome do mandante dos crimes em troca de ser poupado da forca. Claro que Catarina não vai correr o risco, porque, como já ficou claro na ocasião da morte de Constantino, a Rainha de Artena gosta de todas as pontas bem amarradinhas.
Então ela encarrega Lucíola de descer até a masmorra e matar Delano, mas sua dama de companhia é detida no caminho, e presa como cúmplice de Catarina.
A notícia que chega à alcova da Princesa, porém, é a de que Lucíola foi vista fugindo de Montemor.
Assim, Catarina pegou um punhal e decidiu ir pessoalmente à masmorra dar um jeito em Delano. Só que o prisioneiro na masmorra escura não era seu capanga; era o Capitão Romero, servindo de isca para o ataque da Rainha; e Afonso também estava lá embaixo, esperando para prender Catarina em flagrante.
Nem a história do possível filho o comoveu. Afonso mandou trancar a Rainha no quarto dela, determinado a convocar seu julgamento o mais rápido possível.
Repararam que eu gosto de colocar a Lucrécia para xingar a Catarina, né?
E foi justamente nessa hora de necessidade que Catarina ficou sabendo que era filha da Brice.
Justo quando Amália finalmente descobriu o paradeiro do Rei Augusto, e soube por ele que a malvada não tinha uma gotinha sequer de sangue azul.
E como Catarina cometeu barbaridades demais para ficar impune, Augusto concorda em voltar a Montemor, para pelo menos depô-la do trono de Artena, já que o Rei ainda está hesitante em revelar que a filha o manteve preso hediondamente na Torre de Zéria. Mas no caminho, sua escolta é atacada por Delano e seus homens, que receberam ordens expressas de Catarina para impedir o retorno de seu pai.
Agora vejam só como o mundo dá voltas. Quem acaba salvando o dia é Virgílio. Enquanto Amália e Selena dão conta dos capangas, Virgílio enfrenta pessoalmente o capacho de Catarina e consegue finalmente matá-lo – dessa vez ele se certifica de que o maldito esteja realmente morto –, mas acaba sendo mortalmente ferido por ele na luta também.
Pelo menos, Virgílio teve tempo de pedir perdão à Amália por ter atrasado sua vida tantas vezes, tentando separá-la de Afonso, antes de morrer nos braços da amada.
E como desgraça pouca é bobagem, a comitiva ainda é cercada por Otávio, que pretende aprisionar novamente o Rei Augusto. Mas agora Afonso já está informado da missão que afastou Amália e Selena do Reino, e também das armadilhas que lançaram em seu caminho, e vai pessoalmente com seus soldados socorrer a amada, salvar o Rei Augusto e botar Otávio mais uma vez para correr.
E foi assim, depois de toda essa saga de resgate, que Augusto finalmente chegou à Montemor para confirmar a história toda sobre a verdadeira origem de Catarina. E apesar de todas as atrocidades cometidas, Afonso e Amália decidiram guardar o segredo da origem da megera, e permitir que ela fosse julgada como uma Princesa de sangue.
E agora nem o amor que supostamente sentia por Afonso impediu Catarina de encomendar a morte dele a Brice, que tentou lhe dar um beijo mortal. Sorte dele que Selena estava montando guarda na porta do quarto, e percebeu a presença da bruxa a tempo de afugentá-la.
Nessa altura, Selena revela ao Rei que é uma bruxa, e que Agnes pode ajudá-lo a se lembrar do que realmente aconteceu na noite em que Catarina dormiu ao lado dele. E graças a esse feitiço de memória, Afonso tem a confirmação de que jamais encostou um dedo sequer em Catarina – tirando uns beijos, por pensar que ela fosse Amália –, e portanto, não há possibilidade de ele ser o pai do filho dela.
Detalhe: envolveram uma criança num feitiço para desvendar a vida sexual do Rei. Super normal, né...
O que muito alegra Amália, que agora sabe que não foi traída com a bisca, não tem mais nojo de ficar com Afonso por ele ter frequentado péssimos lugares, e vê no bastardo de Catarina um excelente motivo para o Rei anular seu casamento com a biscate.
E para melhorar ainda mais as notícias, Lucíola cede às pressões, e revela todos os crimes de Catarina, concordando em depor contra ela no julgamento, para escapar da forca.
Mas para isso, primeiro eles precisam trazer Catarina de volta a Montemor, pois a malvada aproveitou seu recém-descoberto parentesco com Brice para pedir uma dose de Poção Polissuco, que a fizesse exibir a fuça da dama de companhia, e assim conseguiu fugir do castelo usando um vestido dela. Isso, quando Lucíola ainda não estava presa.
Em seguida, Catarina decidiu usar o último trunfo que lhe restou para conseguir um aliado que pudesse livrá-la da forca: ela foi à Lastrilha revelar a Otávio que ele é o pai do filho que ela espera. Ele duvida, porque sabe que aquela vagaba passou o rodo no elenco inteiro da novela, de modo que o diabinho pode ser filho de qualquer um – até do Virgílio –, e desconfia que ela esteja tentando lhe empurrar um bastardo. Mas com a chegada da notícia de que Afonso pediu a anulação do casamento, Otávio fica na dúvida, e pelo sim, pelo não, concorda em dar guarida à megera.
E apesar disso, segue com seu plano de atacar Montemor.
Mas sem o elemento surpresa, já que Rodolfo estava a par de seus planos, uma vez que tinha sido seu mais ou menos aliado até recentemente – daquele jeito desmiolado tão típico de Rodolfo –, até Lucrécia convencê-lo a fazer as pazes com o irmão e ajudá-lo a proteger seu Reino, ao que ele acabou concordando.
Sobretudo porque a doidinha está à espera de um herdeiro.
E graças a isso, a moça não suporta olhar para a cara dele sem ficar enjoada. O que ainda é melhor do que quando o oposto começa a acontecer, e é Rodolfo quem começa a ficar enjoado da cara dela, fazendo-o suspeitar de que também esteja grávido.
Esse Rodolfo é mesmo uma figura... Não faz a menor diferença na história, mas vale comentar que até recentemente, o moço esteve preso num cinto de castidade, colocado por Lucrécia enquanto ele dormia, para evitar que ele caísse em tentação e cedesse aos encantos de Glória, quando todos estavam hospedados no castelo da Lastrilha.
Porque desde que se tornou Duquesa, Glória e sua mãe, Naná, estavam obcecadas por encontrar algum parente nobre do finado Duque Istvan em quem pudessem se encostar, e Otávio concordou em hospedar a moça em troca de Naná voltar para a cozinha do castelo em Montemor para lhe trazer notícias quentinhas no final do dia. O que acabou levando a mãe da Duquesa à masmorra, da qual só escapou com pena reduzida, depois de concordar em contar ao Rei Afonso todas as fofocas que havia levado à Lastrilha.
Mas, voltando à guerra, Afonso aproveitou seu recente conhecimento da utilidade da pólvora, e encomendou o quanto Olegário fosse capaz de fabricar antes que o exército da Lastrilha os cercasse, e usou para explodir alguns soldados de Otávio no início do confronto, o que acabou forçando o exército inimigo a recuar.
Porém Otávio estava determinado a manter o cerco a Montemor por tempo suficiente para que se esgotassem as reservas de água e comida – já escassas – na cidade, e assim forçar Afonso a se render. Algo que ele não estava disposto a fazer.
Curiosamente é Rodolfo quem acaba dando a ideia salvadora, ao sugerir que Afonso peça a Otávio que permita a saída das mulheres grávidas, das crianças e dos idosos de Montemor. Na verdade, ele só queria tirar as grávidas para garantir a segurança de Lucrécia, mas isso fez Afonso pensar na possibilidade de camuflar soldados em roupas de mulher e de idosos, para poder cercar o exército de Otávio, e atacá-lo em duas frentes.
Claro que isso dependia de ele aceitar ou não o acordo, uma vez que o propósito de um cerco é fazer o povo sofrer com fome e sede.
Surpreendentemente, porém, Otávio concorda em permitir a passagem das mulheres, crianças e idosos de Montemor, se em troca eles lhe entregassem Selena.
Acontece que Otávio fez uma descoberta surpreendente durante o primeiro ataque a Montemor: ele viu um colar com um pentagrama no pescoço de Selena; o mesmo colar que ele encontrou entre os pertences de sua esposa, a Rainha Heloísa, logo após o nascimento de sua filha. Na época, ele ficou horrorizado com a descoberta de que sua esposa era uma bruxa, sobretudo porque ele não podia imaginar que existissem feiticeiras nas famílias reais da Cália, e Heloísa era uma Princesa de berço. Ele prendeu a própria esposa na masmorra, e convocou o Inquisidor para julgá-la. Mas Heloísa conseguiu escapar, usando seu dom para atravessar as grades da prisão, pegou sua filha recém-nascida, a Princesa Sofia, e fugiu.
Mais tarde, porém, ela acabou capturada e morta na fogueira.
Sobre a questão de atravessar as barras de ferro, Brice não tem essa capacidade, porque nem todas as bruxas têm os mesmos dons e limitações.
Selena não sabia dessa parte da história – que envolvia sua mãe como Rainha da Lastrilha – quando concordou em ser entregue ao Rei Otávio em troca da passagem do povo de Montemor. Ela pensava que ele estava interessado nela por ter descoberto que era uma bruxa, já que ela teve que fazer a espada dele pegar fogo para evitar que ele prestasse mais atenção no colar, e talvez ele estivesse pensando em forçá-la a usar seu dom para atacar Montemor, algo que ela não concordaria em fazer, e ele não teria como obrigá-la.
Ao ser informada pelo Rei da Lastrilha de que ela é sua filha desaparecida, Selena fica furiosa, porque foi ele o responsável pela morte de sua mãe. Heloísa a entregou a amigos e mudou seu nome para Selena, para que ninguém soubesse que ela era sua filha. Ela salvou a vida de Selena enquanto estava sendo caçada. E saber que o próprio pai condenou sua mãe à morte, faz com que Selena queira recuperar o punhal que trouxe escondido na bota, para tentar matar Otávio.
Esse parentesco bizarro vale por umas quarenta maldições...
Mas acaba não sendo necessário Selena se preocupar em enterrar a faca na goela do Rei, porque o exército de Montemor já pôs o plano em ação: de um lado, as tropas lideradas por Romero, atacando de frente; e pela retaguarda, os soldados disfarçados, comandados por Tiago.
Segue-se uma luta violenta, onde Afonso consegue matar o Rei Otávio, que somente tem tempo de revelar ao inimigo que Selena é sua filha, e pedir que a ajude a recuperar o trono da Lastrilha, antes de morrer.
Diante da derrota de Otávio, o exército da Lastrilha é obrigado a se render. E Catarina aproveita a confusão para tentar fugir mais uma vez. Só que Amália estava entre os arqueiros de Montemor, prontinha para correr atrás da vilã e capturá-la mais uma vez – depois de quase ser esganada pela falsa Princesa, e de dar uns bons tapas na dita cuja.
Finalmente, chegou a hora dessa broaca descobrir com quantos paus se faz uma canoa!
Afonso, em consideração ao Rei Augusto, que foi novamente coroado Rei de Artena após a prisão de Catarina, ainda antes de Otávio atacá-los, decide não revelar ao Conselho da Cália que Catarina é uma plebeia, o que lhe permitiria decidir sua sentença pessoalmente; em vez disso, ele se dispõe a conceder-lhe um julgamento público, como Princesa de Artena.
Ele convoca o Juiz Superior da Cália, e finalmente levam Catarina a julgamento. O elenco forma fila para depor contra ela:
Primeiro, Diana conta que entregou o anel ao Duque Constantino na masmorra a pedido de Catarina, sem saber que o anel estava envenenado; e que a víbora ameaçou mandá-la para a forca se contasse a alguém que ela tinha enviado o anel. Ela também conta que Catarina mandou seu cúmplice Delano matar Amália, quando Afonso estava na Pedreira de Angór, e que Amália só escapou porque Diana pediu a Virgílio que a protegesse, e mais tarde, Catarina mandou Delano atear fogo à cabana onde Virgílio estava mantendo Amália e Levi presos.
Contra essas acusações, Catarina afirma que mandou realmente Delano procurar Amália, mas para contar que ela tinha sido anistiada por Rodolfo. E como as outras testemunhas mencionadas, Virgílio e Delano estão mortos, o depoimento da camareira termina por aí.
Em seguida ouvimos Rodolfo revelar que Catarina concebeu a guerra entre Artena e Montemor nos mínimos detalhes para depor seu pai do trono, e casar com Rodolfo, planejando se tornar Rainha dos dois Reinos. E depois manteve o Rei Augusto preso na Torre de Zéria por vários meses.
Afonso também conta que seus investigadores descobriram vestígios de pólvora no interior da mina, provando que a explosão foi criminosa. Quando descobriram que a substância era fabricada por um Alquimista em Kalaba, enviaram um soldado para interrogá-lo, mas quando chegaram lá ele tinha acabado de ser assassinado, e sua mulher entregou uma joia muito valiosa que o marido recebeu como pagamento por um carregamento enviado a alguém em Montemor, um bracelete de Catarina.
O Rei Afonso apenas esqueceu de mencionar, segundo a acusada, que aquele bracelete havia sido roubado de seus aposentos, e que quem o encontrou com o Alquimista foi o irmão de Amália, que pode perfeitamente ter mandado Diana, amiga da plebeia roubar sua joia para incriminá-la.
Mas Afonso afirma ainda que não a acusou imediatamente, porque sabia que ela se defenderia usando um argumento semelhante, então prepararam uma armadilha para obrigá-la a se entregar, e o Rei viu, com seus próprios olhos, Catarina tentar assassinar um homem que ela acreditava ser seu cúmplice, Delano, na masmorra do castelo.
Contra fatos não há argumentos, não é mesmo?
Sem mais, meritíssimo!
Por hora. Porque ainda falta o depoimento de Amália, que chegou atrasada ao julgamento, porque estava na casa de Brice, desvendando mais uma peça do passado sórdido de Catarina. A última que faltava a respeito de sua origem.
Amália conta ao juiz que foi Catarina quem trouxe o Inquisidor à Montemor, e mandou sua dama de companhia, Lucíola espalhar os boatos de que Amália seria uma bruxa.
Uma plebeia chamada Ísis viu quando Lucíola sugeriu a Dom Bartolomeu que procurasse provas contra Amália na casa dela, e foi quando encontraram o tal Livro de Bruxaria, que Amália nunca tinha visto antes. A casa estava abandonada, portanto qualquer um poderia ter colocado o livro lá para incriminá-la.
Ísis também não pode confirmar seu depoimento, porque está morta. Na época pensaram tratar-se de um acidente, uma queda do cavalo, mas Delano confessou, algum tempo depois, que a assassinou a mando de Catarina.
A Princesa tenta argumentar que todos sabem que Amália a detesta, principalmente depois de ela ter se casado com Afonso, pois o casamento de Amália com o Rei nunca foi reconhecido, e nem será, porque a moça é uma plebeia.
Revelação bombástica!
Lembra que eu disse que Amália estava fazendo importantes descobertas na casa da Brice? Acontece que Constância, mãe de Amália, viu Brice na cidade na noite anterior, e a reconheceu, surpresa por ela estar tão jovem depois de tantos anos. Todos sabemos como Brice esconde a idade, né? Mas o que ninguém sabia, era que a Bruxa conhecera o pai de Amália, Martinho, ainda no início do casamento dele com Constância, e os dois viveram uma grande paixão. Porém, quando descobriu que Constância estava grávida de Amália, ele rompeu com a Bruxa, e nunca mais a viu.
Ele não sabia que Brice também esperava um filho dele. E jamais soube. A Bruxa já tinha contado a Catarina que seu pai fora um artesão de Artena, e segundo ela, um homem bom. Ela só não contou que ele era casado, e que ela quase destruiu a família dele.
Imaginem o tamanho do buchicho que isso causou nos espectadores que assistiam ao julgamento na praça!
Mas ainda faltava uma testemunha. Senhoras e Senhores, Lucíola, a dama de companhia possuída pelo demônio. Aliás, pela Bruxa.
Lucíola afirma ao juiz que todos os crimes expostos naquele julgamento foram de fato cometidos, mas por ela. Ela colocou o veneno no anel do Duque Constantino, sem que a Princesa Catarina jamais soubesse que aquele anel o mataria; também foi ela quem encomendou a pólvora ao Alquimista de Kalaba, e roubou um bracelete de Sua Alteza para pagar pelo artefato, pelo que ela se desculpa com a patroa; ela também chamou o Inquisidor, e espalhou para todos o boato de que Amália era uma bruxa – essa fofoca é a única culpa que ela realmente tem no cartório –, e matou Ísis quando ela ameaçou entregá-la. Segundo ela, cometeu todos esses crimes por gratidão, pois protegeria a Princesa Catarina nem que fosse com sua própria vida.
Claro que Lucíola não estava praticamente colocando a corda no próprio pescoço por livre e espontânea vontade. Acontece que seu corpo estava sendo controlado por possessão por Brice, numa última tentativa de livrar a filha da forca, jogando toda a culpa em cima da criada. E se seu depoimento fosse considerado pelo juiz, Catarina poderia, de fato, ser inocentada de todos os seus crimes.
Todos sabem que era desejo do Rei Augusto eximir-se de acusar a própria filha pelos crimes cometidos contra ele, mas diante da possibilidade de Catarina sair impune depois de tudo o que aprontou, ficando livre para machucar e matar mais gente, e de uma inocente ser condenada à morte em seu lugar, o justo Rei de Artena decidiu agir como um pai, e fazer Catarina arcar com as consequências de seus atos.
Precisa ter um senso moral muito elevado para agir assim contra o próprio filho; ou ser um monarca realmente muito justo.
Augusto então revela que Catarina de fato planejou a guerra entre Artena e Montemor, e disse a todos que ele tinha fugido, quando na verdade ela o manteve preso por um longo período. E ainda confirma que Amália disse a verdade: Catarina não é sua filha de sangue – tirando dela até a intenção de morrer como Princesa de Artena. Apesar de todos os seus crimes, o Rei Augusto pede clemência; que sua filha seja condenada, mas não à forca.
E bem nesse momento de comoção, Lucíola começa a estrebuchar na plateia, pois Brice já estava tão velha e fraca que não podia permanecer por muito tempo no corpo da criada.
E usa seu último suspiro para pedir perdão à filha, por não poder fazer mais nada para ajudá-la.
Diante dessa manifestação do sobrenatural, e da farsa montada para inocentar a acusada, o juiz decide invalidar o depoimento de Lucíola, e profere a sentença.
Apesar daquela longa relação de crimes, muitos deles sem provas, é possível terem certeza de algumas coisas: a acusada tentou matar um Guarda Real, declarou uma guerra desnecessária, e de forma hedionda manteve seu próprio pai aprisionado.
Justiça seja feita, saiu barato. Catarina é uma daquelas personagens que realmente mereciam queimar no mármore do inferno. Mas suponho que o tinhoso não a receberá, porque ele não admite concorrência.
Assim, meses depois, Catarina dá à luz uma menina, que Augusto prometeu criar como sua neta – já encomendando o auxílio de todas as rezadeiras do Reino para pedirem a todos os santos que ele não cometa com ela os mesmos erros que supostamente cometeu com Catarina, e para que a pequena não tenha saído à mãe –, a quem deu o nome de sua falecida esposa, Cecília.
E ele já até encomendou uma nova Rainha para ajudá-lo a criar a neta: Larissa, a atriz com quem ele dividia o palco, e por quem se apaixonou aí pelas estradas da Cália.
Ele só esqueceu de explicar para ela que a criança em questão é a filha do demo com o secretário do diabo...
Mas se serve como referência, Selena é boazinha, e a mãe dela também era uma Bruxa. Deve ser o jeito de criar...
Se fosse no começo da novela, Augusto enfrentaria dificuldade em fazer os outros Reis da Cália aceitarem – ou no mínimo engolirem – seu casamento com uma atriz de teatro, mas agora Afonso já abriu o caminho, e o Conselho já está menos inclinado a torcer o nariz para o casamento de Reis com plebeias...
Amália visita Catarina em sua cela, pouco antes da execução, dando a ela uma última chance de reconhecer seus erros e partir em paz, mas Catarina continua com aquele rei do inferno na barriga, afirmando que não trocaria nem por um minuto sua vida no castelo, para ter vivido numa casa imunda, e arrastado a barra do seu vestido na lama daquela feira onde a família de Amália trabalhava, para ser criada por um artesão pobretão, junto com sua irmãzinha sonsa.
Pelo menos ela reconhece que Augusto lhe deu muito mais do que ela merecia, e tem a decência de agradecê-lo pela vida maravilhosa que lhe deu.
E como está a caminho do patíbulo, Catarina não quer nem papo com sua cria.
Pode ser que ela tenha desprezado a criança por ser filha de Otávio, a quem ela odiava, e com quem se deitara somente para distraí-lo, enquanto Virgílio dava fuga ao seu pai, na única ação mais ou menos altruísta que a malvada teve nessa história, se desconsiderar que Augusto poderia ser, como de fato foi, testemunha chave para sua condenação. Pode ser também que ela tenha rejeitado a criança por saber que a perderia em questão de minutos.
Seja lá como for, Catarina foi levada ao cadafalso, deixou claro para todo mundo que não se arrependia de nada, e que se tivesse outra oportunidade de viver, faria tudo exatamente do mesmo jeito.
Tá legal, moça! Agora, tchau!
Isso é que é vontade de ter certeza que a cobra foi finalmente eliminada, hein! Só faltou pedir para alguém verificar se ela chegou no inferno direitinho, se não errou o caminho e achou um jeito de reencarnar...
Bem, agora que todos os problemas acabaram, e já desinfetaram a casa, chegou a vez de todos os bonzinhos terem seus finais felizes.
Diana casou com Gregório, o Conselheiro Real de Montemor. Ela tomou uma flechada durante a guerra contra a Lastrilha, e ele foi quem sentiu os efeitos do Cupido e descobriu que era louco por ela. O interessante é que pouco antes disso ele estava declarando seu amor à Amália...
Tiago se tornou o novo instrutor da Academia Militar de Montemor. Romero vai ficar de olho, para que ele seja um instrutor tão bom quanto ele. E a ousadia de Selena inspirou várias outras mulheres a se alistar. Vamos torcer para que elas sejam tão boas guerreiras quanto nossa bruxinha favorita.
Glória engordou de novo, não come mais aquele fruto maluco desde que se reconciliou com Osiel, e pretende viver o pouco tempo que lhe resta – considerando que ela comeu dúzias daquele fruto encantado que a deixava magra, mas roubava um ano seu de vida de cada vez – vestindo GG, com as bochechas do Quico, a cara da Fiona, e o amor do pintor. E ela promete que não vai trancar Naná num hospício, embora sua mãe esteja claramente pirada na batatinha.
É com um pintor, tá, Naná! Não pira, não, querida...
Matilda – que eu quase nem mencionei – descobriu que a maldição da viúva negra funciona dos dois lados, então ela e Olegário decidiram andar na linha, para viverem juntos e felizes sem nenhum acidente fatal de percurso.
Também está com saudade do Rodolfo fazendo Rodolfices?

Lucrécia deu à luz quadrigêmeos!!! Ninguém informou o nome de batismo dos rebentos, mas vou supor que sejam Rodércia, Lucrolfo, Rocrécio e Lucrelfo. Um deles Júnior ou II, vocês resolvem qual. Também não entendi como foi que aquela ninhada coube dentro da Tatá Werneck...
Tico e Teco passarão a fazer parte da escala de babás para os quatro rebentos. Só esperamos que eles tenham mais juízo que seus pais.
Só o autor sabe se Levi continua ou não o namorico com Agnes, mas a menina parece continuar sob a tutela de Selena na Lastrilha. E as duas continuam se ajudando a desenvolver seus poderes.
Após um longo período de preparação, Selena assume o trono da Lastrilha, prometendo um reinado de paz e justiça ao seu povo.

E também prometeu conceder muitos privilégios ao seu cozinheiro Real, Ulisses, contanto que ele lhe conceda muita felicidade conjugal.
Não que tenhamos visto um casamento, mas vamos imaginar que tenha acontecido, já que ninguém disse o contrário.
E agora ninguém pode reclamar por ele ser plebeu, já que o Conselho abriu uma exceção para Amália se casar com Afonso, depois de terem provado por A+B, que tem plebeias na Cália que valem muito mais que certas Princesas – sejam elas legítimas ou não.
Então Afonso pôde finalmente levar sua amada ao altar pela segunda vez, agora com o casamento reconhecido, autenticado, registrado em cartório, patenteado e sacramentado até pela Fada Madrinha! E sem medo de que alguém faça bullying com seus filhos por sua mãe ter nascido plebeia. Mais respeito, por favor, porque agora a moça é Rainha de Montemor!
E do Neymar! Será que ele cair tanto é praga dela?
Brincadeirinha, moço! Não me processe!
Acho desnecessário dizer mas...

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