Quando
a gente pensa que não falta acontecer mais nada em Supernatural – literalmente,
já tivemos de tudo: anjos, demônios, loira do banheiro, Wendigo, fantasma criança,
fantasma velho, fantasma bizarro, fantasma bonzinho, Rei do Inferno, Bruxa
Druida, médium, voodoo, necromancia, Adolf Hitler(!), Espantalho, Metamorfo, Monstros Clássicos do Cinema, deuses revoltados, semideuses atazanados, ninfas
malucas, RPG, Feitiço do Tempo, Arcanjo pirado na batatinha, Caim, queda da
quarta parede num episódio em que os meninos tiveram que encarnar os atores que
interpretam Sam e Dean, ou seja, eles mesmos, Titanic salvo, depois naufragado
de novo, desenhos animados, velho oeste, família Frankenstein, leviatãs, folclore de praticamente todas as partes do mundo, O Curioso Caso de Benjamin
Button... Para falar a verdade, só estou sentindo falta do Saci Pererê, a Cuca
do Sítio do Pica-Pau Amarelo e um especial com os Simpsons. Até crossover com o Scooby Doo nós tivemos – três temporadas depois desse episódio, mas
tivemos. Enfim, quando a gente pensa que Supernatural não tem mais de onde
tirar uma ideia avassaladora para comemorar seu episódio N° 200 (!!!), eis que
os roteiristas sacam um musical escolar da cartola, e transformam um roteiro
extremamente simples numa sessão nostalgia, com um imenso catálogo de
referências às dez primeiras temporadas da série – incluindo as diferentes
aberturas que vimos ao longo dos primeiros dez anos –, tão grande que se eu
tiver que comentar cada uma ao longo da review, conectando-as às suas tramas
correspondentes, essa review terá dez mil páginas!
Como
não pretendo escrever um texto tão longo assim, só vou comentar as referências
absolutamente indispensáveis – até porque, duvido que eu me lembre claramente
do contexto de cada uma. São dez temporadas! Duzentos episódios! Cadê minha
enciclopédia? Aliás, cadê meu cânone?
Bem,
vamos do princípio. Como eu disse, esse é o episódio N° 200 de Supernatural, portanto
era um momento de comemoração. Dá para contar nos dedos as séries não focadas
em comédia que tenham alcançado tal marca. Aliás, acho que dá para contar nos
dedos mesmo incluindo as séries de
comédia. A maioria não chega tão longe assim. E o mais assombroso: chegar à
marca de 200 episódios depois das duas temporadas [inclua o palavrão de sua
preferência aqui] da novela mexicana linguiciana e abobrinhana – sim, eu sei
que essas palavras não existem, mas foram as mais delicadas em que consegui
pensar – que Sera Gamble tentou nos enfiar goela abaixo com aquela tragédia dos
leviatãs, a mãe dos monstros, e o diabo a quatro que ela tentou conduzir entre
a sexta e sétima temporadas. Sério, se Supernatural conseguiu sobreviver a
isso, realmente o negócio da família
está completamente assegurado até a centésima geração.
Curiosamente,
eu tenho três episódios da sexta temporada e um da sétima na minha lista de
favoritos da série, mas entre um e outro, existem episódios que literalmente me
dão nojo. E não estou falando só pelos insetos bizarros; o contexto todo era
nauseante demais.
Enfim,
depois dessa longa explanação, só preciso acrescentar que Supernatural nunca
erra quando resolve rir de si mesma, e nessas ocasiões sempre nos brinda com
episódios cômicos dignos de aplausos.
Que
foi o caso deste aqui, que além de homenagear a história da série, a trajetória
de Sam e Dean Winchester e comemorar sua marca importante, mais uma vez
derrubou a quarta parede para homenagear quem realmente é responsável pelo
sucesso da série: os fãs. Queira ou não queira, produção nenhuma se sustenta
sem eles. São eles que abastecem essa indústria, e ainda engrossam o cânone de
cada universo com suas próprias ideias que vivem entupindo a internet.
Então,
sem mais delongas, com vocês:





















