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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Eu Vivo Sempre No Mundo da Luna ♪♪



Todo mundo está careca de saber que sou fã indiscutível da Carina Rissi, né? E agora descobri por que: simplesmente porque essa mulher é capaz de me fazer devorar incontrolavelmente um livro com centenas de páginas, mesmo quando tenho vontade de dar uns tapas na protagonista.




No Mundo da Luna
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus Editora
Páginas: 476
Gênero: Romance, Chick-lit
Sinopse:
A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome.
Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo dela. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?
Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.
Com seu estilo ágil e fluido, Carina Rissi criou em No mundo da Luna uma leitura viciante, permeada de humor, magia e paixão, que vai conquistar você do início ao fim.



Não me entendam mal, não é que eu não tenha simpatizado nada com a Luna... Quer dizer, ela é engraçada, cheia de marra – como quase todas as protagonistas criadas pela Carina –, determinada, coisa e tal... Mas diferentemente de suas antecessoras – Sofia de Perdida e Alícia de Procura-se Um Marido –, Luna em alguns momentos chega a se parecer demais com uma criança birrenta – alguns personagens da trama chegam a fazer piada com esse seu lado imaturo. Sem falar que ela gosta de ver chifre em cabeça de cavalo, e interpretar as coisas através de uma ótica distorcida, para dizer o mínimo, muitas vezes incompleta, e sair pisando duro e berrando com quem quer que apareça na sua frente. Sério, teve momentos que eu quis entrar no livro e descer o sarrafo nessa menina: “sua tonta! Presta atenção no que realmente tá acontecendo em vez de ter esses rompantes precipitados!” Mas a garota é assim mesmo... Vive com a cabeça no mundo da... Luna!
É, pensando bem, o título do livro já avisa tudo, né?!
Sim, a Luna é meio piradinha das ideias, não faz muita questão de analisar os fatos antes de tomar satisfações ou decisões que podem bagunçar ainda mais as coisas. E colocar um baralho de tarô na mão de alguém assim é de uma irresponsabilidade master! Alguém precisa processar aquela cigana charlatã da loja esotérica!
Ok, não entendeu nada?! Vou explicar.
Luna é uma jornalista recém-formada que acaba de conseguir seu primeiro emprego numa revista feminina, Fatos & Furos, mas embora esteja trabalhando na revista de seus sonhos, esse não é, nem de longe, o emprego de seus sonhos. A princípio ela é a recepcionista do lugar, e está se sentindo profundamente frustrada e insatisfeita por ainda não ter tido qualquer oportunidade de apresentar um artigo ao chefe. Também não ajuda nada o fato de seu chefe, que ela literalmente idolatrava por sua carreira brilhante e precoce quando estava na faculdade, ter se revelado um babaca que sequer conseguia acertar seu nome. E ainda tem um agravante: Dante Montini, o chefe-mala da Luna, está cada dia mais estressado tentando tirar a revista do buraco, uma vez que seus leitores estão se bandeando para sua concorrente, Na Mira, fazendo suas vendas despencarem.
E tem mais um detalhe: parte dos jornalistas e funcionários da Fatos & Furos estão se bandeando para a concorrente também, deixando diversos buracos na equipe. E mesmo com colunas vagando, Luna não consegue uma oportunidade para mostrar seu potencial...
... Até alguém sugerir que ela fique com a coluna do horóscopo! Porque todos sabem que esse é o sonho de todo jornalista recém-formado, né?! Escrever baboseiras sem credibilidade, que os leitores não dão a mínima atenção...
Não reclamem comigo! A descrição é da Luna!
Mas como não está em posição de recusar oportunidades, Luna aceita as migalhas. O problema é que ela não faz a menor ideia de como se lê um Mapa Astral – embora seja filha e neta de ciganas.
Então ela vai em busca de orientação, e é quando entra na loja esotérica de uma cigana chamada Vanda, que vende a ela um baralho de tarô, garantindo que é mais fácil de ler do que o Mapa Astral. Além do mais, aquele é um baralho muito especial e poderoso, pois pertenceu à Cigana Madalena, uma lenda entre o seu povo, famosa por nunca ter errado uma previsão.
Como quem não tem cão caça com gato, Luna aceita o baralho, e corre atrás de sua avó para descobrir como ler as cartas. Sua avó, porém, conhece os perigos de brincar com a magia cigana, e se recusa a ajudar Luna, a menos que ela queira de verdade aprender suas tradições e retomar suas raízes ciganas. O problema é que a garota não tem tempo para raízes e tradições, pois precisa entregar o texto no dia seguinte. Assim, ela decide recorrer ao melhor amigos dos curiosos: o Cigano Google!
Depois de uma rápida pesquisa para descobrir como interpretar as cartas, ela usa o tarô para ler a sorte de cada signo, e termina seu texto dentro do prazo. Afinal, ninguém dá a mínima para aquela bobagem de horóscopo, mesmo... Além do mais, ela só está tapando um buraco na revista; contanto que ela mostre dedicação e comprometimento, pode ser que não fique tanto tempo lendo a sorte, e logo consiga uma coluna mais relevante.
Ao menos, era isso que ela esperava...
O problema é que a Cigana Clara – seu pseudônimo para soar mais mística na coluna do horóscopo – faz o maior sucesso entre os leitores, e muitas pessoas, inclusive sua melhor amiga Sabrina, acreditam que suas previsões estão corretas, e que ela realmente tem o dom.
Sua avó cigana a alertou sobre os perigos de brincar com o destino, e Luna decidiu assumir o risco, por não acreditar que pudesse possuir qualquer magia. E agora seu próprio destino começa a ficar meio bagunçado.
Depois de levar um bolo de um cara muito bacana com quem ela estava louca para sair – e que, por incrível que pareça, foi detido por um motivo, digamos, de força maior –, Luna toma um porre federal e acaba na cama do chefe!
Dante, que tinha acabado de ser chutado pela namorada top model internacional perfeita, compartilha o porre de Luna, e nenhum dos dois sabe explicar que diabo aconteceu para eles, que não se suportam – ela a ele, principalmente –, acabarem dormindo juntos. O problema é que a história se repete mais seis ou sete vezes ao longo das semanas seguintes, sem que haja qualquer bebida envolvida.
Carina Rissi é mestra em criar homens que são basicamente o sonho de consumo de qualquer mulher. E, a exemplo de Max, de Procura-se Um Marido, Dante é aquele cara que vai parecer um babaca no início, e se revelar um príncipe ao longo da história.
Os dois protagonistas vão curando juntos suas dores de cotovelo – a de Luna não está exatamente relacionada ao cara que lhe deu o bolo no encontro, mas ao ex-namorado cafajeste que apareceu para acabar de estragar sua noite naquela ocasião –, e descobrindo belas nuances com que simpatizam um no outro.
E depois de Luna bagunçar completamente sua vida profissional e amorosa, ela ainda bagunçará mais um pouco, a ponto de quase perder tudo. Mas, como sua avó – esta sim, uma cigana com um verdadeiro dom para ler o futuro das pessoas – previra, o destino dará uma mãozinha para corrigir seus erros bobos e colocar tudo de volta nos eixos.
Porque é como disse o provérbio de abertura do livro: “não se pode ir reto quando a estrada é curva”. Não se pode resolver todos os problemas sem antes passar por eles.
É um clichesaço a garota se envolver com o chefe jovem e bem apessoado – apesar de nerd, no caso do Dante –, que ela detestava até recentemente – e continua detestando ainda no início do envolvimento “incompreensível” –, ficar com medo de misturar vida pessoal e profissional, e, principalmente, de as pessoas pensarem que ela está se aproveitando disso para subir na carreira. Conheço pelo menos quatro romances de banca com esse enredo, mas nenhum deles me fez rir tanto quanto o chick-lit de Carina Rissi.
Como eu disse lá no começo, tive problemas com a Luna: ela é instável, teimosa feito uma mula, impulsiva que só ela, faz umas coisas que dá nos nervos tem hora... Mas a garota é muito engraçada, de modo que é muito fácil perdoar suas imperfeições. Afinal, ninguém é perfeito, né, gente?!

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2 comentários:

  1. Respostas
    1. Thank you so much, dear *-*

      I'm very happy with your visit.

      Have a nice day! ;)

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