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sábado, 21 de julho de 2018

Uma Rainha Não Tão Má Assim...

Depois de conhecer o passado da Fera – que na verdade não é um vilão, conforme a proposta da série de livros intitulada Disney Vilains, mas quem gostaria de ler sobre o Gaston? –, pelas mãos da talentosa Serena Valentino em A Fera Em Mim, chegou a hora de conhecer o passado da minha vilã favorita dos contos de fadas em A Mais Bela de Todas – A História da Rainha Má.
Por que ela é minha vilã favorita? Não sei. Acho que de algum modo entendo – até certo ponto – essa mulher amargurada e solitária, que não tinha nada em que se apegar exceto sua beleza. Provavelmente grande parte dessa admiração seja culpa de Regina Mills, sua versão em Once Upon a Time – embora eu já simpatizasse com a vilã de outros carnavais. Pode ter algo a ver com a versão do Chapolin Colorado, ou vai ver eu precise mesmo procurar um psiquiatra... Seja lá como for, gosto da figura.
E nessa versão é possível redimi-la completamente de seus pecados, pois, acredite se quiser, essa Rainha sempre teve um bom coração; o que não prestava era aquele Espelho malacabado.


A Mais Bela de Todas – A História da Rainha Má
Título Original: Fairest of All: A Tale of the Wicked Queen
Autora: Serena Valentino
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 272
Gênero: Fantasia, Conto de Fadas
Sinopse: Ela é a primeira vilã da Disney. Apesar da beleza exuberante, é invejosa e extremamente má. Capaz até de pedir a um caçador o coração da doce e ingênua princesa do reino, ela chega a envenenar uma maçã para conseguir se livrar de sua rival. Mas toda história tem dois lados, não é verdade? Será que você conhece realmente a origem da Rainha Má? Este livro vai te contar uma história desconhecida até então. Ela é sobre amor e perda, com uma pitada de magia. Descubra aqui o que se esconde por trás do olhar enigmático da mais bela de todas.



A exemplo do Príncipe de Bela, a Rainha Má também não teve o nome revelado nem na animação nem no livro. Ela era referida por Serena Valentino como “Rainha” mesmo antes de se casar com o Rei. Para todos os efeitos, antes de se mudar para o palácio ela era somente a filha do “Artesão de Espelhos”. Qualquer ironia, não é mera coincidência.
O que ninguém sabe, e Serena nos revelou, é que quando se casou com o Rei, a Rainha – que ainda não era Má – estava determinada a ser uma verdadeira mãe para Branca de Neve, e realmente a amava como filha. Para se ter uma ideia de como essa relação era forte, ela chegou a gritar com o Rei diante de toda a corte para defender a princesa de uma injustiça.
Sim, a Rainha Má tinha um coração maternal.
Porém tudo começou a ruir após a morte do Rei. A Rainha ficou devastada com o luto, se isolou em seu castelo por muito tempo, e chegou a desprezar até a companhia de sua amada filha postiça.
Foi após essa tragédia que o Espelho Mágico começou a ter um papel importante em sua vida. O Rei o dera a ela como presente de casamento, pensando que ela gostaria de ter uma das obras mais suntuosas de seu pai por perto em sua nova vida. O que o Rei não sabia era que o Artesão de Espelhos causara somente sofrimento à Rainha sua vida toda, e a odiava por ter causado a morte de sua mãe no parto. Agora, o que a Rainha não sabia, era que as três primas esquisitas do Rei, grandes praticantes de magia negra, haviam aprisionado a alma de seu pai no Espelho após sua morte, tornando-o seu escravo, e forçando-o a dizer somente a verdade.
Como nada mais lhe restara, e o Espelho não podia ver além do véu que separa este mundo do Reino dos Mortos, a única coisa em que a Rainha pôde pensar para se consolar de sua tragédia foi ver seu pai, que por tantos anos a atormentara dizendo que ela era feia, sendo obrigado a reconhecer todos os dias que ela era a mais bela de todas.
Foi assim que começou a mania da Rainha Má de reafirmar sua beleza incansavelmente. E foi graças a isso que ela exilou a única amiga que tinha no castelo, e mais tarde desejou matar a menina que antes considerava como uma filha.
Algumas coisas me chamaram atenção nas versões de Serena Valentino de suas histórias: tanto no conto da Fera, quanto no da Rainha Má, suas desgraças foram provocadas pelas mesmas três bruxas. A Fera tinha dificuldade em se colocar no bom caminho graças às tramoias das três irmãs de Circe, a feiticeira que o amaldiçoou, Lucinda, Martha e Ruby; e a Rainha Má se tornou amargurada e homicida graças às armações das três primas esquisitas do Rei. Adivinhe os nomes delas? Lucinda, Martha e Ruby.
Dia desses, a Disney vai fazer um filme sobre essas três bruxas do mal, anotem!
Outro detalhe que me chamou atenção foi uma escolha de nomes para certos personagens. Na história da Fera, a feiticeira que o amaldiçoou se chamava Circe – na mitologia grega, Circe era uma feiticeira que usava sua beleza para atrair os homens para sua ilha, a fim de transformá-los em animais. Em A Mais Bela de Todas, a Rainha Má tinha uma criada chamada Verona – o mesmo nome da cidade onde se desenvolve a maior e mais bela tragédia romântica de todos os tempos, Romeu & Julieta. Não sei se essa foi uma escolha consciente, se foi feita por esse motivo, mas achei curiosa a relação da feiticeira que usa sua beleza para destruir os homens com a feiticeira que amaldiçoou a Fera; e o palco da bela tragédia dar nome a uma das personagens mais importantes na trágica história da mais bela de todas.
Como em A Fera Em Mim, sabemos desde o princípio como a história irá terminar – afinal, quem nunca assistiu Branca de Neve e os Sete Anões? Com um dos desfechos favoritos da Disney para seus vilões. Mas isso não torna a leitura maçante. Pelo contrário, pode ser justamente o fato de saber como a história acaba que nos motiva a querer saber como ela começa.
No fundo, a Rainha não era realmente Má. Ela é apenas a síntese de uma personagem que foi levada a fazer todas as escolhas erradas, e que só percebeu seu grande erro quando era tarde demais para remediá-los.
Ao menos, ela poderá tentar manter a pureza no coração de sua amada Branca de Neve. Afinal, a alma presa no Espelho Mágico só pode falar a verdade.


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