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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

E A Escolhida do Príncipe É...

A Escolha é o livro que encerra a trilogia inicial do romance distópico A Seleção, uma história tão inesperadamente bela quanto realista.





A Escolha
Título Original: The One
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 352
Gênero: Distopia
Sinopse:
Quando foi sorteada para participar da Seleção, America não imaginava que chegaria tão perto da coroa - nem do coração do príncipe Maxon. Com o fim do concurso cada vez mais próximo, e as ameaças rebeldes ao palácio ainda mais devastadoras, ela se dá conta de tudo o que está em risco e do quanto precisará lutar para alcançar o futuro que deseja.
America já fez sua escolha, mas ainda há muitas outras em jogo... Aspen, seu antigo namorado, terá de encarar um futuro longe dela. E Maxon precisa ter certeza dos sentimentos da garota antes de tomar a grande decisão, ou acabará escolhendo outra concorrente.
Por mais que se possa criticar a ideia da autora de colocar um monte de garotas no palácio para disputar o coração de um Príncipe – como uma espécie de harém moderno –, é preciso tirar o chapéu para ela em muitos outros aspectos. E mesmo nesse. Apesar de criar um harém para o Príncipe Maxon, numa década em que a literatura mundial abandona de vez os preconceitos, Kiera Cass não caiu na tentação de transformar A Seleção numa novela erótica. Pelo contrário, explorou mais ou menos a mesma ideia de celibato que tanto irritou alguns leitores da saga Crepúsculo, o que na minha opinião é um ponto muito positivo. Afinal, quem disse que para escrever um bom romance é preciso vulgarizar? Da mesma forma como existe um público ávido por histórias mais ousadas, é preciso lembrar também do público que prefere romances mais pudicos. Há espaço para todo mundo nas prateleiras das livrarias.
Outro ponto que é importante ressaltar, é que A Seleção parece uma espécie de alegoria da história política contemporânea. Embora a fictícia Illéa seja um país monárquico, é possível identificar elementos políticos de diversos países republicanos em sua história: os golpes, as mentiras, as intrigas. A família real de Illéa confiscou os livros de História de seu povo, permitindo que eles somente aprendessem uma mínima parte de seu passado histórico, para esconder os golpes e as intrigas que os levaram ao poder, do mesmo modo como por vezes os governos de diversos países, incluindo o Brasil, manipula as notícias que são veiculadas na imprensa, para evitar que o povo tenha acesso a informações completas, e muitas vezes evitar que o povo conheça a verdade. Não é preciso explanar muito; a zorra em nossa política exemplifica isso perfeitamente. Veja como às vezes certas notícias piscam na mídia, principalmente em jornais impressos, para em seguida desaparecer de maneira inconclusiva, como se nunca tivessem acontecido, muitas vezes sem que ao menos passem pelo Jornal Nacional. Eram falsas? Nem sempre. Mas não dá para comparar o alcance de mídia de um jornal impresso com o do maior telejornal do país. O caso é abafado, e o povo rapidamente esquece o assunto. O nome disso é alienação.
O mesmo está acontecendo em Illéa, com a proibição dos livros de História nas escolas do país. Sinal de que alguém tem muita coisa a esconder.
As diferenças nos ataques dos rebeldes: os do norte que se parecem com manifestantes pacíficos, que fazem muito barulho, sem machucar ninguém, comparado a violência implacável dos sulistas, que se assemelham aos terroristas do Estado Islâmico... Percebem as alegorias presentes na história?
Kiera Cass foi sucinta ao descrever os horrores de uma sociedade totalitária, típica das distopias, mas certeira em criar uma situação política que em muito se assemelha às notícias que infelizmente vemos todos os dias nos jornais. Illéa é o Brasil, os Estados Unidos e a Europa. É o Japão, é a Rússia, é a Síria. Illéa é o mundo. Infelizmente, o nosso mundo contemporâneo.
Para Illéa, havia um caminho claro para que as coisas começassem a mudar para melhor. Oxalá pudéssemos enxergar também um futuro melhor para a nossa nação...
Mas vamos deixar a análise política da história para quem curte o assunto e voltar nossa atenção à história de amor de conto de fadas, que afinal é o foco principal do livro. Embora o final da trilogia fosse óbvio, confesso que não estava preparada para todas as emoções que nos levaram a ele.
Porque, enquanto o rei afiava suas garras para lutar contra a maior ameaça ao seu reinado – a garota descartável que acabou por conquistar o coração do Príncipe, e de quebra ainda se tornou a favorita do povo, e até mesmo a possível bandeira de paz para acalmar os rebeldes –, as garotas da Elite foram lentamente encontrando um denominador comum. Diante de uma derrota iminente, algumas das restantes começaram a repensar seus planos de vida, e decidir a quem apoiar na reta final da Seleção.
Os objetivos dos rebeldes ficam mais claros, e as negociações de paz são cada vez mais favoráveis, mas também colocam alguns de nossos personagens favoritos em situações de extremo perigo.
Verdades são reveladas em momentos inapropriados; segredos são expostos da pior maneira possível, conduzindo o Príncipe Maxon e o final da Seleção em uma direção inesperada.
Uma impensável aliança é intermediada pela candidata mais odiada do rei, e os rebeldes se armam para um combate decisivo, que apontará o destino de Illéa.
A Escolha não é apenas o encerramento de uma história de amor ou de um conto de fadas; é o desenho em nuances realistas e sensíveis de um conflito político e social que clama por uma resolução. A direção já foi apontada, o futuro melhor da fictícia nação está nas mãos e no reinado de Maxon, mas para alcançar esse futuro, é necessário que muitos laços sejam cortados e que muitas mudanças aconteçam. Por mais doloroso que seja o caminho, ao menos agora o povo sabe que Illéa avança para um futuro melhor, nas mãos de um governante justo, leal, e que verdadeiramente compreende e está disposto a lutar por seu povo.
Illéa não poderia estar em melhores mãos. O coração do Príncipe também não. E tenho certeza de que a coroa não serviria tão bem a nenhuma das outras garotas da Seleção.

Se você não gosta de spoiler, NÃO LEIA o único P.S. desta resenha!
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P.S.: Querida Celeste, por mais que eu tenha passado os dois primeiros volumes dessa  série te achando uma vaca, quando você finalmente mostrou sua verdadeira personalidade, foi o suficiente para me fazer torcer pela sua felicidade. Por sua causa jamais perdoarei os rebeldes sulistas. Nunca pensei que, depois de ter suportado o suplício de Marlee, as revelações sobre o rei e todas as discórdias e percalços de Maxon e America, a cena mais dolorosa da série fosse ser sua. Lágrimas infinitas, querida diva e minha eterna favorita da Elite – depois de America, é claro.


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2 comentários:

  1. Ola flor tudo bem para começar estou retribuindo sua visita ao blog mundo da veeh https://mundodaveeh.wordpress.com/.

    E estou seguindo vc em suas redes sociais vim aqui para prestigia-la e dizer pra vc que esta de parabens com seu blog ,quando entrei aqui logo de cara ja fiquei super encantada com seu mundinho pq realmente é muito lindo mesmo .Cheio de encantos e magias lindo .Eu sou louca por livros tb sou mais uma apaixonada por eles ,e venho te dizer que estarei voltando mais vezes ao seu blog...um bj e parabens e muito sucesso pra vc lindo .

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    Respostas
    1. Obrigada, flor! Fico muito feliz que tenha gostado do blog *-*

      Paixão por livros é um vício delicioso de se compartilhar, rs

      Muito sucesso para você também!

      Beijos

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