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terça-feira, 16 de julho de 2013

Essa Família É Muito Unida ♪♪♪


Vou decepcionar um pouquinho quem se empolgou pensando que eu iria falar sobre A Grande Família.
Depois de uma temporada cheia de altos e baixos – mais ou menos parecida com o gráfico da Seleção Brasileira nos últimos tempos –, Once Upon a Time apresentou uma Season Finale digna de aplausos.
Admito, esta série me conquistou. Tem uma porção de elementos que eu gosto: magia, aventura, romance com algumas gotas de limão – porque a coisa muito açucarada nesse tipo de história longa não funciona –, a ideia de montar um conto de cada vez enquanto se desenrola a história principal... É uma série que permite muitas surpresas e desdobramentos sem ficar presa a um único protagonista.
Eu discordo relativamente de quem diz que a primeira temporada foi melhor que a segunda. Eu diria que a primeira temporada tinha aquele cheirinho de roupa nova, que dá gosto de vestir, mas a história evoluiu bastante na segunda temporada. O que eu concordo plenamente é que houve episódios no melhor estilo “que marmota é essa?”.
Quem não está familiarizado com a história, confira o início desta aventura a partir daqui.
Ademais disto, vamos recapitular apenas os últimos acontecimentos:
Recentemente em Once Upon a Time, descobrimos que o pai de Henry é o filho do – a princípio, grande vilão da história – Rumplestiltskin (Mr. Gold, na versão amaldiçoada), o famoso Baelfire, que no mundo real atende pelo nome Neal Cassidy, e mora num pequeno apartamento em Nova York.


Só para constar: Emma, a princípio teria sido a única pessoa do Reino Tão, Tão Distante a ficar imune aos efeitos da Maldição da Rainha Má; no entanto, descobrimos não muito tempo depois que Gepeto contrabandeou seu filho Pinóquio para dentro do armário mágico, para que ele também ficasse protegido, e lhe deu a missão de cuidar da princesinha até que se cumprissem os 28 anos da Maldição – coisa que o safadinho do Pinóquio não cumpriu.
Sabemos que Baelfire – digam-me de onde tiraram esse nome? – já tinha feito a viagem entre os mundos antes mesmo de a Maldição ser criada – sendo este, aliás, o motivo porque Rumple precisou criar uma Maldição que permitisse viajar para o mesmo mundo onde seu filho estava perdido, mesmo sabendo que quando ela fosse quebrada, Bae já seria adulto e não precisaria mais dele. Mas ao longo dos episódios, descobrimos que parte do Reino Tão, Tão Distante, e regiões adjacentes – como Wonderland e Neverland –, também não foram atingidas pela Maldição, preservando vários personagens longe de Storybrooke, como a Princesa Aurora, Príncipe Phillip, Mulan – que até hoje eu não sei o que está fazendo nessa história –, Cora, a maquiavélica mãe da Rainha Má, e é claro, o queridinho das garotas, Hook – Capitão Me-EnGancho, para os íntimos. Ou seja: a poderosíssima Maldição que Rumplestiltskin vendeu à Rainha Má funcionava com sinal da Vivo!

No momento em que se descobrem os laços que unem a família Charmingstiltskin – admito, vi esse nome em algum lugar e adorei! –, Hook resolve aproveitar a breve ausência dos poderes do Senhor das Trevas Rumple, para fazer sua vingança, finalmente enterrando seu gancho envenenado no peito do vilão – e ainda fez uma referência deliciosa ao tique-taque do Crocodilo de Peter Pan.
Para piorar, Branca de Neve e o Príncipe Charming, lá em Storybrooke, decidem se meter onde não foram chamados, procurando a Adaga “muito bem escondida” de Rumplestiltskin – sei que é mais fácil chamá-lo de Gold, mas gosto de escrever o nome dele, me aturem se puder –, que contém a fonte de seu poder e a chave de sua morte, para protegê-la das vilãs Cora e Regina. 
É isso mesmo que vocês entenderam: um casal sem magia pensando que pode deter as duas bruxas más superpoderosas e impedir que peguem a Adaga! Depois de dizer isso, seria redundante dizer que era mais do que previsível a Adaga estar escondida justamente no ponteiro do relógio que ficou parado por 28 anos!
Só para não perder o costume nem a piada, hehe.
Outra coisa: como, numa cidade minúscula como Storybrooke, com uma população de 60 pessoas mais ou menos – podem contar, que é mais ou menos isso; sem contar os figurantes, é claro – quinze episódios depois de todo mundo ter recuperado a memória – e cinco depois de ter retornado de Tão, Tão Distante com a filha –, Branca de Neve ainda não ter notado que sua antiga aia, Johanna também estava morando lá?
Enfim, o coração da Princesa se enche de ódio depois de Cora ter assassinado sua aia recém-encontrada, e ela decide usar a vela que recusou para salvar a vida da mãe no passado, para assassinar Cora e salvar a vida do Senhor das Trevas, só porque ele agora é da família. Afinal de contas, ele é o avô do Henry, e Cora era só a tataravódrasta do menino (esse parentesco existe?), ou em todo caso, avó adotiva.
Agora Regina está com uma fúria dos diabos, louca para matar todo mundo por terem assassinado sua mãe – que fique claro que Cora nunca gostou de verdade de Regina; teria vendido a filha por um saco de pozinho mágico da Tinker Bell se isso a tivesse feito mais poderosa que Rumplestiltskin.
Mas Regina decide não matar Branca de Neve, para que viva infeliz com sua culpa, e prefere vingar-se de um por um, começando por devolver as memórias de Belle da época da Maldição, fazendo-a pensar que é uma vadia com o fígado do João Canabrava – depois de Belle ter levado um tiro do Capitão Gancho quando se despedia de seu amante Rumplestiltskin na fronteira da cidade, e perdido a memória por cruzar a linha –, para desespero do apaixonado Senhor das Trevas.
E como isso não bastasse para saciar sua fúria, Regina usa Gancho como isca para distrair o Dragão que pôs Aurora para dormir por cem anos para recuperar o gatilho que varrerá Storybrooke do mapa.
Finalmente, a Rainha Má está pronta para fazer todos os mocinhos comerem capim pela raiz enquanto ela foge com Henry de volta para o reino Tão, Tão Distante, quando é pega de surpresa pelos novos vilões da história, Greg e Tamara – que aparentemente só entraram nessa reta final para despertar o ódio de quem assiste à série, e provar que os roteiristas perderam o fio da meada e não tinham nenhum vilão decente na manga –, e passa um episódio inteiro sendo torturada com eletrochoques. E eu nunca pensei que fosse dizer um dia que senti pena da Rainha Má!
E como Emma salgou a santa ceia junto com o Félix da novela das nove para nunca desencalhar nessa bodega, Neal, com quem ela estava prestes a se acertar e reconstruir uma família com Henry, é atingido por um tiro da noiva malvada Tamara-Que-Morra, e cai num portal sabe-se lá para onde, supostamente morto. E com este, já são dois que a Emma enterra nessa série. Três, se considerar que ela andou flertando com o August, e ele morreu, embora a Fada Azul o tenha trazido de volta como Pinóquio. A viúva negra vai acabar se contorcendo de inveja, Emma! Melhor o Gancho não se engraçar, porque vai que...
E depois deste imenso parâmetro dos acontecimentos mais recentes para situá-los na história, finalmente chegamos à Season Finale, que nos mostrou um dos melhores flashbacks dessa temporada.
A princípio, a história foca em Baelfire, finalmente revelando o que houve com ele após atravessar o portal para o mundo sem magia. Neal tinha nos dado uma pista, ao contar que já conhecia o Capitão Gancho, e que a terra do Tio Sam não foi o primeiro lugar que ele visitou depois de sair de Tão, Tão Distante, ou ele teria mais de duzentos anos agora.
E nós só conhecemos um lugar onde um personagem pode garantir longevidade e juventude sem utilizar magia própria: Neverland! A Terra do Nunca.
Mas Baelfire não caiu diretamente lá. Afinal, a Fada Azul lhe vendeu um bilhete para uma terra sem magia. E essa terra, era Londres. Onde nosso querido Baelfire acabou acolhido pela família Darling.
Já faz um tempinho que eu li Peter Pan, mas se não me engano, o livro não menciona o ano em que a história se passa; mas ele foi publicado no início do século XX, o que significa que Bae não ficou perdido nem por cento e cinquenta anos.
Seja lá como for, foi Wendy quem primeiro o acolheu em sua casa, ao surpreendê-lo roubando pães em sua mesa, depois de ter vagado sozinho e faminto pela cidade por alguns dias.
E como se compadeceu de sua história, ela o escondeu num buraco dentro da parede, que logo foi descoberto por seus pais. Mas ao contrário do que ela pensava, eles não ficaram bravos, e decidiram acolher o garoto perdido.
E aconteceu que a presença de Baelfire na casa dos Darling foi providencial, porque Wendy, aquela menina tagarela, andava de papo com uma Sombra, que vinha todas as noites à janela do quarto das crianças. Wendy descreveu a tal Sombra como maravilhosa, porque podia mudar de forma, voar e viajar entre os mundos com magia. Mas como a experiência de Bae com a magia não é das melhores, ele alertou a menina sobre as possíveis más intenções da criatura.
Aparentemente, embora Baelfire estivesse determinado a fugir da magia como o diabo da cruz, ela estava igualmente determinada a persegui-lo aonde quer que ele fosse. Prova disso é que, mesmo adulto, ele acabou se apaixonando justamente pela Salvadora.
Mas Wendy não estava nem aí para os seus conselhos, e na primeira oportunidade, decidiu dar uma voltinha com sua “amiga” mágica.
Todavia, Bae tinha razão, e a Terra do Nunca não era o País das Maravilhas que Wendy imaginou – se permitem o trocadilho. Lá não há adultos e as crianças não crescem, mas uma vez que são levadas para lá, a Sombra não permite que voltem para casa. Ela só conseguiu retornar porque é uma menina, e não foi aceita no Clube do Bolinha. A Sombra queria levar um garoto, e esta noite ela virá buscar um de seus irmãos.
Alguém devia ter pensado nisso...
Em vez disso, Baelfire jura para a menina que não permitirá que ninguém machuque sua família. Então, quando a Sombra vem buscar um dos irmãos Darling naquela noite, Bae se oferece para ir à Terra do Nunca em seu lugar, mesmo sabendo que talvez essa seja uma viagem sem volta.
Mas Bae não estava interessado em conhecer o Peter Pan, nem em se juntar aos Meninos Perdidos, muito menos descobrir quem era o chefão daquela Sombra endiabrada. Ele tomou a precaução de colocar uma caixa de fósforos no bolso antes da Sombra aparecer na janela dos Darling, e assim que possível, usou o fogo para feri-la, para que o largasse no mar. E como era noite, e a Sombra aparentemente é cega como um morcego, acabou perdendo o garoto de vista.
E é aqui que a historia começa a ficar boa, porque ele foi recolhido no mar justamente pelo navio do Capitão Me-EnGancho – como é mais conhecido entre as garotas, hehe.
A princípio, o pirata havia decidido que o garoto era uma ótima moeda de troca com algum vilão misterioso que comandava os Meninos Perdidos – na verdade Adolescentes Perdidos –, com quem ele não pretendia se indispor, já que passaria uma longa temporada na Terra do Nunca. Mas mudou de planos ao descobrir que Baelfire era o filho de Milah, a mulher que ele roubou de Rumplestiltskin e uma das razões de seu ódio por ele – não vamos nos esquecer que o vilão o forçou a “lhe dar uma mãozinha”.
Foi mesmo comovente ver o espírito paternal aflorar no pirata com relação ao filho de seu inimigo, e uma das poucas surpresas neste final de temporada.
E obviamente, foi Baelfire quem contou ao Capitão sobre a Adaga, a única arma que pode matar o Senhor das Trevas – claro que Bae não sabia que Gancho planejava assassinar o seu pai, quando compartilhou essa informação.
Só é uma pena que o garoto não tenha dado atenção à história que ele contou sobre ter amado realmente a mãe dele, e que, com a revolta de Bae, o pirata tenha retornado ao plano inicial de entregá-lo aos Meninos Perdidos para ficar bem na fita na Terra do Nunca. Mas se não houvesse uma trapaça de vez em quando não seria o Capitão Gancho...
Enquanto isso, em Storybrooke, Rumplestiltskin está prestes a derrubar Henry do balanço para evitar que se cumpra a profecia de uma bruxa que diz que o garoto será sua ruína, quando é surpreendido pela notícia de que seu filho está morto.
A reação dele foi a mais inesperada: culpando-se pela morte de Neal, já que foi ele quem trouxe a magia à cidade, e isso possibilitou que os portais fossem abertos.
Decidindo não interferir no Apocalipse que está vindo contra a cidade, Rumplestiltskin se tranca em sua loja com a vadia N°1 Lacey – sua antiga e amada Belle. Até que, aos 45 do segundo tempo, a quadrilha dos Irmãos Metralha... digo, dos Anões, invade sua loja para recuperar a caneca do Atchim e dar ao vilão uma dose da poção que a Fada Azul criou – no último minuto, Santa Conveniência! – para restituir a memória de Belle.
Aqui entre nós, tomara que a Fada Azul tenha anotado a receita dessa poção, porque com a frequência que as Maldições são lançadas nessa série, sempre pode ser útil de novo!
Rumplestiltskin estava decidido a deixar isso de lado, mas no fim das contas, ele percebeu que não poderia morrer sem se despedir da amada; então, restaurando a xícara lascada com magia, devolveu-lhe a memória para ter suas últimas cenas dramático-românticas da temporada.
Tamara-Que-Se-Lasque e Greg – vou chamá-lo de Pamonhão – levam Gancho até a mina e avisam que ele morrerá junto com os outros quando eles acionarem o gatilho – mas a boa notícia, é que ele terá sua vingança, porque nem Rumplestiltskin é capaz de sobreviver àquilo –, e o pirata visivelmente planeja uma fuga estratégica enquanto assiste ao início da destruição.
Ele próprio vai avisar aos mocinhos sobre o que a dupla odiosa está aprontando, e é recebido pelo Príncipe com um murro no nariz. Não que este fato tenha grande importância, mas a agilidade na reação do Charming foi realmente incrível.
A família então se prepara para desacelerar o Apocalipse, enquanto o astuto pirata leva o Príncipe para o mundo do crime para roubar os feijões mágicos e poderem escapar antes que Storybrooke seja destruída. E neste momento vemos uma despedida comovente da Rainha Má com seu rebento adotivo, Henry, o único que não corre risco de vida, já que nasceu no mundo real, mas pode ficar sozinho se a destruição se concretizar.
Reparem num spoiler do Gancho para o Charming: “as coisas que fazemos pelos nossos filhos...”. Detalhe: Hook, até onde se sabe, não é pai de ninguém. A não ser...
Emma leva Regina até a mina para que a malvada use sua magia para neutralizar o poder do gatilho, mas antes de começar, ela avisa Emma que terão que deixá-la para trás e fugir com Henry para Tão, Tão Distante, pois ela terá que se sacrificar para lhes dar tempo de ir embora.
Este foi o momento mais dramático do episódio. Me fez experimentar a estranha sensação de desejar que houvesse outra saída... POR FAVOR, DEIXEM A RAINHA MÁ VIVER!!! Nunca imaginei que um dia teria esse sentimento...
Enquanto isso, Hook e Charming partem para a briga contra os vilõezinhos nojentos pela posse dos feijões mágicos, e eu fiquei me perguntando por que o Príncipe não aproveitou para dar um tiro na Tamara-Que-Se-Exploda? – Notaram como o nome dela é bom para fazer trocadilhos?
Enfim, Hook deu um soco no Greg Pamonhão que lavou a alma de muita gente, e conseguiu surrupiar um dos feijões, que foi logo confiscado pelo Príncipe, que não seria maluco de confiar sua única chance de salvação ao pirata.
Finalmente, a família Charming se reúne com os sumidos figurantes de Storybrooke na lanchonete da Vovó Donalda, e Branca de Neve convence todos a arriscarem suas vidas para salvar a mulher que os colocou nesta confusão. Resumindo: vão tentar jogar o gatilho num portal antes que destrua a cidade!
Porque aparentemente eles esqueceram que a última encrenca que jogaram num portal – o Dementador que estava caçando Regina – já chegou em Tão, Tão Distante matando o Príncipe Phillip! Quem sabe, desta vez eles têm sorte, e o gatilho acerte em cheio na Aurora...
Hook, o único que parece ter um pouco de bom senso nesta história, afana o feijão, decidindo que é capaz de conviver com a culpa por deixar todo mundo para trás para morrer com a Rainha Má, mas Emma faz um pequeno discurso para trazê-lo de volta ao lado dos heróis, e ele entrega o porta-moedas onde havia guardado o feijão.
E só para complicar mais um pouquinho este intrincado núcleo familiar, Emma revela ao pirata que o pai de Henry é Baelfire, de quem Hook se sente um pouco pai, e agora avô postiço do Henry, por tabela.
Reparem numa coisinha: onde é que estão a Ruby e o Dr. Whale? Um minuto para o fim do mundo e os dois não apareceram no episódio. Sabemos que eles não devem ter sido escalados para a figuração, mas os dois terem sumido ao mesmo tempo faz a gente imaginar que eles estejam “aproveitando o fim do mundo”...
Nossos heróis chegam à mina dos Anões e contam à Regina o que pretendem fazer. A princípio ela tenta dissuadi-los da loucura, mas eles se mantêm irredutíveis... Até Emma perceber que Hook lhe passou a perna, entregando-lhe a carteira vazia.
Então a família Charming-Mills – já que a Rainha Má está presente – se permite um momento de desespero e despedida regada a muitas lágrimas, até que Emma descobre a América: ela também tem magia, e pode tentar ajudar Regina a desligar o gatilho.
As duas mães do Henry unem suas forças e sua mágica por um bem comum, e conseguem finalmente deter o Apocalipse sobre Storybrooke.
Fim da história e todos viveram felizes para sempre?
CLARO QUE NÃO!
Agora que a cidade foi salva pelas Meninas Superpoderosas – não parecem Lindinha e Docinho? – eles percebem que Henry desapareceu. O garoto foi levado por Greg-o-Pamonhão e Tamara-Que-Caia-da-Escada-e-Se-Arrebente-Toda, e eles revelam ao garoto que destruir Storybrooke nunca foi o objetivo...
... e que encontraram algo mais importante: Henry!
Eu só queria entender como foi que eles entraram de novo na mina, pegaram o moleque e ninguém viu? Exemplo de avós essa Branca de Neve e seu Príncipe Encantado! Veem a filha e a arqui-inimiga prontas para destruir o gatilho ou morrer e levar todo mundo junto, e esquecem de ficar de olho na criança...
A dupla nojenta leva o garoto para o cais, joga o feijão mágico na água e pula com ele no portal às vistas da família que os perseguia. E novamente eu pergunto: por que diabos o Príncipe não atirou na Tamara-Que-Caia-Num-Poço-Sem-Fundo e no Greg Pamonhão? E por que Regina, a mulher mais poderosa de Storybrooke não lançou um feitiço para paralisá-los? Ou a própria Emma, por que não conjurou um feitiço qualquer para fazê-los soltarem o Henry?
Tudo bem que, em se tratando de magia, ela ainda não sabe direito o que está fazendo, mas qual a pior coisa que poderia acontecer? Transformar os vilões em paçoquinha? Alguém iria chorar por isso?
Neste momento chega o Senhor das Trevas Rumplestiltskin com sua amada-idolatrada-salve-salve recuperada da amnésia, para fazer cara de impotência diante do fato de não terem como abrir nenhum portal para ir atrás do Henry, já que Hook fugiu com o último feijão mágico.
Ah, mas não contavam com sua astúcia! Acontece que o pirata se sentiu culpado por deixar a família do seu recém-descoberto neto postiço para trás para morrer, e decidiu voltar para ajudá-los, e, informado das últimas reviravoltas, o mais novo membro da família Charming-Stiltskin-Mills-Jones – Eita, agora o nome ficou difícil! – oferece seu navio e serviço para resgatar o garoto.
Rumplestiltskin se despede de Belle antes de subir a bordo e lhe dá um pequeno papel com instruções para um feitiço de camuflagem para que outros como Tamara e Greg não encontrem a cidade. Claro que Belle não possui magia, mas subliminarmente o que Gold quis dizer foi: “entregue isso à Fada Azul, e deixe que ela se vire!”.
Afinal, como todos sabem, Rumplestiltskin não gosta de levar a patroa em suas viagens.
Gozado, não me lembrava desse senso de humanidade do Gold, preocupado em não deixar os figurantes em apuros com a partida de quem realmente sabe o que está fazendo nessa história. Mas isso eliminou Belle ao menos do começo da terceira temporada, o que é um alívio já que sua personagem é relativamente enjoativa. Ou vai ver ela foi cortada porque estava bebendo mais que o Leroy...
Enquanto isso, em algum lugar do Reino Tão, Tão Distante, um corpo é encontrado na praia pelo trio sem sentido Aurora, Phillip e Mulan...
Espera um minutinho... O Phillip não tinha sido morto pelo Espectro no primeiro episódio dessa temporada? O que é que ele está fazendo ali? Ressuscitou, ou Baelfire voltou no tempo antes de cair em Tão, Tão Distante? Erro técnico dos redatores ou, mais provavelmente, teremos uma pancada de flashbacks para explicar este retorno do túmulo.
Felizmente, como se pode ver, Baelfire está vivo, embora pareça realmente derrubado. Ainda não foi dessa vez que Emma desencalhou, mas podemos alimentar esperanças para o futuro.
De volta à grande família principal, Hook e o Senhor das Trevas decidem fazer uma trégua, e Rumplestiltskin rastreia o paradeiro de Henry com algumas gotas de seu sangue no globo mágico.
Então nosso seleto grupo de protagonistas se prepara para zarpar no Jolly Roger rumo à Neverland.
Enquanto navegam para o imenso portal na água – não vamos discutir o fato de que quando Greg e Tamara jogaram o feijão abriu um portalzinho que mal cabia a dupla odiosa com Henry, e quando Hook jogou abriu um mega portal capaz de engolir com folga o navio inteiro. São meros detalhes... –, Rumplestiltskin alerta-os de que Greg Pamonhão e Tamara-Que-Vire-Comida-de-Ogro são míseras marionetes nas mãos de alguém que promete ser um vilão mais terrível que ele e Regina juntos: Peter Pan!
Faz sentido: se sua Sombra era má, e os Meninos Perdidos são praticamente uma gangue de raptores de crianças, nada mais lógico do que Peter ser malvado. Nunca mais o verei com os mesmos olhos...
Já sabemos que Henry é alguém importante, já que foi procurado por duzentos anos pelo que promete ser o pior de todos os vilões da série. Provavelmente ele possui algum poder especial que ninguém reparou antes, mas é fácil adivinhar que Rumplestiltskin, com seu mais ou menos útil dom de prever o futuro, saiba do que se trata, afinal, foi ele quem trouxe Henry para Storybrooke para ser adotado por Regina quando Emma o abandonou. Até ver este episódio, eu pensava que ele o tinha escolhido porque precisava garantir que Emma um dia encontraria a cidade, mas agora que sabemos que o garoto pode ser a ruína de Rumplestiltskin, podemos começar a especular. Afinal, causar a ruína de um ser imortal, provavelmente requer um poder muito superior. Ou uma incrível aptidão para o desastre.
O jeito é esperar pela terceira temporada. Enquanto isso, paira no ar um final que enuncia um novo começo.
Como eu disse, apesar das evidentes falhas técnicas, foi um dos melhores episódios desta temporada.
Assim me despeço com um retrato de família:
“Enfeitiça pai, mãe, filha, está tudo em família, então bora navegar”...
É mais ou menos isso... Hehe


4 comentários:

  1. Adorei o post e adoro o seu blog. Faz uma review das outras temporadas de OUAT, por favor. Parabens pelo blog.

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    Respostas
    1. Olá Gisele. Muito obrigada! Fico muito feliz em saber que você gosta do meu blog ♥
      As postagens sobre as temporadas 3 e 4 de OUAT já estão sendo preparadas. Em breve eu vou postar. Beijos!

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    2. Demorei mas postei, rsrs. Esta é a primeira metade da terceira temporada, a etapa Neverland.

      http://admiravelmundoinventado.blogspot.com.br/2015/08/o-rapto-do-garoto-adorado.html

      Logo mais virá o restante. ;)
      Beijos

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