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quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Copa do Mundo é Nossa... Nossa Chance de Salvar o Papa!

Copa de Elite segue os moldes de comédias americanas como Todo Mundo Em Pânico, mesclando diversos sucessos do cinema nacional em tom de paródia. O pano de fundo, claro, é Tropa de Elite, mas ao longo do filme veremos referências a Chico Xavier, Nosso Lar, Se Eu Fosse Você – numa das cenas mais hilárias dessa comédia –, Carandiru, Meu Nome Não é Johnny, Minha Mãe é Uma Peça, Bruna Surfistinha, De Pernas Pro Ar, Dois Filhos de Francisco, entre outros. Quem escreveu o roteiro estava tão ligado nos detalhes, que incluiu uma referência até ao goleiro Bruno numa das cenas no presídio.
Lançado em 2013, e pegando carona na expectativa pela Copa do Mundo no Brasil, vemos uma divertida comédia em que um ex-Capitão, expulso da corporação policial, precisa impedir uma conspiração para matar o Papa durante o maior torneio esportivo do mundo.


A primeira cena mostra uma rebelião num dos presídios do Rio de Janeiro, em que os presos reivindicam pistolas, celulares, cigarros, bananas (???), vuvuzelas, um boneco oficial do mascote da Copa, Furico, e uma TV de 42 polegadas para cima, para poderem assistir aos jogos do Brasil.
Notaram que o líder da rebelião é o Tim Maia?
Quando a Copa começou ninguém sabia ainda, mas colocar a vitória do Brasil no jogo como condição para liberar os reféns deveria ser preocupante. Sobretudo se estivessem assistindo à semifinal. Se o Tim Maia resolvesse matar um refém pra cada gol que o Brasil tomasse da Lemanha não ia sobrar um carcereiro vivo pra contar história...
Enquanto os presidiários torcem pelo Brasil, Jorge Capitão, Capitão do B.O.P (assim mesmo, sem E no final, porque eles não tem nada de Especial) entra em cena, explodindo uma parede para botar ordem nesse galinheiro.
Não gosto da Anitta, mas curiosamente achei que essa música dela tinha tudo a ver com a proposta do filme. Já que é pra satirizar, não vamos economizar!
Bem, a história do Capitão começou muito tempo atrás, no interior do Brasil. Quando era criança, seu sonho era ser cantor. Ele formou uma dupla com seu melhor amigo, Capitão & Pitãozinho, mas não era bem uma dupla, porque também tinha o Miranda, que um tempo depois, descobriram que era um tarado foragido e o prenderam. Segundo o Capitão, uma pena, porque ele era ótimo no triângulo.
Triângulo instrumento musical. Não triângulo amoroso. Veja bem...
Capitão & Pitãozinho fizeram sucesso pra burro. A fama era tanta, que o Capitão logo conseguiu comprar seu primeiro carro, ainda criança. Naquela época, tudo era liberado.
Foi quando uma tragédia aconteceu. Capitão & Pitãozinho sofreram um acidente de carro – lembram de João Paulo e Daniel? –, e o Capitão escapou, mas seu parceiro de dupla não teve a mesma sorte.
Acontece que o carro tinha sido sabotado: o motor deu pau, o freio foi pro espaço, e os espelhinhos estavam desregulados. Capitão tentou explicar o incidente para o pai (e aí, Seu Francisco, beleza?) e para as autoridades locais: um padre, um bombeiro e um contorcionista. Mas ninguém acreditou nele. Se quisesse justiça, teria que fazer tudo sozinho.
Foi por isso que Capitão decidiu se tornar uma autoridade policial, e se juntou ao B.O.P., onde conquistou grande reconhecimento e homenagens. Numa delas, convidaram até o grande ator René Rodrigues para ser o mestre de cerimônias, e homenagear esse homem, que é um grandessíssimo filho da (chiado) pátria.
Mas por que causa, motivo, razão ou circunstância, um ator desse gabarito, conhecido como o maior ator que esse Brasil já viu, concordaria em participar dessa homenagem? Ora, porque o mais recente feito heroico do Capitão foi recuperar a coisa mais importante da vida de René Rodrigues: seu Oscar.
Aliás, essa é uma das cenas que melhor classificam esse filme como paródia, porque, em que dimensão do planeta Maluquice, um país que já exportou Rodrigo Santoro – para entrar mudo e sair calado em meia-dúzia de produções Hollywoodianas, entre elas, uma participação em Ben-Hur no papel de Jesus Cristo, então vamos respeitar – e Alice Braga – a talentosa sobrinha de Sônia Braga que é especialista em fazer filmes que todo mundo detesta; Repo Man não entra nessa conta –, e que já levou Sua Majestade Fernanda Montenegro ao Red Carpet, teria o primeiro Oscar de melhor ator conquistado pelo Rafinha Bastos? Aliás, ainda bem que não colocaram nenhum bebê nesse filme – fora o netinho cagão do Major do B.O.P., que não chegou a contracenar com ele. Já que se lembraram de referenciar Dois Filhos de Francisco, melhor fugir do processo da Wanessa Camargo...
Bem, acontece que na volta para o Brasil, depois de ter sido agraciado com a honra maior do cinema mundial por seu trabalho em Tiradentes – A História Que a História Não Conta; Liberdade Ainda Que Tardia – sei lá se tudo isso fazia parte do título do filme, ou se o slogan promocional estava incluso na fala, mas vamos adiante –, que, se eu entendi bem era a história de um dentista revolucionário que lutou pela liberdade dos molares do Brasil, o Oscar de Rafina Bastos... digo, de René Rodrigues foi sequestrado por, segundo ele, uma trupe de bandidos terríveis, mas graças ao Capitão, ele voltou para casa são e salvo.
Não sei se foi uma referência intencional, mas essa história de Oscar roubado me fez lembrar o lamentável destino da Taça Jules Rimet, que pôde ficar definitivamente no Brasil após a conquista do Tri – a taça é somente emprestada ao Campeão Mundial pelos quatro anos de validade do título, e só passa a ser propriedade do país após a conquista de três Copas do Mundo –, que foi roubada e provavelmente teve seus, sei lá, cinco quilos de ouro derretidos e convertidos em outros objetos para venda ilegal. Sorte desse ator fictício que Capitão tenha conseguido recuperar sua estatueta antes de os bandidos jogarem no caldeirão da Bruxa do 71, que seria basicamente o único jeito de fazer o Oscar valer alguma coisa – monetariamente falando.
Não acredita em mim? Ao ganhar o Oscar, esses privilegiados atores, diretores, roteiristas, compositores e afins assinam um documento em que se comprometem a não vender suas estatuetas. Caso tenham necessidade de vendê-la, a prioridade na compra é da Academia, e eles pagarão a soberba quantia de US$ 1. Sim, você leu certo: um dólar! Por essa miséria, por mais necessidade que alguém tenha, acho que não compensa vender. Mais fácil fingir que foi roubado, e deixar que o Tonhão da esquina derreta e converta em dúzias de alianças de casamento. Isto é, se a estatueta for realmente feita de ouro maciço, o que eu duvido.
Enfim, voltando ao filme, depois de receber as honrarias, o Capitão promete que enquanto ele for vivo o único crime que haverá na cidade do Rio de Janeiro, será a violência policial.
E depois das homenagens, os outros soldados do B.O.P. se preparam para assistir ao jogo do Brasil. Já até estocaram vários engradados de cerveja. Mas deixa só o Capitão saber disso...
Em seguida, o Capitão vai conferir as novidades na aparelhagem e no arsenal do B.O.P..
Tem algo de Loucademia de Polícia nesse roteiro, porque além do cientista maluco, ainda constatarão que um dos Agentes Zero a Esquerda que auxiliam o Capitão é tão anta quanto o Mahoney, e também tem um Agente Tu-É-Gay-Que-Eu-Sei.
Depois de apreender algumas mercadorias piratas de excelente qualidade na rua, os soldados do B.O.P. vão dar uma batida num morro, onde percebem que há um sequestro em andamento, e depois de uma ferrenha luta corporal contra os sete anões, que trabalham nas minas do tráfico, e com o cachorro que também foi aliciado pelos bandidos, e de aceitar o plano irresistível que o operador de telemarketing que telefonou no meio da ação ofereceu, Capitão invade o cativeiro, e consegue convencer o bandido de que ele não quer fazer isso.
Na verdade, o cara não queria mesmo. O que ele queria era ser ginasta, mas o pai era contra. E como Capitão é um ótimo negociador, o bandido decide seguir seu antigo sonho, permitindo que o policial libertasse o refém. Mas o que poderia ter sido um ato heroico, se revelou uma grande gafe por parte do Capitão, pois o refém que ele libertou é o camisa 10 da Seleção Argentina.
Tirando que o tal camisa 10 não é lá muito fã da camisa da Argentina; porque, se no Barça ele vale por dez, na Argentina é no máximo dois e meio. Mas a proeza do Capitão acaba lhe rendendo um apelido carinhoso da imprensa, que o acompanhou pelo resto do filme. Mas como o Admirável Mundo Inventado é um reduto da família brasileira, lido por pessoas de todas as idades, classes sociais, credos e gostos, vamos manter o nível do linguajar. Portanto vou chamá-lo de “Argentino da Nádega Avantajada”, que, afinal de contas, significa a mesma coisa que seu apelido real.
E a alcunha rapidamente cai na boca do povo, para desagrado do Major do B.O.P., afinal, seu Capitão colocou o hexacampeonato do Brasil em risco. Depois de ser libertado do cativeiro, o craque da Argentina jogou contra a Inglaterra, e só de raiva meteu 9x1; dez gols dele; o contra foi por pena. A humilhação foi tanta, que a Rainha resolveu devolver as Ilhas Malvinas. Tudo indica que os hermanos vão levar essa Copa. Até o Papa já garantiu presença na final. Por causa de toda essa lambança, o Capitão é expulso da corporação.
Numa das cenas mais hilárias do filme, o Capitão é forçado a devolver seu uniforme, e acaba tendo que sair do prédio do B.O.P. pelado, pelado, nu com a mão no bolso, ao som da música de desolação do Chaves – aquela que tocou quando ele foi embora da vila, depois de ter sido eleito ladrão por maioria de votos. Até a boina que o Capitão estava usando para cobrir o corpo do benito acabou confiscada, já que era parte do uniforme.
Em casa, sem nada mais para fazer, o Capitão tenta se distrair assistindo televisão, mas aparentemente todo mundo resolveu comentar sua lambança, e se referir a ele por seu novo apelido: a tia do programa de culinária; o pastor que aceita dinheiro, cartão, vale transporte e ticket alimentação, mas que por alguma razão não aceita cheques – porque roteirista não alivia –; até os fantoches do programa infantil estão com seu apelido na boca, para contar a história do policial do B.O.P. que ferrou com a Copa.
Mas ele acaba não assistindo ao teatrinho, porque o desgramado do entregador de pizza foi mais rápido do que ele esperava – e ele pensando que não ia pagar dessa vez. Porque aparentemente, no Rio de Janeiro, na época da Copa, estava rolando uma promoção igual àquela que tinha no McDonalds uns anos atrás: se seu pedido não chegar em 45 segundos você não paga. Bem, devia ser vinte minutos o prazo da pizza; pena que não tenha essa promoção em São Paulo, onde até as motos estarão pagando IPTU daqui a algum tempo, já que está se tornando impossível até para elas se locomoverem nesse trânsito caótico.
Para alívio do Capitão, ainda não era a pizza. Era o Bruno de Luca, com uma questão de vida ou morte para o ex-policial resolver.
Médio?!
MÉDIO, CAPITÃO?!
CARAMBA, É O PAPA!
Então tá, né...
Bem, segundo o Bruninho – provavelmente é só para os íntimos, mas se o “Argentino da Nádega Avantajada” tinha liberdade de chamá-lo assim, nós também temos, galera –, existe uma conspiração para assassinar o Papa na final da Copa. Mas quando está prestes a revelar quem é o principal suspeito, são interrompidos pelo som da campainha, e o Capitão, pensando que era a pizza, pede que Bruno segure a informação enquanto ele vai lá atender. Mas ainda não era o entregador. Era um Palhaço, que usou a flor em sua lapela para espirrar urina nos olhos do Capitão, entrar no apartamento, e dar uns tiros no Bruno de Luca. Ou seja, mais um dia típico no Rio de Janeiro.
Desesperado, o Capitão ainda tenta fazer o Bruno agonizante revelar quem quer matar o Papa, mas são novamente interrompidos pela campainha.
Então o Capitão corre para dentro com a pizza, pensando que talvez ainda dê tempo do Bruninho comer um pedaço antes de cantar pra subir, mas ele já está morto. E nem conseguiu dizer o nome da pessoa que quer matar o Papa...
Graças a um papel encontrado dentro do sapato que o Capitão arrancou do Palhaço, com números que não eram da loteria – ele jogou, para ter certeza –, mas coordenadas de um GPS, ele conseguiu achar a peça que faltava no quebra-cabeça.
Literalmente! Ele encontrou uma peça enorme, daquelas que são usadas em quebra-cabeças para crianças de três a quatro anos. Aparentemente, ela devia servir para alguma coisa, pois o Capitão a guardou no bolso, antes de descobrir que as coordenadas o levaram a um inferninho, onde ele é golpeado com o braço de um manequim pela *ARRAM* profissional.
Então, tá...
Ela o amarra para interrogá-lo sobre o motivo de ter invadido seu estabelecimento, mas ele é quem acaba conduzindo o interrogatório.
Acontece que Bia não é o Palhaço assassino que quer matar o Papa. E eles têm certeza disso, porque o dito cujo desce pelo poste de pole dance, e começa a descer o sarrafo no Capitão, que tenta explodi-lo com a granada refrigerante, mas ela não funciona.
O que ele não sabia era que lá no seu prédio, um garoto estava com a verdadeira granada sabor Cola, e amanhã eles verão a notícia da explosão no Jornal Nacional.
E depois de uma luta extremamente bizarra, em que o Capitão ataca o Palhaço com todos os brinquedinhos do arsenal de Bia, o assassino foge com o Furico da moça. E gente, estou falando do mascote da Copa!
Na vida real era Fuleco, mas esse é o cinema nacional...
Já que o Palhaço fugiu, e não tem mais o plano de saúde pago pelo B.O.P., Capitão leva Bia para remendar suas feridas na casa de sua mãe mesmo. Mas Dona Hermínia bombada não fica nada contente por ele ter trazido piranha para dentro de casa. Mas Bia sabe que o Palhaço não invadiu sua loja só para roubar um bichinho de pelúcia oficial da Copa. Dentro daquele Furico ela havia guardado o primeiro vibrador atômico do mundo. Na verdade, ela o introduziu no furico do Furico.
E é quando conhecemos a história dessa maluca que despencou de paraquedas nesse rolo com a arma atômica mais bizarra de todas.
Como já dissemos, Bia era prostituta, e ficou conhecida como Bia Alpinistinha. Ela gostava mais de surf, mas já tinham pegado o nome, e ela não queria pagar royalties. Ela atendia no centro de São Paulo, e sempre teve tino para os negócios.
E você aí reclamando da fila do SUS, hein...
Foi nessa época que Bia percebeu que precisava expandir seus negócios. Então ela abriu uma loja de artigos “educativos”, e sua fama fez com que o sucesso fosse imediato. Mas ainda não era o bastante. Para se destacar, ela apostou todas as suas economias na ideia de um vibrador com um pequeno reator de plutônio. Agora, porque o Palhaço roubou esse treco, descobriremos ao longo do filme.
E como estão sem pistas no momento, o jeito é tentar uma comunicação mediúnica com o Bruno de Luca, para tentar descobrir o nome do assassino.
Eles vão à casa do Chico, e pedem que ele psicografe uma mensagem do além. O médium tenta invocar o espírito de seu amigo Emanuel, para que faça a ponte para o Outro Lado, mas quem acaba respondendo à chamada é o Manuel, o espírito de um português.
Como quem não tem cão caça com gato, e o Capitão não tem tempo para esperar o outro telefonista terminar o “serviço”, vai o portuga, mesmo.
Chico explica que precisam contatar o espírito do falecido ator Bruno de Luca, e Manuel imediatamente vê o que pode fazer para ajudar.
Enquanto esperam o português ir lá ver se o Bruno está disponível, o médium oferece aos seus clientes um copo d’água, uma bolacha...
E o português ainda volta com a triste informação de que Bruno também está na casinha. Aparentemente alguém andou servindo asinhas de anjo vencidas lá do Outro Lado, então tá todo mundo com piriri, e pelo visto a coisa vai demorar. Mas o Papa não pode esperar. É quando Chico finalmente se dá conta da gravidade da situação. Então Manuel faz o médium compartilhar com eles uma informação de suma importância.
Acontece que na maior prisão do país existe um computador com informações de todos os crimes que ocorrem.
Tudo bem que o sistema operacional é do arco da velha: Vidaloka Cadeião 95. Porque pelo visto também existe um Bill Gates no mundo do crime.
Bia e Capitão usam uma televisão de tubo meio antiquada como cavalo de troia para poderem entrar no presídio, e, uma vez lá dentro, Bia fica vigiando os monitores na sala de segurança, enquanto o Capitão se infiltra nas entranhas do crime para hackear o computador.
O Capitão se veste de marginal, e usa todo o conhecimento que adquiriu em anos de combate ao crime para se misturar com a gentalha, interagir com o pessoal, e chegar até o computador. O problema é que as pastas estão todas desorganizadas, então, vai levar um tempinho para encontrar o arquivo sobre o assassinato do Papa, mas ele pode ficar tranquilo, porque a Bia já amarrou o segurança que apareceu para xeretar.
Capitão encontra um registro com todas as vendas ilegais de armas no país, e também uma lista com pessoas que compraram sapatos tamanho 63 nos últimos anos, e deduz que quem estiver nas duas listas só pode ser o Palhaço. Mas como a conexão lá dentro é discada vai demorar um pouquinho para transferir os arquivos para o celular de Bia.
Aqui entre nós, a quem esse filme queria enganar? Todo mundo tá careca de saber que na cadeia tem wifi ilimitado, mais rápido que o nosso, e a conexão não cai nem por um decreto! Mas ok, vamos fazer de conta...
Só que bem nesse momento, enquanto os arquivos estão sendo enviados, aparece o Tim Maia e a... ou seria o... enfim, Tammy Miranda, e pensam que Capitão é um bandidinho mequetrefe chamado Jiboia, irmão de um tal de Fantoche, de quem ele nunca ouviu falar, mas confirma por medo de tomar um teco. Então o bandidão apresenta a rapaziada, diz que Jiboia é o maior noia que ele já conheceu na vida, e decide lhe servir alguns “aperitivos”. É uma sinuca de bico, porque se fumar, o Capitão vai ficar drogado; se não fumar, os caras vão descobrir que ele não é do pedaço, aí lascou. Então ele pega o baseado que o “Meu Nome Não é Johnny” trouxe pra ele, dá uma rezadinha antes, e manda ver.
Quando o arquivo finalmente chega ao celular de Bia, o Capitão já está pra lá de Bagdá, depois de ter misturado de tudo e mais um pouco.
Assim o Capitão volta às manchetes, por ter sido flagrado liderando uma rebelião que estourou na maior cadeia do país, sob efeito de entorpecentes. Sorte que seus antigos amigos do B.O.P., os agentes Zero Meia e Zero Dois apareceram para livrá-lo do assédio da Jornanitta, que já não estava mais tão interessada no caso do “Argentino da Nádega Avantajada” porque tinha outro furo pra mostrar – de reportagem! Calma aí, família –, a história de um homem que casou com uma mulher invisível, e teve uma família invisível. Mas Luana Piovani não deu as caras nesse filme. Vai ver ela estava invisível...
Depois de sair do cadeião, o Capitão afoga as mágoas na bebida – porque ao que parece ele ainda não estava chapado o suficiente –, e começa a acreditar que não é capaz de salvar a vida do Papa. E uma das grandes ironias de assistir a um filme que foi lançado antes do torneio que representa ter acontecido, é quando nos deparamos com esse diálogo:
Se ele soubesse o que a Alemanha ia aprontar pra cima do Brasil na Copa...
Pensando bem, risca o que eu falei. Alemanha não aprontou nenhuma. A culpa foi do Felipão. E do Dante! Pensando bem, o único crime da Alemanha foi ter parado em sete.
Pessoas me vaiando em 3...2...1...
Ainda estou concordando com Thomas Müller: tinha nada que tirar o pé. E 7x1 é o carpaccio! Aquilo foi 8x0 – quem Manuel Neuer pensa que engana? Assume esse gol que o filho é teu, alemão! Cedendo gol de honra... Vá tomar na cerveja...
Retomando, depois deste pequeno ataque de fúria psicótica, Bia e o Capitão começam a discutir, porque ele agora está realmente sendo um “Nádega Avantajada”, por estar praticamente desistindo de salvar a vida do Papa; mas Bia também está sendo hipócrita, porque ela está pouco se lixando para a vida do pontífice; mas acontece que ela não passou anos desenvolvendo aquela ideia do reator de plutônio para um Palhaço psicopata botar tudo a perder; mas se ela quer saber a verdade, pelo Capitão, quando encontrar seu brinquedinho roubado ela pode enfiar... na lata do lixo!
Todo mundo reconheceu a cena, né? Ao saírem do elevador, Capitão Alpinistinha e Bia Capitão não demoram muito para perceber que trocaram de corpo.
E como foi cada um para um lado, Bia Capitão pega o carro e começa a procurar o Capitão no corpo da Alpinistinha pelas ruas. Até ser parado pela polícia.
Más notícias, Capitão: CORRE, se quiser preservar sua integridade física! Porque o policial já encontrou uma coisa que gostaria que seu corpo com a alma da Alpinistinha fizesse, e a lataria daquela viatura está prestes a presenciar uma situação indiscretíssima!
Aqui entre nós, sacanagem terem dado ao policial um sotaque de gaúcho!
Enfim, Bia Capitão puxa Capitão Alpinistinha para longe da viatura e pede seu corpo de volta. E a única maneira que imaginam para desfazer a troca é falar “Se eu fosse você” ao mesmo tempo. O problema é que o policial gaúcho se junta ao coro, e fica todo feliz ao ir parar no corpo da Alpinistinha – prova de que ele não é tão gaúcho assim... digo...
Daí quando eles tentam de novo a troca tripla, um mendigo se junta ao coro... E aí pra resumir a ópera, dezenas de tentativas depois, Bia Capitão explica para a multidão quem deve trocar com quem, até que o Capitão, que está agora no corpo de um cadeirante, retorne ao seu corpo original e alguém devolva o dela. Mas, de novo, mais alguém entra na bagunça, e aí danou-se...
Quarenta e cinco minutos depois, Capitão e Bia conseguiram recuperar seus corpos originais, mas o coitado do policial gaúcho ficou preso no corpinho de um cachorro. Como o bichinho conseguiu latir o “se eu fosse você” é um mistério...
E já que sua missão aparentemente fracassou, Capitão decide procurar outra vocação. Ele arruma um trampo como garçom num restaurante frequentado por René Rodrigues, serve a ele um prato de espaguete al sugo, e não cede à tentação de servi-lo como o Chaves o serviu ao Sr. Barriga. Uma lástima, teria abrilhantado a cena.
Na falta de alguém melhor para desabafar, Capitão conta para o ator o esquema para matar o Papa que descobriu, e reclama que o Palhaço conseguiu fugir de todos os seus encontros, mas René garante que o Capitão dará o flagrante na hora em que o Palhaço fizer lambança.
Falando em lambança, o ator acaba de derrubar macarrão na calça. Sua mãe sempre falava para ele tomar cuidado com o molho, mas ele nunca lhe deu ouvidos. Então ele saca um lenço enorme para limpar a mancha, e Capitão percebe que o conhece de algum lugar...
OH! Será possível?!
Palhaçadinha só para apimentar a review. Hehe...
É claro que claramente que é óbvio que René Rodrigues é o Palhaço assassino! E está até usando os sapatos tamanho 63, extremamente confortáveis para os pés dele, pero no mucho para o nariz chutado do Capitão.
E as revelações não param por aí, porque ao tentar fazer a denúncia para o Major do B.O.P., o Capitão descobre que seu antigo superior também está envolvido na maracutaia.
E como sabe de muita coisa, René Rodrigues decide dar um jeitinho de silenciar o Capitão, levando-o para um ferro velho, imobilizando-o numa pilha de pneus de caminhão, ao lado de Bia, que seguiu as pistas que levavam ao ator, achando que era engano, e deu nisso.
E é quando finalmente o ator nos revela o motivo de querer matar o Papa. Sua história, bem como a do Capitão, que conhecemos lá no início do filme, começou muito tempo atrás, quando ele ainda era criança e morava numa cidade do interior. René também queria ser cantor. Seu nome era Pitãozinho.
Lembram dele? Parceiro de dupla do Capitão na infância? O Luciano daquele Zézé de Camargo, o João Paulo daquele Daniel? Então...
Acontece que o moleque não aguentava mais viver à sombra de seu primeira-voz, por isso ele sabotou o carro para forjar a própria morte. Fico me perguntando que espécie de moleque crânio estão criando no interior de Goiás, que por volta dos dez anos de idade já entende tudo de mecânica... E o detalhe é que o Capitão reparava tanto em seu parceiro de dupla, que nem se tocou que quem estava no banco do passageiro no dia do acidente era um espantalho.
Enfim, Pitãozinho deixou aquela cidadezinha para trás, mudou seu nome para René Rodrigues, e partiu para ganhar o mundo, o Oscar e otras cositas mas.
Mas essa fama não era o bastante, ele queria mais. Sua ambição o levou à Brasília, para mostrar à Dilma um projeto que iria revolucionar o turismo no país: o René Redentor, a mesma escultura do Cristo, mas com seu rosto. Dilma “Cabrita Tévez Porpetona” achou a ideia genial, e decidiu aprová-la na hora.
Sei... Me engana que eu gosto, Rafinha Bastos...
Acontece que convencer a presidenta foi moleza; mas quando a notícia chegou ao Vaticano, a casa caiu. Daí, só porque o Papa não deixou aprovar o casamento gay no Brasil, René decidiu matá-lo.
Faz o seguinte, Capitão, salvar a vida do Papa agora tá fácil: é só trancar esse ator enrustido numa cela com o Agente Zero Meia que eu garanto que ele sossega o facho!
Isto é, depois de se soltarem dos pneus de caminhão, né...
Bem, agora só falta René contar à Bia e ao Capitão que ele roubou o reator de plutônio do brinquedinho dela para fazer uma bomba, e colocá-la na mão do Cristo Redentor; e essa bomba será acionada ao primeiro estímulo sonoro. Ou seja, quando o Brasil fizer o primeiro gol na final, BOOM!
Se eles soubessem como a Copa realmente iria terminar, nem carecia terem se preocupado, né...? Mas o filme foi lançado um ano antes, quando ainda havia esperança, ninguém sabia ainda que o Felipão já estava meio esclerosado, ou que o Dante ia mostrar toda a hospitalidade da casa para os Alemães, “a casa é tua, pode enfiar bola no gol à vontade”, e literalmente sambar na nossa cara que nem um bocó... Porque, convenhamos, seis gols da Alemanha saíram por culpa daquele zagueiro leso, que não fez nada além de dançar dentro da área. Teve um – acho que foi o Khedira – que só faltou falar pra ele “criatura, você não vai nem tentar tirar a bola do meu pé?”, e como o filho da mãe não se manifestou, e ele também não queria se responsabilizar, tocou a bola pro Kroos, que mandou pra dentro um segundo antes de xingar mentalmente a mãe do companheiro que jogou essa bomba na sua mão. Ou melhor, no seu pé...
Mas como eu ia dizendo, o plano de René Rodrigues consiste em usar o barulho da explosão do Cristo Redentor para abafar o som do tiro que vai matar o Papa.
E também, nesses filmes, os bandidos sempre gostam de se gabar de seus planos malucos, porque geralmente é a forma mais fácil que os roteiristas encontram para incluir essas explicações no texto.
E agora que sabem de tudo, René precisa eliminar os nossos herói. E para isso, ele conectou os pneus onde eles estão presos a um dispositivo incendiário, que será acionado quando o Molejão parar de tocar.
Porque quando eu acho que esse filme não tem mais o que inventar, eles tiram um Molejo da cartola!
O grupo também está preso a algumas pilhas de pneus, mais baixas que as do Capitão e da Bia, porque eles precisam ter as mãos livres para poderem tocar seus instrumentos, e imediatamente começam a tocar “Brincadeira de Criança”.
Agora, se lhe dão licença, René Rodrigues tem um Papa para matar, e deixa os dois condenados à própria sorte, apenas esperando que o repertório de sucessos do Molejo acabe para desfecharem seu final.
E aqui, ao citar o repertório de sucessos do Molejão, o Capitão faz uma revelação bombástica – sem trocadilhos –, que me deixou verdadeiramente chocada: o “Pimpolho” não era deles!? Como assim, gente? De quem era então o Pimpolho? Aquele cara bem legal, pena que não pode ver mulher...
É, sério, gente, eu tive que fazer uma pesquisa no Google agora para descobrir que quem cantava essa música era o Art Popular. Esse tempo todo eu também pensava que era do Molejo.
Porque paródia nacional é isso: faz troça com filmes, personagens do cenário político do nosso país, com a polícia do Rio de Janeiro, com os argentinos, e com as diversas lendas urbanas e crenças populares que correm por aí...
Enquanto o Capitão lista os sucessos do grupo, Bia consegue tirar uma bisnaga de lubrificante do sutiã e se libertar dos pneus, e em seguida, meio a contragosto, ajuda o Capitão a se libertar também e fugir.
Caraca, o cara foi trolado pelo Molejo... Tá fácil pra ninguém, hein, Capitão!?
Enfim, Bia e Capitão dão no pé, e na pressa, roubam o carro da pamonha para chegar mais rápido ao Maraca... porque é o que tem pra hoje!
Mas aí, no caminho, acabam se envolvendo no meio de um tiroteio com a polícia.
E é agora, enquanto se escondem atrás do carro da pamonha, para tentar fugir dos tiros, que o Capitão vê os atiradores sacarem uma bazuca! E o pior é que o líder do ataque é o Major do B.O.P.! Aquele mesmo que o expulsou da corporação depois de ele ter salvo a vida do Camisa 10 da Argentina e se tornado o “Argentino da Nádega Avantajada”.
Mas eles não contavam com a astúcia dos Agentes Zero à Esquerda, seus antigos aliados, que apareceram para salvar o dia e dar um teco no Major e em todos os seus cúmplices. Pelo menos o Major ainda teve tempo de recomendar ao Capitão que cuidasse de seus doze filhos adotivos, antes de morrer.
Agora a piada já tá um pouco fora de contexto, mas na época em que o filme foi lançado, tadinho desse moleque...
E sim, escrevi Maickssuel de propósito, porque todo mundo sabe que brasileiro gosta de inventar!
Mas nada disso interessa agora, porque vai começar a Grande Final da Copa do Mundo! Todo mundo já sintonizou suas TVs e seus rádios para não perder nenhum lance dessa partida. E quando eu digo todo mundo, é todo mundo mesmo: é o Seu Francisco, pai do Capitão lá em Goiás; é o bandido que virou ginasta, pulando a janela de volta para ver o jogo com o pai – porque a Copa do Mundo reúne as pessoas –; é o Chico – quase – Xavier lá no Centro Espírita com o fantasma do português; são os presos lá no cadeião, com uma miserinha de TV, porque é o que tem pra hoje, e ficam todos de pé para cantar o Hino nacional, em sinal de respeito, e desafinação a parte; e a Dona Hermínia Frota bombada que descobriu tarde demais que hoje não vai ter Caldeirão... Porque aparentemente o roteirista não se ligou que a final da Copa aconteceria no domingo...
HAAAAAJA CORAÇÃO!
Enquanto isso, René Rodrigues passeia pelos corredores internos do estádio, carregando seu Oscar – porque aparentemente alguém passou o grude do Chaves não mão dele, que não consegue soltar aquele negócio nem a pau, Juvenal...
E como sabe que essa final tem tudo para ser um estouro – com e sem trocadilhos –, Capitão prepara seus homens para entrar no estádio e deter o Palhaço. Enquanto isso, Bia irá ao Cristo Redentor para tentar desativar a bomba.
Enquanto ela reclama literalmente no braço do Cristo, Capitão e seus homens dão um apagão geral no Gangnam Style que estava montando guarda na porta do camarote do René Rodrigues, invadem o local, mas não encontram ninguém. Porque ele já está fantasiado de Furico, se dirigindo a um local privilegiado do estádio, de onde espera ter uma boa visão do campo, para poder atirar no Papa, com uma arma encaixada numa vuvuzela.
Aliás, é o Papa quem dá o pontapé inicial na partida. E de cara, já faz 1x0 pra Argentina. Na hora da comemoração, o pontífice se excede um pouco, faz gesto feio, abre a batina, mostra a camiseta com a homenagem ao seu Amado Irmão, e acaba tomando cartão vermelho.
Um pouco de cultura num filme de comédia. Espero que todo mundo tenha entendido a referência.
...
...
...
Quê isso, gente? Matéria de segunda série. Até o Chaves já falou disso numa aula de História, lá na escolinha do Professor Linguiça... digo, Girafales.
Enquanto a Seleção Brasileira tenta recuperar as rédeas do jogo, Bia faz uma operação que não é de aritmética, abre o Furico – o mascote, gente! Concentra! –, e encontra a bomba conectada ao seu reator de plutônio, mas vai demorar um tempo para desarmá-la, porque tem muitos fiozinhos.
O jogo prossegue. E para ninguém dizer que é intriga da oposição, até a mãe anabolizada do Capitão reclama que o Neymar cai demais. Mas o importante é que o juiz marcou falta, e dessa distância, até Cesário – paródia do comentarista Casagrande –, que admite que futebol nunca foi seu forte – paródia perfeita, falando nisso –, sabe que ele converte.
Capitão se apressa em avisar Bia que o gol vai sair, mas ela não quer se livrar do Furico, porque o reator de plutônio é o projeto de sua vida. O Capitão até invade o campo, bota uma arma na mão do lateral brasileiro, tudo para tentar atrasar o gol, mas não tem jeito. Ela acaba sendo obrigada a ativar o modo foguete do mascote.
René Rodrigues engatilha a vuvuzela...
Bia se despede de seu Furico...
O troço sai voando, e explode o Morro do Pão-de-Açúcar.
Na hora H, o Capitão se atravessa na frente do Papa, e toma o tiro em seu lugar.
Pedindo assim com jeitinho, o Papa começa a rezar por um milagre – principalmente pelo milagre do entupimento coletivo de narizes, para que ninguém sinta aquele cheirinho de cueca queimada no ar, que queimaria seu filme junto –, e os repórteres aproximam o microfone para não perderem esse momento solene.
Enquanto isso, o Capitão completa a passagem, encontra-se no Além-Vida, vestindo uma versão branca do uniforme do B.O.P., e se depara com Bruninho de Luca finalmente saindo da casinha, depois de ter perdido toda a diversão, para finalmente terminar a conversa que começaram na casa do Capitão, antes do Palhaço assassino aparecer para transformá-lo num queijo-suíço, e revela que quem quer matar o Papa é o René Rodrigues.
Depois de fazer a viagem mais longa de sua carreira apenas para ouvir o óbvio, Capitão precisa voltar para deter o cara, mas percebe que isso será meio complicado. Olhando pelo lado bom, pelo menos ele vai poder ser amigo do Bruninho de Luca por toda a eternidade!
Não sei se foi a reza do Papa, ou se foi o quebra-cabeça – pecinha dura da bexiga... –, ou se foi o medo de ter que aturar o Bruno de Luca pela eternidade... Só sei que o Capitão ressuscitou! E nem era o Lázaro Ramos... Mas nada disso importa, porque agora é PÊNALTI!
Vinte anos depois, o Brasil decide outra final nas penalidades. E de cara, a Argentina converte o primeiro.
Agora as boas notícias:
Arranhãozinho... Bobagem... Ela só explodiu um ladinho da montanha...
Mas o Brasil chuta e É GOL!
E agora o Capitão tá tomando uma surra do Furico, enquanto as cobranças continuam. O goleiro defende uma cobrança da Argentina, e o Brasil converte em seguida. René Rodrigues revela que sempre quis ser primeira-voz, ao que o Capitão argumenta que ambos são igualmente importantes, pois não existe Bochecha sem Claudinho, Leonardo sem Leandro, ou Daniel sem João Paulo... Se bem que na verdade, existe. Bochecha continua aí, Leonardo também, e Daniel faz até mais sucesso sozinho... Então eles continuam lavando a roupa suja e trocando socos, enquanto a Argentina se prepara para bater seu último pênalti. Se errar, o Brasil é hexa. O problema é que quem vai bater é o melhor do mundo – que, convenhamos, não é exatamente especialista em pênaltis, na vida real. René saca uma adaga da base do Oscar – afinal, aquela coisa tinha alguma utilidade –, e bem nesse momento, o Camisa 10 da Argentina chuta... Bem no alto... A bola passa por cima do gol, invade a cabine onde a luta do século entre o Capitão do B.O.P. e o Furico está acontecendo, e acerta a cabeça do René Rodrigues, levando-o a nocaute.
E o Brasil é HEXA!
Na comemoração, a mãe do Capitão arranca a peruca com os bob’s da Dona Florinda; os caras na prisão começam a pular dentro da cela; Chico morre do coração, e seu fantasma se senta ao lado do fantasma do português para “ver” o final do jogo; a Seleção Brasileira ergue seu craque para a volta da vitória...
Cada um comemora como pode, né...?
Bem, ela deve ter encontrado uma maneira, porque estava ao lado do Capitão na cerimônia de sua promoção a Major. Ele podia até agradecer aquela honra à polícia militar, às celebridades e à Igreja Católica, mas a verdade é que nenhum deles ajudou em sua jornada. Quem realmente merece seus agradecimentos são: um atacante Camisa 10 da Argentina, o finado Bruno de Luca, um cientista incompetente (Zero Pi), um jovem soldado irresponsável (Zero Dois), e um soldado gay (Zero Meia).
E principalmente, o Capitão agradece à mulher que foi essencial em sua batalha, Bia. Um segundo antes de dar um beijo de cinema na moça, tal qual o soldado da marinha agarrando a enfermeira da Cruz Vermelha no meio da rua, naquela foto clássica do fim da Segunda Guerra Mundial. E de levar outro banho. Mas agora é de champanhe.
É que ele passou o filme inteiro levando mijo na cara.
Vamos ao que aconteceu com os envolvidos:
René Rodrigues teve o que mereceu, e foi encaminhado à cela do Tim Maia e da Tammy, tornando-se imediatamente a mulher de um dos dois. Ou dos dois, né?! Vai saber...
O repertório do Molejo ainda não acabou, e eles continuam tocando durante os créditos finais.
Capitão deixa de lado seu preconceito sobre beber cerveja em serviço, e a transporta até o quartel num tanque de guerra – para o caso de outro vagabundo resolver sentar bala nos engradados. Tipo ele, lá no começo do filme...
E já que ele foi o salvador da pátria – e do Papa –, resolveram lhe dar um presentinho: esculpiram seu rosto na parte explodida do Pão-de-Açúcar, que nem o monte Ruchmore. Porque deve ter saído mais barato para a prefeitura do Rio do que restaurar o morro. E agora o bondinho deve passar pelo buraco de suas orelhas, imagino. Tomara que não saia pelo nariz, porque, né...
Mas sua história ainda não acabou. Porque, enquanto ele mostra fotos de sua infância para Bia no banco da praça, são visitados por uma inesperada aparição. Calma, gente, não é nem o fantasma do Bruno de Luca, nem do Chico-Quase-Xavier. É o próprio Capitão, que veio teletransportado do futuro para pedir a ajuda de seu Eu do passado para resolver um novo B.O.: as Olimpíadas de 2016.
Afinal, esse é o seu trabalho, Capitão!

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