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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Desafio #21: Entre o Livro e o Filme... Posso Escolher os Dois?


Seguindo em frente com o Desafio Literário, chegou a hora de Um Livro Que Virou Filme. E tal como aconteceu com Orgulho & Preconceito, o escolhido da vez foi um livro que eu já tinha lido outras vezes, e que eu amo de paixão.



Mas aqui sou obrigada a fazer uma confissão: embora eu goste demais do livro, tenho que admitir que algumas coisas me decepcionaram um pouco no final da história. Mais especificamente no que toca o final da bruxa Lilim – que no filme foi vivida por Michelle Pfeiffer. Diversas partes do livro foram alteradas no filme (cuja review já está escrita, e será postada em breve), e isso melhorou muito o andamento da história. O final, particularmente, ficou maravilhoso no filme. No livro... Bem, é um pouco diferente.


De que livro estou falando? Sei que a dica da bruxa Lilim não foi muito eficaz, mas acredito que a menção à Michelle Pfeiffer – loira e divina aos cinquenta anos de idade – interpretando esse papel tenha levantado a suspeita.


O Mistério da Estrela – Stardust
Título Original: Stardust
Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco
Páginas: 280
Gênero: Fantasia
Sinopse:
Apenas um muro de pedras cinzentas separa o vilarejo de Muralha da Terra Encantada. Existe uma pequena abertura, vigiada dia e noite por dois habitantes, que usam bastões de madeira para impedir que alguém passe para o outro lado.
Para conquistar o amor da bela Victoria Forester, o jovem Tristan Thorn precisa lhe trazer uma estrela cadente que ambos viram cair do céu... na Terra Encantada.
Na sua longa e fatigante jornada, enfrentará inimigos que também querem a estrela, viverá aventuras que jamais imaginou e acabará desvendando toda a verdade sobre si mesmo.

Em O Mistério da Estrela – Stardust, o texto envolvente de Neil Gaiman e as belíssimas ilustrações de Chales Vess dão forma a um conto de fadas para adultos, em que o único limite existente entre os reinos da realidade e da fantasia é um muro...

Sim, o escolhido da vez foi O Mistério da Estrela – Stardust, do genial Neil Gaiman.

Eu gosto demais desse cara; é um dos meus autores favoritos hoje em dia. Acho-o muito criativo e gosto da maneira como ele conduz as histórias, mas, como disse, acho que ele pecou um pouco no final desse livro, que acabou soando ligeiramente infantil, embora o livro esteja muito longe de ser.

Vamos começar apontando algumas diferenças entre o livro e o filme (vou tentar economizar nos spoilers, mas alguma coisa com certeza vai escapar, então, sorry!).

 * Apesar de, no filme, Tristan Thorn ser filho de pai solteiro, no livro, ele tem uma madrasta – que ele não sabe a princípio que não é sua mãe – e uma irmã mais nova.

 * No livro, a bruxa Lilim não tem aquele estranho acesso de bondade que a faz “consertar” a perna quebrada de Yvaine durante o banho. A coitada da estrela passa boa parte da história sem conseguir andar direito.

 * Também não foi a mãe do Tristan quem lhe deu a vela da Babilônia com a qual ele foi ao encontro da estrela, mas vou deixá-los curiosos sobre esse detalhe.

 * Uma das partes que eu estava mais ansiosa para ler quando peguei esse livro pela primeira vez, e que me decepcionou descobrir que não existe na história original é o que se refere ao Capitão Shakespeare. Quer dizer, os piratas pescadores de raios com um navio voador existem; mas o capitão é outro, e essa passagem é extremamente curta e entediante; muito diferente das cenas fantásticas com aquele capitão efeminado que tanto nos deliciou no filme.

 * Saudade do sujeito das runas – aquele que foi pego na mentira pelo Príncipe Septimus. Também só existiu no filme.

 * Sabem o Humpfrey? O mauricinho por quem Victoria trocou Tristan, e depois se arrependeu quando seu antigo pretendente se tornou rei de Stormhold, enquanto seu escolhido trocava piscadinhas com o Capitão Shakespeare? Então, no livro, o nome era outro, e ele também não era tão legal assim...

 * Falando no que não foi legal, aquela batalha épica – acho que dá para chamar assim – no final do filme, entre Tristan e o cadáver do Príncipe Septimus na mansão das bruxas só existiu no filme. O final do Príncipe ardiloso, embora interessante até certo ponto, foi completamente diferente do que vimos nas telas. Aliás, do ponto em que Tristan e Yvaine embarcam na carroça de Sally, a bruxa imunda – ou Sally da Água Podre, como preferirem –, com nosso herói transformado num camundongo, em diante, quase tudo foi mudado: o final do Príncipe Spetimus; o encontro de Tristan e Yvaine com Lady Una; a conquista da liberdade desta de sua servidão à Sally – que nada teve a ver com o encontro da bruxa imunda com a Lilim –; o próprio final da Lilim; a coroação de Tristan; o pé na bunda de Victoria; o romance de Tristan e Yvaine... Estamos diante de duas histórias completamente diferentes.

Nem melhor, nem pior. Só diferentes. Aí é questão de gosto: eu sou fã de excentricidades, de finais extraordinários, de grandes explosões de luz e vilões se desintegrando no ar – beijo tio Voldy! –, então, gostei mais do final do filme. Quem gosta de contemporizar, de ver as coisas se resolvendo no diálogo – a la Amanhecer, com o chazinho de Edward e os Volturi brincando na neve –, provavelmente vai gostar mais do final do livro. Nada contra; mas eu queria mais ação.

Apesar disso, como mencionei lá no começo, gosto muito do autor, e esse livro é um dos meus queridinhos. É uma história criativa, bem narrada, e muito gostosa de ler. E, no caso, de reler, também.

7 comentários:

  1. Não conhecia essa história mas sua resenha despertou uma vontade de conhecer agora mesmo kkk
    Parabéns pelo blog, já estou seguindo para poder acompanhar as novidades <3

    www.papomoleca.com.br

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    1. Muito obrigada! Acho que você vai gostar da história, é muito boa.

      Obrigada por seguir o blog. Vou agora mesmo conhecer o seu :D
      Beijos!

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  2. Olá, de uma fã de excentricidades para outra: Gaiman é demais! Adora como ele resolve tudo com um pouco de impossível kkkk. Adorei o blog e já estou seguindo!
    Beijos, Jana!

    Blog Eu Li nas EntreLinhas

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Jana. O Gaiman é demais mesmo, também sou apaixonada pelos livros dele!

      Que bom que gostou do meu blog. Seja sempre muito bem-vinda!

      Beijos!

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  3. Olá, de uma fã de excentricidades para outra: Gaiman é demais! Adora como ele resolve tudo com um pouco de impossível kkkk. Adorei o blog e já estou seguindo!
    Beijos, Jana!

    Blog Eu Li nas EntreLinhas

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