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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Juntos Não Tão Por Acaso Assim...

Comédia romântica nunca é demais. E as que são estreladas por Katherine Heigl sempre merecem espaço nos nossos corações cinéfilos.
Aliás, aqui veremos uma dupla de peso, porque se Kate é uma das rainhas das comédias românticas, Josh Duhamel é, sem dúvida, o rei. Admito que vi poucos filmes dele, mas a maioria se enquadram nesse gênero. E os que não são, não foram tão bons assim.
Sem mais delongas, vamos relembrar esse belo casal vivendo entre tapas e beijos, tentando criar a filha de seus amigos mortos que caiu de paraquedas como herança para eles, quando ainda se detestavam.
A história começa numa noite em que os amigos de Holly e Messer organizaram um encontro para os dois. Ao que tudo indica, eles ainda não se conheciam, mas a primeira impressão ditou, durante um bom tempo, o ritmo de seu relacionamento: Holly não foi com a cara dele, nem da moto dele, e Messer não fez questão de disfarçar que preferia estar com outra pessoa. O encontro se encerrou sem que ela sequer tivesse girado a chave do carro.

Algum tempo depois, os dois se reencontram no casamento de seus amigos Alison e Peter Novak, dos quais foram padrinhos, e seguem se aturando por causa de seus amigos em comum. No primeiro aniversário de Sophie, filha de Alison e Peter, o casal ainda troca hostilidades por causa da insistência de Messer em usar um boné o tempo todo, mas pelo menos foram capazes de sorrir para tirar uma foto com o bebê.

Holly é dona de uma espécie de delicatessen chamada Fraiche, e aparentemente tem um freguês interessante em vista. Sam é um homem charmoso, que todos os dias compra um sanduíche de peru em sua loja – pelas contas dela, já foram uns trinta e cinco. Está na hora de experimentar outros produtos. Tipo a dona, sabe... Holly aproveita para contar ao bonitão sobre a promoção em que o Fraiche está oferecendo um almoço grátis em um sorteio – esse foi o jeito que ela encontrou de conseguir o telefone dele. E mal espera ele sair para pescar o cartão dele na caixa de cupons, mas eles se misturam acidentalmente, e ela encontra três Sams na caixa.

À noite, enquanto toma um banho de espuma relaxante, ela liga para os três números em busca de seu Sam.

Começamos muito bem, senhorita Berenson. Mas sempre pode piorar.

Pelo menos só resta um número de telefone.

Infelizmente ela não conseguiu completar a mensagem, pois uma chamada em espera pôs fim à sua noite relaxante, e também à sua vida tranquila.
Era um policial, que encontrou o contato dela entre os pertences de Alison. Acontece que sua amiga e o marido sofreram um acidente fatal, e eles precisam notificar à família e também tomar algumas decisões em relação à Sophie.
Felizmente, a pequenina não estava com eles no carro, ficara em casa com uma babá menor de idade. Quando a polícia informou que os pais não iriam voltar, encaminharam a criança ao Conselho Tutelar.
Numa hora dessas, até as picuinhas corriqueiras são postas de lado. Messer vai até a delegacia, e oferece apoio à Holly. Então os dois vão para a casa de Peter e Alison, de onde telefonam para o Conselho Tutelar, mas são informados de que não poderão buscar Sophie até às oito horas da manhã do dia seguinte. Decidindo que a casa do casal falecido é o melhor lugar para esperar por notícias, Messer se dispõe a ficar no sofá para que Holly possa dormir no quarto de hóspedes. Nenhum dos dois tem coragem de ocupar o quarto dos amigos.
Pela manhã, porém, eles recebem a visita do advogado do casal, que despeja uma bomba sobre os dois: Alison e Peter nomearam Messer e Holly tutores de Sophie em seu testamento.

Claro que eles têm a opção de recusar o trabalho. Mas na hipótese de um dos dois sozinho aceitar, ou mesmo os dois, estarão assumindo uma grande responsabilidade. Sem falar nos gastos. Os bens do casal morto cobriram a hipoteca, mas uma casa daquele tamanho custa uma fortuna em impostos e manutenção, sem falar nos gastos que terão para cuidar de uma criança. Peter era membro de um escritório de advocacia, mas Messer é apenas um diretor de transmissões de jogos de basquete, com um salário muito menor que o do amigo, embora Holly garanta que administra um negócio de sucesso, e se vira muito bem. O advogado pede que eles pensem nisso com calma. O mais importante é trazer Sophie de volta para casa. Eles vão buscá-la imediatamente no Conselho Tutelar, e o advogado marca uma audiência de custódia temporária.
Desde o princípio, eles percebem as dificuldades que terão se aceitarem a guarda da menina. Nenhum dos dois sabe como cuidar de uma criança. Holly comprou um desses livros escritos por psicólogos infantis que tentam funcionar como uma espécie de manual de instruções, e começa a pensar em horários de sono, mas quando Sophie começa a chorar sem motivo, eles ficam perdidinhos da Silva. Messer quer pegá-la imediatamente no cercadinho, mas Holly leu que precisam deixá-la se acalmar sozinha. E iniciam uma das cenas mais hilárias do filme.

Primeira evidência: no papel, a dica é simples; na prática, com um bebê esgoelando de chorar na cuca de duas pessoas que nunca conviveram com crianças, o buraco é muito mais embaixo.
Holly então começa a preparar uma papinha de cenoura para Sophie, pois ela está decidida a não dar qualquer coisa que não seja nutritiva a um bebê, mas quando Sophie prefere jogar a comida na cara dela do que comer, e se deliciar com os salgadinhos industrializados que Messer lhe oferece os dois chegam à conclusão de que não são realmente a melhor opção para Sophie.
Aqui entre nós: eu também não convivo com crianças, mas alguém aí já conheceu alguma criança bem pequena que gostou de legumes batidos no liquidificador? Holly, como cozinheira profissional, já deveria saber disso. Amassa com a colher, fofa, e pode ser que você não termine usando papinha como maquiagem.
Como diria Giovani Improta: “o tempo urge e a Sapucaí é grande!” De modo que Holly e Messer têm pouquíssimo tempo para encontrar outra opção para a pequena.
Durante a recepção após o funeral de Peter e Alison, eles entrevistam alguns parentes do casal em busca de alguém que possa cuidar de Sophie. E é quando finalmente entendem porque os amigos os escolheram. Conheçam os magníficos parentes de Alison e Peter Novak: um avô muito idoso que quase foi assassinado pelo bebê que não sabia que não devia puxar a mangueira de seu respirador portátil; um casal com nove filhos; e uma stripper. E esse é lado bom da família! Pelo menos o casal com nove filhos com certeza sabe como manter uma criança viva, ao passo que para o avô, Sophie seria um brinquedo extremamente perigoso para sua saúde...

Messer fica ainda mais indignado quando, na audiência de custódia temporária a juíza não faz nenhuma pergunta a eles antes de conceder a guarda da menina.

Se nos Estados Unidos a coisa tá nesse nível, realmente não tenho mais esperanças de tirar o Brasil da merda...
Felizmente eles conseguem um pouquinho de ajuda dos vizinhos, que se prontificam a ensinar a eles tudo o que precisam saber sobre cuidar de um bebê. Dali em diante, Holly e Messer organizam as atividades e os horários numa grande tabela para facilitar a vida.
E eles realmente estavam precisando de bastante ajuda.

Pelo menos nessa parte os dois concordam: nenhum dos dois está muito feliz em ter que trocar fraldas.

E nesse momento eles percebem um caroço esquisito no umbigo de Sophie, que os deixa aflitos, e faz com que Holly a leve ao pediatra no dia seguinte. E não é que o destino preparou uma bela surpresa para nossa mocinha?!

Ele comenta que recebeu a mensagem dela, na verdade meia mensagem, justamente a parte que não tinha o número do telefone dela para que ele pudesse retornar, e ela conta que foi quando alguém apareceu com a notícia de que seus amigos tinham morrido num acidente de carro. E agora ela é responsável pela filha deles, mesmo não fazendo ideia de como cuidar de uma criança. Alison podia ter deixado para ela um colar de pérolas ou uma bolsa Yves Saint-Laurent, mas isso é demais, e ela não está aguentando essa mudança tão repentina em sua vida.
E ao se tocar que despejou uma enxurrada de reclamações em cima do coitado, que não tem nada a ver com o drama, ela se desculpa, e ele a tranquiliza dizendo que ela está se saindo muito bem, e que o calombo no umbigo de Sophie não é nada grave, e deve desaparecer espontaneamente em alguns dias. Mesmo assim, ele prescreve uma receita.

E ela decide começar o tratamento naquela mesma noite. Mas aparentemente escolheu um vinho um pouco mais forte do que deveria, pois na segunda taça ela já está falando mole e jogando suas frustrações na cara de Messer. E bem nesse momento Janine Groff, assistente social do Conselho Tutelar decide aparecer para sua primeira visita surpresa.

Seu pedido é uma ordem! Holly se enfia no banho para baixar o nível alcoólico, enquanto Messer leva Janine em um tour pela casa que Sophie herdara dos pais. Quando Holly aparece, está mais calma, com o cabelo molhado, se desculpando por sua demora em aparecer, pois precisava colocar o bebê para dormir.

Tudo bem, Holly, já entendemos que você ainda está bêbada! Mas dá uma disfarçada para a Janine não perceber... Muito...
A primeira conversa com a assistente social é um pouco embaraçosa, quando eles têm que admitir que não pretendem se envolver romanticamente, mas que estão dispostos a honrar a escolha de seus amigos e criar Sophie da melhor maneira possível.
Naquela noite, Sophie se recusa a parar de chorar e dormir, obrigando Messer e Holly a chamarem Amy, a jovem “domadora de bebês” para tentar acalmá-la. Amy começa a ninar Sophie perto do exaustor ligado. Não sabe bem por que, mas isso costuma acalmá-la, e, de fato, a pequena logo cai no sono. Mas é só a babá virar as costas para que recomece a choradeira. E como nem Holly nem Messer têm a habilidade de Amy para balançar Sophie junto ao exaustor, e está muito tarde para chamar a garota de volta, eles colocam Sophie no carro e decidem dar uma volta no quarteirão para ver se ela se acalma. Mas como criança – infelizmente – não vem com um botão de desligar, a volta no quarteirão se transforma num enorme tour pela cidade que só termina ao amanhecer. A boa notícia é que Sophie parou de chorar. A má é que ela ainda não dormiu. Mas Holly cochilou ao lado dela no banco de trás, para profundo aborrecimento de Messer que teve que dirigir a noite toda.
Desconfio que o Chaves já cantou sobre o motivo de pranto dessa pirralha.

Afinal, os pais da pobrezinha acabaram de morrer, e ela é pequenininha demais para entender que eles não voltarão mais para casa. Judiação...
Quando finalmente tem a oportunidade de dirigir a transmissão de um jogo de basquete, Messer se vê num apuro danado, pois Holly tem um evento importante naquela noite, para o qual estava se preparando havia meses e não pode desmarcar. E Amy, a babá domadora de bebês tem prova de matemática, e também não poderá faltar à escola. A única alternativa que Messer encontra, depois de cantar todos os vizinhos que, de acordo com Holly, estão apaixonados por ele – por ele, e não por cuidar de seu bebê –, é deixar a menina aos cuidados do taxista, um velho conhecido seu.

Para quem estava chorando miséria no começo do filme, Messer ficou tão mão aberta de repente, não acham? Mas aqui o taxista levantou uma questão interessante: filho é que nem pum, cada um só aguenta o seu. Ainda mais essa molecada ligada no 220 que está aparecendo hoje em dia...
E pensa que isso solucionou o problema do bonitão? Que nada! Porque desde o início do jogo, o taxista ficou ligando de minuto em minuto, enchendo o saco, porque Messer precisava descer e trocar a fralda de Sophie, porque o bebê não parava de chorar, porque estava muito calor e ele precisava de um refrigerante, porque ele queria um lugar confortável para ver o jogo... No fim das contas, ele precisou levar o taxista com o bebê para a sala de transmissão, o que transformou seu trabalho num grande caos, porque com Sophie chorando, ninguém conseguia ouvir as instruções de Messer, fazendo o público perder um lance decisivo quando ele mandou focar na câmera errada.
Quando Holly chega em casa naquela noite, encontra Messer ninando Sophie com uma música do Radiohead – porque afinal, todo mundo gosta de Radiohead, embora eu ache que Creep não é exatamente apropriada para um público da idade dela –, e em seguida ele despeja um monte de frustrações em cima da moça. Bem, nenhum dos dois está satisfeito com o rumo que sua vida tomou; Holly com certeza também não teria desejado criar uma criança com um cara que ela não suporta, mas o dia de Messer poderia ter sido um pouco menos tumultuado se ele tivesse dado uma olhadinha nas páginas amarelas em busca de um serviço de babás. Ou, em todo caso, poderiam ter pedido recomendação a um dos vizinhos, como Holly sugeriu. Esses homens ainda têm muito o que aprender...
Agora que ela está em casa, ele decide dar uma volta de moto para esfriar a cabeça, mas Holly tenta dissuadi-lo do passeio naquele estado, lembrando-o de que os pais de sua filha morreram num acidente de carro recentemente.

Mesmo de cabeça quente, ele vai para a rua, dá uma volta de moto, e quando volta, um pouco mais calmo, encontra Holly fuçando as coisas de Peter e Alison. Ela encontrou alguns vídeos caseiros que a fizeram lembrar dos amigos, e do quanto eles combinavam juntos, mas que também a fizeram perceber que a vida deles não era perfeita. Quando Alison foi para a maternidade dar à luz Sophie, Peter aproveitou para pintar o quarto do bebê, e quando a trouxeram para casa, o cheiro de tinta fresca ainda era forte, e Alison não quis deixar a filha dormir lá. Isso faz Holly e Messer perceberem que está tudo bem cometer alguns erros no caminho, afinal, eles não estavam preparados para isso, mas que eles não conseguirão fazer suas vidas funcionarem com Sophie enquanto estiverem tentando ser como Alison e Peter, ou enquanto agirem como se esperassem que eles fossem voltar, porque eles não vão. Precisam sepultá-los de uma vez por todas e seguir em frente.
Então eles decidem empacotar alguns dos objetos deixados pelo casal que nunca lhes agradaram na casa, e começar a fazer as coisas do seu jeito.
Pouco a pouco eles vão chegando a um acordo e decidem que para dar um lar à Sophie, eles precisam, antes de mais nada, fazer uma trégua, chegar a um denominador comum. Assim, decidem continuar levando uma vida normal, trabalhando e tendo encontros, revezando algumas noites de folga em semanas alternadas. Claro que Messer desfruta muito mais dessa liberdade do que Holly, trazendo a cada noite uma mulher diferente para dormir com ele. Holly sente pena daquelas pobres iludidas que acreditam que ele vai ligar de volta algum dia.
O interessante é que eles estão realmente se dando bem à essa altura, e até vão juntos ao supermercado, como uma linda família feliz, e é quando Holly descobre como Messer consegue conhecer tantas mulheres para paquerar. Ele sempre faz questão de ir ao supermercado com a Sophie, porque as mulheres sempre olham para um homem carregando um bebê. Ela até faz o teste drive da Messer Magia, pedindo que ele a paquere como se ela fosse uma das tolinhas que ele costuma seduzir por ali, e cai direitinho em sua armadilha após uma aparente recusa. Não que Messer faça algo extraordinário. Ele apenas puxa conversa de uma maneira aparentemente banal, e deixa a vida o levar...
Mas, dessa vez, o passeio acaba sendo mais produtivo para Holly, que encontra o charmoso pediatra de Sophie, Sam Nelson, e já aproveitam para agendar um encontro para a próxima sexta, quando Holly terá a noite de folga.
Messer fica preocupado com essa história de ela sair com o pediatra da menina.

♪♪♪ Mas é ciúme! Ciúme de você! Ciúme de você! Ciúme de você... ♪♪♪
E nada impede Messer de constranger Holly, contando para Sam, quando ele vai buscá-la em casa, quantas roupas diferentes ela experimentou para o encontro, e como nada disso os abala, ele pede a Sam que tire todas as teias de aranha da moça antes de trazê-la de volta.
Suuuuuuper sutil!
Enfim, Holly consegue ter um encontro dos sonhos com o homem dos seus sonhos – na verdade, o homem com quem sonhara durante meses, enquanto servia a ele um sanduíche de peru atrás do outro –, numa mesa privativa num dos melhores restaurantes da cidade – em que seria impossível conseguir uma reserva, se Sam não fosse o pediatra particular das filhas do chef Phillipe Le Mare, que decide servi-los pessoalmente esta noite.
Noite que, aliás, teria sido perfeita, se Messer não tivesse percebido que Sophie estava com febre, e telefonado para Holly, para falar com o Doutor Amor. O médico então pede que ele a leve ao hospital, e telefona para o plantonista, pedindo para passá-los na frente.
Holly fica desesperada, e decide ir ao encontro de sua pequena, acabando com o encontro e a noite de folga do bom doutor. Pelo menos ele ganhou uma bicota antes de ir embora e deixá-la na emergência com a mais ou menos filha e o mais ou menos cônjuge.

Para compensar os problemas do primeiro encontro de Holly pós-tutela da Sophie, e comemorar o fato de ele ter decidido investir suas economias no restaurante dela, Messer decide deixar a bebê com Amy e levar Holly para sair. Ela o leva ao Fraiche, seu restaurante em expansão, prepara o jantar, e os dois se divertem muito mais do que teriam imaginado meses atrás. Mas no fim da noite, ele tenta ensiná-la a pilotar a moto, e isso acaba não dando muito certo.

Não sei qual era o nível alcoólico do casal no momento dessa aula, então, vamos dar um desconto. O coitado do Messer se senta na calçada, desconsolado, porque ela não pilotou nem um metro e conseguiu destruir a moto, mas pelo menos ninguém se machucou. Imagino que tenham aprendido novos “elogios” do motorista daquele ônibus.
Creio que já tenham sentido o clima, né? Um casal que costumava não se suportar e implicar um com o outro constantemente, e que agora estão morando juntos, criando um bebê juntos, decidiram parar com a implicância e ficar amiguinhos, investir nos sonhos um do outro, e agora tiveram um encontro “não-romântico”. Sabem onde isso vai terminar, não é?
Pois é... No quarto dos falecidos amigos.

E olha só o que eles encontraram debaixo do travesseiro!

Peraí, gente, que eu estou recebendo uma ligação importante. O Eddie Murphy tem algo a dizer sobre isso.

Pois é... Mas como desgraça pouca é bobagem na vida desse casal, depois de se deliciarem com meia fornada de brownies de maconha, e de descobrirem que os desenhos idiotas que a Sophie gosta são muito divertidos para gente chapada, e de furunfar mais um pouquinho na suíte dos defuntos, eis que Janine bate à porta bem cedinho.

Provavelmente porque a assistente social anda de mãos dadas com a Lei de Murphy. E as duas estão contra vocês. Quer dizer, mais ou menos...
Janine comprova que os dois estão mais adaptados às funções, e Holly conta que Sophie está andando agora.
Ah, é esqueci de comentar essa cena. Holly estava no banho quando Sophie ameaçou dar os primeiros passinhos, e Messer gritou para ela correr, Holly gritou para Sophie esperar, mas como o bebê não entende patachongas do que eles falam, e Messer entende chongas ao cubo  da linguagem corporal de um bebê, ele acabou dando um empurrãozinho meio acidental na criança, fazendo-a tombar de bunda no chão e começar a chorar, deixando Holly puta, como sempre.

Ledo engano, amiga! Essa criança tem um amendoim no lugar da memória; esqueceu rapidinho o empurrãozinho do tio Messer, e começou a andar para lá e para cá pela casa inteira, deixando o casal ainda mais doido em seu encalço para evitar que ela se machuque.
Mas voltando à Janine, ela não demora a perceber, pelo rumo da conversa sobre os planos do casal para o futuro, e as coisas que acontecem sem planejamento, que eles acabaram se envolvendo, o que a deixa aborrecida, pois se o relacionamento não der certo, a situação vai complicar de vez. Ainda mais que ela deve ter assistido o começo do filme, quando Holly apregoava aos quatro ventos que Messer era um idiota. Se agora o namoro for pro vinagre, há uma boa chance de ela colocá-lo para fora de casa, e então Sophie terá uma dupla de pais mortos e outra de pais separados. E isso é tudo o que essa criança não precisa agora...

Falando em merda, olha mais uma aí pra alguém limpar, gente...

Como Janine já previa, o romance de Messer e Holly azeda logo em seguida, quando um dos vizinhos deixa escapar um comentário sobre a oferta de promoção que Messer recebeu para trabalhar em Phoenix, da qual Holly nada sabia. Percebendo que ele estava pensando no caso, ela o deixou livre para partir, e não demorou a chamar a próxima senha, que ainda estava com o Dr. Sanduíche de Peru.
E o casal realmente estava se dando bem, até Messer vir para o seu fim de semana com Sophie, e ser convidado para uma festinha que Holly decidiu oferecer aos vizinhos, como despedida da casa de Peter e Alison, pois aparentemente Messer tinha razão, e a manutenção era cara demais, mesmo com o bonitão enviando sua contribuição direitinho todo mês.
Messer fica possesso ao descobrir que ela pretendia vender o imóvel pelas suas costas, e os dois acabam lavando a roupa suja na cozinha, sob os ouvidos da vizinhança inteira e mais o Dr. Sanduíche de Peru bonitão. E qual foi o amaciante que acabou respingando dessa lavanderia?

Por essa o doutor não esperava. E precisou esperar elegantemente que as pessoas fossem embora para finalmente conversar com Holly com toda a dignidade, e confessar que talvez tenham se precipitado com aquele envolvimento, porque está na cara que ela ainda ama Messer.

É engraçado como um filme às vezes nos traz a lembrança de outro. Essa situação com a Holly me fez lembrar uma frase dita por Sandra Bullock em Enquanto Você Dormia: “A vida nem sempre é do jeito que a gente imagina”. Holly costumava pensar em Sam quando ainda nem sabia o nome dele. Ele era o Príncipe Encantado que ela desejava e teria conseguido, não fosse o acidente fatal de seus amigos, que mudou completamente os rumos de sua vida, colocando-a no caminho de outra paixão. Por mais indesejada que essa paixão fosse.
E como se já não houvesse emoções suficientes girando sobre Holly, Sophie escolheu aquela noite para dizer sua primeira palavrinha e chamar Holly de “mamãe”.

Demorou para perceber, hein, garota! Outra cena cute cute para nossa coleção.
No dia seguinte, Holly acorda com Janine dentro de casa, para sua última reunião. Desta vez, sua visita já era esperada, pois a assistente social decidiu quebrar o protocolo e avisar que viria, e ainda hoje pretende dar seu parecer sobre a moça ao Conselho Tutelar. E quando Holly comenta, tentando convencer mais a si mesma do que à assistente social de que a situação ficou melhor com uma pessoa só fazendo tudo, embora talvez não seja certo privar Sophie de uma figura paterna, mas argumentando que pais de verdade nem sempre fazem o certo também, que dirá tutores... É quando ela se dá conta de que não está enganando ninguém, pede para remarcar a visita, e decide ir ao aeroporto atrás de Messer, que deve estar fazendo o check in para voltar para Phoenix nesse exato momento.
Acontece que Janine já perdeu tempo demais com essa novela e se recusa a perder o último capítulo. Então ela vai junto. Para desespero de Holly, que não pode ultrapassar o limite de velocidade com Sophie no carro na presença da assistente social.

Como sabe que ninguém a deixará passar pelo portão de embarque sem uma passagem, Holly vai direto ao guichê comprar duas passagens para qualquer lugar perto do terminal que Messer utilizará, mas Janine se recusa a esperar no carro. E como o tempo é curto, a assistente social acaba ficando de babá da Sophie enquanto Holly corre em busca de seu verdadeiro amor e... Percebe que o avião dele já decolou.
Arrasada, ela volta para casa, chorando copiosamente por ver o amor partir, e decide dar a guarda definitiva de Sophie a Holly, que voltou para casa dirigindo com toda a prudência, sem tremer ao volante, deixando para chorar por seu coração partido no aconchego do lar.

Esse não seria o final de uma comédia romântica se não fosse feliz. Ao entrar em casa e deixar Sophie no cercadinho brincando com as chaves do carro – tomara que a reserva esteja num lugar fácil –, Holly se depara com o homem de sua vida esperando na sala.
Acontece que ele finalmente entendeu porque Alison e Peter deixaram a guarda da criança para eles: os dois juntos com a Sophie – quando não estão brigando –, de algum modo são uma família. E é disso que a menina precisa. Quando Messer foi embora, ele não sentiu falta de Holly ou da bebê, mas da família que eles formavam.
Então Holly confessa que foi procurá-lo no aeroporto, e os dois finalmente encontram seu denominador comum e seu final feliz.

Que é comemorado no próximo aniversário da Sophie, com uma grande festa, na presença de todos os vizinhos, porque agora que a vida amorosa entrou nos eixos, a crise financeira que levava Holly a querer vender a casa também foi superada. O que me leva a crer que essa crise financeira tinha outro nome... Essa mocinha não estava gostando de ter que conviver com as lembranças de seu amado naquela casa.

Nada boba!

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